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Comitê apresenta propostas discutidas no fórum Florestas: “valorização dos povos tradicionais”

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Soim preto fotografado dentro do Parque Nacional da Serra do Divisor, no Acre – Foto: Hugo Costa / Arquivo pessoal

Especialistas do Comitê do 5º Fórum da plataforma Amazônia Que Quero, que teve como tema Florestas, apresentaram dez propostas para fortalecer as políticas de conversação na região Norte. Eles defenderam também a criação de um Comitê de Governança Participativo da Amazônia, para a condução e implementação do Programa Nacional de Florestas.

O fórum foi realizado no dia 30 de junho e abordou gestão e concessão florestal, desmatamento e mercado de carbono.

Membro do Comitê, o secretário-geral da SOS Amazônia e especialista em Política Ambiental, Miguel Scarcello, falou da importância de discutir esse tema e de potencializar a floresta como um ativo econômico.

“A gente conseguiu chegar num consenso, de uma lista de dez propostas, para justamente potencializar a floresta como um ativo econômico, mas também, antes de tudo, um ativo social, cultural, que tem que ser mais valorizado nesses aspectos. Nossa conclusão indica nesse sentido de potencializar a floresta”, explica.

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Para Scarcellos, é preciso envolver os povos tradicionais nas discussões, valorizando as práticas culturais e econômicas milenares no uso da floresta.

“A gente levou em conta isso porque os territórios hoje que conseguem fazer da floresta um ativo econômico ou então uma área que preserva a sua essência e que são regiões assim que contém maior representatividade na nossa região, são os territórios povoados pelos povos indígenas e representantes agroextrativistas e quilombolas,” diz.

Segundo ele, esses são territórios que não são potencializados da maneira como deveriam.

“Não são valorizados como deveriam. Tá vendo o que tá acontecendo hoje com as terras indígenas, as reservas extrativistas? Algumas terras indígenas sendo ameaçadas para que seja feita a exploração sem consulta nenhuma, sem respeito a essas tradições. Então, a gente entende que esse reconhecimento, a valorização desses povos é o primeiro passo. Entender que, essa floresta, ela se mantém justamente por conta da presença desses povos, que têm o conhecimento tradicional, sabem dos valores que ela possui, sabem das essências que ela contém”, afirma.

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Ele reforça que reconhecer a importância desses povos é o primeiro passo. “Muito desse conhecimento são ativos usados na economia, principalmente na bioeconomia, muitos deles já viraram essências pra produtos químicos, cosméticos, como também remédios, medicamentos e muitos ainda existem e que pouco foram valorizados, mas necessariamente para serem alcançados precisam conversar com esses povos e reconhecer a sua importância. É nesse sentido que a gente propôs esses pontos que estão aí, fazendo deles parte do processo de decisão e da gestão de florestas”, pontua.

O caderno com todas as propostas dos cinco fóruns realizados ao longo do ano sobre Infraestrutura, Energia Limpa, Modelo Econômico na Amazônia, Empreendedorismo e Florestas será entregue em setembro de 2022 aos parlamentares. Veja mais no G1 Acre

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A exuberância das águas coloridas do Juruá: Os ricos mananciais, inúmeros açudes e igarapés no Acre

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Os ricos mananciais, inúmeros açudes e igarapés com tons de águas esverdeados, azulados, águas pretas e amareladas são uma atração à parte desse lugar – Fotos: Marcos Vicentti

Planeta Amazônia – Com um caiaque na bagagem pode-se realizar uma das viagens mais lindas pelo interior do Acre, para explorar os principais balneários da região de Cruzeiro do Sul, distante da capital Rio Branco 680km, com potencial de turismo ecológico em crescimento, atraindo a cada ano mais visitantes.

Os ricos mananciais, inúmeros açudes e igarapés com tons de águas esverdeados, azulados, águas pretas e amareladas são uma atração à parte desse lugar.

As opções de lazer são variadas: navegar pelo Rio Juruá e explorar as belezas do lugar, como praias de água doce, fotografar os botos que dançam na frente dos pescadores ou conhecer a árvore chamada de “apuí banho de inverno” – que tem esse nome porque, quando acontece a cheia do rio, os meninos da região aproveitam para saltar de seus altos galhos e brincar no local.

Nas margens do rio rico em peixes encontramos João Francisco, pescador sorridente com seu peixe na mão, exibido como um troféu – Fotos: Marcos Vicentti

Das águas do Juruá sai o sustento de muitas famílias; nas margens do rio rico em peixes, encontramos João Francisco, pescador sorridente, com seu peixe na mão, exibido como um troféu.

Na travessia das catraias encontramos seu Manoel de Souza, um pescador que hoje é catraieiro e oferece alguns passeios pelo rio, sempre contando belas histórias, guiando para um lugar conhecido como “boca do Rio Moa”, uma comunidade com vários pescadores e praias belas no meio do rio.

Manoel de Souza, pescador que hoje é catraieiro e oferece alguns passeios pelo rio, sempre contando belas histórias, guiando para um lugar conhecido como “boca do Rio Moa” – Fotos: Marcos Vicentti

A comunidade do Rio Croa é um dos atrativos do Juruá que ganham popularidade a cada ano que passa.

