Com que roupa os comunistas vão para a PMRB?

A pergunta acima, eu fiz ontem a uma das principais lideranças do PCdoB no Estado, deputado Edvaldo Magalhães.

Defende que, antes de se falar em um nome para disputar a prefeitura de Rio Branco tem de se pensar como primeiro plano na recomposição do que chama de “forças democráticas”, que traduzindo quer dizer, juntar os cacos que restaram da extinta Frente Popular do Acre, que encerrou o seu ciclo com uma derrota esmagadora nas urnas, na eleição passada. Temos que ver com quem poderemos contar para depois se traçar outras estratégias, explicou à coluna. E as conversas, defende, devem começar já a partir de Abril. Sobre se o PCdoB apoiará a reeleição da prefeita Socorro Neri, Edvaldo fez uma pergunta: “é preciso saber: ela quer ser candidata à reeleição?”. E completou: “tanto podemos lhe apoiar como não podemos, tudo vai depender das discussões que serão travadas”. O PCdoB, que vinha de derrotas importantes em eleições anteriores, recuperou-se na última campanha, conseguindo eleger dois deputados estaduais e um deputado federal, o que o coloca no centro do debate. As relações do partido com a prefeita Socorro Neri estão frias.

NA CORDA BAMBA

O destino político da ex-deputada Leila Galvão (PT) está nas mãos dos vereadores de Brasiléia. Já foram enviadas pelo TCE para a apreciação da Câmara Municipal as prestações de contas dos anos de 2009, 2010 e2011, quando era prefeita, todas rejeitadas. Se mantida a decisão do TCE, Leila ficará inelegível. Mas, não apostem nisso, tem maioria que garante a derrubada do que foi decidido pelo TCE. A votação está prevista para entrar em pauta na terça-feira.

NÃO É IMPOSITIVA

Uma decisão do TCE não é impositiva, ou seja, o vereador não é obrigado a votar no que foi decidido pelos Conselheiros, que funciona no máximo como recomendação. A Câmara Municipal de Brasiléia é soberana para votar contra o parecer emitido pelo TCE. Ponto.

NOVA REVOLUÇÃO

O jornalista Salomão Matos (PROGRESSISTAS) diz que está fazendo a segunda revolução de Porto Acre, com a sua candidatura a prefeito, com o apoio de lideranças importantes que tem recebido a sua candidatura a prefeito. Por ironia, o único obstáculo está dentro do seu partido, onde a vereadora do PROGRESSISTAS, apóia o prefeito Bené Damasceno, seu adversário.

NÃO É POSSÍVEL

Não costumo falar do que não tenho certeza, mas fica difícil não crer nas críticas que segmentos organizados da população e os vereadores vêm fazendo sobre a gestão do prefeito Tião Flores, de sérios problemas na cidade e zona rural. A lembrar: Em 2020 terá eleição.

MOVIMENTO POLÍTICO

A reunião da vereadora Mailza Gomes (PROGRESSISITAS) com o prefeito de Senador Guiomard, Gilson da Funerária (PROGRESSISTAS), pode ser um passo de uma aliança política para a eleição de prefeito no próximo ano. Seu grupo saiu fortalecido na última campanha.

FEITO DE PESO

O fato do ex-prefeito James Gomes, ter feito da Meire Serafim, a candidata a deputada mais votada de Senador Guiomard, sem ela ter qualquer afinidade política com o município, foi um feito de peso. Por isso, seu apoio e da mulher Mailza, serão decisivos na eleição municipal.

O DEBATE PERDEU MUITO

Falo do que acompanhei. A base de apoio do novo governo perdeu muito com a derrota da ex- deputada Eliane Sinhasique (MDB). Fluente na palavra, por certo estaria na linha de frente da defesa do governo. Mas, a política tem nuances, nem sempre os melhores se reelegem.

DOIS COMANDOS

O MDB tem praticamente hoje dois comandos distintos. No Juruá, reina soberano o grupo do ex-prefeito Vagner Sales. E na capital e região do Alto Acre o deputado federal Flaviano Melo (MDB) dá as cartas. O quinhão do partido ficou reduzido no governo a três secretárias sem muita expressão política. Seus cardeais perderam a disputa pelas pastas mais importantes.

EXPLICA A CORRIDA PELA PMRB

É uma das explicações pelas quais o MDB quer ser protagonista na eleição de prefeito da capital. Ao procurar o professor Minoru Kinpara, bem votado para o Senado em Rio Branco, para ser o nome do partido na disputa da PMRB, o MDB não quer ser apenas bucha de canhão.

AÇODAMENTO NÃO É BOM COMPANHEIRO

Na política, o açodamento nunca foi bom companheiro. A oposição à prefeita Socorro Neri tentou jogá-la como “mentirosa” na opinião pública na questão da compra dos kits escolares. Depois que provado foi de que a aquisição aconteceu como foi anunciado, calaram-se. Deveriam ter reconhecido o erro, não seria demérito.

NEM PAIS E NEM MÃES BASTARDOS

O mérito na liberação de recursos para a construção da ponte de mão dupla que ligará Brasiléia à Epitaciolândia é exclusivamente do governador Gladson, que trava a luta desde que era senador. O registro tem de ser feito, para não aparecer os pais e mães bastardos da obra.

CALMA, VALENTES!

O desastrado governo anterior passou oito meses sem dar uma ajuda ao Hospital Sousa Araújo, que trata dos hansenianos. Os críticos de hoje, todos ligados ao governo antecessor, e que denunciam o caos e cobram providências do atual governador, só agora viraram valentes?

VAI QUE É TUA, GLADSON!

Lideranças de Brasiléia que apoiaram o governador Gladson estão cuspindo marimbondos contra a inércia da sua gestão, onde a única troca de comando acontecida foi na Educação, cota do MDB, e os demais até hoje chupam os dedos. E perguntam: “Valeu nosso apoio?”

CHOROS E RISOS

Os que mais choram pelo “abandono” depois da campanha do Cameli são as lideranças do PROGRESSISITAS, que não conseguem nomeação nem de vigias dos órgãos estaduais, em Brasiléia. Em compensação, em Rio Branco e Sena Madureira, o PROGRESSISTAS nomeou parentes e aderentes. Na política é assim mesmo, enquanto alguns choram, outros gargalham.

MAIOR VITÓRIA PROPORCIONAL

É bom lembrar que foi em Brasiléia que, proporcionalmente, Gladson Cameli obteve o seu maior percentual de votos na disputa do governo. É a história: bocado comido, bocado esquecido. Tudo bem, vocês que são do mesmo partido que se entendam e se resolvam.

FILÃO PARA INVESTIGAÇÃO

O vereador João Luz (MDB) levantou um ponto que merece reflexão e uma discussão política profunda, a questão da má qualidade das obras do “Ruas do Povo”, projeto menina dos olhos do Tião Viana, e que nas primeiras chuvas o asfalto derreteu. Com a palavra, o DEPASA.

ATESTADO DE BURRICE

Reforço o artigo do ex-deputado federal João Correia, publicado no ac24horas, criticando o acordo burro pelo qual o ex-governador Tião Viana mandaria o projeto da Reforma Administrativa do Gladson para a ALEAC (na ocasião, só ele podia fazê-lo) e em troca teria as contas do seu governo aprovadas. E aconteceu. Foi um atestado de burrice do novo governo.

DEU UM SALVO-CONDUTO

O governador Gladson Cameli poderia perfeitamente tomar posse e em seguida mandar a Reforma Administrativa do governo, mas preferiu dar um salvo-conduto ao antecessor.

INTERESSA O RESULTADO

O secretário Paulo Wadat é um craque na explanação do que pretende fazer na agricultura acreana para lhe tirar da pré-história. Quero ver os resultados. Conversa bonita é para a teoria. O inferno –dizem- está cheio de bem intencionados. Aguardemos a soja, café, arroz e etc.

SÓ PODE SER BRINCADEIRA!

Leio que, o governo passado investiu 1 bilhão de reais na agricultura, no Acre. Se de fato investiu foi uma prova de incompetência, porque investiu mal. A produção no Estado continua a ser incipiente, importamos tudo, e não temos nada que possa ser visto como um avanço.

FORA DA BASE

Pelos seus pronunciamentos de muitas cobranças e críticas ao governador Gladson Cameli, o deputado Fagner Calegário (PV), não é computado na cúpula governista como integrante da base de apoio. Mas não há razão de surpresa, Calegário foi eleito na coligação da FPA.

NEM UM MELHORAL

O deputado Roberto Duarte (MDB) diz ter dados de que o governo Gladson não fez uma compra de medicamentos e insumos para a Saúde. Pelo menos, não conheço uma Nota de Empenho referente a uma aquisição, diz. Deduz-se que, trabalham com o estoque deixado.

MAIOR BESTEIRA

A maior besteira que se possa dizer para criticar o governador Gladson é de que viaja muito à Brasília. Se ficar sentado no seu gabinete só recebendo pedidos de emprego, o Acre não sairá do atoleiro que o antecessor deixou. Tem de estar nos ministérios buscando recursos extras.

AVISO AOS LEITORES

Durante uma semana a coluna não será renovada. Vou tirar umas curtas férias. Volto logo.

NÃO É A ÚLTIMA BOLACHA DO PACOTE

Os números de prisões, apreensões de armas, drogas, carros roubados, visivelmente, mostram que os crimes estão tendo uma solução rápida por parte da polícia. A nova equipe da Segurança não é a última bolacha do pacote, mas tem mostrado resultados satisfatórios na elucidação de crimes. Já se vê mais a presença policial nas ruas. Isso é bom, por inibir a bandidagem. As execuções na guerra entre facções vão continuar a acontecer, mas já se nota uma queda e a prisão dos envolvidos ocorre de forma rápida. Por tudo isso, o secretário de Segurança, Coronel Paulo César, até aqui mereceu o voto de confiança que lhe foi depositado.

Marcando uma posição política: Caminha-se para se assistir na ALEAC o mesmo filme

É uma opinião, como observador dos debates nas sessões da ALEAC neste início de legislatura. Nunca nem cheguei a trocar uma palavra com ele.

Mas entre os deputados que se elegeram pela aliança que apoiou o Gladson Cameli ao governo, nenhum dos novatos tem feito uma defesa mais incessante da nova administração do que o deputado Neném Almeida (SD) que não deixa um ataque ao governador sem defesa. Não deveria nem ser um fato a se destacar, mas é; pelo caso de não ser óbvio, já que, a maioria dos deputados que foram eleitos na aliança que chegou ao poder, simplesmente, dão o calado como resposta às críticas dos parlamentares oposicionistas. Caminha-se para se assistir na ALEAC o mesmo filme com a base de apoio no Legislativo do governo antecessor, com uma maioria silenciosa, em que dois ou três defendia a mais desastrada das gestões petistas, e a oposição minoritária deitava e rolava.

ACABARIA COM O JOGO DE EMPURRA

Não sei da legalidade do projeto de lei a ser proposto pelo deputado Neném Almeida (SD), de que o governo pague direto aos terceirizados e não aos donos das empresas. Tem o lado de que poria fim ao jogo de empurra do governo dizer que paga e os empresários de que não recebem. Evitaria os protestos de servidores como o de ontem da COPESERGE, na ALEAC.

OUTRO LADO

Mas há o outro lado. Aumentaria mais uma responsabilidade do Estado e poderia levar ao desestímulo do empresariado. Seria uma espécie de intervenção branca na iniciativa privada, o governo seria tutor do que não lhe pertence. Por isso a pergunta, se há legalidade no projeto?

HONESTIDADE POLÍTICA

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) foi honesto ao reconhecer que, o governo do PT, ao qual serviu, não cumpriu com as obrigações salariais, em relação aos servidores terceirizados.

INFLUÊNCIA ZERO

Ontem, critiquei os governos do PT por não fazer nada para a construção de uma nova ponte ligando Brasiléia-Epitaciolândia. Agora, veio a boa notícia de que o governo federal garantiu a liberação dos recursos. Volto dizer: se até a eleição de 2020 a obra for concluída, o Gladson Cameli passa a ser o grande eleitor do Alto Acre nas eleições municipais para prefeito de Brasiléia e Epitaciolândia.

PARA FICAR REGISTRADO

É bom na política se situar o mérito em quem merece o mérito. Por isso é que faço o registro

ENTREGUE AS BARATAS

É preciso cautela antes de acusar o prefeito de Porto Acre, Bené Damasceno, de desonesto, com base apenas na abertura de CPI na Câmara Municipal. O que se pode dizer é que a sua administração anda bamba de realizações, é só ir aos ramais, onde até trator de esteira atola.

UMA FORTE CONCORRENTE

Havendo um convite dentro de uma densidade partidária não tenho muita dúvida de que a ex-deputada Leila Galvão (PT) aceitaria disputar a prefeitura de Epitaciolândia, na eleição do próximo ano. Foi bem votada no município. E se entrar no jogo torna-se forte concorrente.

