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Dia do Meio Ambiente: relembre os principais projetos de algumas polêmicas em área no Acre

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Dia do Meio Ambiente: relembre os principais projetos e polêmicas da área no Acre – Foto: Arquivo/BP-AC

No Dia Mundial do Meio Ambiente, o portal G1 Acre fez um apanhado de algumas polêmicas que envolvem a área no estado. Listando assim alguns projetos que dividem opiniões no estado e também alguns outros sobre o meio ambiente. Vamos relembrar?

Localizado na ponta do Brasil, o Acre é um dos estados com maior diversidade de fauna e flora do país e tem quase 50% do seu território composto por terras protegidas por lei ambiental. De acordo com dados da Divisão de Áreas Naturais Protegidas e Biodiversidade (DapBio), o Acre possui um território com 16.422.136 de hectares, sendo que deste total 7.774.440 de hectares, ou seja, 47,3% é composto por unidades de conservação (federais, estaduais e municipais).

Já na categoria de proteção integral e uso sustentável e terra indígenas, são 2.390.112 de hectares, ou seja, 14,55 %, criadas para proteção e uso sustentável do bioma amazônico.

Florestas públicas

E logo de início falando de áreas protegidas, o primeiro projeto que vamos relembrar, que ainda é debatido no âmbito do estado, é a concessão das florestas públicas.

Em 2021, o governo chegou a debater um projeto de lei que regulariza a exploração de florestas públicas por empresas privadas no Acre. Isso porque, segundo o governo, o controle dessas terras acaba sendo um desafio para o estado que acaba tendo que lidar com invasões e crimes ambientais nessas áreas. ]

A gestão alega que essa medida implicaria em maior controle e preservação dessas áreas. Na época do debate, ambientalistas chegaram a dizer que o projeto era “aterrorizante”. Atualmente, o projeto está parado.

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Entenda o impasse

Projeto quer retirar proteção integral do Parque Nacional da Serra do Divisor – Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Estrada na Serra do Divisor

Outro projeto que tem dado o que falar é um apresentado pela pela deputada federal Mara Rocha (PSDB-AC), que tira a proteção integral da Serra do Divisor no Vale do Juruá, no interior do Acre e altera os limites da Reserva Extrativista Chico Mendes (Resex).

Atualmente o projeto tramita na Câmara dos Deputados e está guardando parecer do relator na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra.). Mas, ja foi alvo de críticas de ambientalistas, estudioso,associações de moradores de reservas extrativistas e indígenas.

Há ainda pelo menos duas petições on-line contra o projeto. Já do lado dos parlamentares, a alegação é que essa mudança levaria progresso à região.

Entenda o projeto

Estrada entre Acre e Peru

Aliada a essa mudança na conservação da Serra do Divisor, está a construção de uma estrada entre Acre e Peru. O estudo de viabilidade econômica do projeto rodoviário Pucallpa – Cruzeiro do Sul apontou que o projeto não é economicamente viável, sendo que a construção geraria mais custos do que benefícios aos usuários.

O projeto, segundo a análise, também afetaria negativamente as comunidades indígenas, incluindo indígenas em isolamento voluntário, e áreas importantes em termos de significância ecológica, como o Parque Nacional da Serra do Divisor.

As comunidades indígenas do estado estão representadas por 15 povos, distribuídos em três famílias linguísticas (Pano, Arawak e Arawa). São 17.070 indígenas vivendo em 197 aldeias, distribuídos em 36 terras, situados em 11 municípios do estado do Acre. Destaca-se ainda 3 povos isolados, segundo o relatório.

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Entenda o projeto

Geração de créditos de carbono em terra indígena

No ano passado, um estudo apontou que seria possível tornar as terras dos puyanawas em uma grande potência geradora de carbono e, além da preservação ambiental, conseguir gerar renda a esses povos. A terra indígena possui área de mais de 24, 4 mil hectares e apenas 5,8% desse território foi alterado.

Confira o estudo

Imagens mostram avanço do desmatamento na fronteira do Acre e Peru – Foto: Arquivo pessoal

Também no ano passado, um dossiê apresentado pelas entidades indígenas do Acre e do Peru alerta para o avanço do desmatamento na fronteira e que ameaça as comunidades indígenas e moradores da Reserva Extrativista do Alto Juruá, no interior do Acre.

