Prefeitura de Cruzeiro do Sul mantém salário de ex-secretário que faz Medicina em Rio Branco

A reportagem confirmou que Clemente faz o Segundo Período de Medicina, em tempo integral (dois turno), não havendo qualquer possibilidade de prestar serviços ao município de Cruzeiro do Sul.

O ex-secretário de Saúde de Cruzeiro do Sul, Edir Clemente Silva do Nascimento, recebe salário sem descontos do município, mas cursa Medicina na Uninorte, em Rio Branco. Clemente deixou o cargo de secretário para exercer as funções de enfermeiro. Porém, é tido como servidor fantasma, segundo acusou o vereador Ronaldo Onofre. “A prefeitura está bancando essa faculdade”, disse o parlamentar.

A reportagem confirmou que Clemente faz o Segundo Período de Medicina, em tempo integral (dois turno), não havendo qualquer possibilidade de prestar serviços ao município de Cruzeiro do Sul, onde é servidor efetivo com salário estimado em R$ 3 mil. A atendente do Departamento de Atendimento ao Aluno da Uninorte (o nome não será revelado) disse que Clemente está matriculado com diploma sendo egresso do Curso de Enfermagem.

A mensalidade do Curso de Medicina custa R$ 9 mil. O vereador reclama do descaso do prefeito e seus secretário, que já receberam vários pedidos de informações sobre esta e outras irregularidades na folha de pagamento. Não sabe ainda quanto o servidor recebeu indevidamente.

“Eles (prefeito e secretários) não respondem. Se negam a dar transparência a um caso flagrante de ilegalidade. Será que é somente um caso isolado? Ou será que tem muito mais sujeira sob esse tapete?”, questiona Ronaldo Onofre, que pede intervenção do Ministério Público.

Informações funcionais do ex-secretário, servidor em atividade como enfermeiro em Cruzeiro do Sul. A Prefeitura de Cruzeiro do Sul está entre as catorze acreanas que correm o risco de serem inviabilizadas se não cortarem gratificações e demitirem comissionados até o dia 31 de dezembro. Um alerta (veja AQUI) foi lançado pela Associação dos Municípios do Acre (Amac), a fim de orientar os gestores públicos a ajustar as despesas com pessoal ao patamá máximo de 54% – do contrário não poderão assinar convênios a partir de janeiro de 2019 e perderão todos os recursos destinados provenientes de emendas alocadas pelos deputados federais e senadores acreanos.

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Com informações de Ac Jornal