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Acre aparece em 5º lugar no ranking de alertas de desmatamento da Amazônia Legal em maio

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Acre aparece em 5º lugar no ranking de alertas de desmatamento da Amazônia Legal em maio — Foto: Arquivo/PF

O Acre teve uma área de 31 km² sob alerta de desmatamento em maio deste ano, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O número é dez vezes maior que o registrado no mês de abril, quando 3 km² de área estavam sob alerta de desmatamento.

Os alertas de desmatamento foram feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe, que produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²), tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).

O Deter não é o dado oficial de desmatamento, mas alerta sobre onde o problema está acontecendo.

A medição oficial do desmatamento, feita pelo sistema Prodes, costuma superar os alertas sinalizados pelo Deter. Os últimos dados divulgados pelo Prodes apontaram que a área desmatada no Acre foi de 652 km² na temporada de 2019 a 2020 (período que engloba agosto de 2019 a julho de 2020).

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Dados nacionais

Em toda a Amazônia Legal, que corresponde a 59% do território brasileiro e engloba a área de 8 estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Maranhão, a área desmatada em um ano foi de 11.088 km².

Mais uma vez, a Amazônia Legal bateu recorde de área sob alerta de desmatamento em maio. Até o dia 28, a região tinha 1.180km² de área sob alerta de desflorestação, o maior número para o mês desde 2016.

Esse o terceiro mês consecutivo em que os índices batem recordes históricos mensais. Também é a primeira vez que a área sob alerta de desmatamento em maio passa dos 1 mil km². Do G1 Acre

Fonte: Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter)/Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)

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Veja o Vídeo Abaixo: “Nós não podemos nos curvar diante disso [possível interferência de Bolsonaro no INEP]. Por isso que estamos tomando todas as medidas cabíveis para que o INEP seja preservado, sobretudo, a juventude brasileira, que precisa que o Enem seja realizado com muita lisura”, disse Leo de Brito durante entrevista coletiva, no salão verde da Câmara dos Deputados. A coletiva reuniu os líderes da oposição ao governo Bolsonaro para anunciar ações de proteção ao Enem, entre elas, o afastamento do presidente do INEP, acusado de assédio moral.

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Comitê apresenta propostas discutidas no fórum Florestas: “valorização dos povos tradicionais”

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Soim preto fotografado dentro do Parque Nacional da Serra do Divisor, no Acre – Foto: Hugo Costa / Arquivo pessoal

Especialistas do Comitê do 5º Fórum da plataforma Amazônia Que Quero, que teve como tema Florestas, apresentaram dez propostas para fortalecer as políticas de conversação na região Norte. Eles defenderam também a criação de um Comitê de Governança Participativo da Amazônia, para a condução e implementação do Programa Nacional de Florestas.

O fórum foi realizado no dia 30 de junho e abordou gestão e concessão florestal, desmatamento e mercado de carbono.

Membro do Comitê, o secretário-geral da SOS Amazônia e especialista em Política Ambiental, Miguel Scarcello, falou da importância de discutir esse tema e de potencializar a floresta como um ativo econômico.

“A gente conseguiu chegar num consenso, de uma lista de dez propostas, para justamente potencializar a floresta como um ativo econômico, mas também, antes de tudo, um ativo social, cultural, que tem que ser mais valorizado nesses aspectos. Nossa conclusão indica nesse sentido de potencializar a floresta”, explica.

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Para Scarcellos, é preciso envolver os povos tradicionais nas discussões, valorizando as práticas culturais e econômicas milenares no uso da floresta.

“A gente levou em conta isso porque os territórios hoje que conseguem fazer da floresta um ativo econômico ou então uma área que preserva a sua essência e que são regiões assim que contém maior representatividade na nossa região, são os territórios povoados pelos povos indígenas e representantes agroextrativistas e quilombolas,” diz.

Segundo ele, esses são territórios que não são potencializados da maneira como deveriam.

“Não são valorizados como deveriam. Tá vendo o que tá acontecendo hoje com as terras indígenas, as reservas extrativistas? Algumas terras indígenas sendo ameaçadas para que seja feita a exploração sem consulta nenhuma, sem respeito a essas tradições. Então, a gente entende que esse reconhecimento, a valorização desses povos é o primeiro passo. Entender que, essa floresta, ela se mantém justamente por conta da presença desses povos, que têm o conhecimento tradicional, sabem dos valores que ela possui, sabem das essências que ela contém”, afirma.

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Ele reforça que reconhecer a importância desses povos é o primeiro passo. “Muito desse conhecimento são ativos usados na economia, principalmente na bioeconomia, muitos deles já viraram essências pra produtos químicos, cosméticos, como também remédios, medicamentos e muitos ainda existem e que pouco foram valorizados, mas necessariamente para serem alcançados precisam conversar com esses povos e reconhecer a sua importância. É nesse sentido que a gente propôs esses pontos que estão aí, fazendo deles parte do processo de decisão e da gestão de florestas”, pontua.

O caderno com todas as propostas dos cinco fóruns realizados ao longo do ano sobre Infraestrutura, Energia Limpa, Modelo Econômico na Amazônia, Empreendedorismo e Florestas será entregue em setembro de 2022 aos parlamentares. Veja mais no G1 Acre

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