VOLTA EM 2020

Os nomes do PT que escaparam da enxurrada medíocre que foi o governo passado e que, por conseguinte, foi responsável pela maior derrota do partido no Acre, mesmo perdendo a eleição, foram o Angelim, Jorge Viana e Marcus Alexandre. Nenhum candidato em 2020.

JV CONTINUA PERIGOSO

Dentro do PT, Jorge Viana continua sendo o nome mais perigoso para a oposição em 2022, sendo como candidato a senador ou a governador. JV perdeu a eleição dentro de um contexto de burrice do seu partido de lançar dois candidatos e ser herdeiro do péssimo governo do irmão.

NÃO TRANSMITE SIMPATIA

O Coronel Ulisses Araújo (PSL), de posições firmes e um bom currículo profissional, e que já manifestou o desejo de disputar a prefeitura da capital no próximo ano precisa melhorar a sua postura na televisão, onde na última eleição, nos debates e entrevistas, não transmitiu simpatia e profundidade no que defendia. Mas a sua candidatura enriquecerá o pleito.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Na Reforma da Previdência fico com a opinião dos profissionais mais qualificados da área econômica brasileira, de que a aprovação é essencial para não afundar o Brasil e o país voltar a crescer, do que com os que pensam de forma politiqueira e ideológica, para assegurar os privilégios de uma elite existente nos poderes.

NOVAS REGRAS FORÇAM

As novas regras eleitorais com o fim das coligações proporcionais é que estão levando os partidos nanicos a terem candidatos a prefeito, como forma de assegurar palanque aos candidatos a vereadores. O PSC atentou para o novo momento e vai de Jamil Asfury à PMRB.

CASA DO SILÊNCIO

Não se fala nada nos gabinetes governamentais sobre a recomendação do MP de demitir os secretários com problemas jurídicos. E como passaram os 10 dias de prazo dados pelo MP para que a medida fosse efetivada e não se cumpriu, a dedução é de que ninguém será exonerado.

NOMES NA MIRA

Os secretários que estavam na mira do MP, eram Vagner Sales, James Gomes e Alércio Dias. Nenhum com qualquer obstáculo a que possam continuar no secretariado do governo.

NÃO FICARÁ FORA

A tendência natural do SOLIDARIEDADE e ter uma candidatura própria a prefeito de Epitaciolândia, até pelo fato da sua maior liderança, a deputada Vanda Denir (SD), ter sido bem votada no município. As eleições municipais são pólos formadores de base para 2022.

DILEMA POLÍTICO

Deputados como Antonia Sales (MDB) e Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS), por virem de legislaturas em que sempre estiveram na linha de frente de cobrança aos governos petistas, agora na situação, ficam no dilema de evitar cobrar do novo governo o que sempre cobraram da tribuna do PT.

POSIÇÃO DE TRANQUILIDADE

O senador Petecão (PSD) participa da próxima campanha municipal numa posição privilegiada, pelo fato de ter ainda vários anos de mandato pela frente, a sua vaga não estará em disputa na eleição de 2022. Deverá trabalhar apenas para reforçar a bancada de vereadores do PSD.

OLHO ESBUGALHADO

Quem está de olho esbugalhado para 2022 é o vice-governador Major Rocha, que tem dito aos amigos que, numa eventual saída do Gladson para disputar o Senado, ele disputará o governo.

CASA MAL ASSOMBRADA

A sensação de quem chega ao DERACRE é de se deparar com casa mal assombrada. Prédio encardido, pintura descascando, um retrato fiel de como era a coisa na gestão passada. À noite, por certo, deve aparecer fantasma. Salva a SEOP, onde fica o secretário Thiago Caetano.

TUDO MUITO RÁPIDO

Na política você pode ir do patamar de humanista ao de um ser rancoroso, depende do que você se expressar. E depois que desaba na opinião pública e cola imagem de rancoroso, mesmo que jure aos pés do altar, jamais será considerado um humanista. É o preço amargo da palavra. As opiniões que escutei de figuras respeitáveis da sociedade, reforçam esta tese.

BOCA DE JACARÉ-AÇU

Aliados do governo reclamam de que o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS) domina a quase totalidade dos cargos nas repartições estaduais de Sena Madureira, com a indicação de afilhados para as CECS. O comparam a um “jacaré-açu”, bocarra aberta, comendo e chorando.

FIEL AO DISCURSO

O secretário da Infraestrutura, Thiago Caetano, é fiel ao discurso da campanha de expurgo do PT, e que levou Gladson Cameli ao governo, se cercando de auxiliares que efetivamente estiveram na eleição pedindo votos para tirar o PT do poder. Coisa rara, neste governo!

NÃO APOSTEM NO SILÊNCIO

Quem tem visto o deputado Daniel Zen (PT) caladão na ALEAC, não aposte que será a sua tônica, este silêncio tem prazo de validade, quando o Gladson completar 100 dias à frente do governo. Zen é um dos quadros mais preparados do PT, ferino, ele domina a tribuna como poucos. Pode anotar: o Zen vai dar uma trabalheira quando abrir a comporta de cobranças.

BOM QUE ACONTEÇA

O debate entre oposição e base do governo é bom que aconteça, para não ficar um marasmo.

COMO É QUE É?

Quer dizer, deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS), que o governo tem dinheiro? Por qual razão não pagar, então, os débitos do Hospital do Juruá, da empresa que prestou atendimento cardiológico, e tirar o Gladson Cameli do alvo do tiroteio por serviços de saúde mal prestados?

NOME FORTE

O ex-prefeito Marcus Alexandre não tem falado em política e de forma sábia. O momento é de recuo e ver como vai se comportar o governo Gladson. É um nome que ficará na geladeira do PT para ser tirado em 2022, para eventual disputa de um cargo majoritário ou Câmara Federal.

BOI DE PIRANHA

Acompanhei os bastidores da eleição. No meado da campanha, Marcus Alexandre já estava abandonado pelos seus padrinhos políticos. O Jorge Viana foi um dos poucos a ser leal até o fim.

BRANCA MENEZES

É um nome sempre lembrado pelas lideranças de Senador Guiomard, quando se trata da eleição do próximo ano para vir a ser candidata à prefeita do município. Um dos maiores defensores da sua candidatura é o vice-governador Major Rocha, tucano como a Branca.

LINHA DE FRENTE

As suas ações na defesa do governador Gladson Cameli mostram um afastamento político do grupo do Coronel Ulisses Araújo. Falo do advogado Valdir Perazzo, um liberal de convicção e uma figura respeitável.

CARTA MAIS POLÊMICA

O governador Gladson Cameli vai jogar na mesa a carta mais polêmica do início da sua administração, que é a decisão da terceirização das atividades do HUERB, unidade que só está lhe dando dor de cabeça e desgaste político até aqui. Se de fato a terceirização acontecer e vier uma empresa especializada em gestão hospitalar, a tendência é dos serviços de atendimento ao público melhorarem. Porque vai prevalecer o mérito, eficiência, em que o profissional da medicina receberá pelo que produzir. E haverá condições de dotar o HUERB de especialistas em todas as áreas. Em princípio, sou a favor de se buscar sempre a eficiência, o que pode acontecer deixando o comando à iniciativa privada e diminuindo o tamanho do Estado.

Fernanda Hassem: Uma prefeita não contaminada pela rejeição

Falar em PT, no governo passado, é ouvir xingamentos. E rejeição que foi refletida nas urnas na maior derrota que o partido já sofreu no Acre.

Mas, há petistas e petistas. A prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem (PT), por exemplo, pelo que mostraram as pesquisas não teve a sua aceitação afetada. Pelo contrário, entre os prefeitos do Alto Acre, disparada, é a melhor avaliada. Até os seus adversários da oposição costumam comentar que não será uma missão fácil lhe derrotar na eleição do próximo ano. A Fernanda foi esperta. Pegou uma cidade em pandarecos, às escuras, foi arrumando aos poucos, melhorando as ruas, ramais, e Brasiléia perdeu o seu ar de cidade fantasma. Há ainda cobranças a serem feitas, é natural, principalmente, de quem trabalha com um orçamento contido, economizando cada centavo. Mas ninguém pode lhe acusar de ser omissa. Outro ponto a se ressaltar é que a página da Prefeitura na internet é de uma transparência exemplar. Cada investimento está registrado.

FALANDO EM PREFEITOS

Ontem, dois colegas de profissão me comunicaram que serão candidatos a prefeitos. Salomão Matos, em Porto Acre; e o Chiquinho, em Tarauacá. Salomão quer sair pelo PSDB e focado em derrotar o prefeito Bené Damasceno. E o Chiquinho, que se apresenta como “candidato ficha limpa”, diz estar certo de que derrota a prefeita Marilete Vitorino. E o jogo será jogado.

SUMIDOS DO MAPA

Dois secretários que estão sumidos neste governo: Ney Amorim e Vagner Sales. E ambos sempre foram muito atuantes. Se estão desempenhando algum papel, não é divulgado.

QUEM MAIS REIVINDICA

Basta se pegar o conjunto das suas ações para ver que o deputado federal Alan Rick (DEM) é da bancada federal acreana o parlamentar mais propositivo. O seu diferencial é que as suas ações não são individuais, para beneficiar um só segmento, mais coletivas. Bom para o Acre.

ABRIR A AGENDA

O deputado Neném Almeida (SD) reclamou ontem na tribuna da ALEAC de que não conseguiu ainda uma vaga na agenda da prefeita Socorro Neri para uma audiência em que que apresentar reivindicações. Não pode acontecer! A prefeita Socorro tem de fazer mais política.

SEJAMOS JUSTOS

Sobre a questão da Balsa que faz a travessia de carros entre o bairro da Sibéria e o centro de Xapuri, e sobre a ponte sobre o Rio Acre, naquele município, ninguém fez mais cobranças na tribuna da ALEAC do que o deputado Antonio Pedro (DEM). Bateu na tecla sem parar.

ACORDA, SEBASTIÃO!

O deputado Jonas Lima (PT) fez ontem uma denúncia grave: alunos da área rural do município de Rodrigues Alves não estão frequentando escolas porque até sapo atola nos ramais do município. E 70% dos moradores estão no meio rural. Acorda, prefeito Sebastião Correia!

SUPLÍCIO DIÁRIO

Não será demais se os moradores de Brasiléia e Epitaciolândia fecharem a ponte que liga os dois municípios, que virou um cacareco. De mão única, filas imensas de carros se formam nas duas cabeceiras para a travessia, alternadamente. Com perdão da palavra: 20 anos de governos do PT e não fizeram porra nenhuma para acabar com o problema. E ficam bodejando? Vão arrumar uma lavagem de roupa. A urna os derrotou, não assimilaram?

VAI PARA CIMA

O deputado Roberto Duarte (MDB) juntou material e promete abrir debate sobre a Saúde. Somente o fará na próxima semana porque, ele teve que se deslocar ontem até Brasília.

A EQUIPE ECONÔMICA ÁS FAVAS

O governador Gladson tem de ter prioridades. E nenhuma é mais urgente do que a Saúde. É hoje o seu calcanhar de Aquiles. Assim como pagou as pendências do Hospital Santa Juliana, deveria pagar as dívidas do Hospital do Juruá, região onde nasceu, cujo atendimento é deficiente por falta de condições aos profissionais de saúde e pagar a empresa que presta atendimento cardíaco. O pipocar de cobranças do povão, não está caindo no colo da equipe econômica, mas no seu. As queixas na saúde estão abalando seu capital de aceitação popular.

NÃO ACREDITE!

Se alguém anda lhe dizendo que tudo se encontra às mil maravilhas na Saúde, não acredite.

IRRESPONSABILIDADES DO PASSADO

Claro que são dívidas que recebeu do desastrado governo que o antecedeu, por isso varrido nas urnas, mas são situações urgentes e não podem ficar sendo empurradas com a barriga.

CABE UMA PERGUNTA

Neste cipoal, cabe uma pergunta: de que adiantou decretar estado de emergência na Saúde?

O ACORDAR DA MARIA

A Maria Antonia (PROS) é uma parlamentar por quem nutro respeito. Mas cabe um adendo na sua justa preocupação com o suposto fechamento do Hospital Sousa Araújo: Não vi da sua parte nenhuma cobrança ao governo passado, que deixou abandonada aquela unidade.

TODO O DIREITO

O deputado Fagner Calegário (PV) tem todo o direito de fazer requerimentos aos secretários estaduais para buscar informações que subsidiem o seu mandato. E os secretários não têm que ficar de cara feia, má vontade, porque as informações são públicas e não de um gueto.

JOGO LIMPO

O governador Gladson joga limpo nesta questão da terceirização dos serviços do HUERB e Pronto Socorro de Rio Branco. Encaminha de forma transparente. Deputados da Comissão de Saúde da ALEAC embarcaram ontem à noite para Brasília, onde junto com o governador, vão conhecer os serviços prestados pela Fundação que administra o Hospital de Base do DF.

NADA MAIS JUSTA

A proposta do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) para que o governo transforme o ICMS antecipado pago pelos empresários que tiveram os seus comércios queimados no Calçadão do Colégio Acreano, em créditos, para que tenham condições de se soerguer, é muito justa.

