PSDB avalia Minoru para prefeito da capital

Acontece um debate interno no PSDB acerca de um convite ao professor Minoru Kinpara, para que se filie ao partido e venha ser o candidato a prefeito de Rio Branco, na eleição do próximo ano.

A confirmação, com exclusividade, foi feita ontem à coluna pelo vice-governador Major Rocha (PSDB). “Não se trata de iniciativa minha, eu apenas tomei conhecimento”, disse o tucano. Perguntado qual seria a sua posição, se o PSDB deliberar por apoiar o Minoru Kinpara como candidato à PMRB, Rocha foi pragmático: “vou acatar na íntegra. Sempre respeito o que o meu partido decide”. Para ele, o PSDB não pode deixar de ter candidato próprio a prefeito da capital em 2020. “E acho que o Minoru seria um candidato muito forte”, comentou. Minoru disse há poucos dias à coluna que não estava no foco uma candidatura a prefeito, mas também não a descartava. Ressalvou na breve conversa que, se isso vier a ocorrer não será pela REDE e nem pelo PT, mas por um partido estruturado. Na eleição para o Senado, Minoru teve 75 mil votos na capital, sem um partido organizado, praticamente só, fazendo uma campanha isolada e sem recursos. A declaração do vice-governador Rocha embute uma simpatia pelo seu nome. É mais uma pedra no tabuleiro de xadrez para a sucessão municipal.

NOMES FALADOS

Há outros nomes citados para a disputa municipal do próximo ano, em Rio Branco, como o da prefeita Socorro Neri (PSB), do Coronel Ulisses Araújo (PSL), do deputado federal Alan Rick (DEM), do deputado Roberto Duarte (MDB), Pedro Longo pelo PV e, naturalmente, um nome do PT, ainda não discutido dentro do partido. É um quadro repleto de figuras qualificadas.

ELEIÇÃO EQUILIBRADA

Pela qualidade e densidade eleitoral dos nomes postos, pode-se prever que a eleição do próximo ano para a prefeitura de Rio Branco começa sem um favorito disparado.

NÃO DEVE DEMORAR

A prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem (PT), nunca me falou nada sobre a hipótese, mas arrisco com base em outras fontes dizer que, ela não deve disputar a reeleição pelo PT.

ARTICULANDO NOVO PARTIDO

Um aliado próximo ao deputado Ney Amorim (sem partido) revelou ontem à coluna que o parlamentar se encontra de férias no Peru, mas garante que está em articulação política para assumir o comando de um partido, devendo para isso, no retorno, tratar do assunto, em Brasília. Não quis revelar qual a sigla em pauta, mas deva ser uma que abrigue todo grupo.

NOMES NA PAUTA

Ney Amorim, que deixou o PT após uma perseguição feroz à sua candidatura ao Senado pelo então governador Tião Viana (PT), num fogo amigo, saiu fortalecido com uma boa votação. Deverá fazer convites ao ex-prefeito Rodrigo Damasceno e à prefeita Fernanda Hassem, ambos do PT, para a montagem de aliança política. Fernanda e Ney conversaram, no sábado passado.

NOVIDADES EM BREVE

Perguntei via mensagem se procedia a notícia de que estava a um pulo de filiar-se ao PP do governador Gladson Cameli. A prefeita Fernanda Hassem (PT), foi taxativa: “não”. E completou numa frase enigmática, de que esta semana estaria na capital e teria “novidades” a me passar.

PT DE ORELHA EM PÉ

Conversei ontem com um amigo do PT sobre a possibilidade da saída da prefeita Fernanda Hassem (PT) do partido. Falou que não sabia nada a respeito, mas ressaltou que se isso vier a ocorrer, o partido terá outro candidato a prefeito de Brasiléia. “Fica no PT, quem quer”, disse.

ELEIÇÃO MUITO ACIRRADA

Podem esperar uma eleição muito disputada pela primeira secretaria da mesa diretora da Assembléia Legislativa, entre os deputados Luiz Gonzaga (PSDB) e Roberto Duarte (MDB). Não há no momento nenhuma hipótese de uma composição, para um dos dois sair dessa briga.

PERFIL DE LEGALIDADE

Com quem se conversa, seja político da situação ou da oposição, todos ressaltam o perfil legalista da prefeita Socorro Neri, ao acabar com empregos graciosos na PMRB. Com a chegada do verão poderá dar um salto na popularidade com uma frente de asfaltamento na cidade.

PASSOU A SER PASSAPORTE

A prefeita Socorro Neri tem um passaporte exigido hoje pelo eleitorado: seriedade na gestão.

COMPRA QUEM QUISER

O presidente Jair Bolsonaro apenas cumpriu a promessa de campanha de uma maior liberalidade na compra de armas. É muito simples para quem é contra, não comprar.

BOM DIA, SECRETÁRIO!

Os moradores do Jardim Tropical estão se cotizando para dar um presente ao secretário de Segurança, Paulo César, no dia em que ele mandar viaturas fazer rondas perenes no local, principalmente, pela Rua das Palmeiras. E mais fácil ver um OVNI que uma viatura da PM.

BOLA FORA

O governo precisa se cercar de cautelas quando for fazer alguma investida sobre uma suposta ilegalidade do governo passado, para não pagar um mico como na questão dos tratores, alardeados como estando em poder de petistas na área rural. Tem que checar sempre.

NENHUM PROBLEMA

A eleição acabou. O palanque foi desmontado. Não é o caso, inclusive, foi desmentido, mas não vejo nada de outro mundo se o ex-prefeito Marcus Alexandre fosse colocado à disposição do Tribunal de Justiça. Quem ganhou soma mais mostrando trabalho, que ficar no palanque.

NÃO CONSIGO ACREDITAR

Chega a informação que o setor de Esportes da SEC pretende tirar as cerca de 700 cadeiras quebradas no Arena da Floresta e, ao invés de substituí-las, deixar os espaços atrás das traves sem cadeira, deixando a arquibancada no cimento puro, o que seria uma espécie de geral. A fonte que me falou é insuspeita. Mas, mesmo assim não consigo crer na patuscada.

GUARDADAS AS PROPORÇÕES

Guardadas as devidas proporções, isso seria como um carro furar um pneu e o dono trocar por uma roda de carroça. O que a SEC através do seu setor de esportes tem de fazer é a elaboração de projetos, para conseguir recursos e recuperar a ex-bela praça esportiva.

VEIO PARA INOVAR

O Gladson Cameli ganhou a eleição para o governo prometendo tirar o Acre do atraso, fazer uma gestão inovadora. E sabia, como no caso do Arena da Floresta, que receberia sucata. Na gestão tem que se inovar, mas sempre para o melhor. Não deixar pior do que se econtra.

BRIGA JUDICIAL

O vice-governador Major Rocha não dá por perdida a eleição para a presidência da FIEAC, acha que há condição de reverter quando o recurso for julgado na instância final, o resultado desfavorável. Mas reconhece que o resultado até aqui foi sim uma derrota para o governo.

PETISTAS COMEMORAM

O PT perdeu a eleição, mas continua comandando todos os órgãos do sistema S, no Acre.

TAPETÃO É CHORO

Perder eleição de FIEAC e SEBRAE, por exemplo, com um colégio eleitoral minúsculo, é para quem esta fora do poder. Perder no poder mostra falta de articulação.Tapetão é choro livre.

MANTER ISOLADOS

Uma figura importante do governo defende que estes personagens sejam ignorados.

O QUE A COLUNA VINHA COBRANDO

A coluna vinha cobrando de forma insistente que o governador Gladson Cameli tomasse as rédeas dos debates para a formação da sua base parlamentar na ALEAC. Ontem, fez a primeira reunião com os deputados aliados. Agora é avançar para atrair deputados fora da coligação.

CHAMAR OPOSIÇÃO

Fora PT e PCdoB, o governo tem que conversar com todos os deputados que estavam na FPA para chegar a uma base confortável de 17 parlamentares e com isso aprovar com folga todos os projetos. Um governo só não aprova matéria enviada à ALEAC se for muito desarticulado.

DEPUTADO CONVERSA COM GOVERNO

O que os que não conhecem os humores do parlamento não sabem é que, deputado não gosta de conversar com os intermediários, até porque estes têm pouco espaço de manobra, mas diretamente com o governador, que é quem tem a caneta que nomeia.

RENAN CALHEIROS

Não apostem contra o senador Renan Calheiros (MDB), porque é um político de sete vidas, e pode acabar ganhando contra a opinião pública a presidência do Senado. Com todo tipo de acusação que desabou sobre a sua cabeça, ainda assim Renan continua o cara do Senado.

ELEIÇÃO DIFERENTE

Eleição seja nas Assembleias Legislativas, no Senado, Câmara Federal, costuma ser decidida nas últimas semanas com os votos girando de acordo com o interesse pessoal do parlamentar.

NOMEAÇÕES SÓ EM FEVEREIRO

Quem se encontra na fila do gargarejo na espera de uma nomeação para cargo de confiança do governo terá que aguardar mais um tempo. As primeiras nomeações do segundo escalão só deverão acontecer em fevereiro. Mesmo os nomeados em janeiro somente receberão os seus salários no próximo mês. Quanto ao 13º salário que o governo passado não pagou a uma grande parte do funcionalismo público, não há ainda uma decisão de quando acontecerá esta quitação. E a respeito das indenizações do secretariado e dos comissionados, também não quitadas pelo ex-governador, sobre isso é uma pauta que nem foi colocada em discussão.

“Perderam a eleição da FIEAC para o PT que não tem um pau para dar no gato”

A vitória do presidente da FIEAC, José Adriano, reeleito ontem, não pode ser entendida de outra forma, ao não ser como uma derrota política do governo e da sua assessoria política.

O empresário José Salomão era de fato público o candidato do grupo que está no governo à presidência da FIEAC. Tanto é que nos bastidores houve um verdadeiro rolo-compressor para tirar votos do Adriano, que foi o candidato neste processo todo que tinha o apoio da cúpula do PT que perdeu o governo. Nesta trapalhada toda cabe uma simples pergunta: quem é o articulador ou articuladores políticos do governo? Só estão dando bola fora, cacete! Perderam a eleição do SEBRAE para o PT, perderam a eleição da FIEAC para o PT, com o agravante dos petistas não terem um pau para dar no gato e, o mais grave: perderam estando no poder. A terceira derrota foi não conseguirem contornar a briga política entre o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, e o deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS), que acabou por Mazinho romper com o governador. A continuar nesta batida, a articulação política do governo será o nosso Íbis. Íbis Sport Club é aquele time que disputava o campeonato pernambucano e que entrou para o livro dos recordes por não ganhar uma partida e nem fazia gol. Não é preciso nem ter assistido a cena para saber que os Vianas estão gargalhando. Ora, duvidam? Agora vir falar de recursos para anular a eleição, fica ainda mais desgastante. Para fechar: ter um articulador político com autorização para resolver pendências, fica sendo figurativo.

UMA PERGUNTA POLÍTICA

O que fazia o deputado Ney Amorim (sem partido) na noite do sábado passado na casa da prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem (PT)? Por certo, não estavam discutindo a cor do rio Acre. Com a mais absoluta certeza a conversa foi estritamente sobre política.

