Coluna do Crica

Costurando a vice com diálogos

O DEM foi o primeiro partido a tentar indicar o vice na chapa ao governo do senador Gladson Cameli (PP). Seu método agressivo de imposição do nome do deputado federal Alan Rick (DEM), com ameaças veladas de rebelião se não emplacasse, foi rechaçado pelos outros partidos da oposição. Está fora do páreo. O PSDB também ensaiou colocar o nome da jornalista Mara Rocha (PSDB) para ser a vice, mas também foi rifado. Um novo nome trabalha com inteligência a ocupação desta vaga, dialogando com as lideranças de todos os partidos oposicionistas. É o jovem médico Eduardo Veloso (PSDB), que vem navegando sem rejeições conhecidas. A sua entrada no PSDB foi estratégica. Nunca foi candidato a cargo eletivo. Tem ao seu favor a simpatia do candidato a governador Gladson Cameli (PP), embora não manifestada publicamente. Além de médico, Veloso é ligado ao agronegócio, um segmento que nas últimas eleições foi cooptado pelo PT. Pode ser o caminho para desmontar esta aliança. Veloso é filho do ex-vereador Paulo Veloso. É aguardar 2018 para saber se Eduardo conseguirá a indicação ou ele, também, afundará como naufragaram os indicados pelo PSDB e pelo DEM, nas primeiras tentativas. A roleta está girando.

MORREU NO VENTRE

O presidente do PT, Daniel Zen, aderiu à defesa de que todos os candidatos a deputado federal da FPA devem estar num “chapão”. Acha que o PDT, sendo beneficiado na indicação do vice, não pode comandar uma chapa alternativa dentro da Frente. A sua tese é a majoritária na cúpula palaciana. Começo a me convencer que, mais uma vez a “chapinha” morreu no ventre.

IMPORTA MAIS OS RESULTADOS

Esta discussão sobre a reunião dos governadores não deve ser centrada em cima de valores, mas sim se o que ficou decidido vai redundar em algo prático, saber se, por exemplo, o Fundo Nacional de Segurança Pública ficará só num protocolo de intenções ou se será acatado ou não pelo Temer. Mas o governador Tião Viana fez a sua parte, se não der certo não pecou por omissão.

NÃO VAI SE SUSTENTAR

Não acredito que o PP vai sustentar uma chapa própria para deputado federal. Com uma candidatura majoritária o PP não poderá bater a porta na cara do PMDB. Mesmo contra a vontade de seus dirigentes terá que vir para uma coligação com os peemedebistas. Podem aguardar.

ATENTOS A UM FATOR

Um candidato à Câmara Federal na “chapinha” do PDT fez ontem o seguinte comentário, que é muito pertinente: “para o chapão do PT eu não vou e é bom se lembrarem que, em março será aberta uma janela e os que se sentirem prejudicados podem ir para a oposição. Eu vou”.

ESPERANDO A CONTRAPARTIDA

O deputado Nelson Sales (PP) foi pragmático ao analisar ontem a reunião dos governadores, no Acre. Acha que os recursos gastos no evento só se justificarão se do governo federal vierem aumentos dos efetivos e mais recursos financeiros para a PRF, PF e a presença do Exército com Postos na fronteira. No que concordo. O governo estadual fez a sua parte. Venhamos e convenhamos. Falta a União. Não tenho muita esperança que deste mato saia coelho.

MUITO COMBATIVO

O deputado Nelson Sales (PP) vem sendo uma grata surpresa da oposição. Faz colocações com cobranças pertinentes aos secretários, não briga na tribuna com o português, e cumpre o seu papel de fiscal do governo. Quem faz oposição não pode ficar como espectador do que ocorre.

AINDA NÃO ASSIMILOU

O deputado Jenilson Lopes (PCdoB) ainda não assimilou que, quem é eleito pela oposição não é para ficar elogiando o governo. O parlamento não é formado por monges e freiras, entendeu? Não existe essa de oposição meia-bomba. Na política se é ou não é. A deputada Eliane Sinhasique (PMDB) tem todo o direito de falar o que bem entender na tribuna.

MEIA PALAVRA BASTA

Na política, meia palavra basta para o bom entendedor. Do governador Tião Viana ontem, sobre a formação de uma chapa única de deputado federal dentro da FPA: “tudo encaminhado”. Traduzindo: é a favor. E sobre o vice ser Emylson Farias: “encaminhado”. Ou seja: é ele. Alguém tem ainda alguma dúvida? Depois destas duas frases ficou muito claro.

UMA COISA É CERTA

A implosão da “chapinha” do PDT acaba com o sonho do deputado Jesus Sérgio, do Cristóvão Pontes, do deputado Eber Machado, do Henrique Afonso, vereador Manuel Marcos, de terem uma eleição mais fácil. No chapão encabeçado pelo PT, eles só pegarão cobras criadas.

