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Detentos são levados ao pronto-socorro após motim em presídio de Rio Branco

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Um princípio de rebelião no Complexo Prisional Francisco de Oliveira Conde, o maior do Acre, terminou com vários presos feridos e encaminhados ao pronto-socorro de Rio Branco na madrugada desta quinta-feira (23).

As informações do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) são de que os presos do chamado Chapão, dos pavilhões G,H,IJ, K e L, começaram a bater nas grades devido à falta de água. A movimentação foi ficando mais intensa e os policiais teriam atirado para conter uma rebelião.

O diretor do Iapen, Arlenilson Cunha, disse em entrevista à Rede Amazônica que os presos foram informados da falta de água, mas começaram a se rebelar ainda na noite de quarta-feira (22). Os presos quebraram as celas e saíram para os corredores e, segundo o presidente, queimaram colchões.

“Os policiais de plantão fizeram a conversa explicando o problema e disseram que já havíamos pedido essa água. Quebraram celas e os policiais tiveram que agir para conter a ação dos presos. Temos algumas imagens”, disse.

Ao todo, 50 presos ficaram feridos na ação, sendo que 29 já foram reencaminhados às celas e estão isolados. “Agora vamos instaurar um procedimento investigativo para apurar”, disse.

O diretor do pronto-socorro de Rio Branco, Areski Peniche, disse, na manhã desta quinta, que sete presos estão sendo atendidos no PS e que dois deles tiveram que passar por cirurgia. Ele deu entrevista ao vivo no Bom Dia Acre.

“Estamos com sete detentos, dois foram para o centro cirúrgico ainda na madrugada e estão em evolução anestésica. Cinco estão em sala de emergência sendo reavaliados e em um deles já está confirmado a necessidade de procedimento cirúrgico na face. Alguns ferimentos foram bastante sérios”, disse.

Em entrevista à CBN Amazônia, também na manhã desta quinta, o diretor-presidente do Departamento de Pavimentação e Saneamento do Acre (Depasa), Sebastião Fonseca, negou que o presídio tivesse ficado sem água. Contrariando a versão do Iapen.

“Para os presídios e hospitais, tinha sido reservado água para atender em carro-pipa”, alegou ao dizer que o problema já foi resolvido e que o abastecimento em Rio Branco deve normalizar em 48 horas.

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Durante o ao vivo, a equipe da Rede Amazônica no Acre flagrou quando um caminhão-pipa entrava no presídio para fazer o abastecimento dos reservatórios.

O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) informou que a Polícia Militar foi acionada apenas para ajudar na escolta e guarda dos presos encaminhados às unidades de saúde, mas que a ocorrência foi de responsabilidade da Polícia Penal.

Veja a nota do Iapen na íntegra:

O Governo do Estado do Acre, por meio do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), diante do princípio de motim registrado na noite dessa quarta-feira, 22, no Complexo Penitenciário de Rio Branco, vem a público esclarecer que:

1. O princípio de motim teve início por volta das 18h30 dessa quarta-feira, 22, quando os presos dos pavilhões G, H, I, J, K e L começaram a bater nas grades de forma generalizada.

2. Após conversas com os presos foi verificado que estes reclamavam da falta de água no Complexo. Assim, a equipe de plantão informou de que se tratava de uma problemática de toda a cidade, tendo em vista que “um acidente envolvendo a carreta que faria a entrega de um dos produtos utilizados para o tratamento da água acabou provocando uma parada não programada, prejudicando o abastecimento de algumas regiões”, conforme informado em nota do Departamento Estadual de Água e Saneamento (Depasa).

3. Os policiais penais de plantão ainda informaram aos detentos que o Iapen estava providenciando o abastecimento com caminhões-pipa por meio de fornecedor específico contratado para este fim, bem como por meio do próprio Depasa. No dia anterior, 225 mil litros de água foram fornecidos ao Complexo Penitenciário pela empresa contratada. Já durante a quarta-feira, 104 mil litros foram disponibilizados, sendo 90 mil pelo fornecedor e 14 mil pelo Depasa.

4. Os detentos não se contentaram com a resposta dos policiais, ainda que o abastecimento não estivesse completamente interrompido e continuaram a manifestação, chegando a atear fogo em colchões, baldes e roupas, quebrando cadeados das celas, na tentativa de sair dos pavilhões. Os presos que conseguiram sair para os corredores internos dos pavilhões, arremessaram pedras, fruto de depredação das celas. Desta forma, foi necessário o emprego do Grupo Penitenciário de Operações Especiais (Gpoe), o qual adentrou a unidade por volta das 20h30 com o objetivo de controlar o princípio de motim instaurado no presídio.

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5. Durante o princípio de motim, os presos das celas 9 e 15 do pavilhão G quebraram os ferrolhos das grades, o que as tornou sem condições para o convívio. As celas foram interditadas para os devidos reparos e os presos foram conduzidos para outras celas;

6. Procedimentos de contenção foram feitos em todos os pavilhões envolvidos, sendo necessária a realização de disparos de armas menos letais. Durante os procedimentos, 56 detentos tiveram algum tipo de ferimento e foram avaliados pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no interior do próprio Complexo. Após atendimento, 29 detentos foram encaminhados ao isolamento preventivo, pois não necessitavam de atendimento externo.

