Juiz federal condena ex-prefeito de Marechal Thaumaturgo a 5 anos de reclusão por lavagem de dinheiro

O juiz federal Cláudio Gabriel de Paula Saide condenou o ex-prefeito de Marechal Thaumaturgo Randson Almeida (MDB) a cinco anos de reclusão, por crime de lavagem de dinheiro.

Portal do Rosas – Ele fora acusado pelo Ministério Público Federal de desviar de recursos públicos, incluindo verbas do Fundeb, para reformar e mobíliar a sua casa em Cruzeiro do Sul, além de dissimular a titularidade da propriedade do imóvel transferindo para outra pessoa.

O prejuízo ao cofres públicos à época chegou a quase R$ 300 mil. Após a reforma com dinheiro público, segundo a denúncia, o imóvel de Almeida passou a valer R$ 1 milhão. A condenação é resultado da Operação Maltha, desencadeada pela Polícia Federal em 2011.

As denúncias iniciais foram formalizadas por Maurício José da Silva Praxedes, Sandra Pinheiro de Azevedo e Antônio Raimundo Libânio Alemão, que noticiaram os fatos criminosos às autoridades, juntando diversos documentos relacionados aos ilícitos denunciados, como notas fiscais frias.

Segundo o magistrado, os delitos praticados consistiam no direcionamento de licitações, montagem de processos licitatórios fraudulentos, autorização de pagamentos sem recebimento de mercadorias e/ou serviços, contratação sem licitação, desvio de recursos, inclusive federais, e realização de empréstimos pagos com recursos da prefeitura de Marechal Thaumaturgo, os quais teriam sido utilizados para favorecimento pessoal e de terceiros.

Houve, ainda, nos termos da denúncia, a realização de fraudes para justificar contratações realizadas unicamente para a quitação de débitos pessoais de Randson Almeida e de seu pai, Leandro Tavares de Almeida.

“As consequências do crime, contudo, extrapolaram o normal, na medida em que a lavagem de dinheiro envolveu verba pública federal do Fundeb, destinada à carente município da Amazônia Ocidental, violando concretamente o bem jurídico tutelado de forma mais intensa que o usual”, escreveu o juiz.

Na mesma sentença, o juiz condenou à pena semelhante o Marcildo Almeida, que é primo do ex-prefeito.

Por descumprir deliberação da executiva nacional, Jesus Sérgio pode ser expulso do PDT

O deputado Jesus Sérgio poderá ser convidado a sair do PDT. Esse convite é um eufemismo. Ele pode ser expulso mesmo.

Portal do Rosas – Não se sabe sob qual promessa o religioso Jesus descumpriu um dos principais mandamentos da política: a fidelidade partidária.

Contrariando a determinação do seu partido, o parlamentar votou a favor da reforma da Previdência e contra os interesses dos trabalhadores mais humildes.

O PDT havia fechado questão contra a reforma da Previdência, mas oito dos 27 deputados da legenda votaram a favor, incluindo Jesus.

O partido abrirá um processo disciplinar, que pode acarretar em expulso desses deputados.

Maior líder pedetista, Ciro Gomes, antes da votação, defendeu que os deputados que contrariassem a determinação da Executiva Nacional levassem cartão vermelho, que fossem excluídos da legenda.

Carlos Luppi, presidente nacional do PDT, adiantou que processo será instalado na comissão de ética do partido, na próxima semana, para apurar conduta de deputados que foram favoráveis à proposta do governo.

Flaviano Melo não fez outra coisa, desde o início da década de 1980, além de política

Os acreanos foram generosos com o filho do também político Raimundo Melo. Tudo que Melo tem foi a política que lhe deu.

Dois presentes generosos que foi ofertado ao morubixaba da política do Acre são as duas robustas aposentadorias. Flaviano Melo tem aposentadoria de governador e senador da República.

Só a de governador lhe garante R$ 35 mil todos os meses. Pela quantidade de mandato como deputado federal, caminha para acumular outra aposentadoria.

Na data de hoje, o presidente do MDB do Acre votou a favor do texto principal da proposta da reforma da Previdência. É o único parlamentar acreano integrando a comissão especial.

É uma reforma que retira direitos dos mais humildes para favorecer aos mais abonados. O projeto ainda irá ao plenário, com amplas possibilidades de aprovação.

Flaviano, quase septuagenário, se aposentou cedo e não está preocupado com quem terá que trabalhar até ter que se encontrar com o “único mal irremediável” sem ter esse direito.

Quem vai defender Bolsonaro? O capitão teve quase 80% dos votos dos Acreanos

O Acre foi um dos estados que deu a maior votação proporcional ao presidente Jair Bolsonaro. O mito obteve quase 80% dos votos dos acreanos.

Foi no solo acreano que o capitão prometeu “metralhar” os petistas. Menos de cinco meses depois, Bolsonaro está sendo metralhado pelo seu desgoverno.

Mostra-se um governo atrapalhado, que caminha para o abismo. Que marchar para ser atingido pelas investigações sobre o seu filho 01, o senador Flávio Bolsonaro.