AFINAL, QUAL SERÁ A BASE DO GOVERNO NA ALEAC?

No início de fevereiro vai acontecer a eleição para a mesa diretora da Assembléia Legislativa. Até lá, o governador Gladson Cameli terá que ter montada uma base de pelo menos 17 deputados, número que pode aprovar matérias que exigem quorum especial. Não sei quem está assumindo este papel. Pelo menos não vejo nenhuma movimentação nos bastidores, uma ou outra iniciativa pessoal. Quem será o líder do governo na Casa? O deputado Géhlen Diniz? O deputado José Bestene? Não se sabe. Só boatos, especulações, nada de oficial. As coisas estão muito nebulosas na área política do governo, mutismo geral, parece filme de mistério.

NINGUÉM SABE DE NADA

Conversei com antigos deputados e com novos deputados e, com os quais falei me confirmaram que, não foram procurados para integrar a base governamental na ALEAC. Dentro do atual sistema ninguém governa se não fizer alianças políticas fora da coligação. Pelo simples fato de que para aprovar qualquer projeto precisa de votos. Não me lembro de quem é a frase, mas cito por se encaixar no contexto: “você pode ganhar a eleição com uma montanha de votos, mas não governa no virtual, mas com os políticos”. Uma coisa é ganhar a eleição com uma votação estrondosa, a outra é governar. O governo atual não atentou a isso.

FALANDO FRANCAMENTE

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, revelou à coluna que, no encontro de ontem com o governador Gladson Cameli , falou de que não há clima para entendimento com o ex-prefeito Vagner Sales, não o reconhecerá como “articulador político”, por lhe faltar isenção.

TRADUZINDO A CONVERSA

Para clarear: não aceitará tratar com o ex-prefeito Vagner Sales nenhum assunto do Juruá.

PASSA POR 2020

A questão é que as discussões políticas em Cruzeiro do Sul passam por 2020. E tanto o ex-prefeito Vagner Sales como o prefeito Ilderlei Cordeiro têm uma meta em comum: a prefeitura do município. E ambos hoje viraram inimigos políticos. Um abacaxi gigante a ser descascado.

PETECÃO ENTRA NO JOGO DO SENADO

O senador Sérgio Petecão (PSD) – foto – colocou oficialmente o seu nome como candidato à presidência do Senado. Considera um direito pelos serviços prestados e por ser um dos mais antigos da casa legislativa. “O jogo aqui é bruto, mas sou especialista em ganhar eleição de mesa diretora”, diz. O grande trunfo com o qual Petecão espera contar é uma eventual rejeição à candidatura do senador Renam Calheiros (MDB), de quem é muito amigo, e que se o grupo do senador alagoano não decolar, passe a apoiar o seu nome. “Meu nome está posto, estou conversando muito e vamos ver no que vai dar. É uma eleição que se ganha na articulação”, enfatiza o sempre otimista Sérgio Petecão (PSD).

ZEN, O NOME DA OPOSIÇÃO

Num longo artigo (não publico pelo espaço pequeno, mas é um texto para debate), o líder do governo, deputado Daniel Zen (PT) faz um apanhado negativo dos primeiros dias do governo Gladson Cameli e, entre outros pontos, considera que, o novo governo peca pela ânsia dos seus secretários em focar na chamada “despetização”. Lembra que muitas das lideranças da oposição que estão no poder vieram de governos do PT. Critica atos pontuais dos secretários de Segurança, da Educação, e da Saúde, mas ressalva que todos têm qualificação técnica.

TEM QUE IR SE PREPARANDO

O governo tem que ir se preparando, porque a partir de fevereiro, quando se iniciarão os trabalhos na Assembléia Legislativa, passará a ser efetivamente vidraça e sofrerá cobranças, críticas, principalmente, dos deputados do PCdo B e do PT. Faz parte do jogo. Zen tende a ser um dos destaques nos debates que serão travados entre oposição e base do governo.

DESOLADO

Quem se mostra desolado é o combativo jornalista Wiliandro Derze, que se preparou, tinha projetos, todo um esquema de planejamento montado, para ser o secretário da Juventude, e não foi o escolhido. Para o lugar, foi o João Paulo Bittar, filho do senador Márcio Bittar (MDB).

CARGO DE CONFIANÇA NÃO É VITALÍCIO

Quem leu o comentário da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) sobre a saída do secretário municipal de Educação, Márcio Batista (PCdoB), vê de cara que não gostou. Disse que, ela e o Márcio foram tomados de “surpresa”, que a prefeitura “perdeu” com a saída, e que ela ganhou, porque o fará seu assessor. Esqueceu que, cargo de confiança não é vitalício. Cargo de confiança não é propriedade de partido, mas de livre escolha de quem governa.

DESRESPEITO AO MOISÉS

Acho que os comentários da Perpétua Almeida (PCdoB) se atingiram alguém, foi o camarada de muitas lutas, e não a prefeita Socorro Neri, que tem o direito de substituir seus secretários.

DIREITO DE MUDANÇA

O professor Márcio Batista não foi um secretário de Educação opaco, mas eficiente, só que, na gestão pública é bom sempre dar uma sacudida, com novos nomes. Márcio estava longos anos na pasta. A escolha do professor Moisés Diniz foi festejada. Não haverá descontinuidade.

NÃO PERDE

Politicamente a prefeita Socorro Neri perderá caso o PCdoB venha a romper a aliança mais à frente. Para carrear recursos só tem a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB), que não terá nunca o trânsito com o presidente Bolsonaro, que teve com o Lula e com a Dilma.

NOMEAR E DAR PODER

Não sei o que o governador Gladson Cameli pensa a respeito. Mas, uma das funções mais importantes dentro de um governo é a da articulação política. Tem que ter alguém com poder de resolução. Sem poder, não adianta ter. Alguém que seja do ramo, que transite em todos os segmentos. Não tenha arestas. Ou parte para isso ou terá mais problemas, como já teve com o SEBRAE, FIEAC e com o Mazinho Serafim (MDB).

NINGUÉM DÁ CONTA

Quem governa não pode colocar tudo no seu colo para resolver ou vai chegar uma hora em que não suportará a pressão. Tem de descentralizar o poder. É o que prega a gestão moderna.

APENAS UMA IDEIA

O Juiz aposentado Pedro Longo (PV) me disse ontem ser muito prematuro se falar em candidatura a prefeito de Rio Branco. Garantiu se tratar apenas de uma idéia no PV de ter candidatos em todos os municípios, com o fim das coligações proporcionais. E segue o PV.

FORA DE COGITAÇÃO

São falsos os comentários de que, a prefeita Socorro Neri articula a sua saída do PSB. Me disse ontem que, nunca tratou deste assunto com ninguém, não autoriza ninguém falar em seu nome, e que a hipótese nunca entrou em cogitação. Como é uma política de palavra, acredito.

QUADRO COMPLETAMENTE DIFERENTE

Com o fim da imoralidade das coligações proporcionais, que serviam como balcão de negócios aos pequenos partidos, estes partidos terão que montar suas chapas próprias para vereador e prefeito. Este movimento dentro do PV terá que ser feito por todos os partidos em 2020.

NOVO CONTEXTO

A eleição para prefeito no próximo ano vai ser num contexto novo, surgido na última disputa eleitoral. O candidato terá que ter, necessariamente, uma boa equipe de apoio nas redes sociais e acesso nos sites. Uma pessoa num Zap ou num grupo de internet faz confusão.

FORA DO GRUPO

O ex-vereador Paulo Pinheiro, o popular “Paulo Rapadura”, foi sempre um fiel cabo eleitoral do grupo do deputado José Bestene. Ligou ontem para dizer que, não só deixou o grupo como saiu do PROGRESSISTAS. Justificou que, algo que não aceita é a “ingratidão”. Fica o registro.

VIROU TRAQUE

Estava tudo montado com uma coletiva para divulgar a apreensão de tratores do governo na propriedade de um petista. Não mantiveram sigilo e terminou tudo numa grande trapalhada. A apreensão foi feita, mas fora do cenário projetado. A ânsia nunca foi uma boa companheira.

DIREITO DE COBRAR

Em alguns casos pode até ser ridículo pela chacoalhada que levaram nas urnas na última eleição, no Acre, mas o PT, hoje, na oposição está no seu papel de criticar o governo, porque foi esta a decisão do eleitor. Quem foi baladeira ontem, tem que se acostumar ser vidraça.

DEVER DE CASA

Antes de tirar um tempo para a família, o senador Sérgio Petecão (PSD) fez questão de percorrer os municípios, zona rural e urbana, para agradecer os votos recebidos na eleição. O que identifica o Petecão com o povão é ser o mesmo antes e depois da eleição.

OFEGANTE, MAS NÃO ESTÁ MORTO!

O PT sofreu a sua mais dura derrota no Acre. Perdeu tudo: o único senador, todos os deputados federais e o governo, mas não está morto. Um governo de 20 anos deixa muitos tentáculos. A prova é a vitória do PT nas eleições do SEBRAE e da FIEAC. E fora do poder.

Saúde: a mãe de todas as batalhas

Nenhuma pasta é mais complexa e mais desafiadora em um governo do que a da Saúde. O sistema gigante e cheio de armadilhas levou à tumba vários gestores ao longo dos vinte anos dos governos do PT.

Aconteceram avanços pontuais, mais léguas de distancia da tal “saúde de primeiro mundo”, prometida com pompa na mídia pelo ex-governador. Faltam médicos, algumas vezes remédios, as filas para consultas continuam se arrastando sem a celeridade necessária, exames levam meses para serem feitos, centenas de pacientes na espera de uma cirurgia, enfim, é um velho mastodonte com seus velhos vícios. Isso é apenas a ponta do iceberg que o novo secretário de Saúde, Alysson Bestene, recebeu no colo para cuidar e mudar. É um jovem – alguns apontam como empecilho – outros vêm com certa frieza. Mas, o que será do futuro, se não se acreditarmos na juventude? O Alysson está começando bem ao visitar todas as unidades de saúde e ver de perto, sentir cada problema, e juntar ao diagnóstico que já tem para buscar as soluções. Vai precisar muitas das vezes de pulso forte para acabar com vícios antigos. Quando for para mudar o errado não tem que haver contemplação. E evitar a injunção política, saúde e política não devem ser misturadas. Cada cargo de ponta no sistema tem que ser ocupado por pessoas qualificadas da área. O governo vai ter a sua mãe de todas as batalhas travada no campo da saúde pública. O Alysson é um humanista. E a qualidade é essencial na pasta, porque lida com a fragilidade humana, lida com vidas. Joguemos nossas fichas no secretário Alysson: se tiver sucesso, quem ganhará é a população. Se há uma área onde não podemos jogar no quanto pior melhor é na da saúde.

CONFUSÃO MALUCA

Estão fazendo uma confusão maluca. Não tem secretário nomeando petista. A nomeação é exclusiva do governador. O que está acontecendo nas secretárias é que, enquanto não saem as nomeações oficiais, foram baixadas portarias para que servidores do quadro respondam pelos setores. Somente isso. As nomeações, pelo que consta, deverão demorar, para fazer caixa. Mas, com certeza vão acontecer com nomes de aliados na campanha. O resto é especulação.

