Projeto #EssaSouEu dá voz a mulheres que superaram preconceitos em Cruzeiro do Sul

Mulheres contam como superaram preconceito por serem negras, gordas e com paralisia. Projeto é do empresário André Inácio, de Cruzeiro do Sul.

Kelly Cristina nem sempre usou o cabelo afro ao natural, mas passou a aceitar as origens dela (Foto: Divulgação/Projeto #EssaSouEu)

Histórias de superação, aceitação, de luta e amor próprio. Relatos deste tipo são encontrados no projeto #EssaSouEu, criado pelo empresário André Inácio, de 24 anos, de Cruzeiro do Sul, interior do Acre.

Quatro mulheres gravaram um vídeo para o projeto contando sobre os preconceitos vividos, a luta para aceitar as origens e como ajudam outras mulheres.

O empresário contou que a ideia é homenagear as mulheres nesta quinta-feira (8), Dia Internacional das Mulheres. Ele explicou como escolheu as quatro personagens.

Quatro mulheres falaram das experiências para incentivar e ajudar outros mulheres (Foto: Divulgação/Projeto #EssaSouEu)

“Escolhemos quatro meninas da cidade, que já passaram por histórias de superação e de luta que servem de inspiração para outras mulheres. E para que elas possam ser exemplos para pessoas que estejam passando por problemas semelhantes”, acrescentou.

No teaser, ouvimos os relatos de Rita de Cássia, Bruna Camila, Kelly Cristina e Graciela Gadelha. Em poucos segundos, elas contam como lidaram com o preconceito gerado por causa do peso, o cabelo afro, a paralisia e as dificuldades enfrentadas durante o tratamento de um câncer.

Bruna Camila não se importa em usar roupas coladas ou que marcam o corpo (Foto: Divulgação/Projeto #EssaSouEu)

“Quando nasci, eu tive paralisia infantil. A deficiência é minha grande motivação!”, diz Rita de Cássia.

“Era difícil porque as pessoas não me aceitavam. Mas, a partir do momento que você sabe do que valor que você tem, da mulher que você é, nada pode mudar isso”, fala Bruna Camila.

Negra e com o cabelo afro, Kelly Cristina diz que nem sempre usou o cabelo ao natural, já que sofria com o preconceitos das pessoas.

“A pergunta universal que me faziam era: você não tem vergonha de usar seu cabelo assim? Passei a me aceitar porque nem sempre esse cabelo foi assim”, relata.

Graciela Gadelha também posou para o projeto. Ela conta que descobriu um câncer no mês de janeiro e aprendeu a lidar com as opiniões das pessoas.

“A palavra final vem lá de cima. Eu vou lutar”, afirma.

Projeto

Dono de uma loja de roupas na cidade, André Inácio começou a montar o projeto há cerca de um ano. Segundo o empresário, o projeto teve milhares de visualizações e uma grande aceitação entre os moradores.

“Está vinculada à loja, mas é um projeto muito pessoal de querer valorizar esse tipo de beleza. Não é como a mídia impõe que todos são do mesmo padrão. Tem gordinhas, negras, cadeirantes. Quis mostrar que todo mundo pode ser bonito, tem sua história e, o mais principal, é que você não pode julgar outra pessoa sem saber o que ela já passou”, acrescentou.

Ainda segundo Inácio, as meninas estão super felizes com a repercussão do trabalho. “Muita gente compartilhando, as meninas estão emocionada porque tem várias vindo falar com elas dizendo que estão inspiradas nelas. Todos que tem acesso estão ficando muito emocionados”, conclui.

Do G1 Acre

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