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Homem nasce com “olho de gato” dotado de visão noturna

Na época, o caso ganhou pouca atenção, mas ‘pipocaram’ matérias sobre ele em toda a internet.

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Na época, o caso ganhou pouca atenção, mas ‘pipocaram’ matérias sobre ele em toda a internet.

Um jovem rapaz foi identificado por possuir visão noturna. Assim como um gato siamês, seus olhos azuis “trocam de cor” para um verde neon quando iluminado por uma lanterna e sua visão noturna é suficiente para que ele preencha formulários em um quarto escuro.

“olho de gato”

“olho de gato”

Jornalistas chineses o visitaram em sua casa localizada na cidade de Dahua, há três anos. Eles gravaram imagens de Nong Yousui no escuro e constataram suas habilidades.

  Na época, o caso ganhou pouca atenção, mas ‘pipocaram’ matérias sobre ele em toda a internet. Se o garoto realmente tem uma mutação genética que lhe confere visão noturna, assim como os felinos, não seria interessante pesquisar sua genética? Biólogos evolutivos e geneticistas agora concordam com isso e querem entender como isso é possível.

  Nong Yousui tem uma íris extraordinariamente colorida, comparado com outros membros de sua etnia, mas ele não avançou um passo na evolução, dizem os pesquisadores.

Sua visão noturna é ocasionada por uma camada de células, a chamada tapetum lucidum, que existe nos olhos dos felinos. Esta fina camada é uma espécie de ‘retroreflector’. Quando um feixe de luz bate, ela reflete a luz diretamente de volta ao longo do caminho de entrada. O feixe refletido de forma construtiva interfere com o feixe de luz incidente, amplificando o sinal global que atinge a retina, permitindo assim que Nong Yousui possa enxergar como alguns animais, em baixíssimas taxas de luz.

“Seria fácil testar os olhos do menino para a retroreflexão, o que seria um indicativo de um tapetum lucidum”, disse Nathaniel Greene, físico do Bloomsburg University of Pennsylvania, que estuda este tipo de fenômeno.

As imagens capturadas pela imprensa chinesa não conseguem mostrar este efeito encontrado nos felinos. O professor de Nong Yousui afirma que é possível capturar o efeito de retroreflexão quando incide o feixe de luz de uma lanterna em seus olhos. Mas os repórteres insistem em dizer que quando isso ocorre, seus olhos parecem normais. De acordo com James Reynolds, oftalmologista da Universidade Estadual de Nova York, se ele possuísse o mesmo efeito dos felinos, isso poderia ser capturado facilmente com qualquer câmera, assim como ocorre em documentários de leopardos.

Além disso, não existe nenhuma mutação genética única que poderia produzir tal efeito. Essa habilidade exigiria múltiplas mutações que não acontecem apenas uma vez. “A evolução acontece de modo incremental”, disse o professor James.

Por outro lado, os repórteres deram questionários para que Nong Yousui preenchesse no estudo e ficaram surpresos quando ligaram à luz e tudo estava correto no seu devido lugar. Mesmo que ele não tenha “olhos de gato”, sua visão noturna é inquestionável. Teria ele uma maior quantidade de células receptoras de luz em seus olhos ou tudo não passa de uma farsa?

Em entrevista ao LiveScience, Adam Hickenbotham, oftalmologista e pesquisador clínico da Universidade da Califórnia, afirmou que Nong Yousui pode ter um grau leve de albinismo ocular. Isso explicaria sua íris levemente pigmentada, o que também forneceria a ele uma explicação sobre o motivo de enxergar mal durante o dia e ter ótima visão à noite.

Fonte-R7

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Projeto Rhuamm, que cria rede de proteção de crianças e adolescentes, é lançado pela Defensoria Pública

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Depois de quase um ano de elaboração, articulações e formação de parcerias, o Projeto Rhuamm – Rede Humanizada de Apoio a Meninas e Meninos, coordenado pelo Núcleo da Cidadania da Defensoria Pública, foi lançado na manhã desta terça-feira, 24, reunindo representantes das instituições que atuarão em conjunto para ampliar as ações preventivas de forma a evitar o abuso e a violência praticada contra crianças e adolescentes em Rio Branco, cidade que abrigará o projeto-piloto.

O nome e a motivação para a criação do projeto vieram do caso envolvendo o menino Rhuan, morto de forma violenta em 2019 pela mãe e a namorada dela, em Brasília. A Defensoria Pública do Acre, por meio do defensor Celso Araújo Rodrigues, que hoje coordena o Núcleo de Cidadania, responsável pelo projeto, se mobilizou para trazer ao Acre o corpo da criança e apoiar a família paterna.

“A Defensoria Pública, diante de uma das suas prerrogativas, que é proteger a criança e o adolescente, criou, desenvolveu e está executando este projeto. A intenção é acolher e tratar crianças vítimas de violência. Os casos serão encaminhados ao núcleo do Projeto, principalmente pelas escolas”, explica o defensor Celso Araújo.

A defensora-geral, Simone Santiago, lembra que o projeto “nasceu naquele fim de semana trágico”. “Primeiro nasceu no coração do Dr. Celso e ele veio conversar comigo e com a Dra. Roberta e nós o abraçamos. Sabíamos que sozinhos, com nosso instrumento, não poderíamos fazer com que esse projeto alcançasse seu objetivo. Minhas palavras são de agradecimento. Sabemos que estamos no caminho certo e avisamos a sociedade de que estamos atentos, que existem vários atores que estão olhando para as crianças. Este é o nosso recado. Estamos todos abraçados por uma causa, das mais justas, que é a proteção de crianças e adolescentes”, ressaltou a defensora-geral.

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O Rhuamm visa estabelecer parceria com o sistema de garantia de direitos e irá capacitar profissionais envolvidos no projeto e nas escolas de ensino infantil e fundamental de Rio Branco, oferecendo também orientação aos gestores escolares e aos pais das crianças de 0 a 11 anos, público-alvo do projeto, entre outras atribuições.

Família de Rhuan participa de solenidade

Parte da família paterna de Rhuan, avós, tias e primo, compareceu ao lançamento do projeto. “Esse projeto é muito importante para as crianças. Vou morrer e ele vai ficar aí pra dar orgulho pra minha família. Espero que as escolas, as diretoras procurem conversar com as crianças, quando verem uma criança triste pra saber o que está acontecendo. Que todas as escolas façam parte desse projeto, porque é muito bom e vai dar resultado”, disse Francisco das Chagas, avô de Rhuan.

A secretária adjunta dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Fernanda Ramos Monteiro, que participou do evento de forma virtual, apresentou projetos e ações da política nacional de prevenção à violência contra crianças e adolescentes.

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A secretária adjunta divulgou dados que apontam a redução de 41% do número de mortes por agressão a crianças e adolescentes no Brasil em comparação à média registrada entre 2012 e 2018.

São parceiros do Projeto Rhuamm o Tribunal de Justiça do Acre, Ministério Público, Defensoria Pública da União, Ministério Público do Trabalho, Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, Sebrae, Polícia Militar, Centro Universitário

Uninorte e Prefeitura de Rio Branco, por meio do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, SASDH, Seme, Centro Especializado de Referência em Assistência Social, Semsa, Centro Pop e Conselho Tutelar.

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