Enquanto concursados são rejeitados, primo de Gemil e sobrinho de Sawana tem contrato dos sonhos no Governo do Acre

O fisioterapeuta Lucas Gabriel de Oliveira Braga foi “emplacado” no Governo do Acre sem jamais ter sido aprovado em processo seletivo ou concurso público.

Como é possível? Talvez não se o rapaz não fosse primo do secretário afastado de Saúde, Gemil Júnior, que está em franca campanha para deputado estadual, e da secretária de gestão Administrativa, Sawana Carvalho – responsável por zelar a folha de pessoal e com a obrigação de barrar toda e qualquer imoralidade que comprometa o dinheiro público. Ele entrou no serviço público com status de servidor efetivo, sem deixar qualquer rastro sobre eventual gratificação, comissão ou CEC, o que somente é possível com nomeação devidamente publicada no Diário Oficial.

O salário mensal é superior a R$ 8 mil. Além disso, Gabriel é contemplado com remuneração extra na função de GTA, uma gerência do Pró-Saúde que varia de R$ 5 mil a R$ 15 mil. O primo generoso foi, por muitos anos, o gestor principal do Pró-Saúde.

O contrato do primo de Gemil e do sobrinho de Sawana é de 40 horas. E o do Pró-Saúde é de 30, com autorização para tirar plantões bem gordos. Trabalhadores “mortais” não têm esse privilégio, pois são obrigados a fazer a escolha por um contrato ou outro.

A situação de privilégio incomodou os mais de 500 candidatos aprovados nos concursos da PM e da Polícia Civil. Os aprovados nos concursos da Saúde também manifestaram repúdio.

Uma das motivações para extinguir o Pró-Saúde é a flagrante falta de transparência nos gastos e na contratação de pessoas. Nem Gabriel nem os demais GTA´s (são centenas) podem ser identificados como prestadores de serviços do Pró-Saúde, pelo menos oficialmente, a não ser por livre e espontânea vontade dos gestores dos contratos que, no geral, são funcionários graduados da Sesacre e da Casa Civil.

A empresa MG Viga fazia a contabilidade desse pessoal, mas já não tem vínculo com a paraestatal. Esta responsabilidade agora é da D Carli, empresa que está mandando, inclusive, citar os prestadores de serviços sobre suas demissões.

As demissões no Pró-Saúde foram uma das duas alternativas apresentadas pela Justiça do trabalho para estancar os crimes eleitorais e a sangria nos cofres da Sesacre. O governador Tião Viana, se quisesse, poderia aproveitar os 1.800 trabalhadores. Não o fez sob a alegação de que as demissões são motivadas por denúncias políticas.

A Assembléia Legislativa aprovou a lei para salvar os empregos, no final do ano passado. O governo, usando toda a sua máquina jurídica, derrubou a lei, alegando inconstitucionalidade. Centenas de prestadores serão, de fato, postos na rua.

Outra boa parte está sendo aproveitada em repartições variadas para manter o mesmo esquema de antes: pedir votos para os candidatos do PT. Do contrário, engrossarão a fila do desemprego.

Telejornal 3 de Julho 9ª Edição

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Por Assem Neto / acjornal.com

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