SOMENTE DEPOIS DAS NOMEAÇÕES

Somente se poderá dizer se algum militante de proa do PT foi ou não aproveitado em cargo comissionado depois que o governador Gladson Cameli assinar as nomeações. E pelo que sei haverá um crivo para aproveitar os aliados qualificados. Fora isso se debite à ansiedade.

COISAS MAIS IMPORTANTES

Um museu é importante para preservar a história de um povo. Agora, quando temos uma cidade das mais violentas do país, um falho atendimento na saúde, a construção de um museu não pode ser prioridade. Não sei, então, o que o novo governador fará com a obra inconclusa do museu que está em instalação no antigo colégio META. Governar é eleger prioridade.

ACIMA DOS PARTIDOS

A prefeita Socorro Neri foi perfeita na escolha do professor Moisés Diniz para secretário municipal de Educação. Competente e educado no trato com os menos favorecidos. A Socorro só não pode é colar sua imagem ao PCdoB, se quiser disputar a reeleição com chance. PCdoB é um lado do espelho do PT. A aliança da FPA foi varrida das urnas. Tem que buscar um caminho acima da cansada imagem dos velhos partidos. A última eleição já os colocou fora do processo.

ALAN VEM PARA O JOGO

Entre os nomes falados dentro da coligação que apoiou o governador Gladson Cameli não tirem o do deputado federal Alan Rick (DEM) na disputa da prefeitura no próximo ano. Não deve se manifestar agora por ser cedo, mas pode apostar que colocará seu nome na mesa.

NADA ATRATIVOS

Mesmo nos órgãos federais mais expressivos com representação no Acre, os salários são nada atrativos, por isso não devem comportar muitas disputas. Não são a cereja salarial do bolo.

DIA “D”

Hoje, em Cruzeiro do Sul, está prevista de acontecer a reunião entre o governador Gladson Cameli e o prefeito Ilderlei Cordeiro. Gladson deverá ouvir do grupo do prefeito que não é assimilável a nomeação do inimigo Vagner Sales para a secretária de articulação política.

ESTÃO INCONCILIÁVEIS

O governador Gladson Cameli está numa sinuca de bico: seja qual for a decisão que vier a tomar vai desagradar um dos grupos, que não são adversários, mas inimigos políticos. Isso é só um aperitivo para 2020, quando terá de escolher que candidato de qual grupo apoiará para prefeitura de Cruzeiro do Sul. Um nó cego a ser desatado.

FILHO SECRETÁRIO

O senador Márcio Bittar (MDB) conseguiu emplacar o filho João Paulo Bittar como secretário da Juventude. E como diretor do DEPASA, o irmão por afinidade, Edson Bittar.

BOLSO DO COLETE

Esperar que o presidente do MDB, deputado federal Flaviano Melo, venha a brigar com o governador Gladson Cameli por causa do prefeito Mazinho Serafim (MDB) é não olhar o Diário Oficial. Os três secretários do MDB do governo são da copa e cozinha do Flaviano, ora, pois!

O FORA DO CORREINHA

A espada que o secretário de Cultura, Coreinha, tanto alardeou que estava abandonada, é que a peça que pertenceu ao Plácido de Castro não podia estar jogada no canto de uma sala, segundo o deputado Daniel Zen (PT) é uma “bola fora”, a peça original está no Museu da República, em uma sala especial no Palácio Rio Branco. O que o Coreinha achou era réplica.

COBRANÇA SEM SENTIDO

Não se pode cobrar nada de um secretário com poucos dias no cargo e que ainda nem conhece direito a sua pasta. Um secretário pode ser competente, mas jamais milagroso.

EQUIPE DE PRIMEIRA LINHA

A senadora Mailza Gomes (PROGRESSISTAS) está indo pelo caminho certo: primeiro montar uma equipe de qualidade técnica, para depois partir para cumprir na essência o seu mandato. Não pode ficar apenas no rame-rame da destinação das suas emendas parlamentares.

CHEIRINHO DO PODER

A deputada federal Marfisa Galvão (PSD) vive os últimos dias do cheirinho do poder, mas mostrou neste pouco tempo de que se estivesse no mandato efetivo seria bem ativa. Deverá ficar na Câmara Federal até o final deste mês.

É PARA SE DIVERTIR

No mínimo, é para se divertir com a insensatez dos que ficaram décadas no poder, não cumpriram o dever de casa e ficam a cobrar do presidente Jair Bolsonaro, que assumiu ontem, mudanças que não fizeram. Até não parece que nunca estiveram no comando da Nação.

SE PERDE E SE GANHA

Eleição se perde e se ganha. E quando se perde é porque não estava mais sendo aceito pela população. É uma coisa simples! O rancor não mudará o resultado eleitoral para a presidência. Vamos então parar com toda lamentação.

NÃO VEJO PERIGO

Pelo quadro dos votantes que escolherá o futuro presidente da Assembléia Legislativa, não vejo hoje perigo para a candidatura do deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS). Mesmo porque é o candidato do poder. Seria preciso acontecer um fato novo para uma inversão.

PAPA CARGOS

É como está sendo chamado em Sena Madureira o deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS), por estar indicando todos os cargos do governo naquele município. Teve cargo, é com ele.

VIU A SUCATA

O secretário Alysson Bestene, que esteve no final de semana em Cruzeiro do Sul visitando as unidades de saúde da região viu de perto o que era um hospital modelo, como o Hospital do Juruá, ter se transformado em um hospital que funciona precariamente, onde falta de tudo.

SEM FALAR NA DÍVIDA

Sem falar nos salários atrasados dos profissionais de saúde, por conta da dívida gigante que o governo deixou com as irmãs gestoras zelosas do Hospital do Juruá. A equação é simples: se o governo não pagava as gestores, como estes poderiam pagar os servidores? Por isso o atraso.

DESMORALIZAÇÃO POLÍTICA

Quando uma casa de leis independente como o Legislativo acata uma verdadeira intervenção do STF, dizendo se uma votação para a escolha do presidente do Senado se dará por eleição secreta ou aberta, é porque a desmoralização política chegou ao seu extremo.

NÃO TEM OUTRO CONTEXTO

Nesta eleição pela presidência da FIEAC não tem outro contexto: de um lado o atual presidente José Adriano apoiado pelo ex-governador Tião Viana e o PT, e do outro João Salomão como candidato do governo Gladson. É a sobra do que foi a última eleição.

DOM JUAN GOSPEL

Quando você vê um Pastor evangélico cheio de muitos rubores morais, coloque sempre um pé atrás. Um Pastor de grande visual, com participação na política, deixou a mulher Pastora e caiu no mundo com uma jovem da igreja. Sumiu da cidade e foi curtir uma lua de mel. Aleluia!

BOMBA A CAMINHO

Vem uma bomba da Saúde a caminho. É o máximo que posso adiantar agora. Coisa cabeluda.

AO VENCEDOR, AS BATATAS

Impressionante como tem militante do PT que ainda não caiu na real que sofreu uma derrota humilhante nas urnas, foram varridos do poder pelo povo, e ainda posam de última bolacha do pacote? Acordem senhores, a eleição acabou, desçam do palanque. Ao vencedor, as batatas.

TEMPO AO TEMPO

Como diz o velho, mas sempre atual ditado: vamos dar tempo ao tempo ao novo governo que mal esquentou a cadeira do seu gabinete. É explicável que demore nas nomeações do segundo escalão, tem que fazer caixa para bancar as dívidas que recebeu do antecessor, como parte do 13º salário, folha a pagar do Pró-Saúde, entre outras pendências. Os secretários nomeados, como contenção de despesas, somente receberão os seus salários a partir de fevereiro. Se depois de 100 dias nada indicar que vão acontecer mudanças estruturais, estará então aberta a temporada para críticas e cobranças. E até de demissões de secretários. É dar tempo ao tempo.

Equipe de Gladson estuda pagar resto do 13º salário em 10 parcelas

O deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS) aceitou o convite feito pelo governador Gladson Cameli para ser o líder do seu governo na Assembléia Legislativa, uma das funções mais espinhosas do parlamento.

A confirmação à coluna veio ontem do deputado. Sobre a sua atuação considera ser uma parcela de colaboração ao novo governo, mas projeta ficar na liderança apenas no primeiro ano da gestão, passando depois para outro deputado. Géhlen Diniz foi um dos mais ferozes críticos do governo Tião Viana e responsável pela maioria das denúncias graves que foram apresentadas no plenário da Casa, inclusive, com pedido de CPI. Géhlen tem a consciência que vai agora para o outro lado da moeda, o de defender o governo dos ataques que virão da oposição. A liderança do governo costuma detonar os seus ocupantes pelo desgaste natural de ter que explicar atos não simpáticos, que acontecem em qualquer administração. A sua posse deve acontecer após a eleição da mesa diretora, dia 2 de fevereiro.

TEM DE DESPEDIDA

O senador Jorge Viana (PT) entrou em tom de despedida de mandato, percorrendo os municípios e fazendo uma prestação de contas do que fez no Senado. JV acha que o momento não é de fazer nenhuma avaliação, mas reconhece que muitos erros foram cometidos pelo PT.

13º PARCELADO EM 10 MESES

A coluna tem informação de que há uma discussão em curso no governo de que o pagamento do restante do 13º salário de em torno de 23 mil funcionários do Estado, deverá ser diluído em dez parcelas. As dívidas da indenização de comissionados não entrou em pautam de discussão.

ESPAÇO É DA PMRB

Há forte reação dos ocupantes do entorno do mercado velho, aonde se concentram os vendedores de plantas ornamentais, adubos, alimentação, à determinação da PMRB de ocupar o espaço para reforma. O clima é tenso. Lembre-se: o espaço é da PMRB e não foi privatizado.

BOAS MÃOS

A direção da Rádio ALDEIA ficará com o jornalista Jairo Carioca, de competência indiscutível.

GRANA SÓ EM FEVEREIRO

Os secretários e diretores de empresas nomeados não receberão os salários este mês, pagamento só acontecerá no final de fevereiro. A máquina fiscal ainda está em ajustes.

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Não é exigir milagre de quem está pouco mais de uma semana na complexa pasta da Secretaria de Saúde, mas o secretário Alysson Bestene poderia ter tomado uma providência para tirar as macas com doentes espalhadas pelos corredores do PS, marca do governo do PT.

DESAFIO AO ESTADO

A invasão do Hospital de Assis Brasil por bandidos em plena manhã de ontem é um desafio ao Estado. Se não houver uma reação dura, com a prisão imediata dos autores, vem o descrédito.

NÃO É DE DESCARTAR

Não se pode afirmar ser verdadeira a acusação do prefeito preso de Senador Guiomard, André Maia, de que houve uma parceria de ações do ex-vice-prefeito Judson e do vereador Gilson da Funerária (PROGRESSISTAS), para tomar a prefeitura, mas não é uma hipótese a se descartar.

FICOU MUITO ESTRANHA

Que foi estranha a renúncia do então vice-prefeito Judson do cargo de prefeito, que acabou por beneficiar o vereador Gilson da Funerária (PROGRESSISTAS) a assumir a prefeitura de senador Guiomard, isso foi e é um dos assuntos mais comentados do momento no município.

