Com o PMDB interferindo na escolha do vice, Mara Rocha pode entrar na disputa do senado.

O presidente do PSDB, deputado federal Major Rocha, disse ontem à coluna que, avaliza a posição do presidente do PMDB, deputado federal Flaviano Melo, só num ponto: quando defende que a discussão de vice deve acontecer em 2018: “vamos discutir em 2018, concordo, mas discutir tudo, inclusive, o lançamento de uma candidatura a senador pelo PSDB, que é um movimento que cresce no partido. Não tem essa do PMDB querer apenas discutir o vice, isso não aceitamos. Que fique claro!”, diz. Rocha defende também uma conversa com o advogado Sanderson Moura e aponta a sua irmã Mara Rocha, como alguém que tem luz própria e que poderia disputar o Senado pelo PSDB. “Há um clamor para que a chapa do Senado tenha a candidatura de uma mulher”, revela o tucano. Rocha acha que o senador Gladson Cameli (PP) cumprirá a sua palavra de que o seu vice será indicado pelo PSDB. “Esperamos isso”, ponderou. O nome do médico Eduardo Veloso (PSDB) é o que está na pauta e, recentemente, o candidato Gladson Cameli(PP) reconheceu que foi quem melhor se articulou na oposição para ser o seu vice. Contra a indicação estaria havendo uma rejeição por parte do ex-prefeito Vagner Sales (PMDB) e pelo candidato a senador Márcio Bittar (PMDB), que querem que o nome para vice seja o de Tião Bocalom (DEM), e trabalham para a tese ser encampada pelo PMDB. Isso é rejeitado pelo PSDB.

CONTABILIDADE SUPERFATURADA

Com todo respeito que o deputado federal Flaviano Melo (PMDB) merece da minha parte, mas de um tempo para cá passou a fazer uma contabilidade superfaturada sobre o poder político do PMDB, a ponto de achar o partido o dono dos votos. Que poder é este que, a sua candidata à prefeita da Capital sofreu a maior derrota que um nome da oposição já sofreu até hoje na disputa da PMRB? O PT colocou 43 mil votos de capote. Fato inédito neste tipo de eleição.

ROCHA COBERTO DE RAZÃO

O deputado federal Major Rocha (PSDB) tem lá os seus radicalismos. Mas nesta discussão está certo. Se é para o PMDB, que já tem candidato ao Senado, querer palpitar na indicação do vice, que se coloque também na mesa a alternativa do PSDB sair com uma candidatura a Senador. O que vale para a Maria, vale também para Maroca, para ficar via de duas mãos.

FATO A SE ENALTECER

Critica-se muito a violência na Capital. Deve ser criticada sim e com vigor. Mas tem de se reconhecer a ação policial positiva do setor de inteligência,quando ocorre, como a que redundou na prisão de quarenta bandidos que vinham aterrorizando a cidade com assaltos, roubos e furtos. São ações comandadas pelo secretário de Segurança, Emylson Farias, que não podem ser escamoteadas. A notícia tem de ter duas mãos: criticas e se reconhecendo os avanços.

LINHA DE ENFRENTAMENTO

O vereador Roberto Duarte (PMDB) foi quem mais fez o enfrentamento com o PT na Câmara Municipal de Rio Branco sobre a administração do prefeito Marcus Alexandre. Outros colegas também bateram de frente, levando o prefeito a não ter a vida mansa do primeiro mandato.Mas o Roberto foi mais incisivo nos questionamentos.

COLUNA TINHA ANTECIPADO

O ex-candidato a prefeito de Feijó, Pelé Campos, principal figura do PMDB naquele município, já tinha declarado à coluna que não apoiaria a candidatura do senador Gladson Cameli (PP) a governador. Publiquei em primeira mão. Agora confirma o que disse ao anunciar a ida para a FPA.

COM A MAIS JUSTA RAZÃO

Não se pode atacar Pelé Campos de traidor. Está coberto de razão. Na eleição passada os dirigentes da oposição se reuniram em Feijó e fizeram um pacto pelo qual ele seria o candidato único a prefeito pelas siglas oposicionistas. Deram-lhe uma rasteira e colocaram o Kiefer (PP).

COBRAR O QUE?

