Geral

Em Rio Branco, família retorna para casa após enxurrada de igarapés e Defesa Civil desinstala um abrigo

Publicados

Geral

Uma família já retornou para casa neste sábado (13) com a vazante do Rio Acre — Foto: Asscom/Prefeitura de Rio Branco

Uma das famílias atingidas pela enxurrada dos igarapés já retornou para casa neste sábado (13). Com isso, o abrigo montado na Igreja Renascer, no bairro Conquista, foi desativado pela Defesa Civil Municipal. Por G1 Acre.

Além dos desabrigados pela enxurrada, a enchente do Rio Acre também afetou diversas famílias. O manancial já está abaixo da cota de transbordo, que é 14 metros, e marcou 13,63 metros na medição de meio-dia deste sábado (13).

As previsões da Defesa Civil Municipal é de que o rio fique abaixo a cota de alerta, que é 13,50 metros, até domingo (14). Porém, o nível deve subir novamente na próxima semana com as chuvas que devem cair na capital.

Há ainda 14 famílias atingidas pelas enchentes em escolas e outras três foram levadas para o aluguel social devido ao risco de desmoronamento nos locais. Dessas 14 famílias, nove são de bairros afetados pela enxurrada do último fim de semana e cinco pela cheia do Rio Acre.

As famílias foram atingidas pelas águas dos igarapés, que transbordaram após chover mais de 140 milímetros entre os dias 4 e 6 deste mês, e a enchente do Rio Acre. Além dos desabrigados, há várias famílias desalojadas que estão em casas de parentes.

“Há 14 famílias em três abrigos. A família que voltou para casa é da região do bairro Conquista, retornou hoje [sábado,13] verificamos a situação no local e retornamos com ela.

Leia Também:  PRF deflagra a Operação Proclamação da República no Acre

Estão em funcionamento os seguintes abrigos: Escola Álvaro Rocha região do bairro Conquista; Escola Georgete Eluan Kalume – no bairro Cadeia Velha; Escola Aurea Pires Montes de Souza – no bairro Aeroporto Velho. Além disso, o órgão do município montou boxes no Parque de Exposições Wildy Viana, na região do Segundo Distrito. 

Decreto de emergência

Devido à situação, a Prefeitura de Rio Branco declarou situação de emergência. O decreto foi publicado na edição do dia 9 deste mês no Diário Oficial do Estado.

Inicialmente, a Defesa Civil Municipal havia falado em quatro igarapés inundados, mas o decreto cita que foram pelo menos seis que transbordaram. Entre eles, o Igarapé do Almoço, São Francisco, Dias Martins, Batista, o Igarapé da ETA e o Judia.

Válido por 180 dias

O decreto de situação de emergência tem validade de 180 dias. Nesse período, de acordo com o documento, fica autorizada a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem nas ações de resposta ao desastre. Essas ações vão ser coordenadas pela Defesa Civil e Gabinete de Crises.

Também fica autorizada a convocação de voluntários para reforçar as ações e para a realização de campanhas de arrecadação de recursos e doações, com o objetivo de facilitar a assistência à população afetada.

As autoridades administrativas e os agentes de defesa civil, diretamente responsáveis pelas ações, em caso de risco iminente estão liberados:

Adentrar nos imóveis, para prestar socorro ou para determinar a pronta evacuação;

Usar de propriedade particular, no caso de iminente perigo público, assegurada ao proprietário indenização, se houver dano.

Leia Também:  Alerta: Acre registra mais 4 mortes e 110 casos de infecção pelo Covid-19 nas últimas 24 horas

O decreto libera ainda o início de processos de desapropriação, por utilidade pública, de propriedades particulares comprovadamente localizadas em áreas de risco.

Por fim, estão dispensadas as licitações de contratos de aquisição de bens e de prestação de serviços e de obras relacionadas com a reabilitação dos cenários dos desastres, desde que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 dias.

Rio Acre já deixou a cota de transbordo, que é 14 metros, e se aproxima para ficar abaixo da cota de alerta, de 13,50 metros — Foto: Kelton Pinho/da Rede Amazônica Acre

E veja também no 3 de Julho Notícias:

Veja o Vídeo Abaixo: Vereadora de Brasileia, Neiva Badotti, falou ao plantão 3 de Julho Notícias que esteve na capital Rio Branco, reunida com a coordenação do SAMU para tratar sobre a retirada da ambulâncias da região do Alto Acre que seriam centralizadas apenas em Rio Branco, a parlamentar cita também a situação da epidemia de dengue no município e sobre o aumento do coronavírus. Exercendo seu papel de vereadora, foi na Capital saber da real situação.

Acompanhe nossas Redes Sociais

Twitter 3 de Julho Notícias

Youtube 3 de Julho Notícias Vídeos

Página Facebook 3 de Julho Notíci

Veja o Vídeo:

Inscreva-se no Twitter 3 de Julho Notícias, seja membro e compartilhe.

Inscreva-se no Youtube 3 de Julho Notícias Vídeos, seja membro e compartilhe.

Inscreva-se na Página Facebook 3 de Julho Notíci, seja membro e compartilhe.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Geral

Projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados pode garantir a chegada da internet 5G em Rio Branco

Publicados

em

Legislação defasada atrapalha instalação das antenas necessárias à internet de quinta geração. Solução pode ser o PL 8518/2017, que disciplina licenciamento temporário da infraestrutura – 

Rio Branco (AC) corre contra o tempo para receber o 5G até o dia 31 de julho deste ano, data estipulada pela Anatel nos editais dos leilões realizados em 2021. Pela regra, todas as capitais devem receber a quinta geração de internet móvel até o fim do sétimo mês de 2022. Mas Rio Branco e outras 14 capitais não estão preparadas para a nova tecnologia, já que há a necessidade de novas antenas e as legislações ultrapassadas não permitem a instalação da infraestrutura. A solução, caso a Câmara Municipal não agilize a atualização da lei, é o PL 8518/2017, aprovado no último dia 10 na Câmara dos Deputados.

