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Amazônia pode ter 15 mil km² de área desmatada até julho, aponta plataforma de inteligência artificial PrevisIA

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Foto mostra homem medindo árvore depois de cortá-la em Itaituba, oeste do Pará, no dia 7 de agosto de 2017. — Foto: Nacho Doce/Arquivo/Reuters

Um levantamento feito por uma plataforma de inteligência artificial aponta que a Amazônia poderá ter mais de 15 mil km² de área desmatada até julho deste ano. É a maior área desde 2006, conforme a série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Segundo a estimativa, feita pela plataforma PrevisIA, a área sob risco de desmate é de 15.391 km² na temporada de agosto de 2021 até julho de 2022 – mas 71% desse total ainda pode ser preservado (veja mais abaixo).

Se confirmado, o número previsto será 16,3% maior do que o da temporada 2020-2021, que teve 13.235 km² de área desmatada. O cálculo de desmatamento na Amazônia é feito pelo sistema Prodes, do Inpe, e considera sempre o período de agosto de um ano a julho do ano seguinte – para acompanhar as temporadas de seca e chuva na floresta.

A estimativa da PrevisIA para esta temporada levou em consideração a série histórica do Prodes e outros indicadores, como estradas (legais e ilegais), topografia, cobertura do solo, infraestrutura urbana e dados socioeconômicos. A plataforma foi lançada no ano passado pelo Imazon, Microsoft e Fundo Vale.

Maior parte do desmatamento previsto pode ser evitado

A plataforma também aponta, por outro lado, que 71% do desmatamento previsto ainda pode ser evitado.

Isso porque, de agosto de 2021 até janeiro deste ano, foram desmatados 4.514 km², segundo levantamento mensal do Imazon – equivalentes a 29% do desmatamento previsto pela PrevisIA para a temporada inteira.

Por isso, os especialistas consideraram que ainda é possível evitar que os outros 10.887 km² sob risco de desmate sejam destruídos – que correspondem a 71% do total.

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Segundo a plataforma, o estado com a maior área de risco de desmatamento é o Pará, com 6.288 km² – o que corresponde a 41% de todo o território ameaçado na Amazônia. Em seguida estão Amazonas (2.655km², equivalente a 17%), Mato Grosso (2.275km², 15%), Rondônia (1.664km², 11%) e Acre (1.425km², 9%).

“Pará e Mato Grosso, que já possuem áreas consideradas antigas fronteiras do desmatamento, agora convivem com o avanço da destruição dos remanescentes de floresta, inclusive em áreas protegidas, o que é extremamente preocupante”, afirmou o pesquisador responsável pela PrevisIA, Carlos Souza Jr., do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

“Já Amazonas, Acre e Rondônia estão em uma região chamada de ‘Amacro’, onde há uma intensificação da fronteira do agronegócio. Isso fez com que o esses estados tivessem um grande aumento no desmatamento de 2020 para 2021, principalmente o Amazonas”, completou Souza Jr.

Os outros estados que têm território na Amazônia Legal – Roraima, Maranhão, Amapá e Tocantins – somam, juntos, 1.084 km² de área com risco de desmatamento nesta temporada.

Em janeiro, conforme dados do Imazon, foram derrubados 261 km² de floresta, 33% a mais do que o detectado no mesmo mês em 2021. O número é o maior para janeiro desde 2016. O estado que mais desmatou foi Mato Grosso, seguido de Rondônia e Pará. O município que mais desmatou foi Porto Velho.

Carlos Souza Jr. lembrou que 2022 é ano de eleição – quando, em geral, as fiscalizações costumam diminuir. “Por isso, é importante que órgãos de controle também atuem na proteção da Amazônia, como os Ministérios Públicos dos estados e o da União. Porém, a liderança na prevenção do desmatamento da Amazônia e de outros biomas brasileiros tem que ser do governo federal. Os estados, por sua vez, têm um papel importante no controle da devastação, principalmente em casos de omissão do governo federal”, afirmou o pesquisador.

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Desmatamento em áreas protegidas

O levantamento da PrevisIA também mostrou que 725 terras indígenas, unidades de conservação (UCs) e quilombos estão sob risco de desmatamento – 90% do total existente, que é de 803 territórios. Desse total, 24% das áreas estão sob risco alto ou muito alto de derrubada da floresta.

A plataforma indicou que as unidades de conservação têm o maior percentual de territórios sob risco alto ou muito alto de desmatamento: 37%. Em seguida vieram as terras indígenas, com 19%, e os territórios quilombolas, com 8%. Por G1 Acre.

Amazônia: área desmatada em km² (2004-2021) Dados de 2022 são de projeção da PrevisIA

E Veja Também no 3 de Julho Notícias – Acre 24 Horas

Veja o Vídeo Abaixo: Os servidores da Educação do estado estão revoltados, com tanto descaso do governo Gladson Cameli com a maior categoria do Acre. Os servidores liderados pelo Sinteac, alegam que o governo descumpriu acordo judicial firmado com a categoria e que só iniciam o ano que vem tiver cumprimento do que foi acordado. Os servidores estiveram mais uma vez na frente da casa Civil e manifestaram sua insatisfação com Gladson Cameli.

