‘Bolsonaro não é dono do Brasil e não vai silenciar nossas vozes’, diz Boulos

Boulos alegou que, para conseguir a vitória, o capitão reformado fugiu dos debates e se escondeu atrás de uma rede de mentiras.

Após a confirmação da eleição de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República, o candidato do PSOL no primeiro turno, Guilherme Boulos, afirmou que as “nuvens cinzentas de intolerância e de violência” que ele considera terem sido trazidas pelo capitão reformado “vão passar mais cedo do que muitos imaginam”.

“Já na próxima terça-feira o povo sem medo vai às ruas de várias cidades do País para afirmar nosso compromisso com a democracia e com nossos direitos”, prometeu o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em vídeo publicado em sua conta no Twitter. “Jair Bolsonaro não é o dono do Brasil e não vai silenciar as nossas vozes.”

Boulos alegou que, para conseguir a vitória, o capitão reformado “fugiu dos debates e se escondeu atrás de uma rede de mentiras no WhatsApp, à base de fraude e de caixa 2”. “Foi o candidato da intolerância, que explorou o medo e a desilusão das pessoas. É alguém que defende a ditadura, a tortura e a violência como solução para os problemas.”

Ele defende que o presidente eleito é “uma ameaça real à democracia brasileira”. “E é importante que aqui se diga e se reafirme: vai ter resistência. Entre a prisão e o exílio, nós escolhemos as ruas”, disse, em alusão a discurso feito remotamente pelo presidente eleito a uma plateia de apoiadores na Avenida Paulista, quando prometeu “varrer do mapa os bandidos vermelhos” e declarou que o candidato derrotado pelo PT, Fernando Haddad, iria “apodrecer na cadeia”.

“Apesar de você, Bolsonaro, amanhã vai ser outro dia. Até lá, nós vamos estar com coragem nas ruas deste País, lutando por democracia e por nossos direitos. O Brasil é muito maior do que Jair Bolsonaro. Vamos à luta”, conclui Boulos.

Veja o Vídeo da entrevista com o vereador Mario Jorge

Vereador  conta um pouco sobre a sua trajetória e fala principalmente sobre o seu afastamento. Mário Jorge fala também que tinha pessoas interessadas em fazer com que ele perdesse seu mandato.

Durante a entrevista prestada pelo Vereador Mário Jorge ao 3 de Julho Entrevistas, afirmou que armaram contra ele com relação ao processo de afastamento.

Agência Estado

:: Textos publicados nesta página são de inteira responsabilidade do colunista. Não refletem a opinião do Jornal.

.