Jorge Viana calça sandália da humildade e pede para ser julgado nas urnas

A citação do nome do senador como suposto beneficiário do esquema de distribuição de propinas por empreiteiras investigadas na Lava Jato.

Se em outros tempos o senador Jorge Viana (PT) era conhecido como um dos poucos políticos do Acre que vencia eleições sem precisar fazer campanha, agora a situação parece estar um pouco diferente. Ao menos é essa análise ao se observar os últimos discursos do petista.

A boa avaliação de suas passagens pela Prefeitura de Rio Branco, ainda no início dos anos 1990, e seus dois governos (1999-2006) faz com que Jorge Viana tenha sempre uma imagem positiva ante o eleitorado.

Essa situação, afirmam petistas, fizeram Jorge, em alguns momentos, ter atitudes de arrogância na relação com aliados, sendo implacável em suas exigências e sempre dando a palavra final em todas as decisões mais importantes não só do PT, como da Frente Popular.

Nem a citação do nome do senador como suposto beneficiário do esquema de distribuição de propinas por empreiteiras investigadas na Lava Jato foi capaz de arranhar sua imagem. Pesquisas feitas até aqui mostram sempre o “menino do PT” liderando as pesquisas para o Senado.

Tal quadro, porém, parece não deixar Jorge numa zona de conforto. Com uma postura mais humilde, o petista afirma que sua volta para mais oito anos no Senado será fruto do julgamento do eleitor na urnas. Para ele, os acreanos vão decidir se ele exerceu um bom ou mau mandato.

“Eu peço um julgamento justo. Se de fato eu não trabalhei, se de fato eu não fiz a boa luta, se de fato eu não tenho uma história de realização. Peço um julgamento justo. Eu espero que quem fizer um julgamento justo me ajude a ganhar esse mandato para continuar ajudando o Acre e o Brasil”, afirmou o senador em reunião com o movimento comunitário no sábado (12).

O PT irá numa chapa puro-sangue na corrida pelas duas cadeiras ao Senado. O outro candidato petista é o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ney Amorim.

Desde 2002 a Frente Popular não elege dois senadores. Naquele ano os eleitos foram a então petista Marina Silva e Geraldo Mesquita Júnior (à época PSB).

Atualmente, duas das três cadeiras estão com a oposição. As pesquisas apontam que a tendência é de o segundo assento em disputa continuar com os oposicionistas. Do lado de lá a briga é entre Márcio Bittar MDB) e o atual senador Sérgio Petecão (PSD).

Telejornal 3 de Julho 10ª Edição

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