RIO BRANCO

Geral

Jovens tentam matar indígena a pauladas em Santa Rosa

Índio quase teve orelha decepada após ser espancado brutalmente por três jovens brancos no município de Santa Rosa do Purus.

Publicados

Geral

Índio quase teve orelha decepada após ser espancado brutalmente por três jovens brancos no município de Santa Rosa do Purus.

indígena do Acre

O cacique Thomas Kaxinawá, da aldeia Porto Rico, quase foi morto a pauladas/Fotos: Cedida

A vida dos indígenas que vivem em Santa Rosa do Purus não tem sido fácil. Depois do assassinato do professor Carlos Alberto Domingos Kaxinawá, morto a tijoladas, crime que completa dois anos no próximo dia 8 de março, muitos índios já foram espancados e ameaçados de morte no município, um dos mais isolados do Brasil.

O cacique Thomas Kaxinawá, da aldeia Porto Rico, localizada no Alto Rio Purus, quase foi morto a pauladas por um grupo de jovens com idade entre 18 e 20 anos, quando estava indo participar do velório de um neto.

A esposa do cacique, que está internado no hospital de Santa Rosa, também foi agredida quando tentou defender o marido.

De acordo com Francisco das Chagas de Freitas Ferreira, chefe do posto da Polícia Civil de Santa Rosa do Purus, a esposa do cacique estava com uma criança nos braços no momento em que tentou defender Thomas, mesmo assim os agressores lhe atacaram com objetos perfurantes, o que resultou em um grande corte em uma de suas mãos, que necessitou pegar sete pontos para fechar.

O estado de saúde do cacique, segundo Francisco, é muito grave. “Ele tomou vários golpes com objeto contundente (cortante). Ao fazermos uma pré-perícia, identificamos que o primeiro golpe foi por trás da cabeça, e depois que o índio estava no chão recebeu outros golpes na região temporal. A orelha dele ficou quase apartada devido à violência dos agressores”, conta o agente policial, que considerou o fato como uma tentativa de homicídio.

Leia Também:  Rio Juruá ultrapassa 11m e atinge primeiras casas em Cruzeiro do Sul

Agressão e fuga desesperada

A agressão aconteceu nas proximidades do antigo polo indígena, localizado no centro da cidade. Era por volta das duas horas da manhã quando o agente Francisco recebeu uma ligação telefônica de alguém informando que estava acontecendo uma briga nas proximidades do “Bar do Rubens”.

Quando chegaram ao local, juntamente com um efetivo da Polícia Militar, os policiais encontraram apenas a esposa de Thomas, que estava ferida e desesperada com uma criança nos braços. O cacique havia fugido em busca de um lugar seguro.

Os agressores saíram em disparada para suas casas tentando fugir do flagrante. Entretanto, por ser experiente e conhecedor da maioria dos moradores do município, Francisco e a equipe da Policia Militar conseguiram identificar e prender três acusados, que estão em uma cela no posto policial de Santa Rosa, que conta apenas com três homens para cobrir toda a cidade.

Já a Polícia Militar dispõe de seis policiais, número que também não seria suficiente para cobrir um município onde quase 80% de sua população é composta por indígenas, que geralmente estão em conflito com os brancos. As autoridades policiais de Santa Rosa não revelaram os nomes e nem as fotos dos jovens acusados das agressões. O que se sabe até agora é apenas que um deles já tem passagem pela polícia.

Leia Também:  “Tá um homão”, diz mãe em reencontro após 20 anos

Apesar do número reduzido de policiais civis, Francisco garante que a equipe vem dando conta de resolver os problemas que chegam ao posto policial. “Quem faz as diligências e vai para as ruas a noite é a Polícia Militar, essa sim poderia ter mais homens para ajudar a combater o crime aqui no município”, sugere o agente.

