Acre é o 5º estado do país que mais realizou transplante de fígado em 2017

Segundo os números divulgados pela Associação Brasileira de Transplantes (ABTO), o Acre foi o 5º estado que mais fez transplantes de fígado no Brasil e o único da Região Norte a realizar esse tipo de procedimento.

Por Fhaidy Acosta / Assessoria 

Em 2017, conforme os dados da Central de Transplantes no Acre, o Hospital das Clínicas realizou 14 transplantes de fígado. Esse quantitativo corresponde a 17,1 procedimentos por milhão de população (pmp), atrás apenas do Distrito Federal, Paraná, Ceará e Santa Catarina, respectivamente, e ficando à frente de estados como São Paulo e Rio Grande do Sul.

“Com orgulho, nosso Acre está no topo dos estados que mais fazem transplantes no Brasil. É um trabalho importante que nossas equipes fazem com muita precisão e carinho, que já faz parte da história recente da saúde pública no estado. Cada transplante é uma vida salva”, destaca o governador Tião Viana.

Somente nos três primeiros meses de 2018, foram feitos cinco transplantes de córneas, dois de rins e quatro de fígado. A coordenadora da Central de Transplantes do Estado, Regiane Ferrari, destaca que os números resultam da integração do sistema instalado para atender esses pacientes.

“Sendo um polo referência em nível nacional e uma das políticas públicas do nosso estado, todo o serviço de transplante funciona em rede de forma a integrar os pacientes do SUS [Sistema Único de Saúde] e beneficiar de maneira eficaz os que necessitam de atendimento.”

Além das fronteiras

Sendo o único estado da Região Norte a realizar transplante de fígado, o Acre beneficia muitos pacientes vindos de outras regiões do país, como foi o caso de Airton Silva de Araújo, natural de Rolim de Moura (RO). Ele iniciou o tratamento contra cirrose, mas os médicos informaram que, como o procedimento não é realizado em Rondônia, ele deveria tentar fazer no Acre.

Após aguardar um ano e meio na lista de espera, Araújo conseguiu, em janeiro deste ano, finalmente um doador compatível e realizou o transplante. “Eu tinha certeza de que na hora certa iria acontecer, sempre tive esperança. Com o apoio da minha mulher, estou me recuperando muito bem, graças a Deus. Agora é vida nova.”

Qualidade de vida

Francisca Santos, 32 anos, conta que viu sua vida mudar após o transplante de fígado. Diagnosticada com hepatite, ela precisava da cirurgia para restabelecer a saúde.

“Minha vida mudou depois do transplante. Agora eu tenho mais segurança. Eu viva com medo, tive bebê e fiquei muito ruim, tinha medo de ter hemorragia e evitava fazer coisas simples, como brincar com meu filho, vivia temendo que cada dia fosse o último”, explica Francisca.

Durante o tempo que passou internada, ela destaca que o tratamento dos funcionários do hospital foi muito importante para sua recuperação.

“Para mim são da minha família, eu era tratada com todo o carinho e atenção por todos, fui muito bem acolhida antes, durante e depois da cirurgia. Graças a eles hoje eu levo uma vida normal, posso brincar com meu filho sem me preocupar”, enfatiza a dona de casa.

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