NA TRUCULÊNCIA NÃO VAI

O ex-governador Tião Viana sofreu um vexame na ALEAC quando quis empurrar goela abaixo, sem uma discussão prévia com deputados, classe médica, sindicato, e teve a sua proposta de terceirização rejeitada. É um assunto polêmico e por isso tem de ser debatido, como ocorre neste governo.

NOME PREFERENCIAL

Um amigo influente dentro do PT me confirmou ontem que o caminho mais aberto para o partido na eleição municipal da capital é o apoio à reeleição da prefeita Socorro Neri, embora não esteja fora de pauta a candidatura própria. Não fosse assim, o PT não estaria na sua base, comentou. Candidatura própria somente em último caso, é que falta um bom nome.

NOVO LÍDER

Com a saída de cena do vereador Eduardo Farias (PCdoB), quem assumiu a liderança da prefeita Socorro Neri na Câmara Municipal foi o combativo vereador Rodrigo Forneck (PT).

FONTE INSUSPEITA

“Melhorou muito”. A afirmação foi feita ontem à coluna por um ex-político de mandato sobre como se encontra a administração do prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro. Na sua avaliação, se o Ilderlei chegar nesta crescente ao fim do verão do próximo ano vira páreo duro.

QUEDA LIVRE

Quem não conseguiu mesmo superar os obstáculos foi a prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino, que continua com a sua administração capenga e ainda não decolou. Tinha tudo para estar bem na população, já que sucedeu um prefeito que deixou o cargo mal avaliado.

AULA DE POLÍTICA

Pois é, o senador Sérgio Petecão (PSD), que sempre foi visto pelos adversários petistas como um “brincalhão” está dando uma aula de como fazer política. Ocupa o segundo posto mais importante do Senado e acaba de ser escolhido para vice-líder do presidente Jair Bolsonaro.

MEIO COMPLICADO

Tem deputado do Juruá bem complicado com a justiça eleitoral por compra de votos.

BEM MELHOR

O presidente Jair Bolsonaro tem muita dose de razão quando afirma que podem comparar o seu quadro de ministros com os dos antecessores recentes, para ver que são mais qualificados. Se vão decolar ao longo do mandato é aguardar para ver. Seu problema é calar os filhos.

CONTINUA ALTO

Os números mostram uma queda no número de veículos roubados e de execuções em relação ao período passado idêntico, mas nada a ser comemorado com fervor, continuam bem altos. Principalmente, em Rio Branco, que deveria servir de parâmetro para diminuir estes números.

NÃO PASSA PELO ALYSSON

A solução dos problemas da Saúde não passa só pela vontade do secretário Alysson Bestene. É injusto lhe atribuir culpa do carro estar atolado. Se a equipe econômica não libera os recursos para pagar as dívidas do sistema de saúde, o carro vai ficar atolado e ele pagando o pato.

CONTINUO NO MESMO DIAPASÃO

Acho que é natural que já tenha políticos que se apresentaram como candidatos a prefeito de Rio Branco. Neste Estado, o povo termina de votar e já começa a discutir a próxima campanha. Mas, continuo no mesmo diapasão dos comentários anteriores que antes de se falar em favoritismo, é preciso esperar para ver como estarão perto da eleição, na avaliação popular, a prefeita Socorro Neri e o governador Gladson Cameli. Porque dependendo de como estará a aceitação de ambos poderão ou não ser as figuras protagonistas da próxima disputa da PMRB.

Pode dar um tiro no próprio pé

Quando Orleir Cameli era governador do Acre, ele suspendeu de iniciativa própria as pensões de ex-governadores.

Os ex-governadores atingidos pela medida contrataram o advogado Luiz Saraiva e este entrou com um “Mandado de Segurança” no Tribunal de Justiça do Acre, sob o argumento jurídico de que os beneficiados tinham “Direito Adquirido”, o que é previsto em lei. Ganharam por unanimidade e os pagamentos foram restabelecidos com juros sobre os meses que ficaram sem ser pagos. E que quando os ex-governadores fizeram jus às pensões foi em cima de uma norma legal. Não foi em cima de um objeto ilícito. A PEC do deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS) que suprimiu o artigo da Constituição Estadual que garantia o pagamento das pensões, só atingiu com a extinção os governadores do Gladson Cameli em diante. E mais um agravante, muitos dos ex-governadores ganharam o direito antes da Constituição Federal de 1988, quando não havia nenhuma norma proibitiva à concessão. Acabar com as referidas pensões foi uma promessa de campanha, onde é até natural a expansão dos sentimentos. Mas se decidir por medida administrativa não mais pagar os ex-governadores como fez Orleir Cameli, Gladson pode bisar a derrota jurídica do tio e dar um tiro no próprio pé por ser obrigado a voltar atrás, se perder a causa. Pode vir o argumento que o pagamento é imoral, mas só que a discussão não será no campo da ética, mas nos dá lei. Vamos aguardar o desfecho, porque com certeza, uma suspensão, leva o assunto ao TJAC.

RIBAMAR SURPRESO

O chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, até ontem pela manhã não tinha recebido nenhum parecer da PGE. E ficou surpreso ao saber de uma declaração do Procurador João Paulo Setti em um site de que daria parecer favorável ao corte das pensões. Não posso nem falar sobre o que não chegou nas minhas mãos e nem do governador Gladson, disse Ribamar.

TEM QUE ESTAR PREPARADO

A política tem o lado cruel para os que não sabem perder. Numa eleição tem que estar preparado para ganhar e para perder. Quando não sabe perder, uma odiosa declaração pode apagar toda uma imagem humanista construída anos a fio. É de lamentar quando isso ocorre.

NOVO MANDATO

O deputado Jonas Lima (PT), enfim entendeu que só, ele não decolaria seu novo mandato. Formou uma equipe de assessores qualificados, estando o gabinete sob a coordenação do Administrador de Empresas, Ney Melo, que era braço direito do ex-prefeito Marcus Alexandre. Chega com a missão de orientar politicamente o grupo do deputado nos municípios. E subsidiar o parlamentar para debates importantes. Um mandato tem visibilidade, ou morre.

PAGA O PISO NACIONAL

Sobre a manifestação de ontem frente à PMRB dos agentes de saúde, a secretária de Comunicação, Socorro Camelo, garantiu à coluna de que a PMRB já paga mais que o piso. E que a reivindicação é para antecipar a data base da categoria que é maio. Em janeiro –disse ela– quando foi estipulado o piso, a prefeitura já pagava este valor. Fica feito o registro.

EMOÇÃO NÃO PODE DOMINAR A RAZÃO

Um político não deve nunca deixar a emoção dominar a razão. A prefeita Socorro Neri adquiriu sim 49 itens escolares para compor os kits de distribuição aos alunos da rede escolar municipal. Antes da crítica é preciso se cercar de provas para a denúncia não virar vazia.

MINORU: “É MUITO CEDO”

O ex-candidato ao Senado, professor Minoru Kinpara, descartou ontem à coluna qualquer possibilidade de disputar a PMRB pelo PT. “Sem chance, de lá eu já vim”, disse. Considera “muito cedo” para tomar uma decisão em que partido vai se filiar e se será candidato.

QUESTÕES EMBUTIDAS NA DECISÃO

Para Minoru, uma candidatura a prefeito da capital não pode ser cartorial, se acontecesse teria que ser por um partido de estrutura, com tempo de televisão, chapa de candidatos a vereador, ter parlamentares federais. Não é só ganhar, tem de ter condições de governar, pontuou.

TRABALHO DE VERGONHA

Amigos que foram ao Juruá e voltaram neste pique de inverno me contaram de que a estrada dá trafegabilidade normal, o que mostra que o que faltou foi competência aos governos petistas que jogaram bilhões na obra. Foi o Thiago Caetano assumir o DNIT e sair um serviço de vergonha, e com recursos contados. Esta obra fez a festa de muitos políticos neste Acre.

PRIMEIRO PASSO

O governador Gladson Cameli mandou chamar à Brasília o chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade; o secretário de Saúde, Alysson Bestene, para conhecerem o trabalho da Fundação que administra o Hospital de Base do DF. Será aberta a primeira discussão com o grupo, sobre a terceirização do HUERB e Pronto Socorro. E o primeiro grande teste do governo na ALEAC.

DISCUSSÃO É POLÍTICA

A terceirização do HUERB e do Pronto Socorro, com certeza, vai suscitar um grande debate entre a classe política, os sindicalistas e outros setores ligados ao sistema de saúde. Em muitos estados, a parceria público-privada na administração de unidades de saúde deu certo.

RICO VIANA?

Pergunta que corria ontem numa roda era se o empresário Rico acrescentará “Viana” como sobrenome, para disputar a PMRB, como fez o ex-prefeito Marcus Alexandre. Depois da derrota humilhante da última eleição o nome “Viana” entrou em parafuso e no quesito eleitorado está no fundo do poço. Dos irmãos Vianas; politicamente, se salva o JV, que tem luz própria.

NÃO DISSERAM Á MARA

Nada contra a movimentação da deputada federal Mara Rocha (PSDB) em se mobilizar na defesa de recursos para construção de pontes em vários municípios. Na questão da ponte que ligará Brasiléia-Epitaciolândia, alguém precisa dizer á Mara que os recursos estão garantidos.

COMUM NO PRIMEIRO MUNDO

O deputado federal Alan Rick (DEM) entrou com pedido de desarquivamento dos projetos que permitem a educação domiciliar. A prática é adotada nos países mais desenvolvidos do mundo. E deve ser regulamentada em 2018 pela Câmara Federal ao seu pedido.

MUITO IMPROVÁVEL

É improvável que a aliança que elegeu Gladson Cameli consiga um candidato único para disputar a prefeitura da capital em 2020. Com o fim da coligação proporcional os candidatos a vereadores precisam de uma candidatura majoritária para ter palanque na campanha.

VÃO PARA O PROTAGONISMO

O PSDB já se pronunciou que terá candidato próprio à PMRB, no próximo ano. O MDB também já se posicionou no mesmo sentido através das suas lideranças. E o PROGRESSISTAS não ficará de fora deste pacote. O DEM tem também um nome de peso se quiser por na discussão.

UMA ELEIÇÃO DE MUITOS NOMES

O certo é que na eleição do próximo ano a disputa para prefeito da capital terá vários candidatos. Dois já declarados: Jamil Asfury (PSC) e Coronel Ulisses Araújo (PSL). E poderemos ter ainda Socorro Neri (PSB), Minoru Kinpara (possivelmente MDB), Mara Rocha (PSDSB) e pode vir um candidato do PT. Só ai seriam seis nomes, nas mais variadas ideologias.

NÃO HÁ COMO JUNTAR

Na eleição de 2020 não há como juntar no mesmo palanque em Sena Madureira os aliados que estiveram na campanha do atual governo. O prefeito Mazinho Serafim (MDB) não quer conversa com o Gladson. Diz que não precisa de governo para ganhar a eleição. Terá como adversários os grupos do deputado Ghérlen Diniz (PROGRESISTAS), Toinha vieira (PSDB) e Nelson Sales (PROGRESSISITAS), que podem se unir devem se unir.

ARREDIO

Outro grupo político importante de Sena Madureira, o da presidente do PTB, Charlene Lima, anda arredio com o governo Gladson Cameli, por ter privilegiado unicamente com nomeações no município o grupo do deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISITAS). Tem razão do protesto.

ABRINDO FRENTES DE BRIGAS

O prefeito de Epitaciolândia, Tião Flores, entrou por um caminho errado ao trombar com dois sindicatos poderosos: Educação e Saúde. Os professores pararam. E a Saúde tem previsão de cruzar os braços na próxima semana. Não se governa no confronto, mas sim no diálogo.

SEM BOLA DE CRISTAL

Ontem, numa roda de jornalistas a discussão era se o governo Gladson vai dar certo. Os mais ousados foi de que pelo começo será até o fim atrapalhado. Sem bola de cristal, fiquei com a turma que acha ser cedo para opinar. Mas, terá que ser muito ruim para ser pior que o do antecessor.

CHAPA ATRATIVA

Dos chamados partidos grandes, quem poderá montar uma chapa muito atrativa é o PSDB. Os tucanos não terão ninguém com mandato, já que os vereadores Clézio Moreira e Célio Gadelha, se não saírem da sigla serão expulsos e se ficarem não terão legenda.

NÃO SAIRÁ DO REDEMOINHO

Em Cruzeiro do Sul, na eleição do próximo ano, a disputa da prefeitura não deverá sair do redemoinho com os grupos do prefeito Ilderlei Cordeiro e do ex-prefeito Vagner Sales. O PT não tem nenhum nome de densidade eleitoral para polarizar. Se disputar é para figuração.