OUTRO LADO DA MOEDA

O dirigente do MDB, Pádua Bruzugu, é um bom animador de comício, bom coordenador de campanhas políticas, boa praça, mas desconhecia suas qualidades no campo da pesquisa para assumir a direção da FUNTAC. Mas como diz o ditado, é vivendo e aprendendo com a vida.

QUEM SABE, NÉ?

Quem sabe não seja o Pádua Bruzugu um professor Pardal (aquele personagem inventor de novas tecnologias das revistas da Disney), nunca se sabe. Mas, sucesso ao Pádua na missão. E ninguém pode lhe tirar o mérito de não ter se afastado um milímetro nos 20 anos de oposição.

SEU NOME É SUCATA

A Rádio Difusora Acreana funciona só no nome e na tradição. Mesas de som obsoletas, transmissor bichado, e está no ar apenas pela perseverança dos seus funcionários. O governo que saiu deixou os equipamentos irem se deteriorando e chegou à sucata que é hoje a rádio.

SAIU DE CENA

O senador Sérgio Petecão (PSD) saiu da cena de discussões sobre cargos no governo Gladson Cameli. Mesmo com a importância mandato não ficou fazendo pressões para entupir o governo de afilhados e deixou o governador livre.

MUITO CUIDADO

O governador Gladson Cameli prometeu ao assumir o governo que o primeiro escalão seria composto de técnicos competentes. Em alguns casos acertou em cheio, em alguns, nem tanto.

SITUAÇÃO COMPLICADA

A situação mais complicada é da secretária de Imprensa, Silvânia Pinheiro, porque a extinção da Fundação Aldeia que servia de guarda-chuva para contratação de profissionais da imprensa, a deixou sem ter como contratar jornalistas. É bom conhecer a situação antes de uma crítica.

SEM ALTERNATIVA

A cidade começa a apresentar muito buracos em suas ruas devido às chuvas intensas. Só que não resta alternativa à prefeita Socorro Neri ao não ser a de esperar a chegada do verão para entrar com força numa operação tapa-buracos. Trabalho no inverno é jogar dinheiro fora. Seriam apenas paliativos.

ERA SÓ AGAPITO

Antes da posse o senador Márcio Bittar (MDB) declarou que não indicaria ninguém para postos no governo. Mas era jogo de cena. Indicou e conseguiu a nomeação de toda a direção do DEPASA, inclusive, do irmão Edson Siqueira. Nada de errado. Mas o registro merece ser feito.

CANDIDATO ZEBRA

Na disputa entre os favoritos para a primeira secretaria da ALEAC, Luiz Gonzaga (PSDB) e Roberto Duarte (MDB), um terceiro nome corre por fora: deputado Wendy Lima (PSL). É o que garante o articulador da candidatura, deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS).

FOI UM FRACASSO

Este modelo de intercâmbio comercial entre os municípios de Pucalpa no Peru e Cruzeiro do Sul, no Acre, que o senador Márcio Bittar (MDB) está articulando, foi executado nos mesmos moldes pelo ex-secretário de Indústria, Edvaldo Magalhães, e fracassou. Lembram ?

NÃO QUER DIZER QUE FRACASSE DE NOVO

O que se quer dizer é que não se trata de novidade e que tampouco vai fracassar como a iniciativa do governo passado. A questão é que os produtos agrícolas que na época foram enviados pelo Peru foram de péssima qualidade e rejeitados. Não estão inventando a pólvora.

PIADA DA SEMANA

A nota assinada pelo presidente do PT, Cesário Braga, deve fechar imbatível como a piada da semana, principalmente, no tocante à acusação de “perseguição de petistas” no governo. “Perseguição” é marca registrada do PT. Esta turma não caiu na real, que foi varrida das urnas?

NÃO SE TOCARAM?

Não se tocaram que sofreram a maior derrota dos vinte anos, ficando sem um deputado federal um senador, só dois deputados estaduais, com um governo de fim melancólico e mal avaliado, obras inacabadas, salários não pagos, ainda querem se arvorar de que, my God?

PRESTIGIADO

O governo somente não manterá o ex-deputado federal Alércio Dias à frente do ACREPREVIDÊNCIA se o seu nome vier a ser rejeitado quando for submetido à apreciação dos deputados, que deverão lhe fazer questionamentos e aprovarem ou não o seu nome.

NÃO RETORNA

O senador Jorge Viana (PT) não vai retornar às atividades no quadro da FUNTAC, após deixar o Senado, pelo fato de já ter tempo para pedir a sua aposentadoria. E é o que ele irá fazer.

JÁ É DA LEI

Não se trata de nenhuma novidade jurídica. A obrigação do ocupante de cargo de confiança de ter dedicação exclusiva ao posto já existe em lei específica. É bom checarem antes de divulgar.

MEIOS ATORDOADOS

Ocupantes de cargos de confiança no governo passado andam atordoados e se achando no direito de permaneceram mais quatro anos. Não disseram a eles que o PT perdeu a eleição?

UMA OBSERVAÇÃO POLÍTICA

Não sei se convidaram a presidente do SINTEAC, Rosana Nascimento, para algum posto de importância na Secretaria de Educação. Se a convidaram, fizeram bem. Se não convidaram é um erro. Rosana sempre foi uma batalhadora pelo magistério e linha de frente na campanha.

SUMIU DE CENA

Quem sumiu da cena política foi o ex-prefeito Marcus Alexandre, depois da sua derrota para o governo. Deixado num barco à deriva pela cúpula do partido na última eleição, Marcus deve se guardar para a eleição de 2020. Diferente de “companheiros” que não caíram na real, ficou recluso.

OUTRO CENÁRIO

A próxima legislatura na Assembléia Legislativa virá a partir de fevereiro com uma nova roupagem, o inverso do que aconteceu nos últimos vinte anos em que o PT ficou no poder. Desta feita, com uma bancada fragilizada, o fim da FPA, o PT vai encarar depois de duas décadas voltar a ser oposição e sem as benesses do poder. Será muito mais fácil ser oposição com a baladeira em punho do que ter sido anteparo de um governo que nos seus últimos quatro anos foi um desastre. A oposição que virou situação após a eleição sentirá que é muito mais complexo, muito mais difícil integrar uma base do governo com um imenso desafio que é o de alavancar o desenvolvimento do Estado. Por tudo isso se pode esperar bons debates na ALEAC.

Mazinho Serafim: “Não quero mais conversa com o Gladson”

A minha boca não calam, vou para o enfrentamento. Daqui seis meses este governo não existe e a minha administração vai continuar firme.

A frase acima foi dita ontem à coluna pelo prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB), em relação ao fato de se considerar desrespeitado pelo governador, que prometeu que indicaria os cargos municipais da Educação e não cumpriu, preferindo beneficiar o deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS). “Não aceito o que fizeram comigo.

Se o Gladson Cameli e o vice-governador Rocha me procurarem não vou receber nenhum dos dois, não me procurem para não passar vergonha! Mesmo que o Gladson venha com um caminhão carregado de ouro não conversarei com eles. Quem passou estes anos enfrentando o PT aqui em Sena Madureira fui eu.

Eu sei o que sofri e o que passei de perseguição, nada do que vier deste governo eu acredito. A partir de hoje sou oposição e a deputada Meire Serafim (MDB) será oposição na Assembléia Legislativa”, desabafou Mazinho ao BLOG DO CRICA. O cerne da questão é que tinha lhe sido prometido pelo governo, que por a prefeitura, ter sido um aliado fiel de campanha, que deu ao governador uma estupenda votação em Sena, e a sua mulher ser a mais votada do Acre, os cargos da Educação no município seriam da sua cota. O Não cumprimento do acertado o levou à posição extremada. Ontem, foi nomeado Silvano Farias Figueiredo, que não é do grupo do prefeito, para chefiar o Núcleo da Educação estadual no município. Mazinho denuncia uma trama que vem acontecendo desde a campanha para destruir o MDB. “Não conseguiram.

O MDB elegeu três deputados estaduais e dois deputados federais. O que deram ao MDB agora foram alguns cargos sem importância para calar a boca do partido. A minha boca não calam, vou para o enfrentamento. Daqui seis meses este governo não existe e a minha administração vai continuar firme. Não aceito este ataque contra o MDB para beneficiar um deputado sem prestígio, sem grupo político, desacreditado, o senhor Géhlen Diniz, apenas por ser do PROGRESSISITAS, do partido do Gladson. “Quer ser assim, vai ser assim, o Gladson e o pessoal do seu partido de um lado e eu de outro”, avisou Mazinho ao BLOG DO CRICA.

Equipe de Gladson estuda pagar resto do 13º salário em 10 parcelas

O deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS) aceitou o convite feito pelo governador Gladson Cameli para ser o líder do seu governo na Assembléia Legislativa, uma das funções mais espinhosas do parlamento.

A confirmação à coluna veio ontem do deputado Géhlen Diniz. Sobre a sua atuação considera ser uma parcela de colaboração ao novo governo, mas projeta ficar na liderança apenas no primeiro ano da gestão, passando depois para outro deputado. Géhlen Diniz foi um dos mais ferozes críticos do governo Tião Viana e responsável pela maioria das denúncias graves que foram apresentadas no plenário da Casa, inclusive, com pedido de CPI. Géhlen tem a consciência que vai agora para o outro lado da moeda, o de defender o governo dos ataques que virão da oposição. A liderança do governo costuma detonar os seus ocupantes pelo desgaste natural de ter que explicar atos não simpáticos, que acontecem em qualquer administração. A sua posse deve acontecer após a eleição da mesa diretora, dia 2 de fevereiro.

TEM DE DESPEDIDA

O senador Jorge Viana (PT) entrou em tom de despedida de mandato, percorrendo os municípios e fazendo uma prestação de contas do que fez no Senado. JV acha que o momento não é de fazer nenhuma avaliação, mas reconhece que muitos erros foram cometidos pelo PT.

13º PARCELADO EM 10 MESES

A coluna tem informação de que há uma discussão em curso no governo de que o pagamento do restante do 13º salário de em torno de 23 mil funcionários do Estado, deverá ser diluído em dez parcelas. As dívidas da indenização de comissionados não entrou em pautam de discussão.

ESPAÇO É DA PMRB

Há forte reação dos ocupantes do entorno do mercado velho, aonde se concentram os vendedores de plantas ornamentais, adubos, alimentação, à determinação da PMRB de ocupar o espaço para reforma. O clima é tenso. Lembre-se: o espaço é da PMRB e não foi privatizado.

BOAS MÃOS

A direção da Rádio ALDEIA ficará com o jornalista Jairo Carioca, de competência indiscutível.

GRANA SÓ EM FEVEREIRO

Os secretários e diretores de empresas nomeados não receberão os salários este mês, pagamento só acontecerá no final de fevereiro. A máquina fiscal ainda está em ajustes.

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Não é exigir milagre de quem está pouco mais de uma semana na complexa pasta da Secretaria de Saúde, mas o secretário Alysson Bestene poderia ter tomado uma providência para tirar as macas com doentes espalhadas pelos corredores do PS, marca do governo do PT.

DESAFIO AO ESTADO

A invasão do Hospital de Assis Brasil por bandidos em plena manhã de ontem é um desafio ao Estado. Se não houver uma reação dura, com a prisão imediata dos autores, vem o descrédito.

