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A fronteira de Brasileia com a Bolívia segue fechada por tempo indeterminado em protesto contra Evo Morales

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O protesto de bolivianos que fechou a fronteira do Brasil com a Bolívia nas duas pontes que ligam as cidades de Epitaciolândia e Brasileia, no interior do Acre, até Cobija, continua nesta quinta-feira (7). Esse é o segundo dia da manifestação e o motivo é o resultado da eleição que deu ao presidente Evo Morales o quarto mandato consecutivo.

Com o acesso fechado nas duas pontes, a travessia da fronteira é feita apenas a pé. Segundo informações da Polícia Militar, o movimento é pacífico, mas os manifestantes não têm previsão de desbloquear as pontes.

O Ministério das Relações Exteriores recomenda que brasileiros e turistas evitem viagens à Bolívia até que a situação esteja normalizada.

Dificuldades

O boliviano Sebastian Chuviru, de 32 anos, enfrenta dificuldades para transportar os produtos que compra no Brasil. Com caixas de refrigerantes, ovos, itens de primeira necessidade, ele precisa empurrar carrinho de mão para chegar do outro lado.

“Este bloqueio que estamos enfrentando, hoje, aqui em Cobija, por causa dos conflitos com o governo, está causando muitos problemas para nós que dependemos muito do Brasil para trazer alguns produtos de primeira necessidade”, disse.

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Chuviru, como muitos outros bolivianos, fazem compras no Brasil para comercializar na Bolívia e também para o consumo pessoal. “Graças a Deus que estão deixando passar esses produtos a pé.”

Segundo o boliviano, os itens que mais costumam comprar no Brasil são arroz, açúcar, leite e cereais. Com a ponte fechada, eles enfrentam dificuldades.

Protestos

A Bolívia sofre com protestos contra e a favor de Evo Morales, enquanto uma auditoria comandada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) reconta os votos da eleição presidencial do país.

A missão da OEA, de 30 membros, iniciou no último dia 31 de outubro os trabalhos para verificar os resultados das eleições de 20 de outubro, vencidas por Morales no primeiro turno. O resultado é rejeitado pela oposição boliviana, que denuncia fraude na apuração, o que levou o governo Morales a aceitar a missão da OEA.

Os opositores não exigem mais uma nova contagem de votos, nem um segundo turno entre o presidente e Carlos Mesa. Agora, pedem a anulação da votação e novas eleições gerais (presidenciais e legislativas) “sem Evo Morales”, exigência rejeitada pelo governista de esquerda indígena.

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Confrontos na Bolívia

Os protestos continuam na Bolívia, após quase duas semanas das eleições presidenciais. Em La Paz, houve bloqueios a vias, e, em Santa Cruz de la Sierra e Potosí, grupos organizaram greves e paralisações de serviços.

Em alguns casos, ocorreram confrontos entre forças de segurança e manifestantes. Desde o início dos protestos, no dia seguinte às eleições, duas pessoas morreram e 140 ficaram feridas, informou a Defensoria do Povo.

Do G1 Acre

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Poder Judiciário do Acre retoma plantão extraordinário com 30% da força de trabalho

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Portaria Conjunta Nº 5/2022 institui novas medidas administrativas para afastar a propagação do vírus neste momento – Foto Reprodução

Nesta segunda-feira, 17, a presidência do Tribunal de Justiça juntamente com a Corregedoria-Geral da Justiça tornou pública a Portaria Conjunta n° 5/2022, determinando a redução do quantitativo de servidores e colaboradores em regime presencial da instituição até o dia 24 de janeiro.

Deste modo, está autorizada a retomada do trabalho remoto e atuação, por meio de escala de revezamento, do trabalho presencial com no máximo 30% dos integrantes de cada setor, excetuando os casos em que se observe prejuízos aos serviços prestados pela unidade.

A medida considerou o aumento progressivo no número de casos de Covid-19 em todo o estado, principalmente nas últimas semanas, assim como o teor da Portaria GDG Nº 4, de 08 de janeiro de 2022, em que o Supremo Tribunal Federal autoriza a adoção do regime de teletrabalho excepcional ou, na impossibilidade, que se promova escala de revezamento para os servidores e colaboradores.

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Assim, a gestão decidiu manter a política instaurada desde o início da pandemia para o resguardo e segurança à saúde dos magistrados e magistradas, servidores e servidoras, estagiários e estagiárias, todas e todos terceirizados e público externo.

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