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Com possibilidade de quedas de árvores, muros e inundações, Rio Branco tem 39 bairros em área de risco

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Casa ficou destruída após ser atingida por árvore em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Com possibilidade de deslizamento de terras, quedas de árvores e muros, além das inundações, a capital acreana, Rio Branco tem pelo menos 39 bairros que ficam em áreas consideradas de risco.

Os dados são da Defesa Civil municipal, que informou que destas áreas, 21 bairros estão mapeados, ou seja, são monitorados, e outros 18 estão em processo de mapeamento.

“Os bairros que monitoramos como área de risco são 21, está dentro do nosso mapa e reconhecido, agora, é lógico que não são só estes. Temos pelo menos mais 18 que também tem risco geológico como hidrológico que nós já levantamos e é preciso chamar a CPRM [Serviço Geológico que é o órgão responsável e insira no mapa de risco do Brasil e também de Rio Branco”, informou o coordenador da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão.

O tenente-coronel disse que dos dois tipos de risco, há bairros que têm os dois, como o Preventório, onde uma casa de madeira ficou completamente destruída ao ser atingida por uma árvore nesse sábado (22). Pelo menos quatro pessoas estavam no local, mas ninguém se feriu.

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“A área do Preventório, no geral, é uma área de risco, nas proximidades do Rio Acre. Então, há movimentação de massa devido à ocupação que tem nessas áreas, o solo fica sem vegetação para amparar e como é área de declívio, toda chuva que tem vai tirando a sustentação das árvores e acaba acontecendo esse tipo de acidente”, explicou.

Movimentação de terra

Apesar de ser esse número que a Defesa Civil tem o levantamento, Falcão explicou que sempre surgem novas áreas que não são contadas como bairros.

“Temos, por exemplo, a ETA II e o hotel Confort que estão em locais de movimentação de massa e não entram como o bairro e sim localidade”, pontuou.

O risco geológico envolve a movimentação de massa, como deslizamento e escorregamento de terra e o hidrológico são os suscetíveis a inundações.

Falcão acrescentou que a partir do mapeamento, a Defesa Civil atua com visitação da área e faz o estudo preliminar e oficia o CPRM para homologar o estudo e inserir no mapa de risco e então é feito o monitoramento. Além disso, o coordenador afirmou que no período chuvoso, os riscos se intensificam.

“O que faz agravar qualquer erosão e risco geológico é o solo ficar super encharcado porque tira a sustentação e causa o deslizamento. Então, é no período de chuva que mais ocorrem as quedas de muros, árvores, comprometimento de edificações”, concluiu. Por G1 Acre.

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Cratera se abriu próximo de casa do bairro Recanto dos Buritis e morador chamou Defesa Civil de Rio Branco — Foto: Ascom/Arquivo Defesa Civil de Rio Branco

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Veja o Vídeo Abaixo: Em meio a maior crise do sistema de transporte coletivo dos últimos tempos, a população de Rio Branco vive um dilema e acorda todo dia sem saber se terá ônibus passando em sua região. O prefeito Tião Bocalom tentou amenizar o problema repassando R$ 2 milhões e quatrocentos mil para as empresas quitar os débitos com empregados, acordo não cumprido e que foi um dos motivos para a intervenção no setor.

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Projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados pode garantir a chegada da internet 5G em Rio Branco

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Legislação defasada atrapalha instalação das antenas necessárias à internet de quinta geração. Solução pode ser o PL 8518/2017, que disciplina licenciamento temporário da infraestrutura – 

Rio Branco (AC) corre contra o tempo para receber o 5G até o dia 31 de julho deste ano, data estipulada pela Anatel nos editais dos leilões realizados em 2021. Pela regra, todas as capitais devem receber a quinta geração de internet móvel até o fim do sétimo mês de 2022. Mas Rio Branco e outras 14 capitais não estão preparadas para a nova tecnologia, já que há a necessidade de novas antenas e as legislações ultrapassadas não permitem a instalação da infraestrutura. A solução, caso a Câmara Municipal não agilize a atualização da lei, é o PL 8518/2017, aprovado no último dia 10 na Câmara dos Deputados.

O projeto de lei tem a autoria do deputado federal Vitor Lippi (PSDB-SP) e ainda precisa passar pelo Senado. O texto disciplina o licenciamento temporário das antenas, bem como a instalação por parte das empresas de telecomunicação, caso as prefeituras não respondam às solicitações após 60 dias. No Brasil, por conta das legislações defasadas e que só preveem antenas antigas e muito maiores que as do 5G, pedidos para novas infraestruturas podem demorar até 24 meses para serem autorizados.