SER PASTOR OU PADRE NÃO É CRITÉRIO

Sem nenhuma ofensa aos Pastores evangélicos, mas é minha opinião que, só a condição religiosa não é credencial para ocupar um cargo de confiança em um governo. O governador Gladson Cameli contratou quatro Pastores. No governo Tião Viana foi contratado outro punhado, um Padre; e um Pastor, exclusivo, para vez ou outra ir tocar chofá (instrumento israelense feito de chifre de carneiro), na verdade, um berrante extravagante, no gabinete do governador, quando havia alguma ocasião considerada especial. Dizem os evangélicos que o chofá guia por caminhos luminosos, mas, pelo que se viu do final do governo petista, o som do chofá agiu ao inverso. Não me entendam como alguém avesso à religião, muito pelo contrário, sou religioso, um cristão, com certeza! Batizado e crismado. Dominus Vobiscum.

Nova pedra no tabuleiro da sucessão municipal

A eleição para prefeito de Rio Branco só vai acontecer em outubro do próximo ano. Mas, as primeiras pedras começam a aparecer no tabuleiro da sucessão municipal.

O ex-deputado Jamil Asfury (PSC) confirmou ontem à coluna de que vai ser candidato a prefeito da capital, em 2020. Argumenta sobre a sua candidatura de que o PSC, seu partido, precisa se tornar mais conhecido e representativo e que, por ser engenheiro, saberá como lidar com os principais problemas da cidade, que permanecem insolúveis a cada administração que passa. Policial Federal, com passagem pela Assembléia Legislativa, Jamil situa a sua candidatura no patamar do “novo na política”, numa linha de contrapor as velhas oligarquias da política acreana. O PSC, segundo ele, deverá também apresentar uma chapa própria para a Câmara Municipal de Rio Branco, onde a sigla já é representada pela vereadora Sandra Asfury (PSC).

BOM PARA O DEBATE

É bom para o debate ter um nome da qualidade do Jamil Asfury (PSC) na disputa pela PMRB.

CONQUISTA A SER COMEMORADA

Nestes poucos mais de dois meses do governo Gladson Cameli, a primeira grande conquista na área econômica foi conseguir em negociação com a Caixa Econômica Federal baixar os juros dos empréstimos de 155 milhões de reais do Estado, naquela instituição bancária, que cairão de 170% para 120%. Num Estado pobre como o Acre, uma redução neste teto, dará uma folga para o governo investir.

JUROS DE AGIOTA

Os juros que o Estado vinha pagando à CEF na gestão passada eram juros de agiotas.

UMA SAÍDA Á FRANCESA

O motivo para o público externo foi de que já tinha cumprido o seu ciclo como líder da prefeita Socorro Neri na Câmara Municipal de Rio Branco. Mas, para o público interno do PCdoB, a saída do vereador Eduardo Farias (PCdoB) da função tem um motivo único: estava “desconfortável” desde que não foi chamado pela prefeita, como seu líder, para discutir a Reforma Administrativa.

AFINAÇÃO ARRANHADA

Mas a afinação entre o PCdoB e a prefeita Socorro Neri já estava arranhada desde que, esta tirou o professor Márcio Batista (PCdoB) do cargo de secretário municipal de Educação. A decisão motivou um protesto público da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB).

O QUE NÃO DÁ PARA ENTENDER

O que não ficou claro nesta história é que para o lugar do Márcio Batista no comando da secretaria municipal de Educação, foi um comunista histórico, da linha de frente do PCdoB, Moisés Diniz. Não deu para entender o protesto. Diniz não foi candidato a Federal para não atrapalhar a candidatura da Perpétua Almeida (PCdoB) à Câmara Federal e nem a deputado estadual para não conturbar as candidaturas do Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Jenilson Lopes
(PCdoB) à ALEAC. O desfecho, no mínimo, foi uma descortesia para com o Moisés. O que vejo.

ORA, ORA, DONA AURORA!

Não sabia se achava graça de forma comedida ou escancarada ao saber da grande decisão do Congresso Regional do PCdoB: “seremos oposição ao presidente Jair Bolsonaro e ao governador Gladson Cameli”. Novidade seria uma declaração de apoio a ambos. Isso já tinha sido decido pelas urnas. Ora, Ora, dona Aurora!

PERDEU A AULA

O vice-governador Major Rocha não foi à aula do Jardim da Infância da política, na qual foi ensinado que, quem tem mandato não discute com quem não tem mandato. Indo para o popular: o andar de cima não debate com o andar debaixo. No momento em que vai para uma discussão na mídia dá holofote ao Coronel Ulisses Araújo (PSL), que é um candidato derrotado.

TEMPO PARA JULGAMENTO

Este início do governo Gladson teve conturbações na área política, notadamente, com nomeações de petistas para cargos de confiança, o que contraria o seu discurso. Mas no macro não dá para fazer uma avaliação crítica de como será sua gestão em pouco mais de 60 dias.

PRIMO POBRE

Pelo que se deduz das notícias sobre liberações de recursos em altos montantes do Ministério da Infraestrutura para o governo de Rondônia e nenhuma notícia para o Acre é que, entra ano e sai ano e o nosso Estado continua de pires nas mãos e primo pobre do governo federal.

LADO TRISTE DO DESEMPREGO

Além do prejuízo dos empresários com o incêndio de suas lojas no Calçadão, num tempo de crise econômica braba, há também outro lado triste nesta história. É que cerca de 150 funcionários deverão perder emprego em um Estado onde o nível de desemprego é alto.

NANICOS É UMA FRIA

Os reiterados convites ao Minoru Kinpara para que seja candidato a prefeito em 2020, mostram ser um dos nomes mais cortejados para disputar a PMRB. Se for candidato, ou ele disputa por um partido forte e com estrutura, ou pode ser bem votado e perder de novo, caso se aventure por siglas cartoriais, sem nenhuma expressão política e sem tempo de televisão.

PMRB NAS RUAS

O sol abriu e as equipes da prefeitura de Rio Branco já são vistas trabalhando em operações tapa-buracos nas vias que são os chamados corredores de ônibus. Se no verão que se aproxima a prefeita Socorro Neri fizer uma ação forte para recuperar as ruas, sobe na popularidade. É hoje o seu ponto fraco perante a população, na seriedade é irretocável.

COSME E DAMIÃO

Caso o empresário Rico venha a ser candidato a prefeito da capital na eleição do próximo ano, como se divulgou, teremos um clone político do ex-governador Tião Viana na disputa. Rico e Tião viveram em simbiose, nos últimos oito anos da gestão do petista. Foram uma espécie de Cosme e Damião da política.

HOMEM DOS BASTIDORES

Rico foi inclusive o grande coordenador quando Tião Viana foi para o segundo turno, nos contatos para trazer candidatos derrotados a deputado estadual da então oposição, para apoiar o petista. Rico candidato à PMRB, seria a volta do Tião Viana à política.

EQUILÍBRIO NO PODER

Lendo a sua entrevista nas páginas amarelas da última edição da revista VEJA, a conclusão a que cheguei é que o vice-presidente Mourão, além de qualificado, político, é o ponto de equilíbrio no governo do presidente Jair Bolsonaro. Com declarações sempre ponderadas.

SOMENTE NUM CONSENSO

A ex-deputada Leila Galvão (PT) confirmou ontem que de fato recebeu convites de lideranças petistas de Epitaciolândia para ser candidata à prefeita do município, em 2020. Me disse que é uma decisão delicada, que não pode ser de cima para baixo, e que somente dentro de um amplo entendimento de todos os líderes do partido na região e que poderia analisar se aceita.

OUTROS NOMES

Prefeito Tião Flores, que atravessa um forte desgaste na sua administração, Luizinho Hassem e Chiquinho Chaves, são nomes falados até aqui para disputar também a prefeitura de Epitaciolândia, em 2020.

A MALHADEIRA DO PROS

A direção do PROS, segundo informações, trabalha para fortalecer o partido em Brasiléia, inclusive, trazendo lideranças com mandato do PSB, para se filiar ao PROS. E neste contexto, a deputada Maria Antonia (PROS) indicaria o vice da prefeita Fernanda Hassem, na disputa da reeleição. É o que se comenta nos bastidores.

OPOSIÇÃO BUSCA A UNIDADE

Pela parte da oposição, o ex-prefeito Aldemir Lopes tem dito de que, a principal meta da oposição é juntar todas as lideranças partidárias do município, e firmar um grande acordo para que lancem um único candidato a prefeito de Brasiléia. O nome viria numa segunda etapa.

NÃO SERÁ PRESA FÁCIL

Um prefeito não pode ser avaliado se terá ou não chance de disputar com sucesso a sua reeleição nos primeiros anos de mandato. Porque pode ter um início de administração impopular e se recuperar nos últimos dois. Para o eleitor, a última imagem do gestor é a que fica. Com o prefeito Ilderlei Cordeiro em franca recuperação, ele não será presa fácil em 2020.

AFINADOS NA POLÍTICA

As lideranças da associação dos servidores penitenciários partiram na busca do entendimento para afinar os objetivos políticos para 2020. Renê Fontes, Arlenilson Cunha, Betho Calixto e Eden Azevedo, foram candidatos e cada um teve mais de 2 mil votos, totalizando 6.500 votos. A próxima etapa será definir qual deles deve ser o candidato único a vereador pela categoria

DECISÃO ACERTADA

Na política, quem não tem mandato a voz é fraca; é como boi sem chocalho, não puxa manada. A decisão da categoria dos agentes penitenciários de ter alguém com mandato, é acertada. Unidos podem conseguir, separados, é bem mais difícil ter sucesso.

UM NOME DE COMBATE

As redes sociais são hoje uma ferramenta política importante. O governador Gladson trouxe para o seu lado uma peça certa nesta área, onde é um dos mais ativos, e com o diferencial de ser bem informado e não fugir do debate. É o Hedislande Gadelha. Já colocou os petistas nas cordas.

DILEMA QUE MARCA

Marca como ferro em brasa no gado. O dilema dos ex-integrantes do governo passado e que hoje são críticos do governo Gladson, é que eles criticam tudo o que os governos que serviram não fizeram durante 20 anos no poder. Isso tira toda a legitimidade da crítica. E, irônico!

MAIOR ELEITOR

Caso o Gladson Cameli chegue na eleição do próximo ano com a ponte sobre o Rio Acre, que ligará Brasiléia-Epitaciolândia, concluída junto com o Anel Viário, ele se tornará o maior eleitor do Alto Acre. E no candidato que colocar a mão no ombro se tornará muito forte para prefeito.

O OUTRO LADO DO PRÓ-SAÚDE

Existe ou não existe remédio jurídico para salvar as demissões programadas dos funcionários do Pró-Saúde? Há quem diga que não, por já ter decisão transitada em julgado. Vamos ver o lado dos que acham haver uma saída favorável: “Em resumo, o governador Binho Marques não possuía autorização constitucional para criar uma Paraestatal. O motivo é simples; Paraestatal é uma das nomenclaturas dadas para as entidades que compõem o Terceiro Setor, que, por sua vez, são aquelas entidades criadas a partir da organização de pessoas da sociedade civil em torno de um ou vários objetivos em comum, a exemplo da Associação Nossa Senhora da Saúde – ANSSAU, uma OSCIP criada por freiras católicas. Outros exemplos de paraestatais são as Organizações Sociais, o SESC, o SENAC, dentre outros. O que essas entidades têm em comum? Todas foram criadas pela sociedade civil e não pelo Governo, até porque não teria a menor lógica o Governo criar uma entidade governamental. Se o Pró-Saúde não é uma Paraestatal o que deveria ser? Para não alongar a resposta, basta dizer que o PLENO do TJAC, seguindo o voto-condutor da saudosa desembargadora Cezarinete, já se manifestou sobre esse assunto e confirmou, por unanimidade, que, apesar da Lei chamar o Pró-Saúde de Paraestatal, esta entidade é verdadeiramente uma Fundação Pública. E mais: neste julgamento, o próprio PLENO do TJAC afirmou que a Lei do Pró-Saúde é uma Quimera (monstro mitológico composto de várias partes de animais diferentes). Sendo assim, em breves palavras, o Governador havia se comprometido a regularizar essa situação que já havia sido reconhecida pelo PLENO do TJAC. E quanto à mudança de regime jurídico? As Constituições Federal e Estadual determinam que, Fundações Públicas e Autarquias criadas e mantidas pelo Estado do Acre (caso do Pró-Saúde) devem ter o mesmo regime jurídico do Estado, ou seja, estatutário…. Para finalizar a história: os servidores do Pró-Saúde fizeram concurso público; a entidade foi criada e é 100% mantida pelo Estado do Acre; os gastos são fiscalizados pela CGE e pelo TCE, suas despesas são contabilizadas no limite prudencial do Estado; o Superintendente do Pró-Saúde, por força de Lei, é o próprio secretário de Estado de Saúde do Acre e os seus servidores prestam serviços exclusivamente para o Estado do Acre. Não há nada que impeça o Governador a regularizar o Pró-Saúde…na verdade ele tem o dever de corrigir as inconstitucionalidades presentes na Lei instituidora”. Marcelo Neri – Assessor Jurídico do Sintesac.

senador Sérgio Petecão: Não converso sobre candidaturas a prefeito

O senador Sérgio Petecão (PSD) – o mais votado do Acre na última eleição – disse ontem à coluna que não conversa sobre campanha de prefeito. Boto para correr, avisa.

