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Dom Porquito em Brasiéia: Cadeia produtiva da carne é fortalecida no Acre

O frigorífico da Dom Porquito deve ser inaugurado em abril e expandir significativamente a suinocultura no Acre

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O frigorífico da Dom Porquito deve ser inaugurado em abril e expandir significativamente a suinocultura no Acre

Por Samuel Bryan

(Foto: Pedro Devani/Secom)

(Foto: Pedro Devani/Secom)

Com o surgimento do Complexo de Piscicultura Peixes da Amazônia S.A. e da empresa Dom Porquito, o Acre prepara seu caminho para a consolidação da cadeia produtiva de carne. Somando investimentos na bovinocultura, piscicultura, suinocultura, avicultura e ovinocultura, o Estado desponta para um novo caminho rumo à independência econômica. Surge um mercado que interage com todos os outros setores da economia acreana.

A mudança de perspectivas econômicas tem sido tão grande que só a produtora de carne suína Dom Porquito, de Brasileia, consome hoje, aproximadamente, 46 mil sacas de milho por mês. Já a Peixes da Amazônia, em Senador Guiomard, está consumindo 40 mil sacas como uma das fontes para ração. Assim, a produção de animais está mudando a produção no campo. Para esta demanda que não para de crescer, são necessários mais de 8 mil hectares de plantação de milho no Estado. Não é à toa que o milho tem sido a cultura em maior expansão na produção acreana.

A cultura do milho tem se fortalecido na agricultura para atender as novas demandas

fotos_00_00_outubro_2010_zed_milho_sergio_vale-300x199“Oito mil hectares de plantação de milho exigem mais pessoas no trabalho rural. Só de tratores pra acompanhar a produção nós calculamos pelo menos 20. São novas máquinas compradas, mais comércio de diesel, mais empregados. São setores que se completam”, explica Inácio Moreira, presidente da Agência de Negócios do Acre (Anac).

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Em outro exemplo Inácio cita que para o frigorífico da Peixes da Amazônia S.A. conseguir a permissão de exportações (SIF), as agências reguladoras exigem que os empregados estejam devidamente fardados. Como são mais de 260 empregos diretos, as malharias do estado terão uma grande nova demanda.

Frigorífico suíno

A Dom Porquito espera, até o final do ano, produzir 50 toneladas de carne suína diariamente

dom_porquito_gleilson_miranda_secom-300x197O frigorífico da Dom Porquito já está sendo construído e deve ser inaugurado em abril. Com um abatedouro suíno com tecnologia de ponta, a região do Alto Acre deve expandir ainda mais o negócio de carne suína e virar uma nova referência, com a geração de até 800 novos postos de trabalho. Se atualmente o estado possui duas mil matrizes de suínos, com sete mil animais em engorda neste momento. A expectativa é que até o final do ano o número salte para 4,5 mil matrizes.

Com o número de animais mais que dobrados, a Dom Porquito espera que até o final do ano seja capaz de gerar 50 toneladas de carne suína diariamente. Para o final de 2016 a expectativa é que a produção salte para 800 animais abatidos por dia, gerando 80 toneladas de carne. Instalada à beira da BR-317, a Dom Porquito tem planos ousados para o futuro, não só mirando o mercado nacional, mas também o peruano, que tem mandado representantes para negociações.

(Foto: Pedro Devani/Secom)

(Foto: Pedro Devani/Secom)

Alta expectativa

Atualmente a Peixes da Amazônia S.A. está concluindo suas instalações físicas. Será o maior complexo de piscicultura do Brasil e são grandes as expectativas para quando seu funcionamento estiver pleno. “Com a produção de 20 mil toneladas por ano de pescado, vamos imaginar que o frigorífico empacote 10 mil toneladas de filé de peixe por ano. Só aí, no preço atual, são R$ 200 milhões por ano”, conta Inácio Moreira.

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O complexo possui investimentos de mais de R$ 100 milhões em uma parceria público/privada. A estrutura societária da Peixes da Amazônia S.A. foi feita de forma que contemplasse pequenos e grandes produtores. A Central das Cooperativas, que conta com 3.500 produtores associados, é uma das acionistas ao lado de outros 15 grandes empresários e o governo estadual.

Com pequenas propriedades também investindo na piscicultura, o peixe não é apenas uma fonte de renda, mas também de alimentação.

Fernando Lima, titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis do Acre (Sedens) ressalta: “Toda a cadeia produtiva diminui a pressão sobre a floresta, principalmente nos pequenos produtores rurais, que tem como alimentar a família deixando de recorrer a caça, por exemplo”.