O acesso à localidade se dá pela estrada da BR-364, a pouco mais de 20km de Cruzeiro do Sul (indo para Rio Branco), e é possível passar ali o dia todo, ou mesmo se organizar para dormir, negociando previamente com os moradores que já disponibilizam essa opção.

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A Comunidade do Rio Croa é um dos atrativos do Juruá que ganha popularidade a cada ano que passa. O acesso à comunidade Rio Croa se dá pela estrada da BR-364, a pouco mais de 20km de Cruzeiro do Sul, indo para Rio Branco – Fotos: Marcos Vicentti

Atualmente, a comunidade já voltou a receber visitantes, e o turismo está se tornando uma fonte de renda aos moradores do Rio Croa, fazendo surgir opções de trabalho na oferta do transporte de catraia, restaurante, guiamento e hospedagem.

O grande atrativo natural é o fenômeno do “tapete verde”, formado pela vegetação sobre as águas do rio, além das belíssimas vitórias-régias, e também as imponentes sumaúmas que há na floresta do entorno do rio.

A formação do “tapete verde” fica mais exuberante no verão amazônico, de junho a novembro – Fotos: Marcos Vicentti

O Balneário do João Machado é também uma das mais conhecidas e frequentadas áreas de atrativo natural voltadas ao turismo de lazer em Cruzeiro do Sul.

A propriedade é da família Machado e é aberta ao público há mais de dez anos. O espaço é equipado com quiosques espalhados pelo ambiente, churrasqueiras e restaurante com oferta de comida regional. Um amplo ambiente sombreado pelos buritis.

Balneário do João Machado é também uma das mais conhecidas e frequentadas áreas de atrativo natural voltadas ao turismo de lazer em Cruzeiro do Sul – Fotos: Marcos Vicentti

A estrada de acesso é o caminho para o Deracre em Cruzeiro do Sul, via Comunidade Japãozinho, a cerca de 30km do centro da cidade, onde o ramal é trafegável também para carros de passeio, motocicletas e bicicletas.

O balneário Banho da Alegria, do seu Antônio Roque, é também um espaço familiar, aberto  a todos os visitantes que chegam à “Princesa do Juruá” – cognome afetivo da cidade de Cruzeiro do Sul. O espaço conta com quiosques ao redor do açude, restaurante com comida regional, boias para flutuação, espaço para camping e um amplo estacionamento.

Está localizado na Vila São Pedro, a 500m da Escola Maria de Nazaré Santiago, na zona rural de Cruzeiro do Sul. O acesso é possível para todos os tipos de veículos.

Balneário Banho da Alegria, do seu Antônio Roque, é também um espaço familiar, aberto a todos os visitantes que chegam à “Princesa do Juruá” – Fotos: Marcos Vicentti

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No Sitio Recanto das Águas, localizado no Ramal Jabutirana, distante de Cruzeiro do Sul 28km, o turista encontra dois belos açudes com águas em tons esverdeados, de propriedade de João Macapá, um ex-seringueiro que teve a ideia de fazer um açude para criar peixe e ficou surpreso com a cor da água. A estrada que dá acesso a esse paraíso está toda asfaltada, permitindo acesso fácil.

No local, os estudantes de Medicina Iago Bessa e Ana Beatriz estavam conhecendo o lugar juntamente com familiares. “É a primeira vez que visito a região do Juruá e estou encantando com todas as belezas naturais. Com certeza irei voltar outras vezes”, planeja o estudante.

No local, os estudantes Iago Bessa e Ana Beatriz conheciam o lugar juntamente com familiares. A estrada que dá acesso a esse paraíso está toda asfaltada, permitindo acesso fácil – Fotos: Marcos Vicentti

Já o Igarapé Preto desperta a atenção de quem visita Cruzeiro do Sul. Um dos balneários localizados ao longo do curso do igarapé fica bem próximo ao Aeroporto Internacional, sendo o cartão de visitas da cidade. Além de escura, a água é bem mais fria do que de todos os outros mananciais da região de floresta do Vale do Juruá.

O recanto é bastante visitado por turistas e moradores locais que buscam se refrescar, principalmente no período de verão amazônico, quando a temperatura chega aos 38 graus.

Informações turísticas:

Passeio no Rio Croa: A área turística do Rio Croa tem sua entrada localizada na BR-364, no quilômetro 17, no sentido Cruzeiro do Sul-Rio Branco. O espaço funciona todos os dias, com duas pousadas e três restaurantes sob agendamento prévio.

Os pagamentos dos passeios de catraia e os outros serviços são realizados apenas em espécie.

(68) 98412-8780, (68) 99612-3009 e (68) 98428-5328

Restaurante Croa Sabor e Lenha: (68) 99924.2783 – Damiana

Barqueiro do Croa: (68) 99233.3958 – José

Passeio no Rio Juruá: barqueiro Manoel de Souza: (68) 99609.0790

Passeio Recanto das Águas – João Macapá;(68) 99223.8439

O Igarapé Preto desperta a atenção de quem visita o município de Cruzeiro do Sul – Fotos: Marcos Vicentti

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