Em Rio Branco foi registrado 73 casos de câncer do colo de útero no ano passado

Números da Semsa mostram que 73 novos casos de câncer do colo de útero foram diagnosticados na capital. Câncer de mama representou segunda maior incidência da doença em 2016.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Rio Branco revelam que, dos novos casos de câncer em mulheres registrados 2016, a maioria foi de colo de útero, com 73 diagnósticos. Em seguida, vem o câncer de mama, 58 novos registros ocorreram no ano passado.

Ao todo, 25 mulheres atingidas pela doença nas glândulas mamárias morreram na capital acreana.

Pesquisas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que o câncer de mama é o segundo maior tipo no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele.

E para chamar a atenção para a importância de realizar exames preventivos contra o câncer de mama durante todo este mês, é executada a campanha Outubro Rosa. A ação surgiu na década de 1990 e é voltada a mulheres entre 50 e 65 anos.

Ao longo deste mês, Estado e Município intensificam ações de conscientização e mobilizam toda a estrutura para garantir a ofertas dos exames. A recomendação é de que todas as mulheres que ainda não passaram pelo procedimento procurem uma unidade de saúde para garantir a prevenção ou tratamento adequado.

Com a descoberta precoce, as chances de cura da doença aumentam.

“O tratamento se baseia no estagiamento. O câncer de mama vai do estágio um ao quatro. Quanto mais precoce, menor é o tumor e menos tratamento é oferecido a paciente porque a chance de cura é maior e a possibilidade de retorno da doença é menor. Pacientes em estágio um recebem tratamento que dura de um a três meses”, afirma o oncologista Antônio Vedeti.

O médico lembra que mulheres com câncer de mama no terceiro estágio passam de oito a 10 meses em tratamento, nesta fase a quimio e radioterapia já são utilizadas. Ele fala ainda que o tratamento para pacientes em estágio quatro é por tempo indeterminado.

Câncer de mama em homens

Mas o câncer de mama não afeta somente as mulheres. Homens também podem ter a doença. Em fevereiro deste ano o mecânico Robélio Pessoa foi diagnosticado com câncer de mama e passou por tratamento.

A descoberta veio após uma inflamação na mama que trouxe dor ao mecânico. Os avisos o fizeram procurar uma unidade de saúde para saber os motivos da alteração.

“Foram feitos alguns exames e veio a comprovação de que havia um nódulo. Logo depois veio a confirmação de que era câncer de mama. [A notícia] foi desagradável. Não me assustei, apesar de ter ficado surpreso. Tenho algumas amigas que tiveram essa doença e passaram pelo tratamento correto há três anos. Hoje, graças a Deus, elas estão bem”, conta Robélio Pessoa.

Vedeti lembra que por não ter a glândula mamária tão evidente quanto as mulheres, a possibilidade de o tumor se disseminar pelo corpo é muito mais rápida nos homens. “É preciso fazer um tratamento mais robusto nesses casos para evitar o retorno da doença e que o paciente seja vitimado por ela”, enfatiza o oncologista.

Outros casos

Dos novos registros de câncer em homens feitos em 2016, 52 foram de próstata. Depois vieram o de estômago, 23 casos. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que as previsões de casos de câncer de mama feitas no Brasil em 2016 também são válidas para este ano, 57 mil novos casos podem ser registrados.

Por Jornal do Acre 1ª Edição, G1 AC

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