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Acre é destaque em vendas no 11º Salão do Artesanato realizado em São Paulo

Com apoio do estado os artesãos receberam capacitação técnica para o aprimoramento de sua capacidade de produção e de seu produto e motivação o que possibilitou a participação desses profissionais em feiras nacionais.

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Com apoio do estado os artesãos receberam capacitação técnica para o aprimoramento de sua capacidade de produção e de seu produto e motivação o que possibilitou a participação desses profissionais em feiras nacionais.

Por Juliana Carla

Mais uma vez o Acre é destaque em vendas em uma feira nacional de artesanato e manteve o primeiro lugar com R$ 271 mil em comercialização, superando Alagoas, com R$ 175 mil, e Amazonas, que ocupou o terceiro lugar com R$ 170 mil em produtos comercializados.

A 11ª edição do Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras -, realizado no início deste mês, no Expo Center Norte, em São Paulo, reuniu mais de mil artesãos de todo o país e atraiu milhares de visitantes durante a exposição da maior vitrine de artesanato brasileiro. Participaram do evento 22 artesãos acreanos.

Para o coordenador do artesanato acreano, Wanderson Lopes, o evento superou as expectativas. Embora o Acre tenha se destacado também nas demais feiras nacionais durante 2018, nesta edição o resultado foi além do esperado.

“Esse é um resultado bastante satisfatório. O Acre teve grande vantagem com relação ao segundo colocado, uma média de R$ 100 mil a mais em vendas, resultado do esforço do governo do estado junto à Secretaria de Pequenos Negócios, que durante este quadriênio apoiou e incentivou o fortalecimento dessa cadeia produtiva. Nós fechamos a gestão com a sensação do dever cumprido, com inúmeros avanços no setor. O ano não se encerrou e ainda teremos novidades até dezembro”, enfatizou.

O coordenador considera 2018 um ano promissor para os artesãos acreanos e afirma que em todas as feiras o Acre se manteve em destaque, superando a média de vendas de anos anteriores. Com isso, foi possível consolidar o artesanato acreano como uma referência nacional.

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Juntando a criatividade desses profissionais com a capacitação técnica oferecida por meio da Clínica de Design os produtos se tornaram ainda mais atrativos conquistando novos clientes em todo o país. Com isso, o estado criou, fomentou e consolidou essa política pública que fez do artesanato acreano uma referência para os demais estados da federação.

O artesanato possui grande valor cultural e agrega diversos trabalhos desenvolvidos a partir da cerâmica, barro, madeira, tecido, borracha, sementes, fibras, couro, dentre outros elementos que se transformam em objetos de decoração, roupas, joias, bijuterias, calçados e móveis colocados na vitrine para apreciação dos visitantes.

Desempenho e satisfação

Oscar Sérgio, secretário de Pequenos Negócios, não esconde a satisfação de acompanhar o desempenho dos profissionais do Acre com o excelente resultado para os 22 artesãos que participaram da feira.

“Esse é o último evento nacional de 2018, o estado não mediu esforços no apoio a essa cadeia produtiva que se consolidou durante a gestão do governador Tião Viana, ele que foi um grande incentivador de tantos projetos desenvolvidos no estado, o qual agregou valor a cada profissional que hoje mantém o sustento de suas famílias com o lucro obtido por meio do artesanato”, disse.

Devido ao sucesso em vendas, Ednilton Costa, gerente da Marchetaria do Acre precisou pedir novos produtos de sua loja fábrica em Cruzeiro do Sul, no segundo dia do evento quase todos os itens haviam sido comercializados.

“Esse foi o melhor evento pra nosso empreendimento, atendeu além das nossas expectativas, nossa meta de vendas foi alcançada de forma dobrada. O pessoal da SEPN está de parabéns, nos deu uma ótima assistência na organização dos espaços e tudo mais, estamos muito satisfeitos com o resultado”, disse.

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Programa do Artesanato Acreano

Aproximadamente 2 mil artesãos estão cadastrados junto ao programa de artesanato acreano, gerido pela Secretaria de Pequenos Negócios (SEPN). Com isso, eles estão aptos a participar de eventos nacionais, adquirir créditos para fomentar a produção, além de diversos outros apoios do governo do estado.

Por meio da SEPN, o governo do Estado oferece capacitação e equipamentos básicos para que os profissionais possam dar o ponta pé inicial em seus empreendimentos.

Com isso, em apenas três anos a cadeia produtiva movimentou cerca de 12 milhões com a participação em eventos nacionais de 2015 a 2017.

Até o final deste ano, outros resultados dos investimentos no setor, a exemplo da Casa d’arte, um espaço onde serão comercializados os produtos em artesanato acreano para atender ao mercado consumidor. No espaço serão comercializados biojóias, roupas, sapatos, acessórios, bijuterias, objetos de decoração dentre outros.

