“Nunca houve rompimento. Nós apenas fizemos uma nota pra poder ser respeitados”, diz Flaviano

O MDB dá sinais de que estava apenas blefando quando anunciou o rompimento, na semana passada, com o pré-candidato do PP ao governo do Acre, Gladson Cameli.

O presidente regional do partido, deputado federal Flaviano Melo, disse, na manhã desta segunda-feira, 05, que não houve ruptura com a candidatura do progressista. A nota do MDB espalhada na internet e divulgada pelos jornais locais carregada com tom de racha era na verdade uma ameaça. Pelo menos é o que deu a entender Flaviano Melo.

O MDB estava “carente de respeito” e usou a nota para pressionar Gladson, que um dia após a enorme repercussão da notícia sobre o racha ligou para Flaviano e tratou de apaziguar a relação com os emedebistas.

“Nunca houve rompimento. Nós apenas fizemos uma nota pra poder ser respeitados. As pessoas estavam deixando o MDB em segundo plano, e isso não pode acontecer. Nós somos o maior partido. E o PMDB vai lutar até o fim por essa unidade.”

Flaviano acredita ser possível a unidade da oposição, desde que os partidos sejam ouvidos e respeitados em suas reivindicações. Ele acha, por exemplo, que a reconstrução de uma aliança passa pela escolha do vice.

“A gente continua lutando pela unidade da oposição. É essa a nossa guerra. Nós não queremos destruir nada, não. Nós queremos construir. Construir a melhor chapa. A gente prefere todo mundo junto. Com o Ulysses, o Bocalom, com o Alan, com todo mundo. Uma das razões que pode se juntar todo mundo é essa questão de vice. É compor o vice. Compor os suplentes. Tem lugar pra todo mundo é só deixarem de vaidade”, afirmou.

Sobre Gladson Cameli, o presidente do MDB não tem dúvidas: “O nome que tem mais substância na oposição é o Gladson. A luta é trazer o DEM pra cá. Nós não estamos proibidos de falar com ninguém que seja da oposição”.

Por Luciano Tavares, ac24horas

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