NÃO É DE DESCARTAR

Não se pode afirmar ser verdadeira a acusação do prefeito preso de Senador Guiomard, André Maia, de que houve uma parceria de ações do ex-vice-prefeito Judson e do vereador Gilson da Funerária (PROGRESSISTAS), para tomar a prefeitura, mas não é uma hipótese a se descartar.

FICOU MUITO ESTRANHA

Que foi estranha a renúncia do então vice-prefeito Judson do cargo de prefeito, que acabou por beneficiar o vereador Gilson da Funerária (PROGRESSISTAS) a assumir a prefeitura de senador Guiomard, isso foi e é um dos assuntos mais comentados do momento no município.

OUTRO LADO DA MOEDA

O dirigente do MDB, Pádua Bruzugu, é um bom animador de comício, bom coordenador de campanhas políticas, boa praça, mas desconhecia suas qualidades no campo da pesquisa para assumir a direção da FUNTAC. Mas como diz o ditado, é vivendo e aprendendo com a vida.

QUEM SABE, NÉ?

Quem sabe não seja o Pádua Bruzugu um professor Pardal (aquele personagem inventor de novas tecnologias das revistas da Disney), nunca se sabe. Mas, sucesso ao Pádua na missão. E ninguém pode lhe tirar o mérito de não ter se afastado um milímetro nos 20 anos de oposição.

SEU NOME É SUCATA

A Rádio Difusora Acreana funciona só no nome e na tradição. Mesas de som obsoletas, transmissor bichado, e está no ar apenas pela perseverança dos seus funcionários. O governo que saiu deixou os equipamentos irem se deteriorando e chegou à sucata que é hoje a rádio.

SAIU DE CENA

O senador Sérgio Petecão (PSD) saiu da cena de discussões sobre cargos no governo Gladson Cameli. Mesmo com a importância mandato não ficou fazendo pressões para entupir o governo de afilhados e deixou o governador livre.

MUITO CUIDADO

O governador Gladson Cameli prometeu ao assumir o governo que o primeiro escalão seria composto de técnicos competentes. Em alguns casos acertou em cheio, em alguns, nem tanto.

SITUAÇÃO COMPLICADA

A situação mais complicada é da secretária de Imprensa, Silvânia Pinheiro, porque a extinção da Fundação Aldeia que servia de guarda-chuva para contratação de profissionais da imprensa, a deixou sem ter como contratar jornalistas. É bom conhecer a situação antes de uma crítica.

SEM ALTERNATIVA

A cidade começa a apresentar muito buracos em suas ruas devido às chuvas intensas. Só que não resta alternativa à prefeita Socorro Neri ao não ser a de esperar a chegada do verão para entrar com força numa operação tapa-buracos. Trabalho no inverno é jogar dinheiro fora. Seriam apenas paliativos.

ERA SÓ AGAPITO

Antes da posse o senador Márcio Bittar (MDB) declarou que não indicaria ninguém para postos no governo. Mas era jogo de cena. Indicou e conseguiu a nomeação de toda a direção do DEPASA, inclusive, do irmão Edson Siqueira. Nada de errado. Mas o registro merece ser feito.

CANDIDATO ZEBRA

Na disputa entre os favoritos para a primeira secretaria da ALEAC, Luiz Gonzaga (PSDB) e Roberto Duarte (MDB), um terceiro nome corre por fora: deputado Wendy Lima (PSL). É o que garante o articulador da candidatura, deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS).

FOI UM FRACASSO

Este modelo de intercâmbio comercial entre os municípios de Pucalpa no Peru e Cruzeiro do Sul, no Acre, que o senador Márcio Bittar (MDB) está articulando, foi executado nos mesmos moldes pelo ex-secretário de Indústria, Edvaldo Magalhães, e fracassou. Lembram ?

NÃO QUER DIZER QUE FRACASSE DE NOVO

O que se quer dizer é que não se trata de novidade e que tampouco vai fracassar como a iniciativa do governo passado. A questão é que os produtos agrícolas que na época foram enviados pelo Peru foram de péssima qualidade e rejeitados. Não estão inventando a pólvora.

PIADA DA SEMANA

A nota assinada pelo presidente do PT, Cesário Braga, deve fechar imbatível como a piada da semana, principalmente, no tocante à acusação de “perseguição de petistas” no governo. “Perseguição” é marca registrada do PT. Esta turma não caiu na real, que foi varrida das urnas?

NÃO SE TOCARAM?

Não se tocaram que sofreram a maior derrota dos vinte anos, ficando sem um deputado federal um senador, só dois deputados estaduais, com um governo de fim melancólico e mal avaliado, obras inacabadas, salários não pagos, ainda querem se arvorar de que, my God?

PRESTIGIADO

O governo somente não manterá o ex-deputado federal Alércio Dias à frente do ACREPREVIDÊNCIA se o seu nome vier a ser rejeitado quando for submetido à apreciação dos deputados, que deverão lhe fazer questionamentos e aprovarem ou não o seu nome.

NÃO RETORNA

O senador Jorge Viana (PT) não vai retornar às atividades no quadro da FUNTAC, após deixar o Senado, pelo fato de já ter tempo para pedir a sua aposentadoria. E é o que ele irá fazer.

JÁ É DA LEI

Não se trata de nenhuma novidade jurídica. A obrigação do ocupante de cargo de confiança de ter dedicação exclusiva ao posto já existe em lei específica. É bom checarem antes de divulgar.

MEIOS ATORDOADOS

Ocupantes de cargos de confiança no governo passado andam atordoados e se achando no direito de permaneceram mais quatro anos. Não disseram a eles que o PT perdeu a eleição?

UMA OBSERVAÇÃO POLÍTICA

Não sei se convidaram a presidente do SINTEAC, Rosana Nascimento, para algum posto de importância na Secretaria de Educação. Se a convidaram, fizeram bem. Se não convidaram é um erro. Rosana sempre foi uma batalhadora pelo magistério e linha de frente na campanha.

SUMIU DE CENA

Quem sumiu da cena política foi o ex-prefeito Marcus Alexandre, depois da sua derrota para o governo. Deixado num barco à deriva pela cúpula do partido na última eleição, Marcus deve se guardar para a eleição de 2020. Diferente de “companheiros” que não caíram na real, ficou recluso.

OUTRO CENÁRIO

A próxima legislatura na Assembléia Legislativa virá a partir de fevereiro com uma nova roupagem, o inverso do que aconteceu nos últimos vinte anos em que o PT ficou no poder. Desta feita, com uma bancada fragilizada, o fim da FPA, o PT vai encarar depois de duas décadas voltar a ser oposição e sem as benesses do poder. Será muito mais fácil ser oposição com a baladeira em punho do que ter sido anteparo de um governo que nos seus últimos quatro anos foi um desastre. A oposição que virou situação após a eleição sentirá que é muito mais complexo, muito mais difícil integrar uma base do governo com um imenso desafio que é o de alavancar o desenvolvimento do Estado. Por tudo isso se pode esperar bons debates na ALEAC.

Com que roupa vai o PT para a festa de 2020?

O PT sofreu na última eleição a sua mais fragorosa derrota desde que ficou no poder por 20 anos. No popular, foi varrido das urnas.

Na campanha foi um vexame, a militância era colocada para correr dos bairros. Enfim, foi ao fundo do poço. A pergunta que pode ser feita é: com que roupa é que vai o PT para a eleição municipal de 2020, quando estarão em disputa todas as prefeituras do Estado? Jorge Viana, sua maior liderança, não será candidato. Marcus Alexandre, também não – por lei está impedido. Outro nome de peso, Raimundo Angelim teve seu prestígio destroçado na disputa passada vítima de fogo amigo. Daniel Zen (PT) vai cuidar do mandato, com certeza. Seria burrice colocar o nome apenas como anteparo. Olha-se para o quadro petista e não se nota ninguém que possa ser considerado com densidade para entrar na eleição para a PMRB, como favorito. Os secretários do Tião Viana afundaram junto com ele na rejeição popular. Este é o grande dilema sobre o qual vai se debruçar a cúpula petista: falta de um bom candidato a prefeito de Rio Branco. Em Cruzeiro do Sul, segundo maior colégio eleitoral a penúria de um bom nome é mais grave ainda. No máximo será uma zebra. O céu para o PT na eleição do próximo ano não será de brigadeiro, mas sujeito a tempestade e trovoadas. É o preço que pagará pelo descrédito.

DISCUSSÃO PEQUENA

Não entro nesta discussão pequena sobre suposta enxurrada de petistas no governo Gladson Cameli em postos chaves. Por mim, pode colocar todas as figuras carimbadas do petismo. Este é um problema que o governador terá que resolver com os seus secretários. Virou balbúrdia.

NÓ GÓRDIO DA OPOSIÇÃO

Em Brasiléia é onde a oposição terá que desatar um nó górdio na eleição municipal do próximo ano. Não tem um candidato forte, os de mais densidade eleitoral estão encrencados na justiça, e a prefeita Fernanda Hassem (PT) é a terceira prefeita melhor avaliada do Acre. Parada dura.

NOME DO ROCHA

O deputado Roberto Duarte (MDB) é o nome que o vice-governador Major Rocha tem mostrado simpatia para ser candidato a prefeito de Rio Branco. Não esconde a preferência. Mas, a viabilidade de qualquer nome estará umbilicalmente ligada ao sucesso ou não do governo Cameli.

ZEN ABSOLUTAMENTE CERTO

No comentário do deputado Daniel Zen (PT) sobre a arrumação do novo governo, publicado pela coluna, está absolutamente certo em um ponto: colocar pessoas sem preparo, apenas porque balançaram bandeira, em postos importantes, é o início de um desastre na gestão.

NÃO BASTA TER FEITO CAMPANHA

Nesta questão de ocupação de cargos no governo Gladson Cameli, eu tenho uma visão muito clara: devem ser priorizados os seus aliados, mas os partidos têm que ter a responsabilidade de fazer indicações técnicas. Indicar alguém só por ser afilhado é como fazer gol contra.

PAGAMENTO ZERO

Não deverá ser feito nenhum pagamento de dívidas salariais deixadas pelo governo Tião Viana, com o repasse do FPE do dias 10, por um motivo: o orçamento do Estado só deve abrir depois do dia 20, quando deve cair também o segundo repasse. Não esperem nada antes disso.

NÃO PERDEU O MANDATO

A situação da prefeitura de Senador Guiomard, com a posse do vereador Gilson da Funerária (PROGRESSISTAS), não ficou juridicamente como definida. O prefeito André Maia não teve o mandato cassado, se conseguir mais à frente a soltura poderá reassumir o mandato. Tudo é possível. Parece que enterraram uma caveira de burro naquela prefeitura.

CESÁRIO BRAGA ESTÁ NA PRAÇA

A Nota assinada pelo presidente do PT, Cesário Braga, pode ser filtrada num ponto: a mensagem principal é não mexam com os companheiros petistas que estão no governo porque são todos qualificados. Só faltou colocar seu nome à disposição do governador.

PERSEGUIÇÃO, COMPANHEIRO?