A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC), coordenadora do GT do 5G na Câmara dos Deputados, explica que o PL 8518 é um dos prioritários para o Grupo de Trabalho e para a efetiva chegada da nova tecnologia, que está atrasada no país. Ela ressalta também que, para isso acontecer em todo o país, serão necessárias dez vezes mais antenas do que temos hoje.

“Não é possível avançar na tecnologia 5G se nós não dermos o salto necessário para a instalação de, pelo menos, um milhão de novas antenas. É muito mais do que a gente tem hoje, pelo menos dez vezes mais do que a quantidade do que temos de antenas hoje. Porque o processo hoje é muito lento em todas as prefeituras do Brasil. As empresas fazem o pedido para a instalação de uma antena e as prefeituras demoram de seis meses a dois anos para instalar uma antena. Então, não é possível, quando se tem pressa de instalar o 5G no país”, destaca a parlamentar.

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Perpétua ressalta que o processo baseado no silêncio positivo, proposto pelo projeto de lei, não tira dos municípios a autoridade de decidir sobre o assunto e que quaisquer irregularidades não trarão ônus às prefeituras. “Se dentro de um período as prefeituras não se posicionarem, a Anatel vai garantir com que as antenas sejam instaladas nos lugares corretamente. E se porventura uma prefeitura identificar que naquele determinado local, onde foi instalada uma antena, não é o local adequado, a empresa vai retirar.”

De acordo com dados do Movimento Antene-se, criado em 2021 por entidades de diversos setores para incentivar a atualização das leis de antenas das grandes cidades brasileiras, o Distrito Federal e 11 capitais já estão preparados para receber o 5G, seja porque aprovaram novas legislações alinhadas à Lei Geral de Antenas (Lei n.º 13.116/2015), e ao Decreto 10.480/2020, que regulamenta a referida lei, ou porque as leis municipais são mais recentes e amigáveis à chegada da nova tecnologia. 

Segundo Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para as Telecomunicações (Abrintel) e coordenador do Movimento Antene-se, as Câmaras Municipais dessas capitais precisam agilizar essas novas legislações, além de estabelecer um processo centralizado e com base em critérios objetivos, de modo a propiciar a obtenção de autorizações em prazos inferiores a 60 dias, sem a imposição de custos adicionais.

Luciano Stutz alerta que as capitais que não conseguirem atualizar as legislações antes do dia 31 de julho até vão receber a internet móvel de quinta geração, mas de um jeito que não alcançará toda a população, uma vez que a implementação se dará por meio das antigas antenas já instaladas, muito distantes umas das outras. As ondas do 5G são muito mais potentes que as do 4G, gerando uma internet cem vezes mais rápida. Mas, como são mais curtas, precisam de um grande número de pequenas antenas.

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“O que eu posso dizer é que essas restrições não vão impedir que essas cidades tenham de fato 5G instalada até 31 de julho, mas não será o 5G dos sonhos, não será o melhor 5G possível, será o 5G possível de se fazer dentro da estrutura de 4G”, ressalta o presidente da Abrintel.

Além de Rio Branco, outras 14 capitais correm contra o tempo para atualizar a legislação de antenas: Maceió (AL), Macapá (AP), Manaus (AM), Salvador (BA), Goiânia (GO), São Luís (MA), Cuiabá (MT), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), João Pessoa (PB), Recife (PE), Porto Velho (RO), Aracaju (SE) e Palmas (TO).

Segundo o cronograma da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), estabelecido como obrigação às empresas que venceram o leilão das radiofrequências em 2021, o 5G tem de estar em operação nas capitais e Distrito Federal até 31 de julho de 2022; em cidades com mais de 500 mil habitantes, até 31 de julho de 2025; em municípios com mais de 200 mil, até 31 de julho de 2026; e em cidades com mais de 100 mil, até 31 de julho de 2027. Os demais municípios devem receber a nova tecnologia até 2029.

O cronograma não impede, porém, que a tecnologia chegue antes à população dos municípios que não são capitais. Santo André e Guarulhos, em São Paulo, além de Campo dos Goytacazes e Volta Redonda, no Rio de Janeiro, por exemplo, já têm leis aprovadas e estão prontas para a internet móvel de 5ª geração. O esforço é relevante, uma vez que, segundo o edital do 5G, as operadoras poderão priorizar a instalação da tecnologia em cidades que já tiverem modernizado sua legislação municipal. Fonte: Brasil 61

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