De que adiantou ter ajudado a eleger os prefeitos André Maia (Senador Guiomard) e a Marilete Vitorino (Tarauacá), indaga o senador. Eu lhe pergunto em que estes dois prefeitos tiveram participação decisiva na minha campanha? E continua Petecão falando que não adianta nenhum candidato a prefeito lhe procurar para conversar sobre este assunto. “Nem estico a conversa”, revela. Petecão fala que o seu partido não terá candidato próprio a prefeito de Rio Branco. Assinala que a sua prioridade até 2020 é ver em que o seu mandato pode ajudar a população. E concluiu: “você acha que vou perder o meu tempo discutindo uma eleição que só vai acontecer em outubro do próximo ano? Aos prefeitos que já me procuraram com este papo, sabe o que falei? Vão trabalhar, é o melhor que vocês fazem”, disse á coluna. E encerrou o assunto de forma irônica: “Se num acordo seis meses antes da eleição os caras já enganam, imagine você faltando mais de um ano e meio para a eleição”!

ERRO DE CAMPANHA

O governador Gladson Cameli cometeu um erro na sua campanha que foi o de fazer promessas sem antes ter a certeza de que poderia cumprir quando chegasse ao governo. É o caso do “Pró-Saúde”. Não vejo saída jurídica para manter estes servidores nos cargos que ocupam.

COM UM SÉRIO AGRAVANTE

E as demissões destes servidores que ainda permanecem nos cargos, que se mostram inevitáveis, trarão um agravante ao sistema estadual de saúde, com problemas de falta de profissionais da área, que se já está deficiente, sem o pessoal do Pró-Saúde tende a piorar.

VOTOU EM PESO

E este pessoal, enganado em sua boa fé no último governo, e que viu no Gladson Cameli a salvação dos seus empregos, deve ter votado em peso nele. E parece que, nem mel e nem cabaça. Não se pode na política prometer uma mercadoria fora da prateleira.

FAZENDO UM REGISTRO

Chega um esclarecimento a uma nota da coluna, em que foi comentado ter sido a então candidata à reeleição Leila Galvão desprezada pelo PT: na nota é dito que, a ex-deputada Leila Galvão foi a parlamentar estadual do partido que mais recebeu recursos do Fundo Eleitoral, mais, por exemplo, do que o então líder do governo, deputado Daniel Zen (PT). Registrado.

ÚNICO NA PISTA

O único que se declarou candidato a prefeito da capital, até o momento, foi o Coronel Ulisses Araújo (PSL), porque afirmou de público. Os demais estão no campo da especulação. A sua votação ao governo esteve bem abaixo do seu planejamento, mas foi em outro contexto.

COMO FICARÁ O MÁRCIO BITTAR?

O senador Márcio Bittar (MDB) é um ser político indecifrável. É na base da Esfinge – decifra- me, ou te devoro – e por isso não se sabe se apoiará o Coronel Ulisss (PSL) na disputa da PMRB. Na sua campanha todo grupo do Ulisses esteve empenhado em lhe dar o segundo voto.

EQUIPES NAS RUAS

Em cada estiagem neste inverno rigoroso já se nota equipes da prefeitura de Rio Branco nas ruas tapando buracos. O verão terá que ser aproveitado a cada minuto para fazer frente aos buracos. Os maiores problemas de conservação acontecem nas chamadas “Ruas do Povo”.

UM PREFEITO SEM RANÇO RELIGIOSO

Por ele ser evangélico, a expectativa que se tinha era que, o prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, seria um intolerante com os contrários. Junto com a iniciativa privada, a prefeitura promoveu um dos maiores e pacíficos dos carnavais já realizados no município. Está em tratativas para apoiar a Diocese do Juruá no tradicional Novenário, e discute com lideranças indígenas a realização de um encontro de várias etnias para a promoção de suas tradições culturais e de conhecimentos da floresta. Um belo exemplo de que se pode professar uma fé, com o respeito aos que possuem pensamentos e religiões diferentes. Uma bela surpresa!

BOM NO PAPEL, TERRÍVEL NA EXECUÇÃO

Pode pegar um mapa onde foi executado o que era a menina dos olhos do governo passado, o programa “Ruas do Povo” e vá aos locais. Será rara a rua em um bom estado de conservação. Na sua maioria derreteram. Foi um projeto bom no papel, terrível na execução.

MONTADO PARA GANHAR A ELEIÇÃO

Um empresário amigo que participou do programa, contou o motivo do “Ruas do Povo” fracassar. Para ajudar o Marcus Alexandre na sua primeira eleição de prefeito, os empresários tiveram que fazer um trabalho de baixa qualidade para atingir o maior número de ruas.

FICOU A HERANÇA

O Marcus Alexandre – que não tem culpa neste cartório – se elegeu prefeito de Rio Branco e não teve nem como denunciar a situação, porque as obras foram executadas no governo do padrinho político.

SE ARREPENDIMENTO MATASSE!

Já tinha ouvido do empresário Assuero Veronês, no Bar do Vaz, do seu arrependimento por ele ter entrado como sócio; na indústria “Peixes da Amazônia”, hoje falida. Ontem, eu ouvi a exclamação de mais dois sócios, com o mesmo tom: “se arrependimento, matasse”!

PROJETO MEGALOMANÍACO

Lembro quando da solenidade da inauguração da “Peixes da Amazônia”. Os discursos governistas eram no tom que a produção já estava comprometida com países do mercado europeu e com o Japão. E que seria exemplo para o Brasil. Que exemplo! Luta hoje para conseguir ao menos entrar em Recuperação Judicial, tão falimentar é a sua situação.

AVISO AOS NAVEGANTES

O prazo dos 100 dias de tolerância ao governo Gladson Cameli está correndo célere. Desta data em diante não vão ter mais como explicar não ter acontecido mudança. Os senhores secretários podem ficar cientes de que tolerância tem prazo de validade e lua de mel acaba.

VAI ENTRAR PARA O ESQUECIMENTO

Depois dos 100 dias o governador Tião Viana vai ficar relegado ao esquecimento que lhe foi reservado pelas urnas. E não se poderá ficar avocando eternamente os erros do seu governo para justificar qualquer omissão. Mesmo porque se elegeram tendo solução para todo o caos.

PERDERAM A MEMÓRIA

Um caso a ser estudado pela Medicina. Pela primeira vez acontece um surto de amnésia em ex-secretários de um governo derrotado nas urnas. Meses antes de concluir o governo Tião Viana, foram suspensos os atendimentos cardiológicos da empresa que fazia procedimentos, com base num convênio com o governo. Motivo: falta de pagamento. Não vi nenhum dos atuais críticos ferozes por o atendimento não ter retornado, reclamando no momento que foi suspenso.

REBELIÃO NA CASA DOS ARTISTAS

O ex-prefeito Marcus Alexandre criou uma secretaria para abrigar do filho à mulher de dirigentes de partidos nanicos e da maioria dos presidentes de associação de moradores. Era a chamada “Casa dos Artistas”, onde trabalho era palavra proibida. A prefeita Socorro Neri acabou com a secretaria. Os ex-artistas prometem uma vingança maligna lançando um candidato à PMRB pela chamada “terceira via”. Depois dizem que a política é sem graça!

UM BOM LÍDER

O vereador Eduardo Farias (PCdoB), que deixou a liderança da prefeita Socorro Neri na Câmara Municipal de Rio Branco, enquanto esteve na função se saiu muito bem no embate com a oposição. O Dudu é um político de viés ideológico forte, mas é sempre aberto ao diálogo.

O DESGASTADO É O GOVERNADOR

A equipe que cerca o governador Gladson Cameli tem de colocar na cabeça de que no momento em que nomeia uma pessoa para um cargo de confiança com o qual não tem aptidão profissional, quem fica desgastado com a opinião pública não é o nomeado, mas o governador. Por isso é que o Gladson apanha dos aliados nas redes sociais.

ESTRANHOS E ESCATOLÓGICOS

Estranhos, estranhos, escatológicos e anais, esta forma como alguns militantes do PT protestam contra o presidente Jair Bolsonaro. É o velho ditado pernambucano: passarinho que come pedra sabe o c* que tem. Tem gente que gosta, aplaude, e sente representada por estas encenações bizarras, e gostos eu não discuto. Por mais nojentos que venham a ser.

CANSOU, PEQUENA?

A secretária de Turismo e Empreendedorismo, Eliane Sinhasique, começou o governo a todo vapor, com reuniões em segmentos organizados, mas parece que após o revés do carnaval que não conseguiu realizar deu uma freada nas suas ações. Mal o governo iniciou e cansou, Pequena?

PONTO SOBRE O RIO XAPURI

Hoje, acontece em Xapuri uma Audiência Pública para discutir ações que levem à construção de uma ponte sobre o Rio Acre, ligando o bairro Sibéria ao centro do município. O deputado Manoel Moraes (PSB) prometeu a ponte, o deputado Antonio Pedro (DEM) prometeu a ponte, e continua funcionando mal e porcamente como ligação, o transporte por uma balsa.

ESPERA-SE QUE CUMPRA

O que os moradores agora esperam é que o governador Gladson Cameli cumpra a sua promessa de campanha de que no seu governo a tão discutida obra seria executada.

MELHOR DIVULGADO

O secretário de Segurança, Paulo César, é o que melhor tem as ações divulgadas.

PODE MELHORAR

E já que falamos em segurança pública e é uma pasta da qual se cobra muitos resultados, dá para notar que a estratégia de combate ao crime está dando certo. A apreensão de motos e carros roubados, de drogas, e as prisões, estão acontecendo de forma rápida, isso é positivo.

NÃO PODE ACONTECER

Um fato que tem de ser coibido para não se alastrar é o arrastão em ônibus, que pelo modo de operação, com facas, é feito por bandidos pés de chinelo, mas que colocam a população em risco. Quanto mais rápido for a resposta com as prisões, mais inibe este tipo de crime.

JACARÉ, UM CRAQUE DO HUMOR

O ex-deputado federal Fernando Melo, o Jacaré, é um bonachão, cabra de conversa aprumada; como diz o matuto, mas desconhecia a sua veia humorística. Bolei de rir com a sua declaração nas redes sociais, indignado com o fato da prefeita Socorro Neri não ter recebido “um marido de deputada” – se referia ao ex-prefeito Deda, casado com a deputada Maria Antonia (PROS), dando dimensão como se fosse uma recusa em receber um monarca da Inglaterra. Um Donald Trump. E como represália, promete não lhe apoiar se disputar a reeleição.“Marido de deputada” não é título honorífico, Jacaré!. O Deda é só um bom coração. Uma figura agradável. Mas, um cidadão como qualquer outro. Conta outra piada, Jacaré!

Gladson Cameli: “Meu governo não vai dar certo, já deu certo”

Extremamente tranqüilo. Sem mostrar nenhuma mágoa com as críticas recebidas. Otimista com os seus projetos para o Acre.

Assim encontrei o governador Gladson Cameli no seu escritório, quando fui fazer na tarde da última sexta-feira uma entrevista sobre os 60 dias de governo. Na parte política, garante ter o apoio de sete dos oito deputados federais e dos três senadores, que lhe garantiram votos a favor da Reforma da Previdência. Prometeu que em dois anos entrega a ponte que ligará Epitaciolândia-Brasiléia, concluir todas as obras abandonadas pelo ex-governador Tião Viana, projeta mais mil casas para a Cidade do Povo e a construção de um conjunto habitacional para o funcionalismo público, em uma área atrás do estádio “Arena da  Floresta”. Sobre a imprensa promete que no seu governo não haverá perseguição. “A imprensa não será censurada, quero é quer aponte os erros para que eu corrija”. Sobre a eleição para prefeito de Cruzeiro do Sul, riu, e diz que lá não haverá jeito de se chegar a um candidato de unidade. “Lá não tem jeito”, prevê. Para a disputa da prefeitura de Rio Branco quer que, os que querem ser candidatos vão se manifestando. Não tem um nome da preferência. Sobre uma candidatura única à PMRB tem dúvidas. Estes e outros assuntos foram abordados pelo governador Gladson Cameli, na entrevista abaixo ao BLOG DO CRICA.

BLOG DO CRICA- O QUE FALAR DOS 60 DIAS DE GOVERNO?

GLADSON – Eu digo que foram positivos. Imagine, eu pegando um governo de um grupo que esteve 20 anos no poder! Mal acostumado. Era só distribuição de CECs, CECs e CECs (cargos de confiança), deram empregos, empregos e não trabalho. Uma máquina inchada e ineficiente. Uma economia fragilizada. Um grande rombo fiscal. Atraso do 13º salário, problemas no Pró-Saúde, caos na Saúde e outros. Já na transição fiz uma Reforma administrativa, boa tecnicamente, que diminuiu a máquina do governo em 55% e dará uma economia de 100 milhões de reais, sem isso não tinha como governar. Parte da classe política não gostou, mas isso é normal. Estou organizando a casa, colocando as pessoas certas e nos lugares certos. Vamos retornar a credibilidade do Estado pagando os fornecedores e já pagamos a folha do Pró-Saúde. O que eu posso dizer é que foram 60 dias positivos para o governo. O agronegócio já está dando uma boa visão nacional para o Acre, com o apoio total do governo federal.

