Fonoaudióloga alerta sobre os cuidados com a saúde auditiva

Só em 2016, foram feitos mais de 3,6 mil testes de orelhinha em recém-nascidos.

O dia a dia tem sido cada vez mais barulhento. Seja no trânsito com as constantes buzinas de carros, o som das máquinas pesadas trabalhando nas obras, o movimento nas ruas com pessoas conversando em tom alto, ou mesmo o uso de fones de ouvidos e equipamentos eletrônicos. A verdade é que tudo isso traz a sensação que o “volume da vida” aumentou ao longo dos anos.

Com uma rotina de ruídos diários, que muitas vezes não se sabe nem de onde vem tanto barulho, é preciso alguns cuidados com essa “overdose sonora”. Voluntária ou involuntariamente, o excesso de sons chega aos ouvidos e pode acabar trazendo sérios riscos para a saúde auditiva.

Neste dia 10 de novembro, dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) faz um alerta sobre a importância dos cuidados com a audição. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 15 milhões de brasileiros têm alguma perda auditiva. O nível seguro de som para a audição humana é de até 65 decibéis, de acordo com especialistas.

A deficiência auditiva pode se desenvolver de diversas maneiras. Quando genética, é possível ser detectada nos primeiros dias de vida e ser tratada com sucesso. Por isso o Teste da Orelhinha, um exame rápido e indolor é tão importante. Na pesquisa da perda auditiva, há exames adequados para todas as idades.

A fonoaudióloga Karime Bouchabk, especialista em audiologia, explica que quanto mais cedo for detectada a perda auditiva, melhor. Ela ressalta a importância de realizar o teste da orelhinha nos primeiros três meses de vida do bebê, pois detectando a surdez, a adaptação de prótese auditiva é mais fácil de ocorrer, ou o implante coclear, dependendo do tipo e grau da perda auditiva.

“Com essa protetização, não haverá um prejuízo referente ao desenvolvimento de linguagem e fala da criança. Por isso é tão importante realizar o teste da orelhinha nos primeiros meses de vida. Alguns traumas acústicos também podem afetar a audição, o certo é procurar um fonoaudiólogo para a realização de exames para detectar possível perda auditiva”, destaca.

Programa Saúde Auditiva

No Acre, dados da Sesacre apontam que cerca de 70 mil pessoas sofrem com surdez total ou parcial. Para atender esses pacientes, há três anos no Acre, o governo do Estado desenvolve um programa de saúde aditiva, que funciona no Hospital das Clínicas (HC).

A intenção do programa é diagnosticar quaisquer possíveis chances de uma deficiência auditiva já nos primeiros dias de vida. Com isso, o Estado assegura atendimento gratuito e especializado aos portadores de surdez parcial ou total, com a entrega de próteses auditivas aos pacientes, além de cirurgias de implante coclear (procedimento cirúrgico de alta complexidade).

Desde 2014, já foram realizados mais de 10 mil testes da orelhinha em bebês no HC. Além disso, o programa já entregou quase 5 mil aparelhos auditivos para pacientes em todo o Acre.

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