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Pastor quer retirar imagem de Nossa Senhora da praça

Um grupo de católicos reagiu à tentativa de retirada da santa com um abaixo-assinado e um ato de “abraço à santa” no último domingo

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Um grupo de católicos reagiu à tentativa de retirada da santa com um abaixo-assinado e um ato de “abraço à santa” no último domingo

Pastor quer retirar imagem de Nossa Senhora Aparecida em Águas Lindas de Goiás (cidade goiana que fica no entorno do Distrito Federal)

Pastor quer retirar imagem de Nossa Senhora Aparecida em Águas Lindas de Goiás (cidade goiana que fica no entorno do Distrito Federal)

Divulgação/Prefeitura de Águas Lindas de Goiás

Uma imagem de Nossa Senhora de Aparecida na cidade de Águas Lindas de Goiás (cidade goiana que fica no entorno do Distrito Federal) tem sido alvo de polêmica entre evangélicos e católicos da cidade. Desde maio, o pastor Edílson Andrade, da igreja Atalaias, tem coletado assinaturas com a comunidade evangélica da região para pedir a retirada da imagem, que fica em uma praça no Jardim Brasília, bairro que fica na entrada da cidade.

Andrade alega que colocar uma santa para representar o município vai contra a Constituição. “O estado é laico. Colocar uma santa na entrada da cidade é desrespeitar outras religiões, não só os evangélicos como também os espíritas. Por que eles não fazem como os umbandistas, que deixam imagens só nos terreiros?”, questiona.

O pastor evangélico afirma que já coletou 3.000 assinaturas e quer mais. “Buscamos 15 mil assinaturas. Vamos fazer uma vigília no dia 21 para pedir a retirada da imagem”, afirma. Ele também diz que, se a prefeitura não fizer a remoção da imagem, pretende ir à Justiça: “Pensamos em entrar com uma ação popular para tirar a estátua.”

Um grupo de católicos reagiu à tentativa de retirada da santa com um abaixo-assinado e um ato de “abraço à santa” no último domingo. De acordo com nota lançada por um grupo que se denomina “Nossa Senhora Aparecida quer ficar no Jardim Brasília”, a imagem tem não deve ser retirada: “A imagem representa o povo que luta e trabalha por esta cidade. Desde 1998 a imagem estava ali no Jardim Brasília”, aponta a nota.

IMAGEM POLÊMICA

Quadro com PM atirando em negro crucificado recebe "asilo artístico" no TJ-RJ após solicitação do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP) encaminhada à presidente do TJ, a desembargadora Leila Mariano. A imagem, criada pelo cartunista Carlos Latuff, mostra um policial fardado atirando contra um homem negro crucificado

Quadro com PM atirando em negro crucificado recebe “asilo artístico” no TJ-RJ após solicitação do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP) encaminhada à presidente do TJ, a desembargadora Leila Mariano. A imagem, criada pelo cartunista Carlos Latuff, mostra um policial fardado atirando contra um homem negro crucificado

Alguns católicos acreditam que a atitude do pastor é fundamentalista: “Estamos lidando com mentalidade religiosa que nos lembra o Oriente Médio, África e Egito. Nos preocupa tal postura. É arriscado termos pessoas que serão demitidas, espancadas e apedrejadas por acreditar na Virgem Maria” diz a nota. A reportagem doUOL tentou conversar com representantes do grupo e da Igreja Católica da cidade, mas não teve retorno até a conclusão dessa reportagem. 

No meio da polêmica, a prefeitura da cidade afirma que, apesar do abaixo-assinado, a imagem não será retirada: “A santa tem valor cultural. Não é tirando o monumento que vamos solucionar a questão. Não é papel do executivo julgar essa questão”, respondeu a prefeitura por meio de assessoria.

Uma das soluções apontadas pelo executivo local seria criar uma outra praça para evangélicos, mas ressalta que não são todos que querem a retirada da santa: “Estamos pensando em criar uma praça da Bíblia. Aí todos ficariam satisfeitos. Lembrando que esse é o movimento de uma congregação”.

