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Rocha denuncia desvio de R$ 2 bilhões da BR-364 no Acre

Deputador Major Rocha denuncia desvio de R$ 2 bilhões no trecho entre Sena Madureira a Cruzeiro do Sul

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Deputado Major Rocha denuncia desvio de R$ 2 bilhões no trecho entre Sena Madureira a Cruzeiro do Sul

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Com um pedaço de asfalto nas mãos o deputado federal Rocha (PSDB-AC) fez da tribuna da Câmara, graves denúncias contra o Partido dos Trabalhadores do Acre que deu sumiço de quase R$ 2 bilhões destinados ao asfaltamento da BR-364 no trecho entre Sena Madureira a Cruzeiro do Sul. O governo do Acre assumiu a construção da estrada de apenas 420 quilômetros mas o dinheiro, segundo o parlamentar, desapareceu no ralo da corrupção. O DNIT vai ter que reassumir a obra e investir mais 1bilhão e 100 milhões de reais. Certamente a estrada mais cara do mundo.

“Eu pergunto onde foram parar os outros R$ 2 bilhões que o governo do PT jogou no ralo. Hoje há um movimento no meu Estado para tentar jogar para debaixo do tapete esse que certamente é um dos escândalos de corrupção que vai se somar aos tantos outros já registrados e que envolvem governos do PT”, disse.

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O tucano afirmou que irá encaminhar cópia do material à Comissão de Viação e Transportes e pedir providências para que o caso seja investigado. Nos últimos anos o governo do Acre tenta jogar a culpa no DNIT, este em defesa, empurra a culpa de volta para o governo. “O povo acreano merece uma explicação do que foi feito com essa soma de recursos públicos para a construção dessa imoralidade, que é esse asfalto que foi colocado na rodovia BR-364”.

Rocha revela que quando foi deputado estadual tentou instaurar uma CPI para apurar o caso da BR-364, mas foi voto vencido pela base de sustentação do PT na Assembleia Legislativa do Acre.  A estrada, ironiza o parlamentar, é a única rodovia federal em que tem limitações para o tráfego de caminhões.

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Revolução: guerra que tornou o Acre independente atrasou por falta de armas, diz historiador

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Guerra era para ter começado no dia 14 de julho de 1902. Mas, sem as armas, ficou para 6 de agosto que era o dia da Independência da Bolívia e devido a festa, eles contavam com o elemento surpresa. – Foto: Reprodução Rede Amazônica

A guerra do Acre, conhecida pela história como Revolução Acreana, ocorreu em vários anos, com pelo menos quatro etapas distintas. Sendo a última desencadeada em 6 de agosto de 1902, quando Plácido de Castro liderando poucas dezenas de soldados invadiu a base boliviana, na cidade de Xapuri, interior do Acre. Neste sábado, se comemora 120 anos da Revolução Acreana.

Porém, há um detalhe da história que acabou levando o início do confronto para uma data que era importante para a Bolívia. O 6 de agosto que é a data de independência do país boliviano, mas só começou neste dia por causa de um atraso na chegada das armas para o exército do Acre. A ideia era começar, no dia 14 de julho de 1902, o confronto com os militares bolivianos, essa data remetia ao estado independente do Acre quando foi aberta a república do presidente Galvez.

“As armas não chegaram, e eles marcaram uma nova data, a de 6 de agosto que é o dia da independência boliviana. O 7 de Setembro do Brasil é o 6 de agosto na Bolívia e, contando que neste dia estava acontecendo festa cívica, as pessoas não esperavam um ataque num dia como este”, relata o historiador Marcos Vinícius Neves.

“E, diferente do que aconteceu antes, quando os conflitos mais localizados em Porto Alonso, hoje Porto Acre, e também Rio Branco, Plácido de Castro e o resto do comando do exército revolucionário acreano, decidiram atacar Xapuri para cortar a linha de suprimentos das forças bolivianas a partir do norte da Bolívia”, continua.

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Vários episódios

Ao longo desta luta pela anexação do Acre ao Brasil, foram diversos episódios e fases como a insurreição em 1899, o estado independente do Acre, a república do Presidente Galvez, também em 1899, e expedição dos poetas em 1900.

Só que com a ameaça do Bolivian Syndicate, uma companhia de comércio norte Americana Inglesa formada para o arrendamento do Acre, em 1901, os brasileiros do Acre decidiram pegar em arma mais uma vez para confrontar as autoridades bolivianas que aqui estavam estabelecidas e impedir essa instalação.

Como o governo boliviano já estava bem estabelecido na região com uma força militar significativa, eles decidiram chamar o ex-militar gaúcho Plácido de Castro para comandar uma nova etapa dessa luta pelo domínio do Acre.

“Então, ao amanhecer do dia 6 de Agosto de 1902, Plácido de Castro invade a cidade de Xapuri, toma a intendência boliviana, prende todos os militares e dá inicio a essa quarta etapa da guerra do Acre que se estendeu até janeiro de 1903, com a vitória do grande combate de Porto Acre” acrescentou.

Depois deste episódio ainda restaram alguns confrontos até que acontecesse a assinatura do Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903 que consolidou a anexação das terras que hoje é o estado do Acre, ao território brasileiro.

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“E para tanto foi criado o território federal do Acre, depois da indenização a Bolívia, com valor em dinheiro, construção da Ferrovia Madeira Mamoré e uma pequena permuta de terra”, concluiu.

Controvérsia

Como parte de um projeto que busca propor uma revisão da história acreana, o livro “Não foi Revolução nem Acreana” propõe uma revisão da fase militar do processo de nacionalização do estado acreano pelo olhar e pesquisa do pós-doutor em História Eduardo Carneiro. O livro ainda não tem data para ser lançado.

De acordo com o pesquisador, o que se sabe sobre a história do Acre não foi escrito por historiadores. Os escritores da época eram militares, engenheiros, jornalistas e advogados que assumiram uma visão heroica dos fatos. Por isso, o intuito do livro é apresentar uma narrativa científica da história acreana.

Eduardo fala que a expressão “Revolução Acreana” não é utilizada de forma correta, pois não descreve com fidelidade o evento.

“Então, no livro, eu explico o conceito de revolução, desde o emprego dele na astronomia do século XV. Mostro a evolução do conceito até chegar na dita Revolução Francesa, que se tornou o evento de referência para a semântica moderna da palavra […] Eu historicizei o uso da palavra ‘revolução’ no Brasil, mostrando o quanto ele era mal-empregado”, explica. Alcinete Gadelha, G1 Acre

Guerra era para ter começado no dia 14 de julho de 1902 – Foto: Diego Gurgel/Arquivo pessoal

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