O documento intitulado: “Uma grande ameaça para os povos indígenas do Yurua, Alto Tamaya e Alto Juruá” foi assinado pela Associação Ashaninka do Rio Amônia (Apiwtxa); Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-Acre) e Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ), além de mais oito entidades indígenas peruanas.

Nas denúncias, os indígenas falam sobre abertura ilegal do trecho da estrada UC-105 que vai de Nueva Italia a Puerto Breu, no Peru, por empresas madeireiras e outros grupos. O dossiê também expõe uma série de documentos oficiais, mapas e falas das lideranças, que mostram o risco que este empreendimento representa para os povos indígenas e comunidades tradicionais da região.

Eles alertam para o possível crescimento do narcotráfico na região, além da ameaça ao meio ambiente e aos povos originários.

Dia do Meio Ambiente: relembre os principais projetos e polêmicas da área no Acre – Foto: Arquivo/BP-AC

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A exuberância das águas coloridas do Juruá: Os ricos mananciais, inúmeros açudes e igarapés no Acre

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Os ricos mananciais, inúmeros açudes e igarapés com tons de águas esverdeados, azulados, águas pretas e amareladas são uma atração à parte desse lugar – Fotos: Marcos Vicentti

Planeta Amazônia – Com um caiaque na bagagem pode-se realizar uma das viagens mais lindas pelo interior do Acre, para explorar os principais balneários da região de Cruzeiro do Sul, distante da capital Rio Branco 680km, com potencial de turismo ecológico em crescimento, atraindo a cada ano mais visitantes.

Os ricos mananciais, inúmeros açudes e igarapés com tons de águas esverdeados, azulados, águas pretas e amareladas são uma atração à parte desse lugar.

As opções de lazer são variadas: navegar pelo Rio Juruá e explorar as belezas do lugar, como praias de água doce, fotografar os botos que dançam na frente dos pescadores ou conhecer a árvore chamada de “apuí banho de inverno” – que tem esse nome porque, quando acontece a cheia do rio, os meninos da região aproveitam para saltar de seus altos galhos e brincar no local.

Nas margens do rio rico em peixes encontramos João Francisco, pescador sorridente com seu peixe na mão, exibido como um troféu – Fotos: Marcos Vicentti

Das águas do Juruá sai o sustento de muitas famílias; nas margens do rio rico em peixes, encontramos João Francisco, pescador sorridente, com seu peixe na mão, exibido como um troféu.

Na travessia das catraias encontramos seu Manoel de Souza, um pescador que hoje é catraieiro e oferece alguns passeios pelo rio, sempre contando belas histórias, guiando para um lugar conhecido como “boca do Rio Moa”, uma comunidade com vários pescadores e praias belas no meio do rio.

Manoel de Souza, pescador que hoje é catraieiro e oferece alguns passeios pelo rio, sempre contando belas histórias, guiando para um lugar conhecido como “boca do Rio Moa” – Fotos: Marcos Vicentti

A comunidade do Rio Croa é um dos atrativos do Juruá que ganham popularidade a cada ano que passa.

O acesso à localidade se dá pela estrada da BR-364, a pouco mais de 20km de Cruzeiro do Sul (indo para Rio Branco), e é possível passar ali o dia todo, ou mesmo se organizar para dormir, negociando previamente com os moradores que já disponibilizam essa opção.

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A Comunidade do Rio Croa é um dos atrativos do Juruá que ganha popularidade a cada ano que passa. O acesso à comunidade Rio Croa se dá pela estrada da BR-364, a pouco mais de 20km de Cruzeiro do Sul, indo para Rio Branco – Fotos: Marcos Vicentti

Atualmente, a comunidade já voltou a receber visitantes, e o turismo está se tornando uma fonte de renda aos moradores do Rio Croa, fazendo surgir opções de trabalho na oferta do transporte de catraia, restaurante, guiamento e hospedagem.

O grande atrativo natural é o fenômeno do “tapete verde”, formado pela vegetação sobre as águas do rio, além das belíssimas vitórias-régias, e também as imponentes sumaúmas que há na floresta do entorno do rio.