Não é a primeira vez que a santa da cidade causa polêmica. No ano passado, um homem de 19 anos deu uma marretada no rosto da imagem e foi preso. À época, o acusado afirmou ser “enviado de Cristo”. Ele foi preso, quase linchado e, após o estrago, a prefeitura fez reparos na imagem da santa.

ABRAÇO SIMBÓLICO

Em abraço coletivo, moradores de Águas Lindas apoiam a imagem de Nossa Senhora Aparecida

Em abraço coletivo, moradores de Águas Lindas apoiam a imagem de Nossa Senhora Aparecida

Edgard Matsuki Do UOL, em Brasília

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Projeto Rhuamm, que cria rede de proteção de crianças e adolescentes, é lançado pela Defensoria Pública

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Depois de quase um ano de elaboração, articulações e formação de parcerias, o Projeto Rhuamm – Rede Humanizada de Apoio a Meninas e Meninos, coordenado pelo Núcleo da Cidadania da Defensoria Pública, foi lançado na manhã desta terça-feira, 24, reunindo representantes das instituições que atuarão em conjunto para ampliar as ações preventivas de forma a evitar o abuso e a violência praticada contra crianças e adolescentes em Rio Branco, cidade que abrigará o projeto-piloto.

O nome e a motivação para a criação do projeto vieram do caso envolvendo o menino Rhuan, morto de forma violenta em 2019 pela mãe e a namorada dela, em Brasília. A Defensoria Pública do Acre, por meio do defensor Celso Araújo Rodrigues, que hoje coordena o Núcleo de Cidadania, responsável pelo projeto, se mobilizou para trazer ao Acre o corpo da criança e apoiar a família paterna.

“A Defensoria Pública, diante de uma das suas prerrogativas, que é proteger a criança e o adolescente, criou, desenvolveu e está executando este projeto. A intenção é acolher e tratar crianças vítimas de violência. Os casos serão encaminhados ao núcleo do Projeto, principalmente pelas escolas”, explica o defensor Celso Araújo.

A defensora-geral, Simone Santiago, lembra que o projeto “nasceu naquele fim de semana trágico”. “Primeiro nasceu no coração do Dr. Celso e ele veio conversar comigo e com a Dra. Roberta e nós o abraçamos. Sabíamos que sozinhos, com nosso instrumento, não poderíamos fazer com que esse projeto alcançasse seu objetivo. Minhas palavras são de agradecimento. Sabemos que estamos no caminho certo e avisamos a sociedade de que estamos atentos, que existem vários atores que estão olhando para as crianças. Este é o nosso recado. Estamos todos abraçados por uma causa, das mais justas, que é a proteção de crianças e adolescentes”, ressaltou a defensora-geral.

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O Rhuamm visa estabelecer parceria com o sistema de garantia de direitos e irá capacitar profissionais envolvidos no projeto e nas escolas de ensino infantil e fundamental de Rio Branco, oferecendo também orientação aos gestores escolares e aos pais das crianças de 0 a 11 anos, público-alvo do projeto, entre outras atribuições.

Família de Rhuan participa de solenidade

Parte da família paterna de Rhuan, avós, tias e primo, compareceu ao lançamento do projeto. “Esse projeto é muito importante para as crianças. Vou morrer e ele vai ficar aí pra dar orgulho pra minha família. Espero que as escolas, as diretoras procurem conversar com as crianças, quando verem uma criança triste pra saber o que está acontecendo. Que todas as escolas façam parte desse projeto, porque é muito bom e vai dar resultado”, disse Francisco das Chagas, avô de Rhuan.

A secretária adjunta dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Fernanda Ramos Monteiro, que participou do evento de forma virtual, apresentou projetos e ações da política nacional de prevenção à violência contra crianças e adolescentes.

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A secretária adjunta divulgou dados que apontam a redução de 41% do número de mortes por agressão a crianças e adolescentes no Brasil em comparação à média registrada entre 2012 e 2018.

São parceiros do Projeto Rhuamm o Tribunal de Justiça do Acre, Ministério Público, Defensoria Pública da União, Ministério Público do Trabalho, Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, Sebrae, Polícia Militar, Centro Universitário

Uninorte e Prefeitura de Rio Branco, por meio do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, SASDH, Seme, Centro Especializado de Referência em Assistência Social, Semsa, Centro Pop e Conselho Tutelar.

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