Alguém da oposição tem moral de cobrar do ex-vereador Pelé Campos, uma posição diferente?

NÃO SE PODE NEGAR A IMPORT NCIA

Não se pode negar ao se fazer qualquer avaliação ser Pelé Campos a mais forte liderança do PMDB, em Feijó. E a lembrar que, foi na região de Feijó que Tião Viana sacramentou a sua última eleição para o governo.

FUGINDO DA POLÍTICA

Amigos do ex-governador Binho Marques descartam qualquer possibilidade da sua volta à política em 2018. Binho na verdade foi candidato ao governo na marra, para cumprir uma missão do PT. Tanto é que deixou o governo e fixou residência em Brasília.

SOMBRA, REDE E ÁGUA FRESCA

Outro que sumiu do Acre foi o ex-senador Anibal Diniz (PT), que ocupa um cargo federal bem remunerado em Brasília, com tempo fixo de permanência, o que impediu de ser removido pelo presidente Michel Temer. Anibal está com a vida que pediu a Deus, com sombra, rede e água fresca.

PORTA FECHADA

A ex-deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) terá que disputar mesmo a eleição pelo chapão do PT. Na outra alternativa, a chapinha dos nanicos, que seria o ideal para ela, os seus integrantes não querem nem ouvir falar na sua vinda. A porta está fechada.

PRESTANDO CONTAS

Neste fim de semana a deputada Leila Galvão (PT) estará reunindo o seu grupo e representantes de segmentos organizados da sociedade,em Brasiléia, para fazer uma apresentação do que foi o seu mandato no ano de 2017. Foi propositiva, na ALEAC.

ELEIÇÃO MAIS ENCORPADA

A deputada Jéssica Sales (PMDB) não faz até aqui um mandato passivo. Em que pese o ponto positivo, não terá em 2018 a facilidade que teve de se eleger, quando tinha a máquina da prefeitura de Cruzeiro do Sul a todo vapor na sua candidatura. Terá que gastar do pessoal.

NÃO DEIXA DE TIRAR

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, que apoiará para Federal o tio Rudiley Estrela (PMDB), por não estar bem avaliado pela população, pode até não eleger o seu candidato, mas com certeza vai tirar votos que poderiam ir para a deputada Jéssica Sales (PMDB). É lógico.

LINHA DE FRENTE

Quem tem um mandato bem avaliado em Mâncio Lima, é o vereador Luiz Benvindo (PCdoB), o que é bom para o candidato do PT, Marcus Alexandre, figura desconhecida no município. Benvindo será sem dúvida um bom cabo-eleitoral. Marcus precisa de votos no Juruá.

GRANDE VANTAGEM

A deputada Juliana Rodrigues (PRB) vai disputar a reeleição bem mais forte do que no primeiro mandato. Terá a natural estrutura de gabinete que todo deputado tem, o apoio ostensivo da Igreja Universal, além de no mandato ter ampliado a sua base. É uma deputada leal à FPA.

NÃO SERÁ OBRIGADO

O deputado federal Major Rocha (PSDB) explicou ontem que não será obrigado a votar a favor da Reforma da Previdência, ainda que o comando nacional do PSDB tenha fechado questão a favor de que todos os tucanos votem pela aprovação. Promete que votará pela derrubada do Projeto.

SIM DO KINPARA

Dia 19, teremos mais um candidato ao Senado lançado. É o Reitor da UFAC, Minoru Kinpara (REDE), com a presença da principal dirigente nacional do partido, a ex-senadora Marina Silva.

ÚLTIMA CANARANA

A partir de 2020 acaba a mamata de se reunirem três ou mais partidos nanicos, montarem uma coligação para conseguir eleger deputados pelo sistema proporcional, onde nem sempre o mais votado é o que se elege. Na eleição de vereador não existirá mais a possibilidade de eleição proporcional, ou seja, cada partido terá que ter chapa própria para a Câmara Municipal se quiser eleger vereador. Um dado também a ser levado em conta é que mais da metade dos partidos nanicos existentes até lá desaparecerão de fato, por não cumprirem o estabelecido na cláusula de barreira. Fim das coligações proporcionais e cláusula de barreira foram medidas moralizadoras tomadas na Reforma Política, porque acabam com duas excrescências.

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