BLOG DO CRICA- VAMOS PARA O CALO DE TODOS OS GOVERNOS, O SISTEMA ESTADUAL DE SAÚDE. O QUE VOCÊ PENSA PARA TIRAR A SAÚDE DO CAOS QUE RECEBEU?

GLADSON- Já estamos com a Fundação que administra o Hospital de Base de Brasília trabalhando aqui no Acre, fazendo um levantamento sobre todo o sistema de saúde, e se apresentarem uma boa proposta, nós vamos terceirizar os atendimentos na área médica no HUERB, Pronto Socorro e Hospital Regional de Brasiléia. Nos moldes da parceria público-privada que já acontece no Hospital do Juruá, onde vou manter a direção com as religiosas que o administram e reforçar o apoio. Posso garantir que será tudo bem transparente. Antes de enviar o projeto de lei para a Assembléia Legislativa quero levar á Brasília uma comissão de deputados, médicos, sindicalistas, para ver o trabalho da Fundação. O que quero são as unidades de saúde funcionando, os médicos trabalhando e ganhando bem, o servidor valorizado, e com a população contente. Esta é a minha intenção.

BLOG DO CRICA-A CONSTRUÇÃO É A ATIVIDADE QUE MAIS GERA EMPREGO E RENDA NO ACRE, MAS ESTÁ COMPLETAMENTE PARADA. COMO REATIVAR O IMPORTANTE SETOR?

GLADSON- Nós temos projetos para construir mil unidades habitacionais na Cidade do Povo e a construção na área atrás do estádio “Arena da Floresta” – cujo nome devo mudar – de um conjunto para os funcionários públicos do Estado. Quero os empresários trabalhando no meu governo. Vamos reativar a economia, paralisada no governo passado.

BLOG DO CRICA- O ESTADO TEM PARTICIPAÇÃO EM PROJETOS FALIDOS COMO PEIXES DA AMAZONIA, FÁBRICA DE TACOS, ZPE, COMPLEXO DO PEIXE DE CRUZEIRO DO SUL E OUTROS, O QUE FAZER COM ESTES ELEFANTES BRANCOS. O GOVERNO VAI CONTINUAR INVESTINDO?

GLADSON – De jeito nenhum. Vou passar tudo para a iniciativa privada. Já me reuni com os empresários sócios da “Peixes da Amazônia” e dei ciência que o governo sairá do negócio. O Estado não vai se meter mais em nada do setor privado. Isso está decidido. Quero é gerar emprego. O Estado está fora das empresas em que o governo tem participação.

BLOG DO CRICA- E AS OBRAS PREVISTAS E OUTROS PROJETOS?

GLADSON- Vamos licitar os 12 quilometros do Anel Viário de Brasiléia, a construção de uma ponte de mão dupla; que vai ligar os municípios de Epitaciolândia e Brasiléia, vamos recuperar as obras abandonadas pelo governo passado, a Segurança terá novos investimentos de mais de 30 milhões de reais, só com compra de veículos serão mais 60 unidades. Vamos licitar 98 milhões de reais para ramais. Conseguimos um avião para o SAMU. Plantios de soja, feijão, arroz e café já começaram. Estou muito otimista com uma virada na economia do Acre. Espero entregar em dois anos a ponte de Brasiléia.

BLOG DO CRICA- E ESTA SUA BRIGA COM ALIADOS, COMO O PREFEITO MAZINHO SERAFIM?

GLADSON- Esta briga de Sena Madureira estava com os dias contados. Não vou pagar um preço por brigas internas.Tinha os grupos do Mazinho, do deputado Gehrlén, da Toinha Vieira, brigando pelo Núcleo da Educação. Não leram a Reforma e pensavam que o setor ainda tinha 300 cargos e só ficou com 20. Coloquei no comando uma pessoa de nenhum dos grupos. Considero o Mazinho um bom prefeito, se excede nas críticas, já lhe disse, mas lhe respeito, e o governo não vai retaliar com perseguição ao prefeito, porque tenho um compromisso com o povo de Sena Madureira. Eu só lamento a situação.

BLOG DO CRICA- VOCE TEM OUTRO PROBLEMA DE REBELDIA NA SUA BASE DE APOIO. O DEPUTADO ROBERTO DUARTE (MDB) TEM SIDO UM CRÍTICO FEROZ DO SEU GOVERNO. COMO VOCÊ ENCARA ISSO?

GLADSON- Eu me dou bem com o deputado Roberto. O melhor possível. Ele deve ter confundido que eu possa ter tido alguma influência nele não ter sido escolhido primeiro secretário da Assembléia Legislativa. Não tive nenhuma. Os deputados é que escolheram o deputado Luiz Gonzaga. Os decretos que ele foi contra eram para a segurança do Estado. O seu discurso de ser um deputado independente é questão dele, e eu vou respeitar. Quando a crítica for construtiva acatarei e vou procurar uma correção. Pode ser independente como quiser. Falar o que bem entender. O mandato é seu. E eu vou tocar o meu governo.

BLOG DO CRICA- REFORMA DA PREVIDENCIA?

GLADSON- Não tem jeito. Se não aprovar a Reforma da Previdência os estados quebram. Por isso, todos os governadores estão empenhados na sua aprovação. Nós estamos lutando por três objetivos: Reforma da Previdência, Pacto Federativo e Negociação das Dívidas dos Estados. Já foi autorizada pelo governo federal uma renegociação das dívidas do Acre com a Caixa Econômica Federal. Não vamos pagar mais juros de agiota como no governo passado.

BLOG DO CRICA- QUAL A SUA RELAÇÃO COM A OPOSIÇÃO?

GLADSON- Muito boa. Sem problema. Respeito a opinião de todo mundo. Falo com o deputado Jenilson (PCdoB), com o deputado Zen (PT), com qualquer um e aceitarei toda a crítica que vier da oposição que for construtiva.

BLOG DO CRICA- ESTÁ SENDO FEITO UM LEVANTAMENTO DOS CONTRATOS, E UM PENTE FINO NAS SECRETARIAS. O QUE VOCÊ VAI FAZER COM OS RESULTADOS DA INVESTIGAÇÃO?

GLADSON- O que estiver legal, tudo bem. Não é para perseguir ninguém, mas para ter uma noção como foram recebidas as secretarias. O que estiver de errado será encaminhado ao Ministério Público. É isso.  

BLOG DO CRICA- ESTÁ VALENDO A PROMESSA DE DEMITIR OS SECRETÁRIOS QUE NÃO APRESENTAREM RESULTADOS?

GLADSON- Valendo. Todos estão cientes de que os que não apresentarem resultados serão demitidos. Deixo todos os secretários a vontade para trabalhar. Mas na hora certo vou cobrar de cada um. Eles sabem disso.

BLOG DO CRICA- VOCÊ TEM UMA PROMESSA DE CAMPANHA DE CONTRATAR OS APROVADOS NOS CONCURSOS PARA A POLÍCIA CIVIL E A POLÍCIA MILITAR. COMO ESTÁ ESTA PROMESSA?

GLADSON- Chamei a minha equipe econômica e disse: se virem nos 40, eu quero contratar em julho os que foram aprovados nos concursos para a Polícia Civil e Polícia Militar. A ordem foi dada. E vou cumprir a minha promessa de campanha.

BLOG DO CRICA – VOCÊ FEZ UMA NOMEAÇÃO QUE RECEBEU CONTESTAÇÃO DE ALIADOS, A DO EX-CANDIDATO AO SENADO PELO PT, NEY AMORIM. COMO VOCÊ REAGE?

GLADSON- Estou gostando do trabalho do Ney Amorim como assessor. É muito hábil. Está muito bem. Não me arrependo da nomeação. Tem quem não gostou, mas é um direito. Só posso dizer que estou muito satisfeito com o seu trabalho e a ajuda no campo político.

BLOG DO CRICA – SUA MÃE, LINDA CAMELI, É MUITO PRESENTE NAS REDES SOCIAIS, INCLUSIVE, REBATENDO CRÍTICAS À SUA PESSOA. COMO É ESTA RELAÇÃO?

GLADSON- É verdade (ri da pergunta). Ela lê tudo. Já disse para ela ter calma. Mas é coisa de mãe. E assim mesmo.

BLOG DO CRICA – FECHANDO A CONVERSA: TRÊS PERGUNTAS. VOCÊ TEM A GA RANTIA DE QUANTOS VOTOS DA BANCADA FEDERAL PARA APROVAR A REFORMA DA PREVIDENCIA? NESTES 60 DIAS, VOCÊ VOLTOU ÁS RUAS PARA SENTIR O TERMÔMETRO POPULAR? VAI DEMITIR OS SECRETÁRIOS QUE O MP RECOMENDOU?

GLADSON- Votando na Reforma da Previdência teremos sete dos oito deputados federais e nossos três senadores. Já disse a eles: não me façam prometer entregar uma mercadoria e não entregar. Não deixei as ruas. Visitei hospitais, Praças, conversei com o povo, tudo sem imprensa, e recebendo muito incentivo. Gosto de ouvir de perto o que diz a população. Isso me deixa mais otimista. Sobre a recomendação do MP, enviei o documento para a análise da Procuradoria Geral do Estado para dar um parecer.

Tocando quase o mesmo som no violino

A bancada de apoio ao governo na Assembléia Legislativa, que estava uma Casa de Noca, onde todos mandavam e tinha virado uma bagunça, dá mostras que começa a tocar quase o mesmo som do violino.

Eu disse, quase! Uma das notas discordantes é o deputado Roberto Duarte (MDB), que tem dito ter autorização da direção do seu partido para ter uma posição independente em relação ao governo Gladson Cameli, de quem tem sido um crítico duro. E o MDB tem duas secretarias e uma diretoria na gestão Cameli. A deputada Meiri Serafim (MDB), segue a orientação do prefeito Mazinho Serafim, seu marido, que está rompido com o governador. Mas, o restante da base fez valer a maioria e ficou com as presidências das comissões mais importantes da casa, essencial no trâmite e análise dos projetos a serem enviados pelo governo. Alguns deputados aliados do governo que vinham atuando na base do rompante, já recuaram para evitar o isolamento. Na política, tem de ter lado: ser a favor ou contra. O trabalho do novo articulador político do governo Gladson Cameli, Ney Amorim, tem sido importante para buscar afinar o canto. Não era possível que os deputados eleitos pela oposição, uma minoria, continuassem a ditar o rumo político do Legislativo. Na política, quem tem a maioria é quem dá as cartas. Fora isso seria uma inversão do que foi decretado pelas urnas. Não conheço um parlamento que seja direcionado pela minoria.

RESPEITO QUEM TEM POSIÇÃO

Eu respeito muito quem tem posição na política, não toma decisão ao sabor do vento, não fica no muro. É o caso do prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, que disse estar rompido com o governo, declarou em alto e bom som na mídia e pronto. Virou adversário. É uma posição pessoal que tem de ser respeitada. Até por ele ser um prefeito bem avaliado.

OSSO DURO DE ROER

E independente do prefeito Mazinho continuar ou não rompido com o governo, derrotá-lo na disputa da prefeitura de Sena no próximo ano não será fácil. É um osso duro de roer.

CARGO DE CONFIANÇA NÃO É PROFISSÃO

Li, na página de um ex-secretário do governo derrotado, um desabafo de uma servidora, lamentando o que chama de “perseguição” do Gladson Cameli, a perda do seu cargo. E revoltada com a chegada de novos ocupantes de CECs na secretaria que trabalha. É mais uma que pensava que cargo de confiança era profissão e não função passageira. E não disseram para ela, que o PT perdeu a eleição. Caiam na real! Perderam! Aos vencedores, as batatas!

MUITO INTERESSANTE, PARA NÃO DIZER, CÔMICO!

Risível, cômico, se afirmar que por mudar um cargo de confiança mantido nos governos petistas, o novo governo está promovendo “perseguição”. Desde quando o PT quando estava no poder manteve em cargo de confiança um adversário político? Pisava! E como pisava!

QUE COMPETÊNCIA É ESSA?

E que “competência” alardeada é esta, que entregou o governo em cacareco?

HAMAS E JUDEUS

O jornalista Nelson Liano, novo assessor de Comunicação da prefeitura de Cruzeiro do Sul, por ser uma figura da conciliação, defendeu um período de paz entre os grupos adversários do prefeito Ilderlei Cordeiro e do ex-prefeito Vagner Sales. Nem em sonho! É mais fácil ver uma foto de solados israelenses e militantes do Hamas, abraçados dançando na fronteira de Gaza.

