Bocalom afirma que Gladson é o responsável pelo vazamento do áudio numa tentativa de prejudicar a pré-candidatura de Ulysses

“Foi uma descortesia muito grande do Gladson vazar uma tratativa com o presidente do DEM”, diz Bocalom

O presidente regional do DEM, Tião Bocalom confirmou no início da noite desta quarta-feira (31), que o áudio que vazou com o presidente nacional do Democratas, o senador Agripino Maia, afirmando que o partido não tem interesse em uma candidatura própria ao governo do Acre é autentico. Bocalom afirma que o senador Gladson Cameli (Progressistas) é o responsável pelo vazamento numa tentativa de prejudicar a pré-candidatura de Coronel Ulysses, mas que ele não abre mão porque acredita que o projeto é viável.

“O áudio é autentico sim. Eu digo isso porque saiu do telefone do Gladson. Foi uma descortesia muito grande do Gladson vazar uma tratativa dele com o presidente nacional de um partido. Isso é ruim para democracia e ruim para confiança, ruim para a relação, ruim para mim. Enfim, ruim para todos nós. Acho que ele não deveria jamais ter feito isso. Inclusive, eu passei para o presidente Agripino o áudio e escrevi o que eu entendo disso aí para ele. Passei uma mensagem dizendo que eu não concordo com esse tipo de coisa”, diz Bocalom.

O dirigente do DEM nega que a reunião com a executiva nacional do DEM esteja agendada para o dia 1o de fevereiro. “No dia que eu falei com o Agripino, ele disse que queria falar comigo no início de fevereiro. Eu acredito que é lá pelo dia 10 ou 12 quando ele vai estar em Brasília de volta. Eu vou mostrar o projeto e mostrar que do jeito que a gente está tocando essa candidatura majoritária, a minha eleição de deputado federal a gente consegue com toda certeza. Até porque o que mais a nacional quer é um deputado federal”, ressalta Tião Bocalom.

Ele destaca que vai viajar para Brasília acompanhado do Coronel Ulysses, para as devidas apresentações a José Agripino Maia. “Eu vou levar o Ulysses comigo para a gente ter uma conversa e apresenta-lo na executiva nacional. Da minha parte, eu não abro mão da candidatura, porque eu acho que o homem tem que ter palavra. Quando fizemos o lançamento do Ulysses foi com a anuência do Alan. Foi feita uma reunião com 28 pessoas e apenas uma foi contra, o restante todo mundo foi a favor. Inclusive, Alan propôs que poderíamos rodas o Estado”, enfatiza.

Para Bocalom, Gladson Cameli faltou com a palavra quando prometeu apresentar Alan como seu vice na vinda de Agripino ao Acre, mas agora estaria querendo levar o DEM pelo beiço porque viu o crescimento da candidatura própria. A candidatura do Coronel Ulysses está mantida. Agora que a candidatura do Ulysses andou, cresceu e mostrou que é competitiva eles querem intervir, ou seja, em momento nenhum a gente lançou candidatura para barganhar ou como forma de pressionar o Gladson para fechar aliança, em absoluto. Nos lançamos uma candidatura para ser vencedora”, destaca.

Sobre a possível falta de recursos da executiva nacional para a campanha majoritária, Bocalom afirma que está acostumado a trabalhar com pouco dinheiro. “Vou mostrar como vai ser o projeto aqui no Acre. O presidente alega que tem prioridades para campanha majoritárias em outros estados, mas eu tenho certeza absoluta no momento que ele ver que a candidatura é possível, eu duvido que o pessoal de Brasília não vá ajudar com alguma coisa. Eu sempre trabalhei campanha sem dinheiro. O Ulysses não tem tanta condição, mas tem mais do que eu, ele tem, viu. Eu consegui tocar uma campanha, como professor. Claro que não posso reclamar que dentro do PSDB a nacional sempre deu uma mãozinha e não posso reclamar do Democratas em 2014, que o pouquinho que puderam, eles ajudaram”, finaliza.

Por Ray Melo, ac24horas

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