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Comunidades quilombolas da Amazônia recebem dados socioeconômicos em webinar

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Jéssica Nascimento – A Ecam Projetos Sociais e a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) vão se reunir com lideranças quilombolas e representantes de órgão públicos do Estado do Amapá, no dia 22 de janeiro, às 15h, com o intuito de debater sobre a qualidade de vida nos territórios quilombolas amapaenses. Por causa da pandemia, a devolutiva acontecerá virtualmente, em formato de webinar, transmitido ao vivo pelo Facebook e Youtube da CONAQ.

A ação faz parte de uma sequência de webinars que as organizações vêm realizando, desde o ano passado, com o objetivo de entregar os dados da pesquisa socioeconômica, realizada por 107 comunidades quilombolas de 6 estados da Amazônia Legal (Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins). Os dados levantados encontram-se disponíveis na publicação Quilombos e Quilombolas na Amazônia: os desafios para o (re)conhecimento que pode ser acessada aqui, mas é possível visualizar as informações por Estado, aqui.

Essa é uma ação do “Programa Novas Tecnologias” e do “Programa Compartilhando Mundos”, fruto da parceria entre a Ecam Projetos Sociais, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), do Google Earth Solidário e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). Dentro do Programa Novas Tecnologias, o estudo contou com capacitações nas ferramentas de Google Earth e Open Data Kit (ODK), para treinar jovens quilombolas nas ferramentas de levantamentos e de mapeamentos, já no âmbito do Programa Compartilhando Mundos, a juventude pôde aprender a analisar os dados levantados.

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Até agora, já foram realizadas as entregas dos dados socioeconômicos no Tocantins, Pará, Mato Grosso, com a transmissão do Amapá prevista para esta sexta, 22. As próximas acontecerão com as comunidades quilombolas de Rondônia e Maranhão.

Apagão

Em novembro do ano passado, a maior parte das cidades do Amapá enfrentou problemas no fornecimento de energia, que afetou o abastecimento de água, a compra e armazenamento de alimentos, serviços de telefonia e internet, entre outros. Quase 90% da população (cerca de 765 mil pessoas) foi afetada. Após 2 blecautes totais e 22 dias de fornecimento em rodízio, energia foi restabelecida no estado.

Segundo a coordenadora da pesquisa o apagão será mencionado no Webinar – já que foi um momento muito difícil para as comunidades quilombolas do estado que estão até hoje sofrendo as consequências. Um exemplo, são as bombas d’água das comunidades que queimaram durante o apagão e ainda não foram totalmente repostas nos quilombos.

“A pesquisa também vem para contribuir neste debate, pois temos nela dados sobre acesso à infraestrutura e saneamento básico que dialogam muito com os desafios enfrentados pelas comunidades quilombolas durante o apagão. Na pesquisa, por exemplo, 94% das casas informaram que são abastecidas de energia elétrica pela rede pública. No entanto, esse abastecimento sofre muita descontinuidade, causando grande prejuízo aos moradores por conta da queima de eletrodomésticos e perda de alimentos por falta de refrigeração adequada. Essa é uma situação que foi ainda mais agravada com o apagão”, apontou a coordenadora da pesquisa, Meline Machado .

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Apoio às comunidades

A ECAM também está realizando no Amapá junto a parceiros como a CONAQ/AP, um diagnóstico sobre a agricultura familiar quilombola, intitulado Projeto Quilombo Solidário: Renda e Produção. A iniciativa tem como ações a doação de cestas básicas para as comunidades durante a pandemia da COVID-19 e também o levantamento dos dados sobre a agricultura familiar quilombola.

“Estamos agora na etapa de sistematização deste diagnóstico e pretendemos implementar algumas ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar quilombola no Estado”, explicou a coordenadora. A agricultura, como evidenciado na pesquisa do Programa Compartilhando Mundos, é a principal fonte de renda das comunidades quilombolas, no Amapá corresponde a 59% da origem da renda das famílias envolvidas na pesquisa. Esse foi um importante desdobramento que teve como início o Programa Compartilhando Mundos.

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Poder Judiciário do Acre retoma plantão extraordinário com 30% da força de trabalho

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Portaria Conjunta Nº 5/2022 institui novas medidas administrativas para afastar a propagação do vírus neste momento – Foto Reprodução

Nesta segunda-feira, 17, a presidência do Tribunal de Justiça juntamente com a Corregedoria-Geral da Justiça tornou pública a Portaria Conjunta n° 5/2022, determinando a redução do quantitativo de servidores e colaboradores em regime presencial da instituição até o dia 24 de janeiro.

Deste modo, está autorizada a retomada do trabalho remoto e atuação, por meio de escala de revezamento, do trabalho presencial com no máximo 30% dos integrantes de cada setor, excetuando os casos em que se observe prejuízos aos serviços prestados pela unidade.

A medida considerou o aumento progressivo no número de casos de Covid-19 em todo o estado, principalmente nas últimas semanas, assim como o teor da Portaria GDG Nº 4, de 08 de janeiro de 2022, em que o Supremo Tribunal Federal autoriza a adoção do regime de teletrabalho excepcional ou, na impossibilidade, que se promova escala de revezamento para os servidores e colaboradores.

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Assim, a gestão decidiu manter a política instaurada desde o início da pandemia para o resguardo e segurança à saúde dos magistrados e magistradas, servidores e servidoras, estagiários e estagiárias, todas e todos terceirizados e público externo.

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