Outro ponto que chamou atenção na Nota do presidente do PT, Cesário Braga, foi a de reclamar que os servidores filiados ao seu partido estão sofrendo “perseguição”. É querer brincar, não é meu bom Cesário? Quem obrigava o servidor ir balançar bandeira nas ruas?

PROTAGONISTA DO NADA

O presidente do PT, Cesário Braga, não está errado em defender os interesses dos seus militantes no serviço público, afinal, eram os que iam para as ruas fazer campanhas. O seu equívoco é não ter caído na real que, com a derrota, o PT não é mais protagonista em nada.

POLÍTICA E HONRA

Não concordo em nada com os valores políticos que defende e defendeu nos últimos vinte anos. Foi uma das mais ardorosas petistas. Mas entre isso é colocar a sua gestão sob a suspeita de prática de alguma irregularidade, é um erro. No quesito honra a Raquel Moreira é intocável.

TUDO MUITO SIMPLES

Existe uma Força Tarefa da Procuradoria Geral do Estado revirando tudo dos últimos seis meses do governo Tião Viana. É esperar o fim da investigação e se culpados de desvios foram descobertos e enviar o caso ao MP. O governo não pode passar o primeiro ano neste debate.

SITUAÇÃO CALAMITOSA

Se o secretário de Saúde, Alysson Bestene, quer conhecer o que é uma situação calamitosa é só ir visitar o Hospital do Juruá, que foi referência no sistema estadual, com médicos de todas as especialidades e hoje está sucateado. O governo passado deixou os gestores pendurados em dívidas de vários milhões de reais. O seu melhor momento nos últimos vinte anos foi no governo Binho. Depois bateu a decadência e hoje vive uma situação de penúria extrema.

PEPINO NO COLO

O pepino de ser líder do governo deverá cair no colo do deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS), um dos mais duros críticos do governo passado. Só que se aceitar o cargo vai virar vidraça. Ser líder da situação, em qualquer governo, deixa a imagem triturada.

DESGASTE DESNECESSÁRIO

Cada um traça o seu caminho. O Alércio Dias é de competência inquestionável. Mas não sei se vale a pena depois de uma longa caminhada na vida se submeter a um debate desgastante na ALEAC, para ocupar um cargo que em nada lhe acrescenta, e revirando fatos de 20 anos. E isso vai lhe levar para manchete em todos os órgãos de comunicação. Uma observação jornalística.

NOME DA POLÍTICA

O ex-prefeito Vagner Sales foi apresentado aos prefeitos como o articulador político do governo. Nada a contestar, mas uma perguntinha: como vai se entender com o prefeito Ilderlei Cordeiro, de quem é ferrenho adversário, se ambos têm o mesmo objetivo: a prefeitura de Cruzeiro do Sul na eleição do próximo ano? É como querer juntar água e óleo.

GARANTIA DOS VOTOS

O ex-prefeito Vagner Sales (MDB) é um dos mais ardorosos defensores da candidatura do deputado Roberto Duarte (MDB) a primeiro secretário da ALEAC. Tem dito no partido que garante os dois votos comunistas, pela relação de amizade com o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB).

CONCESSÕES NATURAIS

Para fechar uma base de apoio de 17 deputados o governo terá de compor com os parlamentares dos partidos nanicos, isolando apenas PCdoB e PT, se quiser aprovar matérias que exijam quorum qualificado. E não terá como evitar concessões na máquina estatal.

ESQUEÇAM PARA NÃO TER PROBLEMAS

Quem for assumir uma secretaria pensando em fazer negócios trate de esquecer. Hoje temos um MP mais rigoroso nas investigações, seja na área estadual ou federal. Com recursos federais, então nem se fala, portanto, senhores, não metam os pés pelas mãos, ou se ferram.

TEMPO CURTO

Assumir um governo do qual não se conhece a intimidade da máquina e como funcionam os seus principais setores demanda tempo a quem chega. É natural que aconteçam alguns contratempos neste início de uma nova administração. Mas depois tudo se acomoda.

FUGIR DO REDEMOINHO

Depois que toda a sua equipe pronta, com a nomeação do segundo escalão, o governador Gladson Cameli tem que sair deste redemoinho de questiúnculas políticas e ir bater às portas dos ministérios e buscar recursos em bancos como o BNDES, se quiser executar projetos maiores. Ou ficará no tradicional feijão com arroz.

CONFIAR NO FPE É UMA ROUBADA

O Fundo de Participação dos Estados não pode ser visto como principal escudo financeiro. O governo passado apostou na melhoria dos repasses e saiu devendo Deus e o mundo. Recurso extra se consegue com bons projetos. É em cima disso que o governo Gladson deve mirar.

DILEMA DO MINORU

O professor Minoru Kinpara obteve uma excelente votação para o Senado no nicho do eleitorado cansado dos velhos discursos. Surgiu como uma coisa nova e promissora. Se for para uma aliança com o PT ou PCdoB, por exemplo, vai perder a aura de político diferente.

PSB EM BAIXA

O PSB tem a prefeita Socorro Neri não pela força partidária. Na eleição última perdeu a cadeira de deputado federal que tinha com o César Messias e apenas manteve o mandato do deputado Manoel Moraes (PSB). Sintetizando: o PSB saiu menor do que entrou na eleição.

INTERESSA O RESULTADO

O que me interessa como jornalista é se o novo governo cumprirá as suas promessas de campanha e vai tirar o Acre do atoleiro administrativo e econômico que recebeu da gestão anterior, se deixaremos de ter um sistema de saúde vergonhoso e caótico, se passaremos a ter uma cidade que não esteja entre as mais violentas do país, se as nossas estradas vicinais não continuarão um imenso atoleiro, que mude o vetor econômico e tenha um projeto que resulte em emprego e renda (o do governo passado foi um fracasso) e pelo menos minore o alto índice de desemprego. Entrará para o livro dos recordes negativos se conseguir ser pior do que o governo petista, que não pagou o 13º salário de todos os servidores, não pagou o Pró-Saúde, deixou dezenas de obras inacabadas, parque de máquinas sucateadas e saiu como o governo pior avaliado pela população nos últimos 20 anos e outras mazelas. Que não se repita este vergonhoso quadro é o que esperam os eleitores que elegeram Gladson Cameli. O resto é discussão periférica. Ponto final. O governo que saiu foi um fracasso, vamos ver o que entrou.

A delação que rendeu a cadeira de prefeito

Gilson da Funerária atirou na paca e acertou na anta: além de tirar o prefeito eleito do caminho, acabou assumindo o seu lugar.

Com a inusitada renúncia por “foro íntimo” alegado pelo vice-prefeito Judson Silva Costa, que com a prisão do prefeito André Maia estava no cargo de prefeito de Senador Guiomard, um fato interessante aconteceu: o cargo será exercido agora pelo principal delator do André – que num acerto com a Polícia Federal apareceu num vídeo recebendo dinheiro do prefeito preso – vereador Gilson da Funerária (PROGRESSISTAS). Gilson era o adversário mais ferrenho do prefeito afastado André Maia e fez as pazes com este apenas para ser a peça central da delação do esquema que visava dar um flagrante pela PF na compra de votos de vereadores. 

UMA RENÚNCIA DE VÁRIAS VERSÕES

A misteriosa renúncia do vice-prefeito Judson Silva, abdicando do mandato e também do cargo de prefeito de Senador Guiomard, gerou várias versões na cidade: a principal é que teria tomado a decisão extremada em sintonia com o vereador Gilson da Funerária (PROGRESSISTAS). Muito embora a sua alegação oficial foi a de ser de “foro íntimo”.

EM BOAS MÃOS

Desde ontem a Associação dos Prefeitos do Acre passou a ser presidida pela prefeita da capital Socorro Neri, que chega ao cargo por aceitação unânime dos prefeitos. Ficou em boas mãos.

PIADA MACABRA

Contam que você ao ligar para alguém em Sena Madureira, antes da conclusão da ligação uma gravação se antecipa: “parabéns, você acaba de ganhar uma dengue de brinde”. A cidade vive um surto incontrolável da doença.

ALHOS POR BUGALHOS

Estão trocando alhos por bugalhos nestas críticas ao secretário de Planejamento Raphael Bastos, de que “entupiu” o órgão de petistas. Não é verdade. Ainda não foram liberadas pelo governador as nomeações dos novos comissionados. Os petistas que estão lá são do quadro.

SEGUIR A DETERMINAÇÃO

E, com certeza ele deverá indicar para os cargos de confiança aliados com capacidade técnica.

NÃO SE COMENTA O DESCONHECIDO

Irrita ver comentários de um assunto jurídico feitos por leigos. A soltura e a diplomação da deputada Juliana Rodrigues (PRB) seguiram o que ditou a lei. Ela, não sofreu nenhuma condenação. No processo terá direito a ampla defesa. Ninguém é condenado por antecipação.

MESMA REGRA

A mesma regra se aplica ao caso idêntico do deputado federal eleito Manuel Marcos (PRB).

REGISTRE-SE, PUBLIQUE-SE, CUMPRA-SE

“Vão rodar todos”. Promessa de ontem do governador Gladson Cameli em relação á permanência de ocupantes de cargos de confiança da gestão anterior no seu governo.

MERCADO É EXIGENTE

Quem integrou a equipe do governo anterior em cargos de confiança e tem uma ocupação profissional volta ao mercado de trabalho. O problema será para quem fez do cargo comissionado a sua profissão nos últimos vinte anos. Estes terão problemas de colocação.

COMPETÊNCIA É ESSENCIAL

Nesta acalorada discussão em torno de nomes que ocupavam cargos de confiança nos governos petistas e que começam a se assanhar para permanecer, vale um adendo: politicamente, é justo que os cargos sejam ocupados por aliados, desde que competentes.

TEM QUE SER CRITERIOSO

Para cargos que exigem conhecimento técnico não se pode colocar alguém sem requisito.

RAROS ACERTOS

Um dos raros acertos do governo passado foi a montagem da Central de Transplantes. Espera-se que o secretário Alysson Bestene olhe com carinho para o setor, que é referência no Norte.

COM CERTEZA VAMOS COBRAR

A coluna não tem feito cobrança ao governador Gladson Cameli, porque não seria coerente se cobrar de quem não tem nem dez dias de governo o conserto de 20 anos do PT. Mas não paire nenhuma dúvida que, depois dos 100 dias se não houver nenhum avanço, nós vamos cobrar.

JOGO EMBOLADO

Eleição para a mesa diretora da ALEAC costuma se decidir até no dia da votação. Que o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS) será o presidente é certo. Mas para a primeira secretaria o jogo embolou entre os deputados Luiz Gonzaga (PSDB) e Roberto Duarte (MDB).

SEM NOME

Em Cruzeiro do Sul, segundo maior colégio eleitoral do Acre, o PT e seu principal aliado PCdoB, não têm um nome que possa ser considerado forte para a disputa da prefeitura em 2020.

BRIGA DE ALIADOS

Caso o prefeito Ilderlei Cordeiro, decida sair para a reeleição, a briga principal pela prefeitura será travada entre os grupos do Ilderlei e do Vagner Sales.

MAIS PRUDENTE

A cidade já apresenta problemas de buracos em muitas ruas, mas a prudência é esperar o começo do verão, porque a PMRB fazer investimentos em pleno inverno vira um paliativo.