Acuado e sem base política, Bolsonaro conclamou o seu exército para ir às ruas dia 26, no domingo.

Mas como está a mobilização no Acre? Onde habita os militantes do desastrado capitão? Cadê os aliados no campo político, que faziam questão de ostentar as arminhas nas mãos?

Recentemente, o governador Gladson Cameli foi com Bolsonaro aos Estados Unidos. O normal seria que puxasse a mobilização no Acre. Mas será que teria força para tanto?

Bolsonaro, em nível nacional, e Cameli, na seara local, desidratam. São dois governantes de muitas promessas, mas de poucas realizações.

A população não os conheciam. O presidente passou 28 anos no baixo clero da Câmara dos Deputados, sem nunca aprovar um projeto de relevância.

Nos 12 anos de Congresso Nacional, Cameli não foi diferente. Fez mandatos pífios como deputado federal e senador. Domingo tem cheiro de desespero. Exala o fracasso porque a decepção é grande.

O último presidente que convocou o povo para ir às ruas vestindo verde e amarelo foi Fernando Collor. O povo foi às ruas, mas trajado de preto. Collor caiu. Bolsonaro não se sustentará.

Moradores de Xapuri pagam até 20 reais para ir e vir de um lado para o outro do Rio

A ponte que foi prometida pelo novo governo, até agora não se tem notícias e os moradores são os que mais sofrem com a situação.

O Corpo de Bombeiros vetou o funcionamento da balsa em Xapuri por medida de segurança, sem alternativa, a população está fazendo a travessia de maneira ainda mais insegura e cara.

Proprietários de pequenas balsas estão fazendo a festa, cobram R$ 5 por moto e o dobro por carro, ir e vir de um lado ao outro do Rio não sai por menos de R$ 10. Um aliado do deputado Antônio Pedro chegou a afirmar que a população não pagaria nada.

Não disse a verdade

A agonia da balsa em Xapuri é antiga e se agravou a partir de janeiro. O governador Cameli prometeu uma ponte e o secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, se regozija com a construção de uma ponte em Rondônia. No interior do Acre, não consegue solucionar o problema de uma balsa e ninguém fiscaliza a travessia insegura.

Substituição na segurança demonstra fracasso; a política é mais importante do que a polícia

Entregue aos cuidados do vice-governador Wherles Rocha (PSDB), a equipe da Segurança Pública foi a última a ser anunciada.

O anúncio daqueles escolhidos a dedo veio pouco antes do Natal, mas, o que começa errado, tem tudo para terminar errado e os erros são gritantes.

Após a eleição, para querer dar uma grife ao governo, o tucano anunciou o procurador de justiça João Pires como secretário de Segurança Pública, anunciado, o procurador declinou do convite e deixou o vice-governador com o pires na mão.

Talvez Pires já previsse o fracasso. Possivelmente soubesse que os reais interesses estavam longe de ser o de cuidar da segurança da população. Sem a primeira opção, Rocha foi buscar outros nomes.

Garimpou e montou a equipe com alguns dos seus esbirros em funções estratégicas; trouxe da reserva o coronel Paulo César Santos para comandar a secretaria; Paulo César sempre foi apontado como excelente policial.

Chamou também coronel Mário Cézar Freitas para ser o comandante da Polícia Militar. Foi dele o convite para o delegado Rêmulo Diniz responder pela Secretaria de Polícia Civil.

Empolgado, Paulo César chegou a declarar que resolveria todos os problemas da Segurança Pública em 10 dias.

Não resolveu

O César com S e o Cézar com Z não se entenderam. Discordavam em quase tudo; os 10 dias prometidos se esvaíram rápidos como um tiro e a violência continua.

Um problema grave como esse não será resolvido a curto prazo; as organizações criminosas estenderam os seus tentáculos nas profundezas do Brasil.

Se o governo federal não fizer a sua parte em relação ao controle das fronteiras, as forças de segurança continuarão enxugando gelo.

Nesse terreno pantanoso da política tanto o comandante da Polícia Militar quanto o secretário de Polícia Civil cometeram o erro de pensar mais em polícia do que nas urnas, por isso, foram convidados a deixar os cargos.

Semana passada, as associações dos militares foram até o governador em exercício, coincidentemente Wherles Rocha, pedir a exoneração do coronel Mário Cézar.

O movimento foi puxado por Joelson Dias, homem de confiança de Rocha, diretor da Secretaria de Segurança Pública e presidente da Associação dos Militares. Isso, por si só, deixa cristalino o possível jogo combinado.

As medidas firmes e corretas tomadas por Mário Cézar teriam desagradado alguns segmentos que têm voto dentro da corporação e voto é mercadoria valiosa. Para alguns, vale mais do que vidas humanas.

Governador Cameli anuncia secretária para secretaria que não existe na estrutura do governo

É difícil um governo se dá ao respeito quando ele mesmo não se respeita, são muitas trapalhadas seguidas em menos de cinco meses de governo.

Quando o Governador Gladson Cameli comunicou a troca dos comandos das polícias Militar e Civil, anunciou o nome da secretária de Assistência Social.

