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Após decreto, PRF suspende operações e rondas nas rodovias do Acre

Equipes vão fazer policiamentos apenas nos postos de fiscalizações, atendimento de acidentes com vítimas e serviços de competência exclusiva. Decreto presidencial prevê contingenciamento de 44% no orçamento de 2017.

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Equipes vão fazer policiamentos apenas nos postos de fiscalizações, atendimento de acidentes com vítimas e serviços de competência exclusiva. Decreto presidencial prevê contingenciamento de 44% no orçamento de 2017.

A Polícia Rodoviária do Acre (PRF-AC) anunciou nesta quinta-feira (6) que vai suspender as operações regionais e o policiamento nas rodovias do Acre, entre outras medidas. A decisão veio após o decreto presidencial 9.018 de 30 de março, que prevê o contingenciamento de 44% do orçamento de 2017. A resolução suspende ainda os resgates aéreos e fechamento de algumas unidades no país.

O inspetor chefe da PRF-AC, Nelis Newton, informou durante coletiva em Rio Branco o que deve mudar nas rodovias do Acre com o decreto presidencial. O inspetor falou que, a partir desta quinta, as equipes vão atender apenas acidentes com vítimas, situações que requerem a competência exclusiva da polícia e as abordagens devem ser feitas apenas com denúncias.

"As medidas adotadas aqui são semelhantes as adotadas por outras regionais. Destaque para redução dos deslocamentos terrestres, que são nossos serviços de ronda, as equipes vão permanecer mais nos postos de fiscalização, que deixa de ter esse caráter ostensivo ao longo das rodovias, que evita várias infrações", explicou.

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Com a resolução, Nelis acredita que vai aumentar o número de acidentes, entrada de entorpecentes no estado, entre outras infrações. Ele comentou sobre os dados apresentados dos seis primeiros meses do ano, que apontam uma redução de 21% no número de acidentes.

"Esses serviços de operações regionais como festivais de praia, festividades nos municípios do estado, estão suspensas por conta desse contingenciamento. Serão essas as medidas adotadas emergenciamento. As apreensões que provocam acidentes mais graves ocorrem nas rondas. Com a diminuição do serviço de ronda de fiscalização nos postos, a tendência é uma redução na constatação nas infrações de trânsito e aumento de acidentes", comentou.

Nelis falou ainda sobre os contratatos em andamento que deve ser suspensos. Ainda segundo o inspetor, a PRF-AC estuda ainda mudar o horário de funcionamento da superintendência.

"A superintendência do Acre é recente, então, esse é o primeiro ano que temos orçamento próprio. Vários contratos estão sendo trabalhados para serem licitados esse ano. Outras superintendências, que já têm contratos firmados, estão reincidindo. Os nossos aqui que iam ser feitos não vamos fazer. É um prejuízo grande também. O horário de funcionamento vai ficar das 7h às 13h ou das 8h às 14h, ainda vamos decidir", concluiu.

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PRFDo G1 Acre

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Projeto Rhuamm, que cria rede de proteção de crianças e adolescentes, é lançado pela Defensoria Pública

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Depois de quase um ano de elaboração, articulações e formação de parcerias, o Projeto Rhuamm – Rede Humanizada de Apoio a Meninas e Meninos, coordenado pelo Núcleo da Cidadania da Defensoria Pública, foi lançado na manhã desta terça-feira, 24, reunindo representantes das instituições que atuarão em conjunto para ampliar as ações preventivas de forma a evitar o abuso e a violência praticada contra crianças e adolescentes em Rio Branco, cidade que abrigará o projeto-piloto.

O nome e a motivação para a criação do projeto vieram do caso envolvendo o menino Rhuan, morto de forma violenta em 2019 pela mãe e a namorada dela, em Brasília. A Defensoria Pública do Acre, por meio do defensor Celso Araújo Rodrigues, que hoje coordena o Núcleo de Cidadania, responsável pelo projeto, se mobilizou para trazer ao Acre o corpo da criança e apoiar a família paterna.

“A Defensoria Pública, diante de uma das suas prerrogativas, que é proteger a criança e o adolescente, criou, desenvolveu e está executando este projeto. A intenção é acolher e tratar crianças vítimas de violência. Os casos serão encaminhados ao núcleo do Projeto, principalmente pelas escolas”, explica o defensor Celso Araújo.

A defensora-geral, Simone Santiago, lembra que o projeto “nasceu naquele fim de semana trágico”. “Primeiro nasceu no coração do Dr. Celso e ele veio conversar comigo e com a Dra. Roberta e nós o abraçamos. Sabíamos que sozinhos, com nosso instrumento, não poderíamos fazer com que esse projeto alcançasse seu objetivo. Minhas palavras são de agradecimento. Sabemos que estamos no caminho certo e avisamos a sociedade de que estamos atentos, que existem vários atores que estão olhando para as crianças. Este é o nosso recado. Estamos todos abraçados por uma causa, das mais justas, que é a proteção de crianças e adolescentes”, ressaltou a defensora-geral.

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O Rhuamm visa estabelecer parceria com o sistema de garantia de direitos e irá capacitar profissionais envolvidos no projeto e nas escolas de ensino infantil e fundamental de Rio Branco, oferecendo também orientação aos gestores escolares e aos pais das crianças de 0 a 11 anos, público-alvo do projeto, entre outras atribuições.

Família de Rhuan participa de solenidade

Parte da família paterna de Rhuan, avós, tias e primo, compareceu ao lançamento do projeto. “Esse projeto é muito importante para as crianças. Vou morrer e ele vai ficar aí pra dar orgulho pra minha família. Espero que as escolas, as diretoras procurem conversar com as crianças, quando verem uma criança triste pra saber o que está acontecendo. Que todas as escolas façam parte desse projeto, porque é muito bom e vai dar resultado”, disse Francisco das Chagas, avô de Rhuan.

A secretária adjunta dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Fernanda Ramos Monteiro, que participou do evento de forma virtual, apresentou projetos e ações da política nacional de prevenção à violência contra crianças e adolescentes.

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A secretária adjunta divulgou dados que apontam a redução de 41% do número de mortes por agressão a crianças e adolescentes no Brasil em comparação à média registrada entre 2012 e 2018.

São parceiros do Projeto Rhuamm o Tribunal de Justiça do Acre, Ministério Público, Defensoria Pública da União, Ministério Público do Trabalho, Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, Sebrae, Polícia Militar, Centro Universitário

Uninorte e Prefeitura de Rio Branco, por meio do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, SASDH, Seme, Centro Especializado de Referência em Assistência Social, Semsa, Centro Pop e Conselho Tutelar.

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