Diálogo de surdos

Uma batalha vem sendo travada nos bastidores do PDT, entre o presidente Luiz Tchê, e o deputado Heitor Junior (PDT), por conta da formação da chapa para deputado estadual. Tchê diz que a porteira está aberta para qualquer parlamentar com mandato e promete reiterar e insistir no convite para que a bem votada deputada Maria Antonia (PROS) se filie na sigla. E avisa que Heitor Junior não manda no PDT. Heitor argumenta que tem mandato e promete barrar a entrada da convidada, nem que para isso tenha que recorrer á direção nacional do PDT. Justifica que, não se trata de temor da concorrente, mas que a filiação acabaria com a chapa do PDT e com a coligação que está sendo trabalhada com o PRB e o PODEMOS. As relações entre Heitor e Tchê, já estão espinhadas há bastante tempo. Agora com o episódio Maria Antonia, chegou ao seu pique. Travam um verdadeiro diálogo de surdos. O rompimento está escancarado. É bom lembrar que, a caneta está nas mãos do presidente Luiz Tchê. E que o PDT está ficando a cada dia que passa mais estreito para ambos, em permanente conflito.

SEM OLHAR A QUEM

O senador Jorge Viana (PT) não viu cores partidárias na destinação das suas emendas parlamentares para 2018. Alocou 14,7 milhões para os 22 municípios, sendo que do montante 7,3 milhões a serem aplicados na área de saúde. Não é normal. Na grande maioria das vezes, os deputados e senadores direcionam as suas emendas às prefeituras governadas por seus partidos.

FOGO DE PALHA

Aquela histeria política de levar o superintendente do DNIT, Thiago Caetano, a falar na ALEAC sobre como recebeu a BR-364 e os trabalhos para sua recuperação, não passou de fogo de palha. Até hoje a ALEAC não o convidou. E por conta disso, Thiago me falou que, cessou o compromisso de comparecer na data que, como convidado marcou. E tem sobeja razão.

TELHADOS DE VIDRO

A questão é mais profunda quando se entra no debate da BR-364. A ida do superintendente do DNIT, Thiago Caetano, á ALEAC, não seria o céu para a oposição, como muitos achavam. Se havia brecha para atacar os governos do PT, pela não conclusão da obra e o alto valor investido, há o lado de alguns dos empreiteiros serem ligados à cúpula oposição. Os telhados são de vidro.

UM NOME FORA DA PAUTA

A coluna tem informações cada vez mais consistentes de que, o vice na chapa ao governo do senador Gladson Cameli (PP) sairá de “escolha pessoal” e “não de imposições” políticas. E que a escolha não passaria por Mara Rocha (PSDB) e nem por Alan Rick (DEM). Estão fora da pauta.

UMA CHAPA DA PESADA

A oposição terá uma chapa da pesada para deputado estadual. Alguns dos nomes: Eliane Sinhasique, Gehlen Diniz, Hendi Lima, Antonio Pedro, Nicolau Junior, Roberto Duarte, Charlene Lima, Dr. Jeferson (Pururuca), André Hassem, Raimundo Vaz, Meire Serafim, Pedrinho Petecão, Jairo Carvalho, Luiz Gonzaga, Francineudo Costa e coronel Ulisses.

NÃO DEIXA DE SER VANTAGEM

Os seis deputados Nicolau Junior, Eliane Sinhasique, Hendi Lima, Luiz Gonzaga e Gehlen Diniz e Jairo Carvalho entram na vantagem de estarem num mandato e sua estrutura. O mesmo caso é o do vereador Roberto Duarte. Mas isso é em tese. As coligações serão fatores de decisão.

RESERVA SURPRESAS

O mandato ajuda, mas não é passaporte para a vitória. Muitas vezes, por estarem numa coligação de nanicos, nomes surpresas acabam ganhando a eleição dos chamados medalhões.

AS VOZES DO SILÊNCIO

Um fato que aflora nesta pré-disputa eleitoral é a falta de mobilização das mulheres de oposição ao PT, na busca de mais espaço no parlamento. Embora tenham invejável potencial no total dos votos. Fora as aguerridas Valdete Sousa e Joana Darc, o silêncio é tumular.

O ABRAÇO DOS AFOGADOS

A coligação que se anuncia entre PDT-PRB – PODEMOS para a disputa de vagas na Assembléia Legislativa, bem que poderia se chamar de “chapa do abraço dos afogados”. Estarão nela os deputados Raimundinho da Saúde, Heitor Junior, Juliana Rodrigues, André da Farmácia e Josa da Farmácia. E ainda o secretário Henri Nogueira. Destes, três se afogarão abraçados.

SOMENTE EM ABRIL

Não passa de balão de ensaio que o prefeito Marcus Alexandre antecipará a renúncia do cargo para fevereiro. Sairá somente em abril. De concreto é que no máximo até o fim do mês deverá ser anunciado, oficialmente, como o candidato ao governo da FPA. O que não será novidade.

SÃO FATOS

A deputada Leila Galvão (PT) deverá ser disparada a mais votada para a Assembléia Legislativa, na região do Alto Acre. Não é preciso nem bola de cristal. É que terminou a sua eleição e continuou com um trabalho político que não tem domingo e feriado. Isso é que rende votos.

