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Mercado de energia solar cresce e tende a aumentar ainda mais por causa do aumento da contas de luz

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Geração de energia fotovoltaica é cada vez mais buscada pelos consumidores como uma alternativa ao aumento do preço nas contas de luz – Foto: Reprodução / megaw.com

Desde o início de 2022, houve vários reajustes nas tarifas aprovadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). As contas de luz dos brasileiros tiveram variação de até 24%. Neste cenário, o mercado de energia limpa e renovável, como a solar, tem se mostrado promissor.

Na primeira semana deste ano, o número de consumidores de geração distribuída solar fotovoltaica ultrapassou a marca de 1 milhão. É o que diz um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

E as expectativas para 2022 aumentaram ainda mais com o marco legal da microgeração e minigeração distribuída, criado pela Lei Federal 14.300/22.

O que é o marco legal da micro e minigeração de energia?

O marco legal surgiu através do texto sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro em janeiro deste ano. A lei, além de aquecer o mercado de energia fotovoltaica em 2022, também traz mudanças para o ano seguinte.

Atualmente, não existem taxas de custo de distribuição para o consumidor de energia fotovoltaica. Mas, ainda assim, é cobrada uma taxa de disponibilidade, que corresponde à taxa mínima da conta de luz.

Com a nova lei entrando em vigor a partir do dia 7 de janeiro de 2023, quem aderir a este modelo de energia pagará, de forma gradativa, uma taxa relativa aos custos da distribuição e os investimentos de infraestrutura da distribuidora.

Expectativas para 2022

O mercado de energia fotovoltaica se mostra cada vez mais benéfico para os consumidores, seja nas residências, comércios e serviços, produtores rurais, indústrias e até para o poder e serviços públicos

De acordo com o texto sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, aqueles que já realizavam o consumo de energia fotovoltaica antes da publicação da lei, estarão isentos da cobrança por 23 anos, assim como quem aderir a essa fonte de energia até janeiro de 2023.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), antes do marco legal, as atividades eram reguladas por meio de resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Por isso, agora com o marco legal, haverá mais segurança jurídica para o mercado, o que incentiva mais ainda a adesão ao mercado este ano.

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Além disso, não haverá mudanças que prejudiquem aqueles que já investem nesse modelo de geração própria de energia.

Benefícios do marco legal

O mercado de geração própria de energia está aquecido em 2022, ano que vem sendo chamado de “ano da energia solar”. Abaixo vamos listar alguns dos motivos que mostram o motivo.

Isenção dos custos de distribuição e infraestrutura

Para os consumidores que já usavam os sistemas de geração própria de energia antes da publicação da lei, não vão ser cobradas taxas até 2045. Nestes casos, haverá isenção das tarifas por mais de 20 anos.

Essa isenção também se aplica a quem aderir a esse sistema até 12 meses após a sanção da lei, ou seja, até janeiro de 2023. Após essa data, será cobrada uma taxa pela energia excedente que não é consumida, em outras palavras, aquela que é injetada na rede de distribuição. 

Mas essa mudança não acontecerá do dia para a noite, pois haverá um período de transição gradual. Quem aderir entre janeiro de 2023 até julho do mesmo ano, terá um “desconto” de 4,1% para custear a infraestrutura elétrica.

Essa transição se aplica até 2030. Mas, a partir do ano seguinte, haverá uma nova regra que ainda será estabelecida pela Aneel.

Mas as regras são diferentes para quem aderir ao mercado de produção de geração própria de energia após o dia 7 de julho de 2023. Neste caso, a transição será mais curta. Ela será a mesma até 2028, mas a partir do ano seguinte o percentual ainda não está definido.

Incentivo econômico e ambiental

Informações divulgadas pelo Inel (Instituto Nacional de Energias Limpas) e ABS (Associação Baiana de Energia Solar), a nova lei deve trazer benefícios de cerca de R$50 bilhões para o setor até 2035. 

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Como dissemos anteriormente, o Brasil sofre cada vez mais com o aumento da conta de luz. Motivos como a falta de chuva e o aumento constante do consumo afetam diretamente o bolso dos brasileiros. 

Por isso, novas fontes de energia limpa e renovável se mostram cada vez mais como alternativa mais econômica e sustentável. E neste quesito, o marco legal traz benefícios ambientais como a redução de perdas elétricas e a contribuição para a manutenção do volume da água nos reservatórios. 

A nova lei também estabelece a criação de um Programa de Energia Renovável (PERS), que tem como objetivo democratizar o acesso à energia renovável em comunidades de baixa renda.

Além disso, o marco legal também traz benefício econômico, pois auxiliará na redução da necessidade da utilização das bandeiras tarifárias.