INTERESSES CONTRÁRIOS

Além de adversários políticos, Ilderlei Cordeiro e Vagner Sales têm interesses conflitantes para a eleição de 2020. Ilderlei, possivelmente, disputará a reeleição, e o Vagner terá o seu candidato a prefeito de Cruzeiro. E pela lei da Física, dois corpos não ocupam o mesmo espaço.

MALHADEIRA NO RIO

O MDB está com a sua malhadeira de malha fina no rio da política, na busca de novas adesões. Já convidou o professor Minoru Kinpara (REDE) para disputar a PMRB pelo partido, e investiu na filiação do deputado Fagner Calegário (PV). Quer ser protagonista na disputa da PMRB.

SENHORES DA TERCEIRA IDADE

O que o MDB precisa pensar é em uma renovação dos seus quadros, apostando na formação de novas lideranças. Os principais dirigentes do MDB já estão na chamada “terceira idade.”

ESFORÇADO EM CAUSA PRÓPRIA

Perguntei ontem a uma liderança tradicional do PT, por qual razão a aversão ao presidente Cesário Braga. Argumentei que é um moço esforçado na reorganização do partido. A resposta foi irônica: “esforçado até demais, mas para fortalecer a DR, movimento que o fez presidente”.

SAÍDA BENÉFICA

O PSDB vai ganhar com as saídas dos vereadores Clézio Moreira e Célio Gadelha do partido. Sem os dois vereadores os tucanos terão maior facilidade em formar uma chapa para disputar vagas na Câmara Municipal, no próximo ano. Com dois vereadores, a missão seria complicada.

NÃO SERÁ TÃO FÁCIL

Os vereadores Célio Gadelha (PSDB) e Clézio Moreira (PSDB), que devem sair do partido para não serem expulsos, não terão facilidade em encontrar um partido que os queira abrigar. É que as suas presenças em uma chapa afastarão os candidatos novos, por já terem mandatos.

REAÇÃO RÁPIDA

Houve um aumento, em Rio Branco, na modalidade de assaltos aos motoristas para tomar os seus veículos. Mas, também, nota-se que, a polícia está sendo rápida na prisão dos bandidos.

NOVO MOMENTO

A corrida dos partidos na busca de atrair novos nomes tem a projeção em 2020, onde por força do fim das coligações proporcionais, terão de ter chapa própria para a Câmara Municipal. E para ficar mais ajustado ter candidato a prefeito, para dar palanque aos candidatos a vereadores. Poderemos ter na próxima eleição, um mínimo de quatro nomes na briga pela PMRB.

IMPROVÁVEL A DEMISSÃO

É improvável que a decisão da PGE seja no sentido de que o governo demita os secretários Vagner Sales, James Gomes e Alércio Dias, pelo fato não terem condenações com trânsito em julgado. E ao que tudo indica a “recomendação” do MP, ficará apenas no campo da sugestão.

CAMINHO INVERSO

Claro que, com a Reforma Administrativa do governo, diminuiu o número de emprego e terá menos dinheiro em circulação. Mas tinha de ser assim, por essa história de Estado-Patrão, com seu trem da alegria, é que o governo passado acabou sem pagar o 13º salário dos servidores e deixou uma montanha de dívidas ao sucessor. Tem que se fortalecer a iniciativa privada.

ECONOMIA NA SAÚDE

No momento em que o governo passado deixou nos últimos seis meses de comprar material ortopédico e kits para cirurgias buco-maxilo-facial para o Hospital do Juruá, toda a demanda de pacientes foi direcionada para a capital, resultando num maior custo. Tremenda burrice!

RESOLVE NO PRÓPRIO JURUÁ

Com material hospitalar, os casos de fraturas faciais e de um modo em geral podem se resolver no próprio Hospital do Juruá. Este é um problema urgente a ser resolvido pelo secretário de Saúde, Alysson Bestene. E quitar as dívidas das religiosas gestoras da unidade.

MENOS OS DOIS

A torcida para uma briga entre o governador Cameli e o seu vice Major Rocha é perda de tempo. Não são burros. Sabem que uma briga entre ambos acabaria este governo no início.

OUTRA INVESTIDA TOLA

Outra investida tola foi contra o chefe de gabinete Ribamar Trindade, que cumpre com perfeição o seu papel de ser um anteparo para o governador e não servir de joguete a grupos políticos. O pior é que a capital é terra de muro baixo e se sabe tudo o que é armado.

SEM ESPAÇO PARA EXIGIR

Fechamos dois meses do governo Gladson. E o que se tem notado é um engessamento do Estado por conta da equipe econômica, em manter as secretarias a pão e água. Se os secretários não têm os recursos necessários, como exigir prestação de contas nos 100 dias?

NO CAMPO DAS IDÉIAS

Um governo não pode só ficar na base do entusiasmo e das boas idéias, mas levar para o campo da ação. Ou vai terminar com uma poupança bojuda e sem realizações para mostrar.

META OUSADA

É uma meta ousada, mas, dependendo da habilidade na articulação política, o governo pode chegar a ter na Assembléia Legislativa uma base de apoio de 18 deputados. Na oposição, por se tratar de diferenças ideológicas, podem ficar só os deputados do PT e do PCdoB. E numa posição política própria de não ser da base do governo, os deputados Meiri Serafim (MDB) e Roberto Duarte (MDB).

BARBEIRAGEM CONSERTADA

Cantar o Hino Nacional nas escolas, eu não vejo como nada negativo, mas salutar, até para se ter mais civismo. Não podia era continuar a maluquice do ministro da Educação, por puxa-saquismo, querer que a meninada gritasse o slogan da campanha do presidente Bolsonaro.

GRITAM OS PRIVILEGIADOS

A Reforma da Previdência não pode ser vista como um caso político, mas um caso de salvação da economia e para mais geração de emprego e renda. Claro que, privilégios terão que ser cortados. Isso gera uma gritaria. Ou a Reforma é aprovada ou o Brasil afunda na recessão.

É MUITO BANDIDO, DROGA E ARMAS

Os números mostram que a polícia todo dia prende bandidos, armas e drogas, mas é como um círculo vicioso, sempre aparecendo outros personagens. Ser bandido virou um emprego.

IDENTIFICAR E ENQUADRAR

A inteligência da polícia não pode dar mole com grupos no Zap dedicados apenas a passar informações onde está acontecendo a blitz policial, porque é uma atitude que favorece o crime, evitando que por saber onde está polícia, a malandragem passe distante. É crime!

NÃO SEI SE É REDUNDÂNCIA, MAS É UMA BOA IDÉIA

Não sei se isso já é previsto em lei, mas sendo ou não endosso a proposta do vereador João Marcos (MDB), de punir com o cancelamento do Álvara de funcionamento, as empresas flagradas como receptadoras de produtos roubados. A receptação caminha com o crime. Sem o receptador o ladrão não tem como fazer dinheiro com o roubo ou furto que foi praticado

Vereadores Clésio Moreira e Célio Gadelha serão expulsos do PSDB

A Comissão de Ética do PSDB caminha para finalizar os processos de expulsões dos vereadores Célio Gadelha (PSDB) e Clésio Moreira (PSDB).

A principal acusação que norteia a decisão é que ambos praticaram atos de infidelidade partidária. O vice-governador Major Rocha disse ontem à coluna que a expulsão dos dois vereadores é irreversível. “Na campanha não trabalharam para nenhum candidato do partido e tampouco pela candidatura do Gladson Cameli ao governo”, explicou. Segundo Rocha, os vereadores Clésio e Célio se optarem em sair sem problemas, a executiva do PSDB dará a ambos uma carta de liberação. Caso contrário, eles serão expulsos. E se buscarem outros meios para querer permanecer no partido, será negada a legenda para que possam disputar as suas reeleições pelos tucanos. “Não há como conviver no partido com vereadores que não seguiram a linha partidária, no PSDB eles não ficam, isso está decidido. É bom que procurem outros partidos para disputarem as reeleições”, garante Rocha.

É BOM CAIR FORA

Quando começa uma briga deste tamanho é bom cair fora e buscar novo abrigo político.

PECHA QUE NÃO CABE

O deputado Neném Almeida (SD) pode até ter sido beneficiado em governos do PT, mas em relação ao seu mandato parlamentar, este foi conquistado na aliança que apoiou Gladson Cameli ao governo. Por isso, não lhe cabe a pecha de ter traído a coligação puxada pelo PT.

PONTO POSITIVO

Voltando ao deputado Neném (SD), ele tem um ponto positivo na política: ter lado. Mesmo com a limitação de um novato, não deixa um ataque ao governo Gladson sem a resposta. Integra a tropa de choque do poder, com o deputado Gherlén Diniz (PROGRESSISITAS).

TUDO SOB CONTROLE

As duas comissões mais importantes da Assembléia Legislativa estão em mãos governistas. Na presidência da Comissão de Constituição e Justiça ficará o deputado Gherlen Diniz (PROGRESSISTAS) e na de Orçamento e Finanças, o deputado Chico Viga (PHS).

MINORIA É MINORIA

A oposição fica com a presidência de apenas duas comissões, não muito movimentadas.

CONFUSÃO FORMADA

Este pedido do mandato da vereadora Sandra Asfury (PSC) pela direção do PDT não será algo tão simples, até o julgamento vai correr um bom tempo. E torna-se mais complicado na medida em que, pelos menos quatro suplentes se acham com direito de lhe suceder.

NÃO PODIA SOBRAR DINHEIRO

O DETRAN ter tido 59 carros alugados a um custo de 4 milhões de reais ao ano, para uso, inclusive, de figuras do governo passado que não tinham relação com o órgão, mostra como era grande a farra na entidade. No atual governo o aluguel foi reduzido a apenas 17 carros.

DENÚNCIAS PICOTADAS

A coluna tem a informação que será feita uma devassa em todas as secretarias, com ampla divulgação de irregularidades encontradas. O DETRAN é só o Plano Piloto deste pente-fino.

NÃO É BEM ASSIM

Mesmo que o deputado Fagner Calegário (PV) venha a receber uma carta de liberação da direção partidária com garantia que não será acionada por infidelidade partidária, nada impede que um suplente ou mesmo o MPE, entre na justiça reivindicando seu mandato.

NÃO ESTÁ FORA DO JOGO

O vice-governador Major Rocha voltou a dizer ontem de que o PSDB terá candidatura própria na disputa da prefeitura de Rio Branco, no próximo ano. Reiterou que não descarta a candidatura da deputada federal Mara Rocha (PSDB), dentro do chamado “Plano B”.

THIAGO CAETANO E BESTENE

O secretário Thiago Caetano e o deputado José Bestene, são nomes que costumam ser ventilados na esfera do PROGRESSITAS, como opções do partido de candidatos à PMRB.

OLHANDO PARA O FUTURO

Pode sair do mandato do prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, a iniciativa mais ousada do Acre na área ambiental: transformar lixo em energia elétrica. Na gestão pública o destaque se dá para os ousados e não, para os que se limitam a fazer a mesmice do antecessor.

VEREADOR POPULAR

Não o conheço. Mas, um político se conhece pelas suas ações na defesa da comunidade. Tenho acompanhado pelas redes sociais, pelo depoimento de amigos, o mandato do vereador Marivaldo da Várzea (MDB-CZS), muito próximo ao povo, com ações voltadas à coletividade.

A PROVA CABE A QUEM ALEGA

O secretário Vagner Sales não esperou o MP cumprir o seu papel de que a prova da culpa cabe a quem alega e tratou de tirar certidões negativas criminal, de improbidade administrativa e cível, e enviou á coluna, para provar que não existe, juridicamente, nada que impeça assumir um cargo público. Pelos documentos apresentados, não há razão para uma exoneração.

NÃO HAVERÁ DEMISSÕES

Por uma boa fonte soube ontem de que, o governador Gladson Cameli não acatará a recomendação feita pelo MP, dando prazo de 10 dias para que demita os secretários James Gomes, Alércio Dias e Vagner Sales. Pelas provas apresentadas, nada impede a manutenção deles nos cargos.

OS NÚMEROS MOSTRAM

As prisões, apreensões de armas e drogas mostram que a polícia está agindo no combate ao crime organizado. E terá mais condição de estar mais presente nos bairros com a nova frota de veículos entregue pelo governo. O que faltou muito no governo passado foi estrutura à polícia.

CARRETA COM PORCO-ESPINHO

Chegou a reclamação de um morador do Jordão de que a ambulância do SAMU que serve ao município, se encontra seis meses parada por falta de manutenção. O secretário Alysson Bestene recebeu de herança na Saúde, não um abacaxi, mas uma carreta com porco-espinho.

SABIA DA DEBANDADA

Durante a campanha ao governo registrei várias vezes neste espaço a debandada de políticos da FPA para a campanha do Gladson Cameli, porque acompanhei os bastidores. No último mês, poucos candidatos da FPA ainda trabalhavam para o Marcus Alexandre. O presidente do PT, Cesário Braga, não tem que se mostrar admirado, sabia das deserções que aconteciam.

