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Menino de 12 anos cria replicas de aeronaves com barro e papel no Amazonas

Antônio Costa da Silva tem 12 anos e sua brincadeira preferida é modelar aviões com barro e papel.

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Antônio Costa da Silva tem 12 anos e sua brincadeira preferida é modelar aviões com barro e papel.

Ele tem apenas 12 anos, e começou montando as coisas com legos, depois massinha de modelar e já um pouco maior, com o barro e papel. Antônio Costa da Silva, está na quarta série, e modela aeronaves desde os 2 anos, como conta a mãe, Socorro Costa.

“Ele sempre gostou de modelar avião, carros, barcos, mas aeronaves e esse é o foco dele. Eu trabalhando em casa e ele no quintal montando as ‘coisinhas’ dele. Temos muitas coisas feitas por ele, que além do talento, é um menino muito estudioso e inteligente”, conta.

Antônio revela que tira suas inspirações para modelar as aeronaves, a partir de revistas, além da televisão, e lembra da satisfação que é finalizar um novo avião.

“Eu vejo os modelos nas revistas e na televisão. Eu já fiz muitos, airbus A320, A321, DC-8, DC-9, DC-10 e boeing 737. E fico feliz e muito alegre quando eu termino meus aviões. O mais bonito, eu ainda vou fazer: o concorde, que não é brasileiro”, conta Antônio enfatizando que o modelo Concorde é o avião de passageiros mais rápido do mundo.

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Com o sonho de trabalhar com aviação, Antônio quer se realizar profissionalmente em meio à aeronaves.

“Ele me fala que quer estudar para poder trabalhar com as aeronaves. Quando vê uma reportagem em que mostram as fábricas de aviões, ele fica cheio de curiosidade, quer conhecer e tem muita vontade em seguir com isso”, revela a mãe.

Antônio é o filho mais novo de três, e mora com a mãe, que é doméstica, e o pai, que é mecânico, no município de Pauini (distante cerca de 915 km em linha reta, e 2.115 km por via fluvial de Manaus), interior do Amazonas.

Durante a entrevista, Antônio foi construindo uma réplica, em barro e papel, da aeronave Concorde, e assim que terminou de modelar, nos enviou um vídeo brincando com o novo modelo. Confira:

Fonte:portalamazonia.com

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Revolução: guerra que tornou o Acre independente atrasou por falta de armas, diz historiador

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Guerra era para ter começado no dia 14 de julho de 1902. Mas, sem as armas, ficou para 6 de agosto que era o dia da Independência da Bolívia e devido a festa, eles contavam com o elemento surpresa. – Foto: Reprodução Rede Amazônica

A guerra do Acre, conhecida pela história como Revolução Acreana, ocorreu em vários anos, com pelo menos quatro etapas distintas. Sendo a última desencadeada em 6 de agosto de 1902, quando Plácido de Castro liderando poucas dezenas de soldados invadiu a base boliviana, na cidade de Xapuri, interior do Acre. Neste sábado, se comemora 120 anos da Revolução Acreana.

Porém, há um detalhe da história que acabou levando o início do confronto para uma data que era importante para a Bolívia. O 6 de agosto que é a data de independência do país boliviano, mas só começou neste dia por causa de um atraso na chegada das armas para o exército do Acre. A ideia era começar, no dia 14 de julho de 1902, o confronto com os militares bolivianos, essa data remetia ao estado independente do Acre quando foi aberta a república do presidente Galvez.

“As armas não chegaram, e eles marcaram uma nova data, a de 6 de agosto que é o dia da independência boliviana. O 7 de Setembro do Brasil é o 6 de agosto na Bolívia e, contando que neste dia estava acontecendo festa cívica, as pessoas não esperavam um ataque num dia como este”, relata o historiador Marcos Vinícius Neves.

“E, diferente do que aconteceu antes, quando os conflitos mais localizados em Porto Alonso, hoje Porto Acre, e também Rio Branco, Plácido de Castro e o resto do comando do exército revolucionário acreano, decidiram atacar Xapuri para cortar a linha de suprimentos das forças bolivianas a partir do norte da Bolívia”, continua.

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Vários episódios

Ao longo desta luta pela anexação do Acre ao Brasil, foram diversos episódios e fases como a insurreição em 1899, o estado independente do Acre, a república do Presidente Galvez, também em 1899, e expedição dos poetas em 1900.

Só que com a ameaça do Bolivian Syndicate, uma companhia de comércio norte Americana Inglesa formada para o arrendamento do Acre, em 1901, os brasileiros do Acre decidiram pegar em arma mais uma vez para confrontar as autoridades bolivianas que aqui estavam estabelecidas e impedir essa instalação.

Como o governo boliviano já estava bem estabelecido na região com uma força militar significativa, eles decidiram chamar o ex-militar gaúcho Plácido de Castro para comandar uma nova etapa dessa luta pelo domínio do Acre.

“Então, ao amanhecer do dia 6 de Agosto de 1902, Plácido de Castro invade a cidade de Xapuri, toma a intendência boliviana, prende todos os militares e dá inicio a essa quarta etapa da guerra do Acre que se estendeu até janeiro de 1903, com a vitória do grande combate de Porto Acre” acrescentou.

Depois deste episódio ainda restaram alguns confrontos até que acontecesse a assinatura do Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903 que consolidou a anexação das terras que hoje é o estado do Acre, ao território brasileiro.

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“E para tanto foi criado o território federal do Acre, depois da indenização a Bolívia, com valor em dinheiro, construção da Ferrovia Madeira Mamoré e uma pequena permuta de terra”, concluiu.

Controvérsia

Como parte de um projeto que busca propor uma revisão da história acreana, o livro “Não foi Revolução nem Acreana” propõe uma revisão da fase militar do processo de nacionalização do estado acreano pelo olhar e pesquisa do pós-doutor em História Eduardo Carneiro. O livro ainda não tem data para ser lançado.

De acordo com o pesquisador, o que se sabe sobre a história do Acre não foi escrito por historiadores. Os escritores da época eram militares, engenheiros, jornalistas e advogados que assumiram uma visão heroica dos fatos. Por isso, o intuito do livro é apresentar uma narrativa científica da história acreana.

Eduardo fala que a expressão “Revolução Acreana” não é utilizada de forma correta, pois não descreve com fidelidade o evento.

“Então, no livro, eu explico o conceito de revolução, desde o emprego dele na astronomia do século XV. Mostro a evolução do conceito até chegar na dita Revolução Francesa, que se tornou o evento de referência para a semântica moderna da palavra […] Eu historicizei o uso da palavra ‘revolução’ no Brasil, mostrando o quanto ele era mal-empregado”, explica. Alcinete Gadelha, G1 Acre

Guerra era para ter começado no dia 14 de julho de 1902 – Foto: Diego Gurgel/Arquivo pessoal

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