Candidato ao governo, coronel Ulisses é acusado de receber sem trabalhar

Diz a sabedoria popular que o discurso sempre tem que estar alinhado com a prática diária.

Mas nem sempre é assim que acontece, principalmente, na política. Pode ser esse o caso em questão, onde a advogada e ativista dos direitos humanos, Joana D’Arc Valente Santana, questiona a vida funcional do coronel da Polícia Militar, Ulisses Freitas Pereira de Araújo. Ela suspeita que este esteja recebendo sem trabalhar e esteja se valendo da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares (AOPMBC-AC) para fazer política.

Ulisses, que atualmente está sem partido, é candidato declarado ao Governo do Estado. Como tal, tem pregado um discurso de moralidade, de combate à corrupção e pela probidade no serviço público. Se comprovada a artimanha, o oficial poderá sofrer sanções administrativas e ainda judiciais, já que a legislação eleitoral proíbe esse tipo de atuação.

Nesta sexta-feira, Joana D’Arc enviou um oficio ao Comando-Geral da Polícia Militar (PM). No documento, a advogada levanta uma série de questionamentos. Entre eles, a lotação oficial de Ulisses Araújo, bem como os fundamentos legais para o seu licenciamento. Joana D’Arc vai mais adiante e questiona, também, a situação jurídica da AOPMBC-AC.

“Senhor comandante-geral, as informações solicitadas têm, como esteio, a sua atual movimentação do coronel Ulisses Freitas Pereira de Araújo, que encontra-se em viagem por todo o território acreano, em flagrante pré-campanha para o Governo Estadual”, justifica Joana D’Arc no oficio enviado à PM. “Causa estranheza o volume de viagens aos municípios do Acre, incompatíveis com a assiduidade de um agente público. É imperioso que coíba qualquer tentativa de burlar a lei eleitoral”, complementa.

As informações solicitadas estão sendo coletadas e devem ser enviadas à Joana D’Arc no início da semana. De posse desses, ela poderá mover ação contra Ulisses Araújo.

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