ENCHENDO DE NOVO A BOLA

O deputado Jairo Carvalho (PSD) voltou ontem ao encher a bola do governo sobre a reunião promovida com 23 governadores, alegando que “coisas boas” foram decididas. Não sou contra. Mas quero ver o resultado concreto. Com um governo quebrado como o do Temer?

CHAPA DE FEDERAL

Carlos Beirute, Major Rocha, Valdete Sousa, Marivaldo Melo e Antônia Lúcia, são alguns dos candidatos a deputado federal da coligação PSDB-PR-PROS-PSD-PMN. Outros nomes completarão a chapa. Major Rocha deverá ser o grande puxador de votos desta aliança.

PAGAMENTO CONTESTADO

O deputado federal Major Rocha (PSDB) anunciou ontem que está entrando com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o governo ter pagado ás bancas de advogados de Brasília e do Acre, num valor de 916 mil para fazer a defesa de Marcus Alexandre.

AVIVANDO A LEMBRANÇA

Só para avivar a lembrança: a Lei que autorizou este tipo de pagamento foi aprovada pela Assembléia Legislativa, quando o Major Rocha (PSDB) era deputado estadual, mesmo tendo votado contra. Foi aprovada pela grande maioria dos votos. O pagamento é baseado no legal.

OUTRA HISTÓRIA

Caso o STF venha depois decretar que a Lei é inconstitucional é outra história.

CIDADE MAIS VIOLENTA

Rio Branco foi apontada em recente aferição nacional como a cidade mais violenta do Brasil. O fato foi anunciado ontem pelos deputados de oposição, na ALEAC. Não há o que contestar depois que o governador Tião Viana declarou somos a Medellin do tempo do Escobar.

CORREDOR ABERTO

Enquanto não houver um controle efetivo e diário das Forças Armadas mais drogas e armas continuarão a entrar no Acre. Se isso não for contido, as forças policiais do Acre podem continuar a prender bandidos, desbaratar quadrilhas, apreender drogas que o clima de violência continuará. Ao se analisar a violência não se pode fugir deste contexto.

NÃO É BOM CAMINHO

Com praticamente o fim da chapinha dos nanicos, não sei se o deputado Eber Machado (PSDC) manterá a sua candidatura de deputado federal. No “chapão” do PT a sua chance de vir a se eleger não é muito grande, esta repleta de medalhões e seus esquemas poderosos.

PELO MENOS NA FPA

Um deputado, eu sei que não vai para o chapão do PT para disputar uma vaga de deputado federal, porque deixou isso claro em uma conversa: o deputado Jesus Sérgio (PDT).

CANDIDATO A ESTADUAL

Anotem para conferir: o presidente do PDT, Luiz Tchê, será candidato a deputado estadual. E não duvidem que, ele será um candidato muito forte, conhece o caminho para a ALEAC.

TODOS NO PT

O presidente PT, Daniel Zen, está defendendo junto ao governador Tião Viana que, os secretários estaduais candidatos a deputado estadual saiam pela chapa do PT. A única ressalva que faz é em relação ao secretário Gemil Junior, que já tem outro compromisso assumido.

PT DEFLAGRA “OPERAÇÃO IMPLODE CHAPINHA”

Diz um velho ditado que, o que se cozinha com bafo é cuscuz. O adágio popular pode ser aplicado à formação da chapinha, na qual vem trabalhando há meses o presidente do PDT, Luiz Tchê, que num rompante digno dos gaúchos tem dito que, quem manda no PDT não é o PT. Há controvérsias. A coluna tem informação que o governador Tião Viana e o senador Jorge Viana (PT) estão trabalhando via emissários políticos petistas, para que todos os candidatos a deputado federal da FPA se juntem num chapão. A “Operação Implode Chapinha” foi montada para beneficiar diretamente os candidatos medalhões como Raimundo Angelim (PT), Sibá Machado (PT), Léo de Brito (PT), César Messias (PSB) e Perpétua Almeida (PCdoB). Os candidatos que estão na chapinha que continuarem com as suas candidaturas se limitarão ao papel subalterno de meras buchas de canhão, com limitadíssimas chances de conseguir se eleger. Não é a primeira vez que o PDT e os partidos nanicos tentam montar uma chapa alternativa para a Câmara Federal. Da última vez não resistiram um peteleco do assessor petista Nepomuceno Carioca. Nesta nova empreitada parece que não resistirão a uma caçoleta do militante petista Cesário Braga. Tchê, nunca sente numa cadeira que alguém possa mandar você se levantar. Não dou mais um tostão furado a favor desta “chapinha” ser viabilizada.

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