RESMUNGOS DE BASTIDORES

Não tinha ouvido até bem pouco, como ocorre agora entre deputados da FPA, reações à indicação do secretário Emylson Farias (PDT) como vice do Marcus Alexandre. Acham ser temerária, pelo clima de violência. Mas, quem vai tirar o nome do colete é o Tião Viana.

TOMA UMA VAGA

Mas é bom esses deputados atentarem para um fato: se o Emylson Farias sair candidato a deputado estadual e com a mão do governador no ombro, belisca uma das vagas. Para estadual se o candidato tiver estrutura e a uma boa equipe de campanha torna-se forte.

A EXPERIÊNCIA CONTA NA POLÍTICA

O candidato ao governo, senador Gladson Cameli (PP), acertou em montar uma equipe de conselheiros formada por ex-deputados federais, ex-secretários de Estado, porque na política a experiência conta muito. Quem é do ramo sabe o caminho das pedras.

ALGUÉM VAI SAMBAR NA MAIONESE

É improvável a hipótese que a FPA possa eleger cinco deputados federais, como alardeiam os otimistas de plantão. Deve fechar em quatro. São candidatos favoritos: Raimundo Angelim, Manuel Marcos, Sibá Machado, César Messias, Léo de Brito e Perpétua Almeida. Um vai sambar na maionese.

O MESMO NA OPOSIÇÃO

A oposição tem Flaviano Melo, Jéssica Sales, Alan Rick, Tião Bocalon, Carlos Beirute, Nelson Sales, Major Rocha e Marivaldo Melo, entre os mais notórios. Quatro sambam na maionese.

EM ALTA NO PODER

“Temos de reeleger o deputado Daniel Zen com uma boa votação. Tem tido uma postura irretocável na condução da escolha do candidato ao governo, sem abusar de ser o presidente do PT”. Ouvi a afirmação de quem tem café no bule dentro da estrutura petista de poder

DOIS BENEFICIADOS

Com a desistência do deputado Chagas Romão (PMDB) de disputar a reeleição dois deputados serão beneficiados: Manoel Moraes (PSB) e Antonio Pedro (DEM). É que Romão dividia com ambos os votos do colégio eleitoral de Xapuri. Estes votos agora ficarão soltos.

SÉRIAS DIFICULDADES

Esta na pauta do PSB, a discussão de possível coligação com o PCdoB. Com nomes de peso como o deputado Manoel Moraes e a Delegada Carla Brito, o PSB tem tido sérias dificuldades de montar uma chapa própria competitiva. Resta saber se o PCdoB embarca nesta canoa sem quilha.

CHAPÃO DE FEDERAL

No frigir dos ovos tanto a oposição como a FPA, acabarão por se juntar em chapões para disputar as oito vagas para a Câmara Federal. Em toda eleição há o ensaio para a formação de chapas alternativas dos nanicos, mas sempre esbarram na resistência dos caciques.

UM EXEMPLO PRÁTICO

O PMDB só tem dois nomes para a Câmara Federal, os deputados federais Flaviano Melo e Jéssica Sales. É fantasia se crer que o partido não fará pressão sobre o candidato ao governo, para a formação de um chapão. O apoio do PMDB à chapa majoritária é imprescindível.

NÃO É DE SE ACREDITAR

Não é de se acreditar que deste encontro de governadores, a cúpula do Judiciário, do MPF, o presidente Michel Temer, no Acre, possa sair algo de prático na área de segurança pública, como por exemplo ter postos de controle das forças armadas nas regiões de fronteira, por onde entram drogas e armas de forma quase que livre. A fiscalização atual é precária por falta de estrutura.

NÃO É UM BOM AMULETO

Em todos os atos que envolvam o esporte o prefeito Marcus Alexandre aparece com a camisa do São Paulo. O time, no momento, não é bom amuleto, luta para não cair para segunda divisão.

GRANDE PERGUNTA

A expectativa em torno do encontro que vai reunir no Acre o PIB da política nacional, não está só por conta de quais medidas concretas ficarão de saldo dos debates. O presidente Temer estará presente. No regional, a pergunta que não cala: o PT gritará o Fora Temer! Ou se calará por conveniência? Estamos bem perto de saber. Aposto na segunda hipótese.

A FESTA PREMATURA DOS AFOITOS

Enquanto a oposição se pega literalmente em debates estéreis, o seu principal adversário na corrida para o governo, prefeito Marcus Alexandre, vai comendo o mingau quente pela beirada. Faz política com foco. Como por exemplo, a promoção do Copão Comunitário, que chegou ao final com a participação de 166 times de bairros mais diversos, com 4150 atletas participantes. Lotando o “Arena da Floresta”, na decisão de sábado último. E com o Marcus envolvido diretamente. Um caminho que quarenta anos de jornalismo me ensinou foi o de não se deixar levar mais pelo emocional natural de quem começa na profissão. Analiso os fatos pela luz da razão. A eleição de 2018 não tem favorito. Se a oposição tem o seu melhor nome das duas últimas décadas como candidato ao governo, o senador Gladson Cameli (PP), a FPA tem o carismático Marcus Alexandre (PT), que se reelegeu com um caminhão de votos. Some-se a isso a poderosa máquina de fazer votos do governo, usada nas últimas eleições sem pudor. Paremos, pois, com o já ganhou. E a festa prematura dos afoitos cabos-eleitorais dos dois lados. A próxima eleição será decidida nos detalhes da campanha. Cessem os arroubos!

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