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Estudante de medicina baleado durante briga com trisal de sargentos passa por cirurgia PS de Rio Branco

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Vídeo mostra momento em que Darlene toma a arma do sargento após ela atirar no homem – Foto: Reprodução

A família de Flavio Endres Ferreira, de 30 anos, informou que o estudante de medicina passou por uma cirurgia no pronto-socorro de Rio Branco e tem quadro estável na tarde deste domingo (28). Ele foi baleado, no sábado (28), pelo sargento da Polícia Militar do Acre Erisson Nery.

Um vídeo mostra o sargento armado após atirar contra um homem durante uma confusão em um bar da cidade de Epitaciolândia, no interior do estado.

A PM confirmou que ele estava afastado por laudo médico e também a arma institucional dele havia sido recolhida pela instituição. Pelo menos dois tiros atingiram o estudante, sendo no peito e abdômen.

O sargento ficou conhecido nas redes sociais após assumir um trisal com a mulher, também sargento da PM, Alda Nery, e a administradora Darlene Oliveira. Os três moram na cidade de Brasileia e há alguns meses, a sargento estava fazendo tratamento psicológico, quando o casal voltou a gerar polêmica ao surgir boatos de separação.

Nas imagens, que viralizaram, o sargento aparece segurando uma arma, visivelmente embriagado e sendo contido por Darlene. Certo momento, ele se aproxima de Flavio já no chão ainda bate nele. Novamente Darlene afasta o policial. (Veja o vídeo abaixo).

O g1 conversou com um dos familiares de Flávio, que preferiu não se identificar. Ele mora em Epitaciolândia, que fica na fronteira, e estuda na Bolívia. Segundo familiares, ele tinha ido assistir o jogo no bar com os amigos. A família também rebate a versão do policial, que alega que o estudante teria assediado Alda.

“A gente não sabe muita coisa, só o que saiu na mídia e estamos tentando buscar mais informações. Ele ainda não está bem para responder e estamos esperando ele ficar mais consciente para passar a versão dele. Ele foi atingido no tórax e abdômen e segue estável. A mãe dele está muito abalada. A gente está revoltado, ele é uma pessoa muito boa e jamais, conhecendo ele, faria o que estão falando [de assediar alguém]. Ele é casado e tem filhos”, disse.

Amigos também estão se organizando para fazer um protesto pedindo justiça em frente ao batalhão da cidade de Epitaciolândia. Um perfil no Instagram “Justiça por Flávio” foi criado e já tem mais de 300 seguidores. A descrição diz: “Estudantes de medicina unidos em busca de justiça por nosso amigo”.

Veja o Vídeo:

Os dois estavam afastados da PM

O que também chama atenção é que, segundo a PM, todas as armas institucionais que eles tinham cautela foram recolhidas há um mês. Ou seja, a arma utilizada não é da PM-AC. O recolhimento das armas se deu porque Alda está de licença especial por recomendação da policlínica e Nery está com atestado de 60 dias de um psiquiatra.

“Todas as armas institucionais que eles tinham cautela foram recolhidas há um mês. Seguramente a arma utilizada não é da PM-AC”, destacou a corporação.

O Comando da PM informou que está apurando disciplinarmente os fatos e tomará as medidas necessárias, mas destacou que a apuração criminal caberá à Polícia Civil. A nota diz ainda que o sargento ainda não se apresentou.

Amigos fizeram perfil no Instagram e pedem justiça por Flávio — Foto: Reprodução

Amigos fizeram perfil no Instagram e pedem justiça por Flávio – Foto: Reprodução

“No entanto, a PM continua em diligências com o fim de localizá-lo. A instituição reafirma que não compactua com ações que firam as normas legais ou que contrariam os valores castrenses seguidos pela corporação ao longo de sua história. Atitudes tomadas por quaisquer membros da corporação no âmbito de suas vidas privadas não refletem no posicionamento institucional e devem ser apuradas à luz do que determina a legislação”, destaca.

Segundo informações da polícia, a guarnição foi acionada para atender a ocorrência no bar e quando chegou ao local o homem já estava no chão e o sargento não estava mais no local. Testemunhas chegaram a dizer para a polícia que a confusão começou porque o homem que aparece no chão agrediu Alda e, por isso, Nery sacou a arma e atirou contra ele.

