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Acre é o estado em que jovem negro tem mais chance de ser morto

Estudo mostra que jovem negro tem 3,8 mais chances de ser assassinado. Pesquisa traça comparativo de risco entre jovens negros e brancos.

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Estudo mostra que jovem negro tem 3,8 mais chances de ser assassinado. Pesquisa traça comparativo de risco entre jovens negros e brancos.

Caio Fulgêncio Do G1 AC

Foto: Ilustrativa

Foto: Ilustrativa

O risco de um jovem negro, entre 12 e 29 anos, ser assassinado no Acre é superior ao de outros estados da Região Norte. Os dados preliminares são do Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade 2014, divulgados na sexta-feira (2), pela Secretaria Nacional da Juventude. O estudo mostrou que, no Acre, um jovem negro tem 3,8 mais chances de ser assassinado do que um branco.

Em uma análise de comparação aos dados de 2012, ano base do estudo, e a versão anterior, é possível perceber o aumento do risco relativo no Acre. Enquanto em 2007, foram contabilizados 18 homicídios de jovens brancos e 49 de negros; na divulgação mais recente, existe o quantitativo de sete brancos mortos para 86 negros. Isso fez com que o risco de morte de negros saltasse de, aproximadamente, 1,0 para os 3,8.

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Os dados mostraram também que, no que diz respeito ao indicador de violência letal entre jovens, as taxas de mortalidade por homicídio entre negros é superior em todos os estados da Região Norte. Mesmo fazendo ressalvas aos estados, com exceção do Pará, cujos números absolutos de homicídios entre jovens brancos é inferior a 50. Em toda a região, a taxa de mortalidade de negros é 72,5, ou 214% superior à de brancos, que é 23,1. No Acre, essa taxa é de 45,4 de morte de negros e 11,9 para brancos. (veja no gráfico abaixo)

Comparativo mostra taxa de homicídios entre jovens brancos e negros nos estados da Região Norte (Foto: Reprodução/Índice)Comparativo mostra taxa de homicídios entre jovens brancos e negros nos estados da Região Norte (Foto: Reprodução/Índice)
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A pesquisa mostrou também que, em relação ao índice de Violência e Desigualdade Racial, o estado acreano chegou a 0,37, escala considerada média. Esse valor indica que, quanto mais próximo de 1, maior é a proporção de jovens negros mortos em relação a jovens brancos. De acordo com o estudo, a maior escala do país é Alagoas (0,61) e a menor é São Paulo (0,20).

Índice de Vulnerabilidade da Juventude

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Índice de Vulnerabilidade da Juventude

A pesquisa foi encomendada pela Unesco e Secretaria-Geral da Presidência ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública, confronta dados de homicídios de 2007 e 2012. Para efeitos de classificação, a quantidade de “negros”, foi formada pelas categorias “pretos” e “pardos” e a de “brancos” é formada por “brancos” e “amarelos”.

Foram levados em consideração para o estudo de vulnerabilidade quesitos como: frequência à escola e situação de emprego, pobreza e escolaridade, além da taxa de mortalidade. A pesquisa tem como universo de análise os municípios com mais de 100 mil habitantes no Brasil. Acesse o levantamento completo

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Poder Judiciário do Acre retoma plantão extraordinário com 30% da força de trabalho

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Portaria Conjunta Nº 5/2022 institui novas medidas administrativas para afastar a propagação do vírus neste momento – Foto Reprodução

Nesta segunda-feira, 17, a presidência do Tribunal de Justiça juntamente com a Corregedoria-Geral da Justiça tornou pública a Portaria Conjunta n° 5/2022, determinando a redução do quantitativo de servidores e colaboradores em regime presencial da instituição até o dia 24 de janeiro.

Deste modo, está autorizada a retomada do trabalho remoto e atuação, por meio de escala de revezamento, do trabalho presencial com no máximo 30% dos integrantes de cada setor, excetuando os casos em que se observe prejuízos aos serviços prestados pela unidade.

A medida considerou o aumento progressivo no número de casos de Covid-19 em todo o estado, principalmente nas últimas semanas, assim como o teor da Portaria GDG Nº 4, de 08 de janeiro de 2022, em que o Supremo Tribunal Federal autoriza a adoção do regime de teletrabalho excepcional ou, na impossibilidade, que se promova escala de revezamento para os servidores e colaboradores.

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Assim, a gestão decidiu manter a política instaurada desde o início da pandemia para o resguardo e segurança à saúde dos magistrados e magistradas, servidores e servidoras, estagiários e estagiárias, todas e todos terceirizados e público externo.

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