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Comunidades avançam na produção na fruticultura

Moradores receberam espécies frutíferas cultivadas no viveiro da Ugai do Liberdade.

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Moradores receberam espécies frutíferas cultivadas no viveiro da Ugai do Liberdade.
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 Por Paula Amanda 
Investindo em fruticultura, comunidades avançam na produção
Esta semana a comunidade do Complexo de Florestas Públicas do Rio Gregório recebeu mais de três mil mudas de espécies frutíferas para dar continuidade ao projeto de reflorestamento de algumas áreas da região.

“Com a distribuição de mudas atendemos o programa de reflorestamento, fortalecemos a segurança alimentar dessas famílias e o que excede da produção elas podem comercializar”, explica o chefe do escritório da Regional Juruá, da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Isaac Ibernon.

As mudas são produzidas no viveiro florestal da Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai) do Rio Liberdade, e abastece todo complexo. Com o acompanhamento e suporte técnico do Viveiro da Floresta, que fica em Rio Branco, esta é a primeira produção desde a restauração realizada no criadouro.

O Viveiro da Ugai tem capacidade para produzir 120 mil mudas por ano e as sementes são compradas dos coletores da região como mais uma forma de incentivar a comunidade. O chefe do departamento de Silvicultura da Sema, André Schatz, ressalta que é importante estimular a criação de um novo perfil de produtores na região.

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“Com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, esse projeto incentiva o eixo da fruticultura no Juruá, fomentando a cadeia produtiva daquela região, que tem um grande potencial. Além de melhorar a qualidade da alimentação do produtor, com a inserção das vitaminas encontradas nas frutas, estamos incentivando a criação de um novo perfil de produção”, disse.

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Projeto Rhuamm, que cria rede de proteção de crianças e adolescentes, é lançado pela Defensoria Pública

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Depois de quase um ano de elaboração, articulações e formação de parcerias, o Projeto Rhuamm – Rede Humanizada de Apoio a Meninas e Meninos, coordenado pelo Núcleo da Cidadania da Defensoria Pública, foi lançado na manhã desta terça-feira, 24, reunindo representantes das instituições que atuarão em conjunto para ampliar as ações preventivas de forma a evitar o abuso e a violência praticada contra crianças e adolescentes em Rio Branco, cidade que abrigará o projeto-piloto.

O nome e a motivação para a criação do projeto vieram do caso envolvendo o menino Rhuan, morto de forma violenta em 2019 pela mãe e a namorada dela, em Brasília. A Defensoria Pública do Acre, por meio do defensor Celso Araújo Rodrigues, que hoje coordena o Núcleo de Cidadania, responsável pelo projeto, se mobilizou para trazer ao Acre o corpo da criança e apoiar a família paterna.

“A Defensoria Pública, diante de uma das suas prerrogativas, que é proteger a criança e o adolescente, criou, desenvolveu e está executando este projeto. A intenção é acolher e tratar crianças vítimas de violência. Os casos serão encaminhados ao núcleo do Projeto, principalmente pelas escolas”, explica o defensor Celso Araújo.

A defensora-geral, Simone Santiago, lembra que o projeto “nasceu naquele fim de semana trágico”. “Primeiro nasceu no coração do Dr. Celso e ele veio conversar comigo e com a Dra. Roberta e nós o abraçamos. Sabíamos que sozinhos, com nosso instrumento, não poderíamos fazer com que esse projeto alcançasse seu objetivo. Minhas palavras são de agradecimento. Sabemos que estamos no caminho certo e avisamos a sociedade de que estamos atentos, que existem vários atores que estão olhando para as crianças. Este é o nosso recado. Estamos todos abraçados por uma causa, das mais justas, que é a proteção de crianças e adolescentes”, ressaltou a defensora-geral.

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O Rhuamm visa estabelecer parceria com o sistema de garantia de direitos e irá capacitar profissionais envolvidos no projeto e nas escolas de ensino infantil e fundamental de Rio Branco, oferecendo também orientação aos gestores escolares e aos pais das crianças de 0 a 11 anos, público-alvo do projeto, entre outras atribuições.

Família de Rhuan participa de solenidade

Parte da família paterna de Rhuan, avós, tias e primo, compareceu ao lançamento do projeto. “Esse projeto é muito importante para as crianças. Vou morrer e ele vai ficar aí pra dar orgulho pra minha família. Espero que as escolas, as diretoras procurem conversar com as crianças, quando verem uma criança triste pra saber o que está acontecendo. Que todas as escolas façam parte desse projeto, porque é muito bom e vai dar resultado”, disse Francisco das Chagas, avô de Rhuan.

A secretária adjunta dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Fernanda Ramos Monteiro, que participou do evento de forma virtual, apresentou projetos e ações da política nacional de prevenção à violência contra crianças e adolescentes.

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A secretária adjunta divulgou dados que apontam a redução de 41% do número de mortes por agressão a crianças e adolescentes no Brasil em comparação à média registrada entre 2012 e 2018.

São parceiros do Projeto Rhuamm o Tribunal de Justiça do Acre, Ministério Público, Defensoria Pública da União, Ministério Público do Trabalho, Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, Sebrae, Polícia Militar, Centro Universitário

Uninorte e Prefeitura de Rio Branco, por meio do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, SASDH, Seme, Centro Especializado de Referência em Assistência Social, Semsa, Centro Pop e Conselho Tutelar.

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