Estudante baleado por sargento passa por cirurgia em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Estudante baleado por sargento passa por cirurgia em Rio Branco – Foto: Arquivo pessoal

‘Passou a mão nela’

Mesmo ainda não tendo sido ouvido pela polícia, o sargento falou ao g1 que reagiu à uma importunação sexual feita pelo homem contra sua mulher.

“O cara molestou minha esposa e ela foi tomar satisfação imediatamente. Mas, ele deu um murro na cara da Alda que ela caiu apagada e com a boca cortada. Aí quando eu vi ela daquele jeito, fui atrás do cara. Lá fora entramos em luta corporal e eu atirei nele. Foram dois disparos, todos pegaram nele. Ele está estável e foi transferido para Rio Branco”, alega.

Nery disse ainda que Alda foi até a delegacia fazer queixa da importunação sexual e agressão. “Ele passou a mão nela. O bar tava lotado, mas ela conseguiu identificar e foi tomar satisfação. Não teve nada de dança, dela estar dançando, de estar conversando, não existe nada disso. Ela passou a mão nela e ela foi tomar satisfação e ele deu um soco nela”, conta.

A delegada da cidade, Carla Ívane, informou que um inquérito foi instaurado e que os procedimentos estão sendo tomados.

“Tem vídeos e áudios circulando, estamos aguardando o resultado do exame do corpo de delito e foi instaurado um inquérito policial. O sargento Nery não se apresentou e nem foi localizado pela PM. Houve um boletim informativo e seguimos com os prosseguimentos de ouvir testemunhas e abrimos o inquérito para apurar o que de fato aconteceu”, informou.

A vítima foi identificada como Flavio Endres de Jesus Ferreira, de 30 anos. Ele foi transferido para o pronto-socorro de Rio Branco, onde passou por cirurgia. As balas atingiram o tórax e abdômen dele. Segundo o hospital, o quadro do paciente é estável e ele deve ser levado para a enfermaria.

Em sua rede social, a sargento escreveu que Nery tentou defendê-la. Ela reforçou a versão do sargento e disse ainda que mais pessoas tentaram agredi-lo.

“Daí só porque você é mulher mesmo estando acompanhada pode levar dedada, murro na cara e nada tem que acontecer com o assediador? As pessoas não sabem de nada e são juízes alheios sem nem ao menos saber o que aconteceu. Mulher não merece respeito? Não pode estar ou circular em um ambiente livremente sem que seja assediada e desrespeitada? É tocada desrespeitosamente e se tomar satisfação ainda é agredida? Você conseguiria ver seu parceiro ou parceira esposo ou esposa caído no chão sangrando por uma injusta agressão sem defendê-lo? Você teria esse sangue de barata? Assediada e agredida e meu marido não podia me defender e se defender de mais de 5 cara que queriam agredi-lo?”, postou.

Veja o Vídeo:

Trisal

Alda e Erisson Nery são sargentos da PM e já eram casados quando conheceram a administradora Darlene. Os três se relacionam há mais de um ano, mas só recentemente assumiram o trisal nas redes sociais e até criaram um perfil para divulgar a vida a três.

Mas a repercussão, além de trazer mensagens de apoio e até relatos de pessoas que levam o mesmo estilo de vida, acabou com a demissão de Darlene, segundo a sargento Alda, em junho deste ano. Ela diz que a companheira foi demitida com a justificativa de que a exposição dela afetaria a imagem da empresa.

Outra situação envolvendo os três ocorreu em agosto deste ano, quando os sargentos foram denunciados no Conselho Tutelar da cidade de Brasileia por suposta negligência na criação dos dois filhos, de 13 e 17 anos. Na época, Alda se manifestou também nas redes sociais e afirmou que os filhos são nerds.

“Denunciaram que meus filhos são negligenciados, que eles ficam em casa, não saem de jeito nenhum e que eles têm comportamento depressivo. Meus filhos são nerds gostam de ler livros e a pessoa fazer uma denúncia dessas sobre duas crianças que são inteligentíssimas, que gostam de ler livros, de assistir coisas informativas. Eles não gostam de ficar andando de skate, fumando maconha nem soltando pepeta”, desabafou.

Alda Nery, Erisson Melo e Darlene Oliveira, estão há quase um ano em um relacionamento e comemoram — Foto: Daniel Cruz/Arquivo pessoal

Alda Nery, Erisson Melo e Darlene Oliveira, estão há quase um ano em um relacionamento e comemoram – Foto: Daniel Cruz/Arquivo pessoal

História juntos

Alda e Erisson Nery são sargentos da Polícia Militar e já eram casados quando conheceram a administradora Darlene Oliveira. “A princípio, temos mais apoio. Claro que existe o preconceito, o ódio. Mas a gente abstrai”, disse Erisson.

