Estudantes acreanos são destaque na Mostra Brasileira de Foguetes

Ejorb ficou na faixa das escolas vice-campeãs na Mostra Brasileira de Foguetes.

 Por Thiago Bezerra 

As escolas de tempo integral vieram para ficar. Um exemplo do sucesso desse modelo de educação foi a participação da Escola José Ribamar Batista (Ejorb) na 11ª Mostra Brasileira de Foguetes, entre os dias 23 e 26 de outubro, na cidade de Barra do Piraí, no Rio de Janeiro.

A Ejorb ficou na faixa das escolas vice-campeãs do evento que, além do lançamento de foguetes tem ainda palestras, diversos planetários e oficinas.

Participaram das atividades os alunos Rafael Alves e Elivan Alves, do segundo ano, que foram coordenados pelo professor de Física Fernando Ramirez. É a terceira vez que a escola é selecionada para participar tanto da Mostra quanto da Olimpíada de Astronomia.

Em 2015, neste evento, a Ejorb conquistou medalhas de ouro e prata e no ano passado medalha de prata. “Este ano, porém, foi a primeira vez que participamos da mostra lançando foguetes”, explicou o professor.

Para ser selecionada, as equipes deveriam lançar cada foguete a uma distância mínima de 120 metros. Durante a apresentação, feita sem a ajuda do professor, os alunos conseguiram lançar a uma distância de 138 metros. “Por apenas três metros não ficamos na faixa dos campeões, lembrou Ramirez.

A partir de agora, de acordo com ele, já inicia a preparação dos alunos para o evento do ano que vem. “Foi a nossa primeira vez e não tínhamos noção de como funcionavam as atividades, mas da próxima vez será diferente, vamos conseguir render muito mais”, disse.

“A Mostra é, na verdade, um estímulo à ciência e, por isso, acreditamos que nossos alunos fizeram bonito porque competiram com instituições federais e escolas particulares, mostrando que estamos no mesmo nível desses competidores que já têm experiência”, destacou.

Participação dos alunos

Fernando Ramirez fez questão de destacar a participação dos alunos na Mostra. Segundo o professor, em nenhum momento os alunos demonstraram nervosismo na hora de apresentar os trabalhos e tampou no lançamento dos foguetes.

“Muitas equipes ficaram nervosas na hora de colocar o foguete na base, mas eles (Rafale e Elivan) não. Eles tiveram muita frieza, paciência e conhecimento para fazer o lançamento. Inclusive, muitas equipes, na hora, sequer conseguiram chegar aos 120 metros”, lembrou.

Chegar aos 200 metros

A partir dessa experiência, o professor Fernando acredita que, ainda este ano, os alunos conseguirão fazer com que os foguetes lançados por eles cheguem a 200 metros.

“Disso eu não tenho a menor dúvida. Nossa meta já para esse ano é essa e, na Mostra do ano que vem certamente estaremos entre as escolas campeãs”, fez questão de afirmar.