Só em filé de peixes, a Peixes da Amazônia S.A. pode chegar a R$ 200 milhões por ano (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Só em filé de peixes, a Peixes da Amazônia S.A. pode chegar a R$ 200 milhões por ano (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

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Após uma semana, policiais penais seguem acampados em frente à Aleac e pressionam por aprovação da lei orgânica

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Lei orgânica: Entenda o impasse entre governo do Acre e policiais penais para regulamentação da categoria – Foto: Marcelo Silva

Chega a uma semana o protesto dos Policiais Penais que estão acampados em Frente a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). A categoria pede a aprovação da Lei Orgânica que regulamenta a Polícia Penal e se nega a tirar banco de horas, cumprindo apenas o plano operacional padrão (POP).

Laércio Morais, da diretoria da Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário (Asspen), disse que ocorre uma reunião nesta terça-feira (7) com a Procuradoria do Estado e espera que a categoria tenha resposta positiva.

“Estes oito dias têm sido desgastantes, sim, para todo mundo, governo, sociedade, mas agora está tendo uma reunião para juntos entrarmos em um consenso por uma boa causa que vai assistir a todos. Isso [retirada do acampamento] depende do resultado da reunião que está tendo agora. A gente está com esperança e acreditamos no governo porque demos um voto de confiança a ele”, disse.

Os policiais têm pressionado o governo a incluir no projeto de lei enviado à Aleac a equiparação de salários com as outras forças de Segurança, a incorporação da gratificação aos salários e mudança do contrato de nível médio para superior.

A paralisação que ocorre desde o dia 30 de novembro afetou as visitas nas unidades prisionais, que chegaram a ficar suspensas desde o dia 17 de novembro e retomaram, de forma gradual, nesse domingo (5).

Sem entrar em acordo e com a radicalização do movimento, o governo, que tinha enviado a Lei Orgânica para a Aleac para aprovação dos deputados, decidiu retirar a proposta do parlamento. O G1 Acre entrou em contato com a porta-voz do governo, Mirla Miranda, e aguarda resposta sobre a negociação.

Como a situação que se arrasta há dias, o presidente da Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário do Acre (Asspen), Eden Azevedo, disse nessa segunda-feira (6) que os presídios do estado estão “à beira do caos”, sem efetivo suficiente para realizar suas atividades de rotina.

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“A situação dos presídios no estado do Acre está complicada, ao longo de 13 anos não fizeram concurso público para carreira de policial penal. E os policiais não estão tirando o banco de horas, justamente, para que o governo venha para negociação. Como não tem banco de horas, posso falar que o presídio para, não tem como ter banho de sol, não tem como ter visitas, porque não tem efetivo suficiente para ter segurança. Então, posso dizer que o presídio hoje está à beira do caos, à beira de uma rebelião e por culpa, exclusivamente, do governo do estado.”

Na segunda, o governo informou que já concordou em enviar a Lei Orgânica com todas as reivindicações possibilitadas por lei à Assembléia Legislativa. “Mas, infelizmente, os agentes se recusam a executar o serviço extra remunerado (banco de horas), prejudicando a normalidade do sistema carcerário. Apesar disso, e equipe governamental continua aberta às negociações com o sindicato da categoria”, disse a porta-voz.

Na quarta-feira (1), a categoria foi recebida recebida em audiência pública na Aleac. Após assembleia geral, a Asspen emitiu uma nota dizendo que a categoria não aceitou a proposta sobre o enquadramento da carreira para o nível superior. A última proposta apresentada pela equipe do governo era de que ficaria assegurado o nível superior aos policiais penais que, por ventura, venham a ingressar na instituição em concursos futuros.

O que o governo diz:

Pedido do Nível superior – As convocações foram feitas para nível médio. Portanto, por impedimento imposto por lei e decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida no mês de abril deste ano, com trânsito em julgado, o Estado não pode fazer tal transição, pois deixaria de fora do quadro de Policial Penal todos os ora integrantes deste;
Vencimento único – O governo se comprometeu a atender, nos mesmos termos dos subsídios que contemplam os militares estaduais. De esclarecer que, por força da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o Estado não pode aumentar mais gastos com folha de pagamento.

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Lei orgânica: Entenda o impasse entre governo do Acre e policiais penais para regulamentação da categoria  — Foto: Marcelo Silva/Arquivo pessoal

Lei orgânica: Entenda o impasse entre governo do Acre e policiais penais para regulamentação da categoria – Foto: Marcelo Silva

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