MULHERES EM ALTA

As mulheres estão em alta dentro do jornalismo acreano. Que bom! Tivemos a Adréa Zilio secretária de imprensa do Tião Viana, a Adréia Forneck do ex-prefeito Marcus Alexandre, e temos a Socorro Camêlo da prefeita Socorro Neri e a Silvânia Pinheiro do Gladson Cameli.

PURA ILAÇÃO

É pura ilação o tratamento institucional entre a prefeita Socorro Neri e o governador Gladson Cameli já ser visto como uma “aliança política”. Não seria simpático no momento à Socorro.

TRATAMENTO JORNALÍSTICO

A coluna foi uma das que mais cobrou e criticou o segundo mandato do ex-governador Tião Viana. É só ir aos arquivos. O mesmo tratamento, nós teremos em relação ao Gladson.

DESABAFO DE MÃE

“Eu fico chateada com certos comentários. Gladson assumiu o governo terça-feira, não tem nem uma semana e certas pessoas já querem que ele faça milagre. Todos sabem da situação que ele recebeu o Estado. Então eu peço. Dá um tempo para ele. Gladson vai arrumar o Estado, só precisa de tempo”. O desabafo foi feito por Linda Cameli, mãe do Gladson, em postagem no Facebook. Aliás, ela tem sido assídua freqüentadora das redes sociais.

VIVENDO AS BENESSES

Até o fim deste mês a deputada federal Marfisa Galvão (PSD), que assumiu como primeira suplente com a saída do titular Major Rocha (PSDB), estará sentindo o que é gosto do poder.

TESTE NO EXECUTIVO

O Coreinha, que assumiu a Fundação Cultural (é do quadro), na área de articulação política e comando de campanhas se encontra entre os melhores do Acre, no Executivo é uma área completamente diferente e com limitações. Não é do ramo artístico, isso terá que superar no diálogo com a categoria. Mas é um moço competente, não é um Zé das Couves qualquer.

ALEAC ENXUTA

O próximo presidente da Assembléia Legislativa tem que começar a pensar em construir uma nova sede para o Poder Legislativo. Os gabinetes da sede atual são verdadeiros cubículos.

BANCADA REDUZIDA

A bancada da oposição da próxima legislatura estará restrita aos deputados Daniel Zen (PT), Jonas Lima (PT), Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Jenilson Lopes (PCdoB). A FPA acabou na última eleição. Os deputados eleitos pela coligação já estão quase todos na base de apoio ao governo.

NÃO DUVIDEM

Não apostem contra. O senador Márcio Bittar (MDB) não vai ficar no baixo clero do Senado. É muito articulado. Não é qualquer um de um Estado de pouco peso político, como o Acre, que consegue chegar a ocupar a primeira secretária da Câmara Federal, como ele ocupou.

SURURU EM RODRIGUES ALVES

Não é só na capital que a ocupação de cargos virou uma briga. Em Rodrigues Alves também está havendo uma onda de protestos contra o prefeito Sebastião Correia, que importou de outros municípios os seus principais auxiliares e temem que isso contagie os cargos do governo. Que é isso, Bastião? Quem votou em você foi o eleitorado do seu município, atenta!.

OBSERVAÇÕES DO ZEN

“Luiz, sobre a tua primeira nota da coluna de ontem, segue uma singela contribuição. Acho que não está havendo condescendência ou bondade dos novos secretários do governo Gladson Cameli para com os companheiros da FPA. Está havendo uma carência dos tais aliados com competência técnica no seio da antiga oposição, atual situação. Eles tiveram muitos militantes que balançaram bandeira, fizeram campanha, torceram e votaram, mas não tem tanta gente que domina o dia-a-dia da gestão, que é massacrante. A burocracia cotidiana é uma máquina de moer gente: se não for bem manejada, faz ruir um governo e destrói reputações. Falo por experiência própria, pois fui ordenador de despesas durante oito anos e tive de estudar e me dedicar muito. As vezes é necessário contar com quem já estava, que já sabe como as coisas funcionam. Fora que, na Educação, a maioria são servidores efetivos – como o próprio secretário – até mesmo chefes e coordenadores de setores”. A observação é do deputado Daniel Zen (PT), líder do governo Tião Viana na ALEAC. Registro para debates.

A POPULAÇÃO ESTÁ FOCADA EM RESULTADOS

A maioria da população não está preocupada com quem fica do PT no novo governo ou não fica. A preocupação principal é que, por exemplo, problemas sérios como o crônico deficiente atendimento no sistema público de saúde e a violência que chegou a um nível insuportável no Estado sejam resolvidos. E foi para isso o grupo que governava o Acre por vinte anos foi varrido do poder. Qualquer outro tipo de discussão é periférico em função destes dois calos. A eleição terminou, os palanques foram desmontados, agora é cumprir as promessas de campanha. E nisso que o novo governador deve focar daqui em diante.

Manda quem pode, obedece quem tem juízo

O que esta turma não atentou é que, não estão nos cargos só por competência, estão porque os aliados foram para a rua e participaram no sol e na chuva numa campanha contra o petismo e ajudaram a vencer a eleição.

O desabafo do governador Gladson Cameli em tom exasperado aos seus secretários para que não aproveitem militantes petistas em cargos de confiança, mas sim aliados com capacidade técnica, foi uma explosão de quem não aguentava mais a enxurrada de reclamações sobre o privilégio a conhecidos adversário e pode ser considerado o assunto político da semana. As redes sociais lotaram de protestos dos aliados. E com citações de nomes. A Educação ficou como a campeã das reclamações. Há casos de permanência de chefes de gabinete de ex-secretários. E ironias de que Cesário Braga e o Carioca seriam aproveitados. Ironias de lado, é certo que o governador deu um murro na mesa e um basta nos corações generosos de alguns secretários com os ferrenhos antagonistas. O que esta turma não atentou é que, não estão nos cargos só por competência, estão porque os aliados foram para a rua e participaram no sol e na chuva numa campanha contra o petismo e ajudaram a vencer a eleição. Tem secretário que nem da campanha participou. O Gladson não erra, pois, em enquadrar o seu pessoal. É aquele velho ditado, mas sempre atual que – “manda quem pode, obedece quem tem juízo.”

TEMPESTADE EM COPO COM ÁGUA

Aquela foto dos deputados eleitos Roberto Duarte (MDB) e Edvaldo Magalhães (PCdoB), conversando num restaurante, foi explorada irracionalmente de forma negativa. Tudo normal. O Roberto é candidato a primeiro secretário da mesa diretora da ALEAC. E Edvaldo será um dos 24 eleitores. Se quiser ganhar tem quem pedir votos. O seu MDB só tem três votos.

NÃO VEJO OUTRO NOME

Depois do desastre do Tião Viana no governo, da derrota do Marcus Alexandre, não consigo ver outro nome, que não seja o senador Jorge Viana (PT), como capaz de trabalhar na reorganização do PT, que saiu da última disputa com a maior derrota da sua história.

DISPUTA DE EX-ALIADOS

O deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISTAS) resolveu partir para peitar o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, pelo domínio dos cargos do governo naquele município. A principal batalha é sobre quem indicará o diretor da Rádio Difusora de Sena.

PROBLEMA A RESOLVER

Somente após da nomeação do jornalista Rogério Wencenslau como Porta-Voz do governo e que se descobriu que o cargo foi extinto na Reforma Administrativa. Problema a resolver.

NÃO VOU ME METER

A frase acima é do senador Sérgio Petecão (PSD), quando perguntado sobre se faria novas indicações para cargos do governo. “Não vou me meter, vamos deixar o governador livre para montar o governo ao seu modo”, pontuou. Petecão está em férias com o filho no Peru.

MASTODONTE SEM AUDIÊNCIA

Se há uma decisão tomada que é extremamente acertada, foi a da secretária Silvânia Pinheiro, em não manter a pífia programação da TV-ALDEIA. Aquilo era um mastodonte sem audiência.

ESCOLHA COMPLICADA

Caso o PT resolva ter candidato próprio para a prefeitura de Rio Branco em 2020, terá dificuldade em achar um nome com comprovada densidade eleitoral. Não creio que o ex-prefeito Angelim e senador o Jorge Viana entrem no sacrifício. Fora eles: não vejo outro nome.

NOVA EQUIPE

A prefeita Socorro Neri deverá entrar o ano anunciando a composição da nova equipe, a acontecer esta semana. Mudanças em pastas importantes foram confirmadas, como na Finanças e RBtrans. É natural que queira governar com uma equipe escolhida por ela.

SEM DATA DEFINIDA

O governo ainda não tem data definida para pagar o restante do 13º salário dos servidores, que não foi pago pelo governo passado. Primeiro quer ver o tamanho do repasse do FPE. Quanto às indenizações dos cargos comissionados, outro abacaxi recebido, não tem pauta.

NÃO DISPUTA

A deputada Leila Galvão (PT), que não se reelegeu, não disputará a prefeitura de Brasiléia, no próximo ano. Tem como meta trabalhar para ser candidata a deputada na eleição de 2022. Vai apoiar a reeleição da prefeita Fernanda Hassem (PT).

SEM NOME

Falando em Brasiléia, o município não tem um nome forte para disputar a prefeitura em 2020.

COMPETÊNCIA

Artur Liborino, um dos coordenadores da campanha do atual governador, deverá integrar o gabinete da senadora Mailza Gomes (PROGRESSISTAS). Boa escolha. É muito competente.

O GOVERNO FOI ENXUTO

É natural que os que participaram da campanha que deu a vitória à oposição na disputa do governo briguem por espaços. Mas ocorre que o governo não é mais aquele paquiderme que abrigou todos afilhados políticos, foi enxuto, e assim não terá como acolher toda a militância.

SITUAÇÃO DELICADA

É em Cruzeiro do Sul que acontecerá a operação mais delicada na ocupação de cargos do governo do município. É que as principais lideranças da região aliadas, o prefeito Ilderlei Cordeiro e o ex-prefeito Vagner Sales são adversários políticos. E estão inconciliáveis.

CURIÓ DE MUDA

O gabinete do senador Márcio Bittar (MDB) em Rio Branco é lotado com aliados pedindo uma mão no ombro para conseguir cargos no governo. Só que a postura do Márcio, no tocante à indicação de nomes, é de curió de muda. Nem pia. Tem deixado o Gladson livre nas escolhas.

APENAS CUMPRINDO PROMESSA

Foi mais um desabafo em tom de determinação o áudio gravado pelo governador Gladson Cameli, em que diz aos secretários para que não indiquem medalhões do PT para continuarem em cargos de confiança. Não vi nenhum desespero. Mas reafirmando promessa de campanha.

PROBLEMAS JURÍDICOS

Dois secretários do novo governo estão com problemas jurídicos e este é um problema que, mais cedo ou mais tarde virá à tona e o governador terá que se pronunciar, exonerando ou mantendo. A coluna tem informação que os dois casos devem explodir esta semana ainda.

NÃO VAI CONSEGUIR

Não sei do que alguns ex-secretários se jactam. Depois do final melancólico a que chegou o governo que acabou recentemente, ainda se vangloriam de que? Baseado em que podem apontar o dedo? Se o Gladson fizer um governo pior que antecessor, melhor ir vender pipoca.

FALA, MARCÃO!