7. Os outros 27 presos foram encaminhados ao Pronto Socorro de Rio Branco e à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Baixada, de acordo com a avaliação dos profissionais do Samu. Após atendimento nas referidas unidades, 18 detentos receberam alta médica e retornaram ao presídio.

8. Já na manhã desta quinta-feira, 23, outros dois detentos receberam alta, permanecendo apenas sete presos em observação no Pronto Socorro, os quais aguardam reavaliação.

9. O Iapen esclarece que medidas estão sendo adotadas visando resguardar a segurança dentro do Complexo Penitenciário de Rio Branco e que o Gpoe se encontra de prontidão para o controle de possíveis eventualidades.

10. No que diz respeito ao reabastecimento, em contato com Depasa, o Iapen foi informado de que o fornecimento de água foi reestabelecido ainda nas últimas horas da quarta-feira, 22. Para reforçar, o Iapen providenciou o fornecimento de mais 120 mil litros de água na manhã desta quinta-feira, 23, por meio do contrato com empresa especializada.

11. Um procedimento administrativo será instaurado a fim de apurar os fatos.

Do G1 Acre

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Terremoto de magnitude 7,5 na Amazônia peruana é sentido em cidades do Acre

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Moradores relatam que o tremor foi de forte intensidade e durou alguns minutos. Epicentro foi no Peru – Foto: Reprodução / Reuters

Moradores de pelo menos três cidades do Acre sentiram o tremor de terra causado pelo terremoto na Amazônia peruana, na manhã deste domingo (28). De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto foi de 7,5 de magnitude.

O epicentro do tremor foi identificado a cerca de 98 quilômetros do município de Santa Maria De Nieva, na província de Condorcanqui, e a uma profundidade de 131 quilômetros.

No Acre, moradores de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Santa Rosa do Purus relataram que sentiram o tremor que começou às 6h. O morador de Cruzeiro do Sul, João Dias, gravou um vídeo em que mostra os móveis da casa balançando.

“Olha como balança dentro de casa, ventilador balançando. É um forte tremor de terra. A estante balançando muito, olha só”, diz ao gravar as imagens.

Em Santa Rosa do Purus, município isolado do Acre, Sandra Brito conta que estava deitada quando sentiu o tremor.

“Às 6h, eu estava no quarto e percebi que estava tremendo, fiquei observando e vi que era tremor de terra. Parou, saí do quarto e vi que na cozinha também estava tremendo as panelas, já uma segunda vez”.

A professora Camila Melo está internada no Hospital de Mâncio de Lima, também no interior do estado, e contou que acordou ao sentir a cama do hospital balançar.

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“Me acordei , senti balançando e pensei que era o filho da senhora que está no mesmo quarto que eu. Aí, olhei pra ele e perguntei se estava sentindo e falou que estava balançando e falou que estava. E quando vi o soro balançando caiu a ficha. Foi coisa rápida. Depois a gente só ouviu os comentários”, relembrou.

“Terremotos como este evento, com profundidades focais entre 70 e 300 km, são comumente chamados de terremotos de “profundidade intermediária”. Terremotos de profundidade intermediária representam deformação dentro de lajes subduzidas, em vez de na interface da placa rasa entre as placas tectônicas subduzidas e superiores. Eles normalmente causam menos danos na superfície do solo acima de seus focos do que é o caso com terremotos de foco raso de magnitude semelhante, mas grandes terremotos de profundidade intermediária podem ser sentidos a uma grande distância de seus epicentros”, destaca o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

No Peru

Imagens compartilhadas em redes sociais mostram pedaços das fachadas de edifícios e parte de casas destruídas após o forte tremor que foi sentido também na cidade equatoriana de Loja.

Em outubro, um tremor de menor magnitude mas mais próximo à superfície, também no norte peruano, chegou a ser sentido em alguns estados do Brasil.

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Localizado no Círculo de Fogo do Pacífico, região global de alta atividade sísmica gerada pelo encontro de placas tectônicas, o Peru está habituado a tremores.

A Marinha do Peru disse em um comunicado que não foi identificado risco de tsunami na costa do país por conta do forte abalo.

Tremor de terra foi registrado na Amazônia Peruana  — Foto: Reprodução/USGS

Tremor de terra foi registrado na Amazônia Peruana – Foto: Reprodução/USGS

Por Tácita Muniz, G1 Acre

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Veja o Vídeo Abaixo: Muitas são as dúvidas, e eu esclareço algumas. Quem tem direito a receber o abono pago com a sobra do recurso do Fundeb, anunciado pelo Governo do Acre? Uma grande manifestação foi realizada durante todo dia pela manhã em frente à casa civil e a tarde na sede da PGE – Procuradoria Geral do Estado.

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