Juntos, os três assumiram a relação há um ano. Mais, eles acabaram criando um perfil em uma rede social para divulgar como é a vida que escolheram.

“Inclusive, a gente não apaga da página os comentários contrários, pejorativos, maldições e condenações ao inferno. Alguns respondemos, outros não. Aumentou muito a questão dos seguidores e audiência da página. Estamos com mais de 15 milhões de impressões, apesar de ter só 33 mil seguidores”, completou ele.

A história do trisal começou em 2000, com o casamento dos militares Alda e Erisson. Eles são pais de dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos. Darlene se juntou a eles mais recentemente, em 2020. Segundo o trisal, a administradora é um elo importante da relação, que é mantida na base do respeito, do amor e da lealdade.

O trisal decidiu morar juntos há cerca de seis meses. A iniciativa, contam, serviu de inspiração para que mais pessoas compartilhassem depoimentos parecidos.

“Muita gente, inclusive, veio se abrir com a gente falando que vive a mesma situação, só que tem medo desse preconceito que a gente está passando, tem medo do abandono da família, do repúdio. A gente ouve diariamente muitos depoimentos, principalmente de mulheres, que são a maioria dos nossos seguidores”, conta Alda.

Segundo eles, ser inspiração para outros trisais é o que os fortalecem contra o preconceito que enfrentam.

Antes de criarem o perfil no Instagram, o trisal já tinham uma página no YouTube. “A gente já tinha aprendido a lidar com isso, quando criamos um canal no YouTube e tem muita gente que não gosta da polícia. Os [comentários] positivos são sempre bem-vindos, os contrários a gente abstrai. Alguns são muito pesados e a gente responde de uma forma aceitável para rede social. Aqui [no Instagram] se torna mais fácil para nós, porque quando um fica pilhado, os outros dois vão lá e apoiam”, afirmou o sargento Erisson.

Sargento conta que Alda foi agredida pelo homem e, por isso, ele atirou contra ele — Foto: Arquivo pessoal

Sargento conta que Alda foi agredida pelo homem e, por isso, ele atirou contra ele – Foto: Arquivo pessoal

Por Tácita Muniz / G1 Acre

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Veja o Vídeo Abaixo: Muitas são as dúvidas, e eu esclareço algumas. Quem tem direito a receber o abono pago com a sobra do recurso do Fundeb, anunciado pelo Governo do Acre? Uma grande manifestação foi realizada durante todo dia pela manhã em frente à casa civil e a tarde na sede da PGE – Procuradoria Geral do Estado.

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Todos por Manu: Mãe desesperada pede ajuda para custear exame para a filha que sofre de microcefalia

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A servidora da prefeitura de Epitaciolândia, Evanda Oliveira do Nascimento, vem a público pedir a contribuição de todos para juntos custear o exame Painel de Síndromes Clinicamente Reconhecíveis para a filha Emanuelly Vitória que sofre de microcefalia.

O Painel de Síndromes Clinicamente Reconhecíveis oferece ao geneticista clínico uma ferramenta para a rápida confirmação molecular de diagnósticos clínicos comuns que Manu precisa fazer com uma certa urgência.

Lamentavelmente, a família não dispõe de condições financeiras para pagar o exame, haja vista que, Evanda é mãe solo, tem outros filhos para sustentar e por esse motivo pede ajuda financeira para que Emanuelly possa fazer o exame que custa o valor de R$ 6.600,00 (seis mil e seiscentos reais).

Abaixo consta os dados bancários de Evanda

Pix: 765.617.122-34 (CPF em nome de Evanda Oliveira do Nascimento)

Conta: 19.546-4

Agência: 3952-7

Banco do Brasil

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Veja o Vídeo Abaixo: A leseira dessa turma da potoca parece não ter limites e também falta a eles conhecimento da minha história no Amapá. No contra-ataque de hoje, vai uma aula sobre minha vida no Amapá. Do Santina Rioli, passando pelo CCA e pela UNIFAP até os dias como professor e parlamentar. Criei raízes no antigo bairro da Favela, hoje Santa Rita, onde moro até hoje. Mas essas e tantas outras coisas são ignoradas pelos que vivem da mentira. Já a gente, compartilha a verdade.

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