Mercado acessível

O acesso à geração própria de energia está cada vez mais acessível. Hoje, é possível encontrar diversas opções no mercado e agora é muito mais fácil obter financiamento para fazer adesão a esse modelo de energia fotovoltaica. 

De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk, a solar já é a fonte mais barata no Brasil e no mundo. “Quanto mais energia fotovoltaica na matriz mais barata será a conta para todos os brasileiros (…)”, afirma Ronaldo.

Também é preciso levar em consideração que o investimento em um sistema fotovoltaico gera resultados durante anos e, apesar das mudanças impostas pela nova lei do marco legal, não haverá nenhuma mudança retroativa que prejudique o investimento de quem já opta por este modelo de energia.

Em 2022, a energia solar terá sua capacidade dobrada em relação ao ano anterior, graças ao marco legal e a procura de novas alternativas pelo consumidor para reduzir a conta de luz, é a previsão feita pela Absolar.

Ainda segundo a associação, a expectativa é de que sejam adicionados mais de 11,9 GW em potência de pequenos a grandes empreendimentos em 2022, ante os 13 GW atuais. Dos R$50,8 bilhões em investimentos previstos para este ano, a geração distribuída corresponderá a cerca de R$40,6 bilhões.

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Foco de raiva bovina foi detectado em Sena, onde 18 animais morreram com suspeita da doença

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Apenas um caso foi confirmado por exame de laboratório, segundo o Idaf, mas 18 animais morreram no período e a suspeita é que tenha sido com a doença transmitida pelo morcego – Foto: Arquivo/Idaf

Um foco de raiva bovina foi detectado em uma propriedade rural, na cidade de Sena Madureira onde 18 animais morreram com suspeita da doença. As informações foram confirmadas pelo Instituto de Defesa e Agropecuária Florestal (Idaf), que faz o monitoramento.

Ainda conforme o Idaf, só foi possível fazer a coleta de um dos animais, que teve o caso confirmado por exame laboratorial, mas considera como foco devido às outras mortes terem ocorrido no mesmo período e os animais terem apresentado sintomas.

A raiva em bovinos é transmitida pela mordida do morcego, que além de matar o animal infectado pela doença, também pode ser transmitida para humanos.

Em junho do ano passado, o Idaf tinha registrado a morte de sete animais da área rural de quatro cidades no interior do Acre nos meses de dezembro de 2020 e maio de 2021. Os casos deste ano foram informados ao Instituto no início de junho.

“Nessa área, nós temos um foco de raiva, com um caso positivo laboratorial e na investigação foi detectado que na propriedade morreram 18. Não podemos afirmar porque não foi possível fazer o exame, mas, pelo período da doença, é detectado como raiva. Se morrer algum animal, em um período de três meses com os mesmos sintomas, a gente considera que ainda seja raiva, pelo período de incubação da doença”, disse a chefe do Programa de Combate da Raiva do Idaf, a veterinária Maria do Carmo Portela.

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Quando o veterinário foi até a propriedade, foi feita a orientação aos moradores sobre a vacinação do rebanho, além de investigar se as pessoas tiveram contato com o animal infectado, com a saliva, que é o que a via de transmissão.

“A saliva é o que contém o vírus, e quem trabalha na área rural, pode ter machucado nas mãos, então, é feita a investigação para ver se a pessoa teve contato com a saliva e, no caso, é enviado para a secretaria de saúde do município para a pessoa tomar a vacina. Também é solicitado ao proprietário faça a vacinação do rebanho”, acrescentou.

O trabalho do Idaf, nestes casos é orientar quem teve contato com o animal doente busque a unidade de saúde, e também faça a vacinação do rebanho. Se tiver muitos sinais de mordidas de morcego, ainda é feita a captura dos animais para tentar amenizar a situação, com o controle da colônia dos morcegos.

A propriedade está sob monitoramento e deve receber mais uma visita técnica, com um levantamento se houve mais alguma propriedade com sinais de espoliações de morcego e ou morte com sintomas de raiva, para que seja feito um trabalho de educação sanitária na área.

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Sintomas

Entre os sintomas estão o isolamento do animal, perda de apetite, salivação abundante, perda de equilíbrio, quedas e estiramento do pescoço.

Caso um animal apresente os sintomas, o caso deve ser comunicado ao Idaf e as pessoas devem evitar o contato.

Além disso, a veterinária orienta a população que em caso de agressão do animal, e vale até mesmo para cães e gatos, procure a unidade de saúde para tomar a vacina. Do G1 Acre

Animal espoliado por morcego: Foco da raiva bovina é identificado em propriedade rural no interior do AC; 18 animais morreram com sintomas da doença – Foto: Arquivo / Idaf

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