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Epitaciolândia recebe oficina de cultura da FEM para Gestores do município

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Gestores do município de Epitaciolândia participaram de uma oficina para elaboração de projetos e tombamento de patrimônio histórico cultural ministrado pela FEM (Fundação Elias Mansour), o evento com duração de 02 dias foi realizado em duas etapas, com palestras e trabalhos em grupos nesta quarta dia 07/07 no Buffet Art Eventos e nesta sexta com ações em campo. Na abertura estiveram presentes o Vice-prefeito Antônio Soares, representando o prefeito Sérgio Lopes. Eunice Maia Gondim Secretaria Municipal de Educação, Joãozinho Ferreira Secretário de Cultura e Esportes, Enage Peres Diretora de Cultura, José Maria Vereador, A socióloga Elaine Cristina e representantes da FEM.

“Esse é um projeto de articulação institucional e preservação e proteção do patrimônio cultural, a ideia da Fundação Elias Mansour é capacitar o máximo possível de gestores em todos os municípios, para que eles se tornem multiplicadores na área de patrimônio cultural, uma das nossa metas é fortalecer as informações sobre patrimônio para implementação da legislação específica de patrimônio no município, e aqui em Epitaciolândia em específico iniciar uma relação de catalogação dos bens públicos culturais para futuramente ter um inventário. Disse a socióloga Elaine Cristina.

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Para a Secretária de Educação Eunice Maia Gondim, essa oficina vem em boa hora. “Precisamos criar meios para resgatar nossas identidades culturais, e essa oficina oferecida pela FEM é o inicio de uma parceria que sem sombras de dúvidas vai dar muito certo. Estacou a Secretária.

Enage Peres ressaltou a importância do apoio da Fundação na elaboração e execução de projetos culturais. “Para nós fazedores de cultura é motivo de grande alegrai receber a FEM aqui em nosso município, precisamos implementar novas culturas, más é necessário resgatar nossa identidade cultural e contar nossa história para as novas gerações.” Pontuou Peres.

O Professor Soares vice-prefeito de Epitaciolândia aproveitou o momento para agradecer a parceria da FEM. “Em nome do Prefeito de Epitaciolândia Sergio Lopes, queremos agradecer a todos pelas presenças e em especial a Fundação Elia Mansour por essa parceria, essa oficina vai nos oportunizar para que possamos criar uma identidade cultural e fortalecer as informações sobre patrimônio dentre outros assuntos voltados para esta área. Salientou Soares.

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Veja o Vídeo Abaixo: A cidade está localizada na tríplice fronteira entre o Brasil, o Peru e a Bolívia, formando uma conurbação, ou núcleo de populações vizinhas, com a cidade peruana de Iñapari e com a cidade boliviana de Bolpebra. O município é servido pela rodovia BR-317, que é a única rodovia que liga o Brasil ao Peru.

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Revolução: guerra que tornou o Acre independente atrasou por falta de armas, diz historiador

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Guerra era para ter começado no dia 14 de julho de 1902. Mas, sem as armas, ficou para 6 de agosto que era o dia da Independência da Bolívia e devido a festa, eles contavam com o elemento surpresa. – Foto: Reprodução Rede Amazônica

A guerra do Acre, conhecida pela história como Revolução Acreana, ocorreu em vários anos, com pelo menos quatro etapas distintas. Sendo a última desencadeada em 6 de agosto de 1902, quando Plácido de Castro liderando poucas dezenas de soldados invadiu a base boliviana, na cidade de Xapuri, interior do Acre. Neste sábado, se comemora 120 anos da Revolução Acreana.

Porém, há um detalhe da história que acabou levando o início do confronto para uma data que era importante para a Bolívia. O 6 de agosto que é a data de independência do país boliviano, mas só começou neste dia por causa de um atraso na chegada das armas para o exército do Acre. A ideia era começar, no dia 14 de julho de 1902, o confronto com os militares bolivianos, essa data remetia ao estado independente do Acre quando foi aberta a república do presidente Galvez.

“As armas não chegaram, e eles marcaram uma nova data, a de 6 de agosto que é o dia da independência boliviana. O 7 de Setembro do Brasil é o 6 de agosto na Bolívia e, contando que neste dia estava acontecendo festa cívica, as pessoas não esperavam um ataque num dia como este”, relata o historiador Marcos Vinícius Neves.

“E, diferente do que aconteceu antes, quando os conflitos mais localizados em Porto Alonso, hoje Porto Acre, e também Rio Branco, Plácido de Castro e o resto do comando do exército revolucionário acreano, decidiram atacar Xapuri para cortar a linha de suprimentos das forças bolivianas a partir do norte da Bolívia”, continua.

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Vários episódios

Ao longo desta luta pela anexação do Acre ao Brasil, foram diversos episódios e fases como a insurreição em 1899, o estado independente do Acre, a república do Presidente Galvez, também em 1899, e expedição dos poetas em 1900.

Só que com a ameaça do Bolivian Syndicate, uma companhia de comércio norte Americana Inglesa formada para o arrendamento do Acre, em 1901, os brasileiros do Acre decidiram pegar em arma mais uma vez para confrontar as autoridades bolivianas que aqui estavam estabelecidas e impedir essa instalação.

Como o governo boliviano já estava bem estabelecido na região com uma força militar significativa, eles decidiram chamar o ex-militar gaúcho Plácido de Castro para comandar uma nova etapa dessa luta pelo domínio do Acre.

“Então, ao amanhecer do dia 6 de Agosto de 1902, Plácido de Castro invade a cidade de Xapuri, toma a intendência boliviana, prende todos os militares e dá inicio a essa quarta etapa da guerra do Acre que se estendeu até janeiro de 1903, com a vitória do grande combate de Porto Acre” acrescentou.

Depois deste episódio ainda restaram alguns confrontos até que acontecesse a assinatura do Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903 que consolidou a anexação das terras que hoje é o estado do Acre, ao território brasileiro.

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“E para tanto foi criado o território federal do Acre, depois da indenização a Bolívia, com valor em dinheiro, construção da Ferrovia Madeira Mamoré e uma pequena permuta de terra”, concluiu.

Controvérsia

Como parte de um projeto que busca propor uma revisão da história acreana, o livro “Não foi Revolução nem Acreana” propõe uma revisão da fase militar do processo de nacionalização do estado acreano pelo olhar e pesquisa do pós-doutor em História Eduardo Carneiro. O livro ainda não tem data para ser lançado.

De acordo com o pesquisador, o que se sabe sobre a história do Acre não foi escrito por historiadores. Os escritores da época eram militares, engenheiros, jornalistas e advogados que assumiram uma visão heroica dos fatos. Por isso, o intuito do livro é apresentar uma narrativa científica da história acreana.

Eduardo fala que a expressão “Revolução Acreana” não é utilizada de forma correta, pois não descreve com fidelidade o evento.

“Então, no livro, eu explico o conceito de revolução, desde o emprego dele na astronomia do século XV. Mostro a evolução do conceito até chegar na dita Revolução Francesa, que se tornou o evento de referência para a semântica moderna da palavra […] Eu historicizei o uso da palavra ‘revolução’ no Brasil, mostrando o quanto ele era mal-empregado”, explica. Alcinete Gadelha, G1 Acre

Guerra era para ter começado no dia 14 de julho de 1902 – Foto: Diego Gurgel/Arquivo pessoal

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