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União declara estado de emergência ambiental no Acre por causa do período de queimadas

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O Ministério do Meio Ambiente se antecipou e declarou estado de emergência ambiental no Acre por causa do período de queimadas. A portaria, assinada pelo ministro Joaquim Leite, foi publicada nessa segunda-feira (21), no Diário Oficial da União (DOU), e deve vigorar entre os meses de abril e novembro de 2022.

Ainda de acordo com a publicação, mais 16 estados e o Distrito Federal também tiveram decretado estado de emergência ambiental, esses com regiões e datas específicas. O decreto não especifica qual a emergência, mas o presidente do Instituto de Meio ambiente do Acre (Imac), André Hassem, pontuou que se trata do período de queimadas.

Em 2021, foram registrados mais de 8,8 mil focos de queimadas no Acre, segundo dados do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que contabiliza os registros desde 1998.

Os meses com mais registros de focos de queimadas foram julho, agosto, setembro e outubro do ano passado. Setembro, inclusive, foi um dos meses mais críticos no estado acreano.

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Hassem disse que o instituto está em campo e espera que venha apoio e integração das forças para fazer o trabalho de combate aos crimes ambientais no estado com a publicação do decreto.

“Já fizemos até reunião sobre isso. Estamos em campo desde janeiro até agora março trabalhando e tomara que eles entrem também para trabalhar, porque nós já temos o nosso plano. O Imac trabalha com as operações no combate às queimadas e a gente espera que todo mundo entre em campo, que eles entrem com as forças deles como o exército, por exemplo, porque o Imac tem trabalhado sozinho”, pontuou.

O presidente do Imac informou ainda que as atuações do Imac de fiscalização ocorrem neste ano em locais como a floresta do Antimary, Acrelândia e cidades do Purus e Tarauacá/Envira no combate aos crimes ambientais. Por G1 Acre.

E Veja Também no 3 de Julho – Acre 24 Horas

Veja o Vídeo Abaixo: Em apoio às reivindicações dos servidores da Educação, Saúde e Segurança do Estado. Leo de Brito anunciou que entrou com uma ação popular, na Justiça Federal, para que o governador Gladson Cameli restitua aos cofres públicos os R$ 800 milhões que a Polícia Federal, por meio da Operação Ptolomeu, apontou que foram desviados. 

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Manejo florestal sustentável equilibra economia e preservação, “recorde na balança comercial”

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Peso na exportação: Manejo florestal sustentável equilibra economia e preservação – Foto: Paulo Roberto Parente/Arquivo pessoal

Aliar tecnologia, preservação e economia é um dos desafios de quem decide empreender na Amazônia tendo como base os produtos florestais – que é o forte de todos os estados dessa região e não é diferente no Acre. São eles que movimentam a economia do estado e, no ano passado, foram responsáveis pelo recorde registrado na balança comercial.

Segundo o portal G1 Acre, só no primeiro trimestre deste ano, o estado já chegou aos 20 milhões de dólares em exportações e superou o mesmo período do ano passado. Já em 2021, o Acre exportou US$ 48,838 milhões e importou, US$ 3,741 milhões, resultando em um saldo na balança comercial de US$ 45,097 milhões durante todo o ano, o que representa novo recorde do seu comércio exterior, superando em 21,8% o resultado de 2018, que foi de US$ 37,038 milhões.

A Plataforma “Amazônia Que Eu Quero” realiza o fórum “Empreendedorismo” no próximo dia 19.

O objetivo é discutir novas opções de modelo econômico para a Amazônia. Busca-se elencar possibilidades reais de união da tecnologia com a utilização dos recursos naturais, gerando uma cadeia produtiva consciente, perene e sustentável, com benefícios econômicos e sociais para os amazônidas.

E uma dessas alternativas é a exploração sustentável da madeira, um dos produtos mais abundantes no Acre. Uma das alternativas usadas por muitas empresas que trabalham com a exploração da madeira é o manejo florestal.

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Nesse sistema, você segue um plano de exploração de determinada área respeitando os mecanismos de sustentação do ecossistema e possibilitando, inclusive, utilização de múltiplas espécies madeireiras.

Madeira retirada no Acre e enviada para outros países saem de área de manejo florestal – Foto: Paulo Roberto Parente

Cumaru-ferro lidera mercado

Em uma dessas empresas no Acre, que atua em Rio Branco e Xapuri, a espécie mais exportada é a Dipteryx odorata, mais conhecida como Cumaru-ferro. Apesar de essa espécie não ser a mais valiosa no mercado, o engenheiro florestal da empresa, Paulo Roberto Parente, explica que é a mais abundante, facilitando assim a exploração.

“Tem mais a ver com a ocorrência natural dela. A espécie que chega a ter o melhor valor de mercado é o ipê, mas a ocorrência do ipê nas florestas do Acre é menor que a do Cumaru. Ou seja, o ipê vale mais, mas a gente tem menos dele disponível naturalmente. Já o cumaru tem um ótimo valor de mercado e ocorre com mais abundância”, explica.

Só nessa empresa, no período de 21 de junho do ano passado até 23 de abril deste ano, foram concluídos 76 embarques contendo produtos da madeira de cumaru-ferro, totalizando 1774,379m³, com valor médio de R$ 8.160,91 por m³.

“Os principais produtos exportados feitos de cumaru-ferro são deckings e S4S. O cumaru-ferro pode ser usado para várias coisas, como se fosse um quebra-cabeça que pode ser montado para várias funções. Ele é muito usado por suas propriedades mecânicas, por apresentar uma ótima durabilidade e resistência à intempéries.”

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Área de manejo tem menor impacto ambiental – Foto: Reprodução/Complexo Industrial Florestal Xapuri

A madeira retirada dessa área vai para a Europa, para países como:

Alemanha

França

Bélgica

Dinamarca

Holanda

E também para a Oceania, como:

Nova Zelândia e Austrália e também para a

Ásia (China)

Manejo florestal

Sobre o manejo florestal, o engenheiro diz que apostar nesse sistema é, inclusive, garantir a preservação ambiental.

“O fato de sair de projetos de manejo legalizados é importante porque garante a preservação da espécie e possibilita a exploração desse recurso de maneira ambientalmente correta. Garante também a disponibilidade da espécie para uma exploração futura, enquanto houver interesse econômico. Nós usamos a palavra exploração, que pode ter um impacto negativo, mas é o termo mais adequado, uma vez que falamos de recursos naturais”.

Ela destaca ainda que a forma consciente da utilização dessas espécies contribui, justamente, para aliar preservação e economia.

“Por se tratar de recursos naturais, que têm, além de valor econômico, uma função ecológica primordial, a exploração e uso desses recursos deve ser feita de forma consciente e com parâmetros técnicos”, finaliza.

A espécie mais exportada é o Cumaru-ferro – Foto: Reprodução

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