A escolhida é a assistente social Claire Cameli, que é sua prima, o problema é que não há Secretaria para a secretária assumir.

Cameli pretende ressuscitar a Secretaria de Assistência Social na reforma administrativa que encaminhará à Assembleia Legislativa. Até lá, a prima Claire permanecerá na assessoria especial.

Foto: Facebook

Delegado que assumirá polícia civil foi acusado de espancar esposa em praça pública

A época a esposa declarou que a agressão teria sido motivada pelo fato de Henrique não aceitar a separação do casal.

O sucateamento da Polícia Civil será comandado pelo delegado Henrique Maciel. Ex-jogador de futebol, Maciel já deu muitas caneladas na vida, uma dessas caneladas teria sido dada em Cruzeiro do Sul, cidade natal do governador Cameli.

Há 10 anos, em janeiro de 2009, Henrique Maciel foi acusado de espancar a esposa em praça pública, o fato foi amplamente noticiado na imprensa.

Segundo relatos, ele teria agredido fisicamente sua esposa, Vanderleia Muniz. A agressão teria ocorrido no centro da cidade, nas imediações da agência do Banco do Brasil.

Foi registrado Boletim de Ocorrência.

Testemunhas acionaram o Ciosp. Uma viatura da polícia chegou ao local, mas não encontrou o delegado, que havia se evadido do local.

Na época, a vítima relatou que fora agredida fisicamente com tapa no rosto, puxões de cabelos, esganadura e depois foi jogada no chão, onde bateu com a cabeça e sofreu escoriação. Ela também citou que José Henrique lhe fez ameaça, colocando uma arma na sua cabeça.

Ela declarou que a agressão teria sido motivada pelo fato de Henrique não aceitar a separação do casal.

Como todos têm direito à uma segunda chance, quem sabe Henrique Maciel mudou o comportamento e pode até fortalecer a Delegacia da Mulher.

Douglas Thomaz pode ser o coronel escolhido para comandar a PM; Ezequiel Bino iria para o subcomando

Douglas Thomaz foi promovido ao posto de coronel da Polícia Militar recentemente, cargo que era do coronel Mário Cézar Freitas, que bateu de frente com os interesses políticos

Em menos de um mês, pode galgar novo posto: o de comandante da corporação. Thomaz poderá substituir o coronel Mário Cézar Freitas, que bateu de frente com os interesses políticos dentro da corporação.

Convidado pelo vice-governador, Wherles Rocha, Mário Cézar largou a reserva para mostrar serviço. E isso desagradou a quem pensa mais em política do que em polícia.

Braços políticos de Rocha, associações de militares pediram a exoneração do comandante. O que caminha para acontecer. Tido como mais flexível e operacional, Thomaz foi visto como a escolha perfeita pelo vice-governador Wherles Rocha.

Também haverá substituição no subcomando.

Primo do governador Gladson Cameli, o coronel José Messias dará lugar a Ezequiel Bino. A nomeação de Messias foi escolha do governador. Mas desagradou a Rocha.

O governador teria aceitado as substituições para não abrir guerra com o seu companheiro de chapa, fato é que, sob a liderança de Rocha, as forças de segurança do Acre vivem uma crise sem precedentes. O vice-governador, que montou toda a equipe, está pedindo a exoneração dos seus convidados para os cargos.

A bolsa de apostas para substituir o atual comandante apontava como favoritos os coronéis Ricardo Brandão e Ezequiel Bino, mas esses seriam mais difíceis de manobrar. Douglas Thomaz é filho do também coronel Jair Thomaz, que comandou a PM no governo Romildo Magalhães.

Procurado pela reportagem, Thomaz desconversou, disse não saber de nada, mas que está disposto a servir à Polícia Militar.

Secretário Thiago Caetano não consegue consertar uma balsa em Xapuri, mas se apropria de obra do Governo Federal em Rondônia

Semanalmente, o secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, publica imagem sobre o andamento das obras sobre o Rio Madeira.

Vende a obra em Rondônia como se fosse algo que vai garantir o progresso acreano; tão falada pelo governo, a obra não gerou um emprego no Acre, não movimentou um real no comércio local.

Ponte nunca foi sinal de desenvolvimento. Caetano e muito menos o seu chefe não moveram uma palha para a ponte ser construída.

A decisão de liberar os recursos e assegurar a realização da obra foi tomada em 2015, pela ex-presidente da República Dilma Rousseff. Rousseff tomou a decisão quando viu o Acre isolado, após a cheia histórica do Madeira.

Sem essa decisão, os donos das balsas responsáveis pela travessia iriam continuar dando as cartas, mas voltando a Caetano; o secretário que acompanha a ponte não conseguiu fazer a travessia entre a função que ocupa e a de funcionário do Dnit.

Desde sexta-feira, os moradores do município estão sem fazer a travessia porque a balsa foi interditada pelo Corpo de Bombeiros.

A estrada AC 40 está sendo tomada pelos buraco, colocando em risco vidas de motoristas e pedestres, mas Caetano comemora obra do governo federal.