Estupros e terror na cidade

De acordo com um comerciante que telefonou para a reportagem pedindo a divulgação dos fatos, os jovens acusados de tentar matar o cacique Thomas são acostumados a espancar índios e outras moradores da cidade. “Alguns deles já têm passagem pela polícia. Esse grupo toca o terror aqui na cidade, inclusive estuprando jovens índias”, conta o comerciante que pediu para não ter seu nome revelado.

Os jovens acusados de tentar matar o cacique Thomas Kaxinawá também estariam envolvidos na morte do professor Carlos Alberto Domingos Kaxinawá. De acordo com a polícia, o professor foi morto pelo menor M. S. S., que na época estava acompanhado de mais três pessoas. Um dos envolvidos, que segundo o Ministério Público matou o indígena por preconceito racial, foi condenado a 22 anos de prisão em dezembro do ano passado.

indígenaPor Wania Pinheiro, da Contilnet

COMENTE ABAIXO:

Propaganda

Geral

Menino de 4 anos fica com a cabeça presa dentro de panela de pressão em Epitaciolândia

Publicados

em

O pequeno M. E. de 4 anos, ficou com a cabeça presa dentro de uma panela de pressão na noite desse domingo (23) na cidade de Epitaciolândia, interior do Acre. A criança foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros.

O menino brincava em casa quando o incidente aconteceu. O pai ainda tentou retirar a panela, mas não conseguiu e resolveu acionar a equipe do 5° Batalhão Corpo de Bombeiros. Apesar do susto, a criança não se feriu.

“Ainda levamos os materiais para fazer o corte da panela, mas não foi necessário. Fizemos alguns movimentos no objeto, girando pela lateral, e foi possível retirar sem cortar a panela e sem machucar a criança, que estava bastante nervosa. Quando conseguirmos retirar, ele saiu correndo para abraçar o pai”, disse o sargento Adacir Vivan.

O pai do menino, Kardec Junior, disse que ele nunca tinha brincado com panelas e que foi questão de segundos que tudo aconteceu. O menino ficou com a cabeça presa por cerca de 20 minutos.

“A gente tinha acabado de chegar do mercado e ele pediu para eu ligar a televisão para assistir desenho e que ia beber água na cozinha. Quando eu vi, ele já estava com a panela na cabeça. Tentei tirar ainda, mas não consegui e ele começou a chorar. Foi quando tive que ligar para os Bombeiros. Graças a Deus não se machucou, foi só o susto. Eu falei pra ele que não podia brincar assim com panelas e ele disse que agora aprendeu, que vai pegar panela só para guardar”, contou o pai. Por G1 Acre.

Leia Também:  Jovem especial usara tribuna da câmara de Epitaciolândia e quebra quadro de vereador

]E Veja Também no 3 de Julho Notícias

Veja o Vídeo Abaixo: Em meio a maior crise do sistema de transporte coletivo dos últimos tempos, a população de Rio Branco vive um dilema e acorda todo dia sem saber se terá ônibus passando em sua região. O prefeito Tião Bocalom tentou amenizar o problema repassando R$ 2 milhões e quatrocentos mil para as empresas quitar os débitos com empregados, acordo não cumprido e que foi um dos motivos para a intervenção no setor.

Acompanhe nossas Redes Sociais

Twitter: 3 de Julho Notícias

Youtube: 3 de Julho Notícias Vídeos

Página Facebook: 3 de Julho Notíci

Página do Instagram: 3 de Julho Noticias

Veja o Vídeo:

Veja o Vídeo:

Veja-se no  Twitter 3 de Julho Notícias, seja membro e compartilhe

Veja-se no  Youtube 3 de Julho Notícias Vídeos, seja membro e compartilhe.

Veja-se na  Página Facebook 3 de Julho Notíci, seja membro e compartilhe.

Veja-se na  Página do Instagram 3 de Julho Noticias, seja membro e compartilhe.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

EDUCAÇÃO

CONCURSO

ESPORTE

MAIS LIDAS DA SEMANA