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Revolução: guerra que tornou o Acre independente atrasou por falta de armas, diz historiador

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Guerra era para ter começado no dia 14 de julho de 1902. Mas, sem as armas, ficou para 6 de agosto que era o dia da Independência da Bolívia e devido a festa, eles contavam com o elemento surpresa. – Foto: Reprodução Rede Amazônica

A guerra do Acre, conhecida pela história como Revolução Acreana, ocorreu em vários anos, com pelo menos quatro etapas distintas. Sendo a última desencadeada em 6 de agosto de 1902, quando Plácido de Castro liderando poucas dezenas de soldados invadiu a base boliviana, na cidade de Xapuri, interior do Acre. Neste sábado, se comemora 120 anos da Revolução Acreana.

Porém, há um detalhe da história que acabou levando o início do confronto para uma data que era importante para a Bolívia. O 6 de agosto que é a data de independência do país boliviano, mas só começou neste dia por causa de um atraso na chegada das armas para o exército do Acre. A ideia era começar, no dia 14 de julho de 1902, o confronto com os militares bolivianos, essa data remetia ao estado independente do Acre quando foi aberta a república do presidente Galvez.

“As armas não chegaram, e eles marcaram uma nova data, a de 6 de agosto que é o dia da independência boliviana. O 7 de Setembro do Brasil é o 6 de agosto na Bolívia e, contando que neste dia estava acontecendo festa cívica, as pessoas não esperavam um ataque num dia como este”, relata o historiador Marcos Vinícius Neves.

“E, diferente do que aconteceu antes, quando os conflitos mais localizados em Porto Alonso, hoje Porto Acre, e também Rio Branco, Plácido de Castro e o resto do comando do exército revolucionário acreano, decidiram atacar Xapuri para cortar a linha de suprimentos das forças bolivianas a partir do norte da Bolívia”, continua.

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Vários episódios

Ao longo desta luta pela anexação do Acre ao Brasil, foram diversos episódios e fases como a insurreição em 1899, o estado independente do Acre, a república do Presidente Galvez, também em 1899, e expedição dos poetas em 1900.

Só que com a ameaça do Bolivian Syndicate, uma companhia de comércio norte Americana Inglesa formada para o arrendamento do Acre, em 1901, os brasileiros do Acre decidiram pegar em arma mais uma vez para confrontar as autoridades bolivianas que aqui estavam estabelecidas e impedir essa instalação.

Como o governo boliviano já estava bem estabelecido na região com uma força militar significativa, eles decidiram chamar o ex-militar gaúcho Plácido de Castro para comandar uma nova etapa dessa luta pelo domínio do Acre.

“Então, ao amanhecer do dia 6 de Agosto de 1902, Plácido de Castro invade a cidade de Xapuri, toma a intendência boliviana, prende todos os militares e dá inicio a essa quarta etapa da guerra do Acre que se estendeu até janeiro de 1903, com a vitória do grande combate de Porto Acre” acrescentou.

Depois deste episódio ainda restaram alguns confrontos até que acontecesse a assinatura do Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903 que consolidou a anexação das terras que hoje é o estado do Acre, ao território brasileiro.

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“E para tanto foi criado o território federal do Acre, depois da indenização a Bolívia, com valor em dinheiro, construção da Ferrovia Madeira Mamoré e uma pequena permuta de terra”, concluiu.

Controvérsia

Como parte de um projeto que busca propor uma revisão da história acreana, o livro “Não foi Revolução nem Acreana” propõe uma revisão da fase militar do processo de nacionalização do estado acreano pelo olhar e pesquisa do pós-doutor em História Eduardo Carneiro. O livro ainda não tem data para ser lançado.

De acordo com o pesquisador, o que se sabe sobre a história do Acre não foi escrito por historiadores. Os escritores da época eram militares, engenheiros, jornalistas e advogados que assumiram uma visão heroica dos fatos. Por isso, o intuito do livro é apresentar uma narrativa científica da história acreana.

Eduardo fala que a expressão “Revolução Acreana” não é utilizada de forma correta, pois não descreve com fidelidade o evento.

“Então, no livro, eu explico o conceito de revolução, desde o emprego dele na astronomia do século XV. Mostro a evolução do conceito até chegar na dita Revolução Francesa, que se tornou o evento de referência para a semântica moderna da palavra […] Eu historicizei o uso da palavra ‘revolução’ no Brasil, mostrando o quanto ele era mal-empregado”, explica. Alcinete Gadelha, G1 Acre

Guerra era para ter começado no dia 14 de julho de 1902 – Foto: Diego Gurgel/Arquivo pessoal

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