Acre não tem registro de febre amarela há mais de 70 anos

Moisés Viana, da Vigilância em Saúde, explica que o Acre não tem alerta para a doença.

 Por Lane Valle Assessoria 

O aumento nos casos de febre amarela em alguns estados brasileiros tem causado preocupação às autoridades de saúde do país. Sem registro da doença desde 1942, quando um caso foi registrado em Sena Madureira, o Acre não entra na área de risco para febre amarela.

Mesmo sem a presença da doença, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) informa que há disponibilidade da vacina em todos os postos de saúde do estado. O estoque conta com mais de 25,2 mil doses, lembrando que a imunização é feita uma única vez e não há necessidade de reforço.

Na manhã desta terça-feira, 16, a diretoria da Vigilância em Saúde e equipe técnica do Programa Nacional de Imunização (PNI) se reuniram para tratar do assunto e esclarecer que o Acre está livre da doença há 76 anos, mas que é de extrema importância que as pessoas que forem viajar para as áreas de risco, como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, caso não tenham se vacinado, procuram uma unidade de saúde para se imunizar contra a febre amarela, além de adotar medidas para evitar picadas de mosquitos nessas regiões.

“O Acre vacina há décadas, portanto, temos uma população bem coberta. É importante que as pessoas sejam informadas e saibam que o estado não tem alerta para a doença e que não registra febre amarela há 76 anos. Nossa intenção, enquanto estado, é a prevenção da doença, alertando as pessoas que não tiveram acesso à vacina a buscarem uma unidade de saúde, especialmente quem pretende viajar para as regiões onde há registro da doença, quinze dias antes do deslocamento”, destaca Moisés Viana, diretor da Vigilância em Saúde da Sesacre.

A enfermeira técnica do PNI Núbia Moreira ressalta que não há necessidade de reforço da vacina, como já estabeleceu o Ministério da Saúde, quando em abril do ano passado recomendou apenas uma dose da vacina contra a febre amarela, suficiente durante toda a vida. Estudos feitos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) atestaram a eficácia da dose única, sem necessidade de complementação.

“A atualização da caderneta, especialmente em adultos, sempre é motivo de dúvidas. Por isso é tão importante que as pessoas guardem sua caderneta de vacina, até para não correr o risco de tomar mais de uma vez, pois ela é produzida a partir de vírus vivos, e tomar doses da mesma vacina em um curto período pode gerar graves consequências à saúde”, esclarece a enfermeira.

Casos da doença no país

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira, 16, foram registrados de julho do ano passado até o último domingo, 35 casos de contaminação por febre amarela, com 20 mortes em todo o país.

Os estados de São Paulo e Minas Gerais foram os que registraram os maiores índices.

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