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Índios isolados desenvolveram pés especializados para subir em árvores

Não há restaurantes ou mercearias nas florestas tropicais do leste do Equador, por isso, se o povo Huaorani quiser comer, eles saem para caçar.

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Não há restaurantes ou mercearias nas florestas tropicais do leste do Equador, por isso, se o povo Huaorani quiser comer, eles saem para caçar.

Índios isolados

Pessoas dessa tribo são especialistas em subirem em árvores para caçar primatas, que eles matam com dardos envenenados disparados de zarabatanas.

Há menos de 4.000 pessoas na tribo Huaorani e o pool genético pequeno, juntamente com a constante escalada de árvores levou-os a desenvolver pés muito planos, muitos dos quais têm seis dedos.

A carne do macaco é uma dádiva de sua dieta, que igualmente inclui javalis, tucanos, plantas e as ervas da floresta coletadas pelas mulheres.

Os Huaorani vivem não muito longe do Rio Napo, que eventualmente flui para a poderosa Amazônia no vizinho Peru.

O fotógrafo britânico Pete Oxford, tirou varias fotos e disse: “Os índios Huaorani são um povo da floresta altamente em sintonia com seu ambiente. Hoje eles enfrentam mudanças radicais em sua cultura para a proximidade da exploração de petróleo dentro de seu território e do Parque Nacional Yasuni e da Reserva da Biosfera.”

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– Eles ainda caçam principalmente com zarabatanas e lanças comendo um monte de macacos e javalis.

Os Huaorani, que às vezes são chamados Waorani ou Waos, são uma tribo indígena ameríndia cuja língua não tem nenhuma relação com qualquer outra língua, nem mesmo quíchua, que é amplamente falada no Equador.

O Sr. Oxford disse:

“Em minha vida, o mundo testemunhou o encolhimento maciço nas culturas do mundo e no conhecimento indígeno. Estamos todos homogeneizando a mesma coisa.

Para mim isso é angustiante. Uma das minhas maiores alegrias é passar tempo com pessoas diferentes de mim. Estou muito ciente de que quando eu visitar “estrangeiros” eu não sou estrangeiro.”

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Índios isolados desenvolveram pés especializados

Fonte: Daily Mail

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Revolução: guerra que tornou o Acre independente atrasou por falta de armas, diz historiador

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Guerra era para ter começado no dia 14 de julho de 1902. Mas, sem as armas, ficou para 6 de agosto que era o dia da Independência da Bolívia e devido a festa, eles contavam com o elemento surpresa. – Foto: Reprodução Rede Amazônica

A guerra do Acre, conhecida pela história como Revolução Acreana, ocorreu em vários anos, com pelo menos quatro etapas distintas. Sendo a última desencadeada em 6 de agosto de 1902, quando Plácido de Castro liderando poucas dezenas de soldados invadiu a base boliviana, na cidade de Xapuri, interior do Acre. Neste sábado, se comemora 120 anos da Revolução Acreana.

Porém, há um detalhe da história que acabou levando o início do confronto para uma data que era importante para a Bolívia. O 6 de agosto que é a data de independência do país boliviano, mas só começou neste dia por causa de um atraso na chegada das armas para o exército do Acre. A ideia era começar, no dia 14 de julho de 1902, o confronto com os militares bolivianos, essa data remetia ao estado independente do Acre quando foi aberta a república do presidente Galvez.

“As armas não chegaram, e eles marcaram uma nova data, a de 6 de agosto que é o dia da independência boliviana. O 7 de Setembro do Brasil é o 6 de agosto na Bolívia e, contando que neste dia estava acontecendo festa cívica, as pessoas não esperavam um ataque num dia como este”, relata o historiador Marcos Vinícius Neves.

“E, diferente do que aconteceu antes, quando os conflitos mais localizados em Porto Alonso, hoje Porto Acre, e também Rio Branco, Plácido de Castro e o resto do comando do exército revolucionário acreano, decidiram atacar Xapuri para cortar a linha de suprimentos das forças bolivianas a partir do norte da Bolívia”, continua.

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Vários episódios

Ao longo desta luta pela anexação do Acre ao Brasil, foram diversos episódios e fases como a insurreição em 1899, o estado independente do Acre, a república do Presidente Galvez, também em 1899, e expedição dos poetas em 1900.

Só que com a ameaça do Bolivian Syndicate, uma companhia de comércio norte Americana Inglesa formada para o arrendamento do Acre, em 1901, os brasileiros do Acre decidiram pegar em arma mais uma vez para confrontar as autoridades bolivianas que aqui estavam estabelecidas e impedir essa instalação.

Como o governo boliviano já estava bem estabelecido na região com uma força militar significativa, eles decidiram chamar o ex-militar gaúcho Plácido de Castro para comandar uma nova etapa dessa luta pelo domínio do Acre.

“Então, ao amanhecer do dia 6 de Agosto de 1902, Plácido de Castro invade a cidade de Xapuri, toma a intendência boliviana, prende todos os militares e dá inicio a essa quarta etapa da guerra do Acre que se estendeu até janeiro de 1903, com a vitória do grande combate de Porto Acre” acrescentou.

Depois deste episódio ainda restaram alguns confrontos até que acontecesse a assinatura do Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903 que consolidou a anexação das terras que hoje é o estado do Acre, ao território brasileiro.

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“E para tanto foi criado o território federal do Acre, depois da indenização a Bolívia, com valor em dinheiro, construção da Ferrovia Madeira Mamoré e uma pequena permuta de terra”, concluiu.

Controvérsia

Como parte de um projeto que busca propor uma revisão da história acreana, o livro “Não foi Revolução nem Acreana” propõe uma revisão da fase militar do processo de nacionalização do estado acreano pelo olhar e pesquisa do pós-doutor em História Eduardo Carneiro. O livro ainda não tem data para ser lançado.

De acordo com o pesquisador, o que se sabe sobre a história do Acre não foi escrito por historiadores. Os escritores da época eram militares, engenheiros, jornalistas e advogados que assumiram uma visão heroica dos fatos. Por isso, o intuito do livro é apresentar uma narrativa científica da história acreana.

Eduardo fala que a expressão “Revolução Acreana” não é utilizada de forma correta, pois não descreve com fidelidade o evento.

“Então, no livro, eu explico o conceito de revolução, desde o emprego dele na astronomia do século XV. Mostro a evolução do conceito até chegar na dita Revolução Francesa, que se tornou o evento de referência para a semântica moderna da palavra […] Eu historicizei o uso da palavra ‘revolução’ no Brasil, mostrando o quanto ele era mal-empregado”, explica. Alcinete Gadelha, G1 Acre

Guerra era para ter começado no dia 14 de julho de 1902 – Foto: Diego Gurgel/Arquivo pessoal

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