Cônsul da Bolívia em Epitaciolândia visita Rio Branco para tratar de segurança

O secretário de Estado de Segurança Pública, Vanderlei Thomas, recebeu nesta quinta feira, 2, a visita do cônsul da Bolívia em Epitaciolândia, Vladimir Hurtado Menacho.

Por Agnes Cavalcante

No encontro, o diplomata destacou a importância da integração entre os países, além de informar sobre a troca de comando da Armada Boliviana e também da Polícia Nacional, ambas no Departamento (Estado) de Pando.

A parceria entre os países já existe e tem proporcionado resultados positivos. Entretanto, com a problemática crescente das fronteiras abertas, considerando a falta de fiscalização no fluxo de pessoas e mercadorias, a região une interesses comuns contra crimes internacionais em ambos países. Menacho se colocou à disposição para intensificar as ações na região fronteiriça.

“A finalidade [da reunião] é solidificar os laços de integração entre Bolívia e Brasil. Queremos trabalhar de maneira conjunta com o Brasil, pois é um país muito importante. Queremos também ampliar a luta contra o crime organizado que existe na fronteira e é um interesse comum a ambos os países. Vamos trabalhar de maneira conjunta com a Secretaria de Segurança Pública do Acre e com as instituições militares”, destacou o cônsul.

Já o secretário Vanderlei Thomas frisou a necessidade de uma política de Estado voltada ao diálogo e às ações conjuntas das tropas federais e estaduais brasileiras em parceria com as forças bolivianas.

“Muito nos alegra essa proximidade que temos com as autoridades bolivianas, e essa relação tem trazido resultados muito benéficos tanto do ponto de vista da troca de informações como do enfrentamento à criminalidade. Estou me colocando à disposição para mediar uma aproximação também com as autoridades federais aqui no Acre”, pontuou Thomas.

Tráfego de veículos bolivianos no Brasil

Uma problemática apresentada pelo cônsul da Bolívia durante a reunião foi a compra de veículos bolivianos para tráfego em território brasileiro e vice-versa, prática que é proibida pela legislação de ambos os países, exceto após a nacionalização junto às autoridades aduaneiras.

A Segurança Pública se comprometeu socializar essa questão com as demais instituições responsáveis como Receita Federal, Polícia Federal e o Departamento de Trânsito do Acre, para buscar controlar tais atos por meio de uma fiscalização na região de fronteira.

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