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Serra do Divisor terá festival de gastronomia em abril. O evento tem como apoio a Lei Aldir Blanc

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Serra do Divisor –  Foto: Marcos Vicentti / Secom

Assessoria – O Primeiro Festival Gastronômico na Serra do Divisor vai acontecer, no dia 2 de abril na Pousada do Miro. A ideia é apresentar pratos regionais e atrair mais pessoas para o local, fortalecendo o turismo de base comunitária.

O evento, organizado pela pousada, tem como apoio principal a Lei Aldir Blanc, Governo do Estado, Prefeitura de Mâncio Lima, Sebrae e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

“Queremos atrair as pessoas pela nossa culinária regional. Estando aqui, poderão conhecer também os atrativos da serra, aproveitar as cachoeiras e a conexão com a natureza”, reforça o empresário, Argemiro Oliveira.

O festival mostrará a cultura amazônica, com apresentações de danças e rituais de aldeias indígenas vizinhas e artesanato local. Passeios nas cachoeiras e mirante da região também estão incluídos na programação.

“A Serra do Divisor possui um imenso potencial turístico. O governo tem realizado ações, cursos e investimentos para estimular o turismo na região e não poderia ficar de fora de um festival como esse que visa mostrar os atrativos do local”, destaca o secretário de Estado de Empreendedorismo e Turismo, Jhon Douglas da Costa.

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A Serra do Divisor é o quarto maior parque nacional brasileiro e é considerado também o local de maior biodiversidade da Amazônia. Criada em 1989, a unidade de conservação (UC) é gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pelo governo federal.

O acesso à área é realizado pelo município de Mâncio Lima. O turista pode chegar por via terrestre, pela BR-364. Para diminuir o tempo de deslocamento, tem a opção de ir de avião até Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do estado, e tomar a estrada para Mâncio Lima. Chegando lá, é necessário pegar uma embarcação pequena e fazer uma viagem de oito horas, em média, pelos rios Japiin e Moa até a serra.

Pousada do Miro

Foi a primeira criada no parque. Possui quartos e chalés. De lá é possível contemplar a serra. Agendamentos pelo contato:  (68) 9 9971-2127 ou (68) 99963 6842.

E Veja Também no 3 de Julho – Acre 24 Horas

Veja o Vídeo Abaixo: Em apoio às reivindicações dos servidores da Educação, Saúde e Segurança do Estado. Leo de Brito anunciou que entrou com uma ação popular, na Justiça Federal, para que o governador Gladson Cameli restitua aos cofres públicos os R$ 800 milhões que a Polícia Federal, por meio da Operação Ptolomeu, apontou que foram desviados. 

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Manejo florestal sustentável equilibra economia e preservação, “recorde na balança comercial”

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Peso na exportação: Manejo florestal sustentável equilibra economia e preservação – Foto: Paulo Roberto Parente/Arquivo pessoal

Aliar tecnologia, preservação e economia é um dos desafios de quem decide empreender na Amazônia tendo como base os produtos florestais – que é o forte de todos os estados dessa região e não é diferente no Acre. São eles que movimentam a economia do estado e, no ano passado, foram responsáveis pelo recorde registrado na balança comercial.

Segundo o portal G1 Acre, só no primeiro trimestre deste ano, o estado já chegou aos 20 milhões de dólares em exportações e superou o mesmo período do ano passado. Já em 2021, o Acre exportou US$ 48,838 milhões e importou, US$ 3,741 milhões, resultando em um saldo na balança comercial de US$ 45,097 milhões durante todo o ano, o que representa novo recorde do seu comércio exterior, superando em 21,8% o resultado de 2018, que foi de US$ 37,038 milhões.

A Plataforma “Amazônia Que Eu Quero” realiza o fórum “Empreendedorismo” no próximo dia 19.

O objetivo é discutir novas opções de modelo econômico para a Amazônia. Busca-se elencar possibilidades reais de união da tecnologia com a utilização dos recursos naturais, gerando uma cadeia produtiva consciente, perene e sustentável, com benefícios econômicos e sociais para os amazônidas.

E uma dessas alternativas é a exploração sustentável da madeira, um dos produtos mais abundantes no Acre. Uma das alternativas usadas por muitas empresas que trabalham com a exploração da madeira é o manejo florestal.

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Nesse sistema, você segue um plano de exploração de determinada área respeitando os mecanismos de sustentação do ecossistema e possibilitando, inclusive, utilização de múltiplas espécies madeireiras.

Madeira retirada no Acre e enviada para outros países saem de área de manejo florestal – Foto: Paulo Roberto Parente

Cumaru-ferro lidera mercado

Em uma dessas empresas no Acre, que atua em Rio Branco e Xapuri, a espécie mais exportada é a Dipteryx odorata, mais conhecida como Cumaru-ferro. Apesar de essa espécie não ser a mais valiosa no mercado, o engenheiro florestal da empresa, Paulo Roberto Parente, explica que é a mais abundante, facilitando assim a exploração.

“Tem mais a ver com a ocorrência natural dela. A espécie que chega a ter o melhor valor de mercado é o ipê, mas a ocorrência do ipê nas florestas do Acre é menor que a do Cumaru. Ou seja, o ipê vale mais, mas a gente tem menos dele disponível naturalmente. Já o cumaru tem um ótimo valor de mercado e ocorre com mais abundância”, explica.

Só nessa empresa, no período de 21 de junho do ano passado até 23 de abril deste ano, foram concluídos 76 embarques contendo produtos da madeira de cumaru-ferro, totalizando 1774,379m³, com valor médio de R$ 8.160,91 por m³.

“Os principais produtos exportados feitos de cumaru-ferro são deckings e S4S. O cumaru-ferro pode ser usado para várias coisas, como se fosse um quebra-cabeça que pode ser montado para várias funções. Ele é muito usado por suas propriedades mecânicas, por apresentar uma ótima durabilidade e resistência à intempéries.”

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Área de manejo tem menor impacto ambiental – Foto: Reprodução/Complexo Industrial Florestal Xapuri

A madeira retirada dessa área vai para a Europa, para países como:

Alemanha

França

Bélgica

Dinamarca

Holanda

E também para a Oceania, como:

Nova Zelândia e Austrália e também para a

Ásia (China)

Manejo florestal

Sobre o manejo florestal, o engenheiro diz que apostar nesse sistema é, inclusive, garantir a preservação ambiental.

“O fato de sair de projetos de manejo legalizados é importante porque garante a preservação da espécie e possibilita a exploração desse recurso de maneira ambientalmente correta. Garante também a disponibilidade da espécie para uma exploração futura, enquanto houver interesse econômico. Nós usamos a palavra exploração, que pode ter um impacto negativo, mas é o termo mais adequado, uma vez que falamos de recursos naturais”.

Ela destaca ainda que a forma consciente da utilização dessas espécies contribui, justamente, para aliar preservação e economia.

“Por se tratar de recursos naturais, que têm, além de valor econômico, uma função ecológica primordial, a exploração e uso desses recursos deve ser feita de forma consciente e com parâmetros técnicos”, finaliza.

A espécie mais exportada é o Cumaru-ferro – Foto: Reprodução

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