A formação do “tapete verde” fica mais exuberante no verão amazônico, de junho a novembro – Fotos: Marcos Vicentti

O Balneário do João Machado é também uma das mais conhecidas e frequentadas áreas de atrativo natural voltadas ao turismo de lazer em Cruzeiro do Sul.

A propriedade é da família Machado e é aberta ao público há mais de dez anos. O espaço é equipado com quiosques espalhados pelo ambiente, churrasqueiras e restaurante com oferta de comida regional. Um amplo ambiente sombreado pelos buritis.

Balneário do João Machado é também uma das mais conhecidas e frequentadas áreas de atrativo natural voltadas ao turismo de lazer em Cruzeiro do Sul – Fotos: Marcos Vicentti

A estrada de acesso é o caminho para o Deracre em Cruzeiro do Sul, via Comunidade Japãozinho, a cerca de 30km do centro da cidade, onde o ramal é trafegável também para carros de passeio, motocicletas e bicicletas.

O balneário Banho da Alegria, do seu Antônio Roque, é também um espaço familiar, aberto  a todos os visitantes que chegam à “Princesa do Juruá” – cognome afetivo da cidade de Cruzeiro do Sul. O espaço conta com quiosques ao redor do açude, restaurante com comida regional, boias para flutuação, espaço para camping e um amplo estacionamento.

Está localizado na Vila São Pedro, a 500m da Escola Maria de Nazaré Santiago, na zona rural de Cruzeiro do Sul. O acesso é possível para todos os tipos de veículos.

Balneário Banho da Alegria, do seu Antônio Roque, é também um espaço familiar, aberto a todos os visitantes que chegam à “Princesa do Juruá” – Fotos: Marcos Vicentti

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No Sitio Recanto das Águas, localizado no Ramal Jabutirana, distante de Cruzeiro do Sul 28km, o turista encontra dois belos açudes com águas em tons esverdeados, de propriedade de João Macapá, um ex-seringueiro que teve a ideia de fazer um açude para criar peixe e ficou surpreso com a cor da água. A estrada que dá acesso a esse paraíso está toda asfaltada, permitindo acesso fácil.

No local, os estudantes de Medicina Iago Bessa e Ana Beatriz estavam conhecendo o lugar juntamente com familiares. “É a primeira vez que visito a região do Juruá e estou encantando com todas as belezas naturais. Com certeza irei voltar outras vezes”, planeja o estudante.

No local, os estudantes Iago Bessa e Ana Beatriz conheciam o lugar juntamente com familiares. A estrada que dá acesso a esse paraíso está toda asfaltada, permitindo acesso fácil – Fotos: Marcos Vicentti

Já o Igarapé Preto desperta a atenção de quem visita Cruzeiro do Sul. Um dos balneários localizados ao longo do curso do igarapé fica bem próximo ao Aeroporto Internacional, sendo o cartão de visitas da cidade. Além de escura, a água é bem mais fria do que de todos os outros mananciais da região de floresta do Vale do Juruá.

O recanto é bastante visitado por turistas e moradores locais que buscam se refrescar, principalmente no período de verão amazônico, quando a temperatura chega aos 38 graus.

Informações turísticas:

Passeio no Rio Croa: A área turística do Rio Croa tem sua entrada localizada na BR-364, no quilômetro 17, no sentido Cruzeiro do Sul-Rio Branco. O espaço funciona todos os dias, com duas pousadas e três restaurantes sob agendamento prévio.

Os pagamentos dos passeios de catraia e os outros serviços são realizados apenas em espécie.

(68) 98412-8780, (68) 99612-3009 e (68) 98428-5328

Restaurante Croa Sabor e Lenha: (68) 99924.2783 – Damiana

Barqueiro do Croa: (68) 99233.3958 – José

Passeio no Rio Juruá: barqueiro Manoel de Souza: (68) 99609.0790

Passeio Recanto das Águas – João Macapá;(68) 99223.8439

O Igarapé Preto desperta a atenção de quem visita o município de Cruzeiro do Sul – Fotos: Marcos Vicentti

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