O projeto de lei tem a autoria do deputado federal Vitor Lippi (PSDB-SP) e ainda precisa passar pelo Senado. O texto disciplina o licenciamento temporário das antenas, bem como a instalação por parte das empresas de telecomunicação, caso as prefeituras não respondam às solicitações após 60 dias. No Brasil, por conta das legislações defasadas e que só preveem antenas antigas e muito maiores que as do 5G, pedidos para novas infraestruturas podem demorar até 24 meses para serem autorizados.

A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC), coordenadora do GT do 5G na Câmara dos Deputados, explica que o PL 8518 é um dos prioritários para o Grupo de Trabalho e para a efetiva chegada da nova tecnologia, que está atrasada no país. Ela ressalta também que, para isso acontecer em todo o país, serão necessárias dez vezes mais antenas do que temos hoje.

“Não é possível avançar na tecnologia 5G se nós não dermos o salto necessário para a instalação de, pelo menos, um milhão de novas antenas. É muito mais do que a gente tem hoje, pelo menos dez vezes mais do que a quantidade do que temos de antenas hoje. Porque o processo hoje é muito lento em todas as prefeituras do Brasil. As empresas fazem o pedido para a instalação de uma antena e as prefeituras demoram de seis meses a dois anos para instalar uma antena. Então, não é possível, quando se tem pressa de instalar o 5G no país”, destaca a parlamentar.

Leia Também:  Governo lança edital de curso de extensão voltado para cadeias produtivas sustentáveis

Perpétua ressalta que o processo baseado no silêncio positivo, proposto pelo projeto de lei, não tira dos municípios a autoridade de decidir sobre o assunto e que quaisquer irregularidades não trarão ônus às prefeituras. “Se dentro de um período as prefeituras não se posicionarem, a Anatel vai garantir com que as antenas sejam instaladas nos lugares corretamente. E se porventura uma prefeitura identificar que naquele determinado local, onde foi instalada uma antena, não é o local adequado, a empresa vai retirar.”

De acordo com dados do Movimento Antene-se, criado em 2021 por entidades de diversos setores para incentivar a atualização das leis de antenas das grandes cidades brasileiras, o Distrito Federal e 11 capitais já estão preparados para receber o 5G, seja porque aprovaram novas legislações alinhadas à Lei Geral de Antenas (Lei n.º 13.116/2015), e ao Decreto 10.480/2020, que regulamenta a referida lei, ou porque as leis municipais são mais recentes e amigáveis à chegada da nova tecnologia. 

Segundo Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para as Telecomunicações (Abrintel) e coordenador do Movimento Antene-se, as Câmaras Municipais dessas capitais precisam agilizar essas novas legislações, além de estabelecer um processo centralizado e com base em critérios objetivos, de modo a propiciar a obtenção de autorizações em prazos inferiores a 60 dias, sem a imposição de custos adicionais.

Luciano Stutz alerta que as capitais que não conseguirem atualizar as legislações antes do dia 31 de julho até vão receber a internet móvel de quinta geração, mas de um jeito que não alcançará toda a população, uma vez que a implementação se dará por meio das antigas antenas já instaladas, muito distantes umas das outras. As ondas do 5G são muito mais potentes que as do 4G, gerando uma internet cem vezes mais rápida. Mas, como são mais curtas, precisam de um grande número de pequenas antenas.

Leia Também:  Prefeitura de Sena Madureira, Mazinho Serafim, inicia serviço paliativo na Rua Siqueira Campos

“O que eu posso dizer é que essas restrições não vão impedir que essas cidades tenham de fato 5G instalada até 31 de julho, mas não será o 5G dos sonhos, não será o melhor 5G possível, será o 5G possível de se fazer dentro da estrutura de 4G”, ressalta o presidente da Abrintel.

Além de Rio Branco, outras 14 capitais correm contra o tempo para atualizar a legislação de antenas: Maceió (AL), Macapá (AP), Manaus (AM), Salvador (BA), Goiânia (GO), São Luís (MA), Cuiabá (MT), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), João Pessoa (PB), Recife (PE), Porto Velho (RO), Aracaju (SE) e Palmas (TO).

Segundo o cronograma da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), estabelecido como obrigação às empresas que venceram o leilão das radiofrequências em 2021, o 5G tem de estar em operação nas capitais e Distrito Federal até 31 de julho de 2022; em cidades com mais de 500 mil habitantes, até 31 de julho de 2025; em municípios com mais de 200 mil, até 31 de julho de 2026; e em cidades com mais de 100 mil, até 31 de julho de 2027. Os demais municípios devem receber a nova tecnologia até 2029.

O cronograma não impede, porém, que a tecnologia chegue antes à população dos municípios que não são capitais. Santo André e Guarulhos, em São Paulo, além de Campo dos Goytacazes e Volta Redonda, no Rio de Janeiro, por exemplo, já têm leis aprovadas e estão prontas para a internet móvel de 5ª geração. O esforço é relevante, uma vez que, segundo o edital do 5G, as operadoras poderão priorizar a instalação da tecnologia em cidades que já tiverem modernizado sua legislação municipal. Fonte: Brasil 61

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

EDUCAÇÃO

CONCURSO

ESPORTE

MAIS LIDAS DA SEMANA