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Manejo florestal sustentável equilibra economia e preservação, “recorde na balança comercial”

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Peso na exportação: Manejo florestal sustentável equilibra economia e preservação – Foto: Paulo Roberto Parente/Arquivo pessoal

Aliar tecnologia, preservação e economia é um dos desafios de quem decide empreender na Amazônia tendo como base os produtos florestais – que é o forte de todos os estados dessa região e não é diferente no Acre. São eles que movimentam a economia do estado e, no ano passado, foram responsáveis pelo recorde registrado na balança comercial.

Segundo o portal G1 Acre, só no primeiro trimestre deste ano, o estado já chegou aos 20 milhões de dólares em exportações e superou o mesmo período do ano passado. Já em 2021, o Acre exportou US$ 48,838 milhões e importou, US$ 3,741 milhões, resultando em um saldo na balança comercial de US$ 45,097 milhões durante todo o ano, o que representa novo recorde do seu comércio exterior, superando em 21,8% o resultado de 2018, que foi de US$ 37,038 milhões.

A Plataforma “Amazônia Que Eu Quero” realiza o fórum “Empreendedorismo” no próximo dia 19.

O objetivo é discutir novas opções de modelo econômico para a Amazônia. Busca-se elencar possibilidades reais de união da tecnologia com a utilização dos recursos naturais, gerando uma cadeia produtiva consciente, perene e sustentável, com benefícios econômicos e sociais para os amazônidas.

E uma dessas alternativas é a exploração sustentável da madeira, um dos produtos mais abundantes no Acre. Uma das alternativas usadas por muitas empresas que trabalham com a exploração da madeira é o manejo florestal.

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Nesse sistema, você segue um plano de exploração de determinada área respeitando os mecanismos de sustentação do ecossistema e possibilitando, inclusive, utilização de múltiplas espécies madeireiras.

Madeira retirada no Acre e enviada para outros países saem de área de manejo florestal – Foto: Paulo Roberto Parente

Cumaru-ferro lidera mercado

Em uma dessas empresas no Acre, que atua em Rio Branco e Xapuri, a espécie mais exportada é a Dipteryx odorata, mais conhecida como Cumaru-ferro. Apesar de essa espécie não ser a mais valiosa no mercado, o engenheiro florestal da empresa, Paulo Roberto Parente, explica que é a mais abundante, facilitando assim a exploração.

“Tem mais a ver com a ocorrência natural dela. A espécie que chega a ter o melhor valor de mercado é o ipê, mas a ocorrência do ipê nas florestas do Acre é menor que a do Cumaru. Ou seja, o ipê vale mais, mas a gente tem menos dele disponível naturalmente. Já o cumaru tem um ótimo valor de mercado e ocorre com mais abundância”, explica.

Só nessa empresa, no período de 21 de junho do ano passado até 23 de abril deste ano, foram concluídos 76 embarques contendo produtos da madeira de cumaru-ferro, totalizando 1774,379m³, com valor médio de R$ 8.160,91 por m³.

“Os principais produtos exportados feitos de cumaru-ferro são deckings e S4S. O cumaru-ferro pode ser usado para várias coisas, como se fosse um quebra-cabeça que pode ser montado para várias funções. Ele é muito usado por suas propriedades mecânicas, por apresentar uma ótima durabilidade e resistência à intempéries.”

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Área de manejo tem menor impacto ambiental – Foto: Reprodução/Complexo Industrial Florestal Xapuri

A madeira retirada dessa área vai para a Europa, para países como:

Alemanha

França

Bélgica

Dinamarca

Holanda

E também para a Oceania, como:

Nova Zelândia e Austrália e também para a

Ásia (China)

Manejo florestal

Sobre o manejo florestal, o engenheiro diz que apostar nesse sistema é, inclusive, garantir a preservação ambiental.

“O fato de sair de projetos de manejo legalizados é importante porque garante a preservação da espécie e possibilita a exploração desse recurso de maneira ambientalmente correta. Garante também a disponibilidade da espécie para uma exploração futura, enquanto houver interesse econômico. Nós usamos a palavra exploração, que pode ter um impacto negativo, mas é o termo mais adequado, uma vez que falamos de recursos naturais”.

Ela destaca ainda que a forma consciente da utilização dessas espécies contribui, justamente, para aliar preservação e economia.

“Por se tratar de recursos naturais, que têm, além de valor econômico, uma função ecológica primordial, a exploração e uso desses recursos deve ser feita de forma consciente e com parâmetros técnicos”, finaliza.

A espécie mais exportada é o Cumaru-ferro – Foto: Reprodução

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