O presidente do diretório municipal do PT, o Marcão, poderia liberar à coluna o documento em que faz uma análise sobre a fragorosa derrota do PT, no Acre. Pelo que eu o conheço, deve ser uma peça explosiva e sem poupar nenhum medalhão do partido. Fala, Marcão! Fala!

LEI DA FÍSICA

Com 900 cargos de confiança será inevitável que, alguém que esteve na campanha ao governo pela oposição (hoje situação), não consiga ser encaixado. Não tinha saída. Ou o novo governo diminuía o tamanho da ociosa e gigante máquina estatal ou iria chegar ao fim do governo como chegou o seu antecessor. Não adianta nomear para depois não conseguir pagar,

CONTA A DO PAPAGAIO, ADRIANO!

Quem viu a entrevista do presidente da FIEAC, José Adriano, no BAR DO VAZ, no ac24horas, reclamando de pressões do governo a favor do seu adversário João Salomão, na disputa da presidência da entidade, deve ter pensado que este tipo de eleição tem a mansidão da escolha do Dalai-Lama. E que acontece num mosteiro do Tibet. Não é nada disso! Dizer que os governos do PT nunca pressionaram a favor de seus candidatos em eleições da FIEAC, serve como piada de papagaio. Conta, outra Adriano! Pressionavam e muito, pois! O problema é que Adriano começa ver escapar pelas mãos uma eleição que considerava ganha, e que foi revertida. O próprio reconheceu isso na citada entrevista em que fez a denúncia de compra de votos com base em supostas gravações. Não atentou que o jogo, depois da derrota do candidato ao governo pelo PT, pelo qual foi às ruas pedir votos, mudou e não tem mais a mais amiga do poder. E ponto final.

A nova cara da gestão Socorro Neri

A prefeita Socorro Neri deve começar a partir da próxima segunda-feira, quando anunciará o seu novo secretariado, de fato a sua administração.

Até aqui vinha governando, praticamente, com a equipe deixada pelo antecessor Marcus Alexandre. O seu primeiro passo de descolamento da imagem da gestão passada, foi dado com a Reforma Administrativa, com o enxugamento da máquina municipal e o corte de cargos de confiança, grande parte, ocupados por ociosos. Este segundo momento é de moldar a equipe à sua imagem. Não agisse dessa forma seria sempre um espelho do ex-prefeito. Agora é esperar as novas ações. Os dois anos de mandato que lhe restam é o tempo que terá para decolar ou não para a reeleição.

NÃO SE COPIA O QUE DEU ERRADO

O Lula, descontente com as críticas ao seu governo, resolveu criar uma televisão estatal só para falar bem da sua administração. O resultado foi pífio. Um traço na audiência. Mídia de elogios ninguém lê ou assiste. Imprensa para chamar de minha, no máximo, enche os egos.

OUTRO EXEMPLO

Outro exemplo, este regional, foi a criação da TV-ALDEIA pelos governos do PT, para contrapor aos raros órgãos que faziam oposição. Resultado: audiência de um leve traço. Os exemplos ruins do Lula e dos governos do PT, devem servir ao governo que acaba de se instalar no Acre.

UM PONTO POSITIVO

O governo mal se instalou. Não pode ser julgado. Mas uma conduta pontual me chamou a atenção de forma positiva. O governador não entupiu o gabinete com um cordão de bajuladores para ficar incensando seu ego, como ocorreu no governo que se finda. Bom sinal!

BOM INDICATIVO

Outro sinal positivo foi ouvir numa emissora de televisão depoimentos de elogios de pessoas que procuraram o Pronto Socorro e saíram se dizendo satisfeitas com o atendimento.

AVISO AOS NAVEGANTES

Quero avisar que este mesmo espaço que registra acertos vai registrar as críticas ao governo.

CADA UM QUE SE VIRE

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tomou uma decisão sensata: o governo federal não vai financiar Carnaval, Marcha para Jesus e Parada Gay. Dinheiro público é para saúde, educação, segurança e etc. Certíssimo. Quem quiser fazer a sua festa que faça como iniciativa privada.

DESSA ÁGUA NÃO BEBEREI

Político não pode dizer desta água não beberei. Mas acho complicado hoje se conseguir uma candidatura única entre os dois disputantes da mesa diretora da ALEAC, deputados Luiz Gonzaga (PSDB) e Roberto Duarte (MDB). Até o dia 2 de fevereiro há margem para conversa.

COSTURA COM MAESTRIA

O deputado José Bestene (PROGRESSISTAS) costurou com maestria nos bastidores e conseguiu colocar as principais figuras do seu grupo, político nos postos chaves da Secretaria de Saúde.

MELHOR QUE PODERIA FAZER

O melhor que o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), que deve ser o futuro presidente da ALEAC, deveria fazer, era ficar longe da disputa pela primeira secretaria da mesa diretora. Se pender para um dos candidatos, com certeza criará problemas para a sua administração.

CRECHE DE ENJEITADOS

Tenho ouvido citações de nomes que não foram aproveitados no primeiro escalão do governo, serão encaminhados para o gabinete da senadora Mailza Gomes (PROGRESSISTAS). Se entupir seu gabinete com a creche dos enjeitados para atender pedidos políticos, começará muito mal.

LUA DE MEL COM PRAZO DE VALIDADE

O governador Gladson Cameli vive a sua lua de mel política. Mas como toda lua de mel terá prazo de validade. Passado o prazo, terá de enfrentar duas frentes de oposição: a dos aliados descontentes pelo não aproveitamento e a frente de oposição a ser montada pelos petistas.

NÃO SABE O QUE É ISSO

O Gladson Cameli não sabe o terço do que é sofrer oposição, seus mandatos foram sempre no Legislativo, que atua como baladeira. Como Executivo não haverá como evitar a enxurradas de críticas, mesmo porque nenhum governante é perfeito. Conheço o peso do PT na oposição.

NADA MAIS FÁCIL

Ser situação exige maestria, malabarismo; ser oposição é fácil, acha erro até onde não tem.

NOME DA ÁREA

O radialista Raimundo Fernandes é o novo diretor da Rádio Difusora Acreana. Um acerto a sua escolha. Fernandes é da casa, decano do rádio, e conhece os problemas da emissora como poucos. Se ele terá recursos para recuperar a sucateada “Voz da Selva”, ai é outra história.

DOIS PRISMAS

Conheço bem o que é o poder e imagino o tamanho da pressão que o novo governador está sofrendo para nomear as centenas de indicações políticas que chegam à sua mesa. Deveria começar analisando por dois prismas: competência e ter sido aliado durante a campanha.

CONTAS FEITAS

Numa improvável cassação e anulação dos votos do deputado federal eleito Manuel Marcos (PRB), quem assumiria seria o ex-deputado federal Léo de Brito (PT). A observação de quem seria o beneficiado foi feita ontem à coluna pelo deputado Daniel Zen (PT), que fez as contas.

SERÁ COBRADO

Há uma promessa feita reiteradas vezes pelo governador Gladson Cameli que será cobrada, principalmente, pela coluna: a de que na sua administração a liberdade de expressão será uma norma. Isso se aplicará a todos os seus secretários. Da minha parte não aceitarei ingerências.

ENGANO REDONDO

Estão se enganando redondamente os que davam como certo de que ao assumir a presidência da República, o Jair Bolsonaro agiria como um tresloucado. Pelo contrário, tem quebrado corporativismos, montou com raras exceções um bom ministério, e deu um norte à economia com o ministro Paulo Guedes. Outro ponto positivo foi desaparelhar a maquina estatal petista.

VIROU UMA GUERRA

A eleição para a presidência da FIEAC virou literalmente uma guerra com armas pesadas.

COMO ENTROU NESTA LOUCURA

Um amigo que acompanhou de perto a candidatura do ex-candidato ao governo, Marcus Alexandre (PT), revelou ontem, que ao contrário do que muitos pensam, ele fez uma campanha lisa. Não recebeu a ajuda que esperava do PT. Enfim, o colocaram numa roubada.

CALCULOU MAL

Aliado a isso, calculou mal. Talvez pelo fato de ter massacrado a deputada Eliane Sinhasique (MDB) na eleição para a PMRB, achou que podia repetir para o governo. Só que deu errado: enfrentou um candidato forte e ainda teve que carregar o peso de um governo impopular.

ANOTEM PARA CONFERIR

Ninguém vá se surpreender se mais à frente o deputado Ney Amorim (sem partido) vier a se incorporar à equipe do governador Gladson Cameli, com quem tem trânsito livre. Anotem.

TUDO PARA REPETIR

Agora mais entrosado no governo federal e com a sua boa relação com o presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Alan Rick (DEM) tem tudo para repetir ou até ser melhor do que foi no seu primeiro mandato. Alan é um nome que pode ser burilado para vôos mais altos.

É QUASE QUE CERTO

É quase que certo que a deputada federal eleita Perpétua Almeida (PCdoB) será uma alma solitária da oposição na bancada federal acreana. Os deputados eleitos pela FPA, Jesus Sérgio (PDT) e Manuel Marcos (PRB) deverão se engajar na bancada de apoio do governo estadual.

PONTE MAL ASSOMBRADA

Todos os governadores do Nabor Junior até o Tião Viana usaram em suas campanhas o mote de que fariam a ponte do segundo distrito em Sena Madureira. Nenhum cumpriu. Ontem, Cameli voltou a fazer a promessa. Começou a contagem para saber se desta vez ela sairá.

ARENA DA FLORESTA

Abandonado no governo que saiu, servia mais para a prática de peladas dos amigos do poder, o “Arena da Floresta” é um espaço que precisa ser recuperado, poucas cadeiras estão inteiras. Para quem já viu aquela praça de esporte bem cuidada, dá dó ver a sua atual depredação.

OU TUDO OU NADA

O vice-governador Major Rocha joga o tudo ou nada no novo comando do sistema de segurança do Estado. Pelo fato de que se elegeu deputado estadual e deputado federal em cima de críticas ácidas aos que comandavam a pasta. Se der certo, a glória! Errado, o desgaste!

NOMEAÇÕES RETARDADAS

A disputa acirrada vai acontecer pelos cargos do médio e segundo escalão. Pouco pirão e muita boca. Cada político tem um calhamaço com nomes de afilhados para indicarem.

INEBRIANTE E ENGANADOR

O poder é inebriante e enganador. Dentro dele é como se alguém estivesse em uma bolha, é um mundo irreal. A impressão que passa é que será eterno. Os que deixaram o governo bem pouco vão começar a sentir na pele, o que é viver fora da bolha. Os amigos, ou melhor, muy amigos, costumam dobrar esquinas. Aquele aparato de repórteres de todos os órgãos de comunicação na ânsia de uma entrevista vai sumir como num passe de mágica. Os celulares vão parar de tocar. Não há mais o carro indo buscar na porta de casa, o farto dinheiro caindo na conta todo mês deixará saudades, acaba a paparicagem, os elogios, enfim, voltam todos ao anonimato de rostos em meio de uma multidão. Passam a ser párias. Aos que estão assumindo o novo governo tirem o rei na barriga, coloquem na cabeça que não são nada. E que podem dormir no cargo e acordar fora dele. Por isso, novos senhores do poder, sem arrogância!