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Monitoras dizem que são ameaçadas de morte por flanelinhas

‘Trabalhamos na pressão e com medo’, diz monitora de Rio Branco. Empresa afirma que uma minoria dos flanelinhas resiste à Zona Azul.

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‘Trabalhamos na pressão e com medo’, diz monitora de Rio Branco. Empresa afirma que uma minoria dos flanelinhas resiste à Zona Azul.

Géssica Ferreira conta que monitoras são ameaçadas diariamente por flanelinhas. (Foto: Veriana Ribeiro/G1)

Géssica Ferreira conta que monitoras são ameaçadas diariamente por flanelinhas. (Foto: Veriana Ribeiro/G1)

Todos os dias a monitora de estacionamento Géssica Ferreira, de 21 anos, precisa lidar com situações difíceis ao trabalhar no estacionamento rotativo Zona Azul, em Rio Branco. Mas não é a reclamação dos clientes ou a grande demanda de serviço que lhe incomoda. Desde que começou a trabalhar, há pouco mais de um mês, ela e suas companheiras sofrem com constantes ameaças de morte, estupro e roubo.

Segundo ela, um grupo de flanelinhas está realizando ameaças. “Nós sabemos que não são todos os antigos flanelinhas que fazem isso, alguns são pais de família, trabalham com a gente vendendo os créditos da Zona Azul. Mas existem alguns, principalmente os que são viciados em drogas, que fazem essas ameaças e nós temos medo”, diz.

Géssica conta que duas monitoras chegaram a ser perseguidas e ameaçadas com uma faca. “Uma vez, eles correram atrás de duas monitoras com uma faca. Nos ameaçam de estupro, falam que vão roubar nossos equipamentos, nossos celulares. Nós trabalhamos na pressão e com medo, essa é a verdade”, desabafa.

Ela afirma que os condutores que utilizam a Zona Azul também sofrem com as ameaças deste grupo de flanelinhas. “Um dia encontrei uma moça assustada, porque ela foi pagar o parquímetro e o flanelinha disse que tinha que pagar para ele. Quando ela se recusou, ele disse que o carro dela poderia ser quebrado enquanto ela estava no centro. Teve outro caso de um motoqueiro que teve o assento rasgado porque preferiu pagar o parquímetro”, conta.

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Uma monitora de 19 anos, que preferiu não se identificar, afirma que existe um medo muito grande entre as funcionárias. “Eles falavam que iam arrancar nossos pescoços, nós ficamos muito nervosas. Alguns são ex-presidiários e usuários de droga, não são muito confiáveis”, disse.

Ela afirma que as monitoras têm medo de prestar queixa para a polícia e, por isso, nunca fizeram nenhum boletim de ocorrência pelas ameaças. “Reportamos isso para a empresa, mas temos medo de fazer um boletim de ocorrência. Porque se a polícia for lá e der uma prensa neles, no outro dia estaremos na rua e eles podem se vingar”, afirma.

A Serttel, empresa responsável pela implementação da Zona Azul em Rio Branco, explica que fez um trabalho de inclusão com os flanelinhas da capital, exatamente para minimizar os impactos neste grupo social.  De acordo com Henrique Borges, gerente regional de Rio Branco da Serttel, a empresa ofereceu a possibilidade dos flanelinhas trabalharem como vendedores autônomos de créditos para a Zona Azul e muitos foram incluídos em programas da prefeitura.

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“Não foi uma ação desprogramada. Fizemos esse primeiro piloto, alguns deles  integraram os programas da prefeitura ou da empresa, mas uma pequena minoria optou por não participar e tiveram reações bastante negativas”, disse.

Ele afirma que não é possível obrigar que as monitoras relatem à polícia as ameaças que sofrem dos flanelinhas, mas a empresa já registrou boletins de ocorrência pelo vandalismo que é feito nos parquímetros. “A empresa já fez uma série de boletins de ocorrência em relação aos vandalismos nos parquímetros. Nas últimas semanas já identificamos que diminuiu essas ações, porque o policiamento está sendo mais efetivo”, afirma. Segundo ele, diariamente os parquímetros são alvos de vandalismo, como marteladas, quebra de painéis, entre outros.

A Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Rio Branco (RBTrans) explica que a monitoras têm uma relação contratual com a empresa e não com a prefeitura, mas que, ao ter conhecimento das ameaças, o órgão orientou que fossem feitos boletins de ocorrência.

“Nós orientamos que seja prestada a queixa policial pela pessoa vitimada ou pela gerencia da empresa, tendo em vista que os serviços da empresa estão sendo dificultados. Essas ameaças e agressões devem ser tratadas na esfera policial”, disse o superintendente da RBTrans, Nélio Anastácio.

Monitoras temem fazer boletim de ocorrência contra flanelinhas. (Foto: Veriana Ribeiro/G1)

Monitoras temem fazer boletim de ocorrência contra flanelinhas. (Foto: Veriana Ribeiro/G1)

Veriana Ribeiro Do G1 AC

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Em 5º lugar entre os estados que mais desmatam a Amazônia, Acre cria grupo de trabalho para fiscalização remota

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Grupo de trabalho vai gerar informações georreferenciadas de desmatamento, além de monitorar e fiscalizar de forma remota esses crimes ambientais – Foto: Reprodução

Com objetivo de monitorar e fiscalizar remotamente o desmatamento no estado do Acre, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Políticas Indígenas (Semapi) criou um grupo de trabalho formado por órgãos ambientais. A portaria foi publicada na edição desta terça-feira (26) do Diário Oficial do Estado (DOE).

O grupo vai ser formado por representantes da Semapi, do Instituto de Meio ambiente do Acre (Imac), Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), Secretaria de Produção e Agronegócio (Sepa) e Instituto de Terras do Acre (Iteracre).

Conforme a portaria, o grupo deve definir, avaliar, elaborar propostas de fluxos, normas, critérios e procedimentos técnicos e jurídicos para produção de informações georreferenciadas de polígonos de desmatamento. Além da elaboração de procedimentos de monitoramento e fiscalização remota no estado.

Para a criação do grupo foi considerada a necessidade de trabalho conjunto envolvendo a equipe técnica da Semapi e os técnicos do Imac.

O documento diz ainda que o estado não possui um sistema de informações estruturado, com rede lógica e equipamentos para a utilização de geotecnologias, armazenamento e compartilhamento de dados. Também não há um gerenciador de projetos organizados e sistematizados para um monitoramento e controle eficientes.

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O grupo deve se reunir conforme a necessidade. Ainda segundo a publicação, a participação dos membros vai ser considerada prestação de serviço público não remunerada.

Desmatamento no Acre

O estado acreano registrou um aumento de 40% no desmatamento no mês de setembro deste ano, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Dados são do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) obtidos via Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD).

Conforme os dados, o estado desmatou uma área de 118 km², enquanto em 2020, o mês fechou com 84 km². Com esse resultado, o Acre ficou em quinto lugar entre os estados que mais desmataram a Amazônia nesse período.

A Amazônica Legal teve 1.224 km² de desmatamento, o que resultou em um aumento de 1% em relação a setembro de 2020, quando o desmatamento somou 1.218 km². O desmatamento do Acre representou 10% do total na Amazônia.

Degradação

Em relação à degradação das florestas, o Acre teve um aumento exorbitante comparando os dois meses de 2020 e 2021 e saltou de 3 km² para 18 km², o que corresponde a 500% de aumento, conforme os dados.

Com esse dado, o estado ficou em primeiro lugar entre os estados da Amazônia Legal com maior degradação. Veja mais no G1 Acre 

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Desmatamento no Acre tem aumento de 40% no mês de setembro em comparação com o mesmo período de 2020 – Foto: Arquivo/BP-AC

E Veja Também no 3 de Julho Notícias

Veja o Vídeo Abaixo: Vereadora Neiva Badotti – “Não me manda recado, mais! Este tipo de recado é de quem deve, é de quem está com medo, eu vou continuar fiscalizando, denunciando doa a quem doer. Eu tenho certeza que essas denuncias não vão passar despercebidas, eu confio plenamente no Poder Judiciário na Policia Federal que não vão usar dois pesos e duas medidas para ninguém. Ninguém está acima da Lei, nem a senhora prefeita, nem o Governo do Estado e nem o presidente da República interfere na PF, não me mande mais recado!!”, concluiu a parlamentar.

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