FOI UM TROCO BEM DADO

Escutei muitas vezes, também, divulguei na coluna, deputados da base dizendo que não iam pedir votos para o Marcus Alexandre, por conta da decisão do ex-governador Tião Viana de bancar as candidaturas de secretários, abandonando os que lhe foram leais na ALEAC. Isso também se pode chamar de ingratidão do governo passado, viu companheiro (sic), Cesário!

OUTRO ASPECTO DA CAMPANHA

Outro aspecto da campanha e que contribuiu com a derrota do PT foi o fato do ex-governador ter colocado toda a máquina estatal para trabalhar só para os candidatos petistas, esquecendo os demais da FPA. Ouvia toda hora de candidatos: “o PT que vá pedir votos para o Marcus”.

BOI DE PIRANHA

Se tem alguém que entrou como boi de piranha nesta história da derrota do PT, foi o candidato ao governo Marcus Alexandre, que pagou os pecados de todos os dirigentes.

NO MESMO LIQUIDIFICADOR

Coloque também no mesmo liquidificador da derrota do PT, a arrogância dos seus dirigentes, secretários, de que ganhariam de qualquer maneira. Era o navio afundando e eles dançando o forró de uma vitória que só existia nas suas cabeças. Quando acordaram, estavam naufragados.

VOLTA LECIONAR

A deputada Leila Galvão (PT) é uma das figuras políticas do PT que merece respeito. A sua lealdade ao PT e a deslealdade do PT na sua campanha, nada solidário, lhe custou a derrota. A Leila agora recusou um espaço na ALEAC e preferiu voltar a lecionar nos colégios de Brasiléia.

CASO DE POLÍCIA

O aumento nas contas de energia elétrica virou caso de polícia e merece uma manifestação gigante da população, contra este assalto escandaloso. Não basta somente a manifestação na tribuna de alguns deputados na ALEAC, há que haver uma junção de forças da bancada federal.

ASSALTOS CERTOS

O acreano contabiliza dois assaltos certos e um imponderável: o primeiro é ao colocar gasolina no carro. O segundo é a conta de luz ao final do mês. E o terceiro é uma loteria do crime: você sair de carro torcendo para não ser assaltado e perder o veículo. O Tão Acre, do saudoso Zé Leite!

É DO JOGO POLÍTICO

A oposição é uma peça essencial na democracia. É do jogo político que, os que foram derrotados passar de vidraça a baladeira. E quem ganhou passar de baladeira à vidraça. É neste confronto de idéias o risco que corre o pau, também, corre o machado.

HÁ CONTROVÉRSIA, THIAGO CAETANO

Algumas intervenções do DEPASA em ruas da cidade foram, sim, problemáticas, secretário Thiago Caetano. Colaboraram para esburacar ruas, sim!Costumavam, no governo passado, abrir as ruas para colocar tubulações, rasgavam o asfalto, e faziam um trabalho de péssima qualidade na recuperação dos trechos abertos. Cito a rua principal do Tropical como exemplo. Passava diariamente, pelo local, reclamei várias vezes na coluna do serviço porco realizado pelo DEPASA, que substituiu o asfalto de qualidade por um asfalto de péssima qualidade e deixou a rua cheia de ondulações. E como porco foi o serviço nas “Ruas do Povo”, realidade que não pode se pode colocar embaixo do tapete. A responsabilidade pela conservação das ruas é da prefeita Socorro Neri, nem se discute. Mas estes dois fatos não devem ser deixados de lado na discussão sobre a cidade.

PGE analisará demissões de Alércio, Vagner e James

A recomendação da Promotora Myrna Texeira para que o governador Gladson Cameli demita em 10 dias os secretários Alércio Dias, James Gomes e Vagner Sales até ontem às 14 horas não tinha chegado ao Gabinete Civil do Governo.

O chefe de gabinete, Ribamar Trindade, disse à coluna que não podia antecipar qual será a reação ao documento por não conhecer o seu teor e que, ao chegar, por certo, o governador deve enviar a peça do MP para ser analisada pela Procuradoria Geral do Estado, antes disso não há como se falar em uma decisão. A recomendação da Promotora se deu numa afirmação de que, os três secretários praticaram crimes de” improbidade administrativa” e que por isso não deveriam estar ocupando função pública de relevância. Outro assunto complicado na espera de uma solução pelo Gladson são os polêmicos decretos 536 e 537, que fixam regras para compras governamentais. “Há um predisposição do governador Gladson Cameli em rever alguns pontos dos decretos, caso se configure que possam trazer prejuízos para os empresários regionais”, destacou Ribamar. A revisão dos decretos vem sendo defendida na Assembléia Legislativa pelos deputados Fagner Calegário (PV), Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Daniel Zen (PT) de forma intensa. Um requerimento convidando a secretária de Fazenda. Semíramis Dias para dar uma explicação aos parlamentares sobre os dois decretos, de autoria do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), foi aprovado ontem por unanimidade na ALEAC. Pelo documento, ela pode mandar um preposto. A aprovação do requerimento foi um tento marcado pela
oposição.

ESTES SÃO OS PORCOS ESPINHOS

As questões dos dois decretos que regulam as compras governamentais podem se resolver por novos entendimento e correções no teor. Não é o caso da recomendação do MP para demitir três secretários de pastas importantes. Se não considerar a recomendação, Gladson Cameli poderá a vir responder a primeira Ação Civil Pública na sua administração. Sinuca de bico.

NÃO TEM FORÇA JURÍDICA

É bom deixar claro que a “recomendação” do MP para o governo demitir secretários não tem força jurídica que obrigue o governador Gladson Cameli a baixar decretos de exonerações.

CALADO POR RESPOSTAS

Os secretários Vagner Sales e James Gomes não atenderam ligações e nem mensagens pedindo que se posicionassem sobre a recomendação do MP de demissão. O secretário Alércio Dias já disse inúmeras vezes quem não tem condenação por “improbidade administrativa”.

SEM CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO

O secretário James Gomes tem ao seu favor o argumento jurídico de não ter nenhuma condenação transitada em julgado, mas em fase recursal, o que não seria impeditivo a que assuma um cargo público. Mas preferiu não opinar sobre um caso da alçada do governador.

PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA

Para quem não tem sentença transitada em julgado pode se usar a norma jurídica de que, ninguém pode ser considerado culpado antes dos recursos serem julgados nos tribunais.

SINUCA DE BICO

É aquela velha história da sinuca de bico. Ao governador Gladson Cameli só vai restar duas alternativas: manter os secretários e trombar com o MP ou demitir e arcar com conseqüências políticas. Vagner é uma liderança no Juruá, a mulher é deputada estadual e a filha deputada federal. E o James tem uma mulher senadora. Nada cômoda a situação do Gladson.

COISA MAIS INFANTIL!

Infantis, as críticas nas redes sociais ontem sobre o governador Gladson posar com um fuzil na Cidade do Povo, durante o ato de entrega de armamentos e viaturas á PM. Foi uma simbologia contra a violência. A preocupação deveria ser com o alto índice de crimes naquele conjunto.

SHOW DE HABILIDADE

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) é um dos mais hábeis políticos do Acre. Com vaselina, ele conseguiu que todos os deputados da base do governo entrassem na sua arapuca, e aprovassem ontem a ida da secretária de Fazenda, Semíramis Dias, para uma sabatina na ALEAC. Vai encontrar um campo hostil aos polêmicos decretos sobre compras do governo.

OLHO DO FURACÃO

O debate é democrático, mas no âmago o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) armou e se deu bem: jogou o governo Cameli no olho do furacão para explicar os decretos sobre compras pelo Estado, como defende desde a primeira sessão. E se os decretos forem mudados sairá desta historieta política como o grande herói junto aos empresários contrários aos decretos.

OLHO DE JIBÓIA

O Edvaldo Magalhães tem olho de jibóia! Se a base do governo cochilar, não duvidem se com a sua conversa mansa convencer os governistas a assinarem o impeachment do Gladson Cameli.

FORA DA PAUTA DE PRIORIDADE

O deputado Neném Almeida (SD) divulgou ontem na tribuna da ALEAC o tamanho da bagaceira que o Tião Viana passou ao sucessor: entre salários de dezembro, verbas rescisórias, promoções, retroativos, prêmio de valorização, plantões em atraso, são dívidas que somam mais de 106 milhões de reais. Fica difícil quem era do governo passado fazer cobranças agora.

FORA DE PAUTA

Liguei ontem para uma figura importante da área econômica para saber se havia alguma previsão para o pagamento das verbas indenizatórias dos ex-secretários e ocupantes de cargos de confiança no último governo, num total de 21 milhões de reais. Resposta: “sem pauta”.

AVALIANDO 2020

O ex-prefeito de Acrelândia, Tião Bocalom, me disse ontem estar analisando os pedidos que recebe nas redes sociais para disputar a prefeitura de Rio Branco. Um nome limpo e competente. Mas para entrar neste jogo, teria que ser por um partido com estrutura.

PARCERIA POLÍTICA

É diferente você nomear figuras carimbadas do PT e fazer alianças políticas para formar a base do governo na ALEAC. Um partido como o PRB, por exemplo, com uma deputada estadual, um deputado federal, não tem como ficar fora no desenho da força de apoio ao Gladson Cameli.

PRÁTICA FASCISTA

O deputado Daniel Zen (PT) considera que além de baboseira, idiotice, o ministro da Educação do presidente Jair Bolsonaro, colombiano Ricardo Velez, comete crime quando quer obrigar alunos a gritar nas escolas o slogan de campanha “Brasil Acima de Tudo e Deus Acima de Todos” e filmar os estudantes. Considera a decisão como uma prática fascista do ministro.

SOB FOGO CERRADO

O deputado Fagner Calegário quer sair do PV, mas diz esbarrar em problemas internos, intrigas, e se queixa que há um complô dos dirigentes para tirar o seu mandato na justiça. A sua saída, por certo, levaria a direção do PV a pedir o seu mandato por infidelidade partidária.

DIFÍCIL ATÉ PARA SAPO

Os ramais de Rodrigues Alves estão abandonados e é difícil até sapo andar. Reclama da perda da produção dos colonos, por não poder escoar o que produzem. Mesmo carros traçados, com guinchos, não conseguem transitar, deixando os moradores ilhados, denuncia o deputado Jonas Lima (PT).

INSISTIR NO NOME

O PDT, segundo o presidente Tchê, vai manter a indicação do filiado e ex-secretário nos governos Jorge Viana e Binho, Carlos Ovídio, para a direção da ANAC – Agência de Negócios do Acre. E que só discute outro nome se o governo rejeitar e que tenha melhor qualificação.

NÃO PODE ALEGAR ABANDONO

No governo passado a queixa era que a segurança não conseguia melhores índices no combate à violência porque a PM não tinha estrutura operacional. Pois bem, o governo entregou ontem uma frota de carros, armas e outros equipamentos para corporação. Vamos ver os resultados.

SÓ EM ALGUMAS CABEÇAS OCAS

Alguém imaginar e incentivar uma briga entre o governador Gladson Cameli e o seu vice Major Rocha e achar que poderia acontecer, é faltar parafuso na cabeça. Tirem isso da contabilidade.

NEM FOI PARA PORTUGAL

Parece que o Tião Viana não vai morar em Portugal, como se chegou a propalar. Tem dito aos poucos amigos que lhe restaram estar fora da política, que fica no Acre, dará aulas na UFAC, trabalhará nos hospitais e abrirá um consultório. Como governador zero, como médico dez.

BUSCANDO ALTERNATIVAS

Mesmo tendo recebido a pasta da Saúde em frangalhos o secretário Alysson Bestene tem buscado alternativas para sanar as dificuldades. Começam aparecer nas redes sociais depoimentos de pessoas que disseram terem sido bem atendidas no PS e UPAs. Um bom sinal. Sobre o Pró-Saúde vai demitir 77 cargos comissionados para poupar os servidores sem funções gratificadas. Há uma sentença transitada em julgada para demitir todos do Pró-Saúde.

SERÁ ESSÊNCIAL PARA SURFAR NA APROVAÇÃO

É muito cedo para qualquer previsão sobre o governo Gladson Cameli. O que vai marcar se a sua gestão foi de fato inovadora é o resultado das suas ações nas áreas mais críticas e nas quais a política do governo passado fracassou: segurança pública e saúde. O sistema de saúde foi recebido aos cacarecos, com dívidas na ordem de 60 milhões de reais, falta de médicos, reclamações de péssimos atendimentos, e foi o calcanhar de Aquiles de uma gestão que tinha um governador médico no comando. É um desafio ao secretário Alysson Bestene colocar a casa em ordem. No sistema de segurança não será menor o desafio ao secretário Paulo César, que recebeu Rio Branco com o título de uma das capitais mais violentas do país, com execuções, roubos e furtos diários, uma polícia trabalhando em condições de deploráveis, sem estrutura e policiais desmotivados. É outra casa a ser arrumada. Uma melhoria na Saúde e na Segurança levaria o governo Gladson a surfar numa onda de aprovação popular. Se fracassar, sua popularidade desaba. A sorte foi lançada.