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Fronteira desprotegida: apenas dois carros

O tão sonhado concurso para novos militares no Estado, que vem sendo visto com maus olhos,

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O tão sonhado concurso para novos militares no Estado, que vem sendo visto com maus olhos,

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Detidos na cidade do Jordão foram conduzidos até a delegacia algemados a pé – Foto: Blog 4 de Maio

Detidos na cidade do Jordão foram conduzidos até a delegacia algemados a pé – Foto: Blog 4  de maio

As cidades de Brasiléia e Epitaciolândia, localizadas na fronteira do estado do Acre com a Bolívia, distante cerca de 244 km da capital do Acre, Rio Branco, está um pouco esquecida pelo governo através da Secretaria de Segurança Pública e isso vem sendo registrado através do aumento de furtos de motos, desde o início do ano.

O tão sonhado concurso para novos militares no Estado, que vem sendo visto com maus olhos, já deveriam ter suprimidos o contingente nas cidades do Estado, mas, a realidade se pode dizer que é totalmente outra, já que até 2014, uma grande porcentagem de militares estarão se aposentando.

Hoje, a exemplo, a fronteira do Acre é cuidada por militares que já estão a 25 anos em exercício, e o tempo lhes ensinou que muitas vezes devem arriscar menos com o pouco que lhes oferecerem, para levar segurança aos cidadãos de bem.

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Essa realidade está estampada no 10º Comando localizado na cidade de Brasiléia. Indo de encontro ao que é pregado pelo Governo, de uma segurança fantasiosa, passada apenas em campanhas institucionais para mascarar uma triste verdade.

O governo vem tentando esconder um racionamento de combustível e outros gastos em vários setores. Em relação à Segurança, se percebe que algo está errado, já que o governador, Sebastião Viana, recentemente anunciou que municípios iriam receber novas viaturas.

No dia 13 do mês de agosto, foi anunciado a (…) entrega de mais 14 viaturas adquiridas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 684 mil e mais 29 viaturas adquiridas com recursos da Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras (Enafron), no valor de R$ 3.421.150. Esses veículos deverão ser entregues em 120 dias para as polícias Civil e Militar.

Enquanto o governo não entrega as viaturas que acumulam poeira no pátio do quartel por falta de gasolina e consertos, casos como o que foi registrado nas cidades de Feijó e Jordão foi denunciado por moradores indignados, que fotografaram os policiais conduzindo os detidos a pé para a delegacia.

Em Feijó, outro detido foi conduzido a pé

Em Feijó, outro detido foi conduzido a pé

Os cabeças pensantes rapidamente encontraram uma solução para o problema. Segundo a fonte, o quartel que possuísse de três a quatro viaturas, deveriam disponibilizar uma para quem estava desprovido. Ou seja, sem resolver o problema da viatura de Feijó, resolveram retirar uma de Brasiléia, e a desculpa seria a contenção nos gastos com combustível.

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Brasiléia então passou a ter apenas três viaturas que trabalham 24 horas, onde contam com o apoio de três motos do GIRO, sendo que um veículo é deslocado para a cidade de Assis Brasil, distante 110 km. Durante o dia, são dois policiais e a noite é três em cada veiculo que fazem segurança nas duas cidades, que tem um triste histórico de ser corredor do tráfico.

Durante a madrugada deste sábado, dia 31 de Agosto, quando ocorreu o acidente que registrou uma morte fatal no km 20 da BR 317, a duas viaturas se deslocaram até o local, deixando Brasiléia e Epitaciolândia sem qualquer forma de combater o crime. Em tempo, foi uma das noites mais violentas registrada no hospital.

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Viaturas param por falta da combustível em várias cidades do Acre

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Projeto Rhuamm, que cria rede de proteção de crianças e adolescentes, é lançado pela Defensoria Pública

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Depois de quase um ano de elaboração, articulações e formação de parcerias, o Projeto Rhuamm – Rede Humanizada de Apoio a Meninas e Meninos, coordenado pelo Núcleo da Cidadania da Defensoria Pública, foi lançado na manhã desta terça-feira, 24, reunindo representantes das instituições que atuarão em conjunto para ampliar as ações preventivas de forma a evitar o abuso e a violência praticada contra crianças e adolescentes em Rio Branco, cidade que abrigará o projeto-piloto.

O nome e a motivação para a criação do projeto vieram do caso envolvendo o menino Rhuan, morto de forma violenta em 2019 pela mãe e a namorada dela, em Brasília. A Defensoria Pública do Acre, por meio do defensor Celso Araújo Rodrigues, que hoje coordena o Núcleo de Cidadania, responsável pelo projeto, se mobilizou para trazer ao Acre o corpo da criança e apoiar a família paterna.

“A Defensoria Pública, diante de uma das suas prerrogativas, que é proteger a criança e o adolescente, criou, desenvolveu e está executando este projeto. A intenção é acolher e tratar crianças vítimas de violência. Os casos serão encaminhados ao núcleo do Projeto, principalmente pelas escolas”, explica o defensor Celso Araújo.

A defensora-geral, Simone Santiago, lembra que o projeto “nasceu naquele fim de semana trágico”. “Primeiro nasceu no coração do Dr. Celso e ele veio conversar comigo e com a Dra. Roberta e nós o abraçamos. Sabíamos que sozinhos, com nosso instrumento, não poderíamos fazer com que esse projeto alcançasse seu objetivo. Minhas palavras são de agradecimento. Sabemos que estamos no caminho certo e avisamos a sociedade de que estamos atentos, que existem vários atores que estão olhando para as crianças. Este é o nosso recado. Estamos todos abraçados por uma causa, das mais justas, que é a proteção de crianças e adolescentes”, ressaltou a defensora-geral.

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O Rhuamm visa estabelecer parceria com o sistema de garantia de direitos e irá capacitar profissionais envolvidos no projeto e nas escolas de ensino infantil e fundamental de Rio Branco, oferecendo também orientação aos gestores escolares e aos pais das crianças de 0 a 11 anos, público-alvo do projeto, entre outras atribuições.

Família de Rhuan participa de solenidade

Parte da família paterna de Rhuan, avós, tias e primo, compareceu ao lançamento do projeto. “Esse projeto é muito importante para as crianças. Vou morrer e ele vai ficar aí pra dar orgulho pra minha família. Espero que as escolas, as diretoras procurem conversar com as crianças, quando verem uma criança triste pra saber o que está acontecendo. Que todas as escolas façam parte desse projeto, porque é muito bom e vai dar resultado”, disse Francisco das Chagas, avô de Rhuan.

A secretária adjunta dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Fernanda Ramos Monteiro, que participou do evento de forma virtual, apresentou projetos e ações da política nacional de prevenção à violência contra crianças e adolescentes.

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A secretária adjunta divulgou dados que apontam a redução de 41% do número de mortes por agressão a crianças e adolescentes no Brasil em comparação à média registrada entre 2012 e 2018.

São parceiros do Projeto Rhuamm o Tribunal de Justiça do Acre, Ministério Público, Defensoria Pública da União, Ministério Público do Trabalho, Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, Sebrae, Polícia Militar, Centro Universitário

Uninorte e Prefeitura de Rio Branco, por meio do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, SASDH, Seme, Centro Especializado de Referência em Assistência Social, Semsa, Centro Pop e Conselho Tutelar.

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