Desrespeitoso, presidente da Câmara de Rio Branco manda demitir jornalista por telefone

O desligamento de Victor Augusto se deu no final do expediente da última quinta-feira, por meio de um telefonema.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre, Victor Augusto, foi demitido por telefone, e sem qualquer aviso prévio, da Assessoria de Divulgação da Câmara de Vereadores de Rio Branco.

Um grupo de repórteres solidários ao sindicalista tentou entender as razões para o que chamam de “deselegância” da parte do presidente da Casa, o vereador Manoel Marcos.

Eles foram informados que o cargo seria ocupado por outra pessoa de confiança. As justificativas não convenceram, já que o sindicalista sempre foi considerado estratégico na relação institucional com as empresas de comunicação.

O desligamento de Victor Augusto se deu no final do expediente da última quinta-feira, por meio de um telefonema. O jornalista acredita ter havido perseguição por parte da Presidência da Câmara “por não falarmos a mesma língua”.

Ele avalia que esta também foi a motivação para o desligamento de outros funcionários. “Sim, foi deselegante e a gente fica chateado como as coisas aconteceram. Acreditei que havia respeito mútuo. Me enganei”, conclui o jornalista.

3 de Julho Entrevistas 6ª Edição

Veja nesta entrevista o Gerente regional do Sebrae, Jorge Saad, explicando as principais ações do Sebrae durante o primeiro semestre e quais foram as principais atividades do Sebrae voltadas para o agronegócio, indústria e comércio, Curta a nossa página do Facebook e se inscreva no nosso canal do YouTube e lembre-se de ativar as notificações clicando no sininho.

Por Assem Neto / acjornal

Vídeo: Prefeito Mazinho Serafim é acusado de agredir vereador em Sena Madureira

O vereador filmou todo o episódio com um celular. O vídeo mostra ainda o momento que o vereador sofre uma agressão de um homem.

O vereador Josandro Cavalcante (PSDB) registrou um Boletim de Ocorrência no início da noite desta quarta-feira (20) contra o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB), por supostas agressões e ameaças que ele teria sofrido em uma via pública do município, após receber uma denúncia de falta de medicamento na farmácia do município e se dirigir ao local para verificar.

Segundo o parlamentar, Mazinho Serafim foi avisado que ele estaria fiscalizando a farmácia do município e foi ao prédio da Câmara de Vereadores tirar satisfação. A visita nada amistosa do prefeito foi registrada por populares que filmaram o momento que Serafim caminha em direção a Cavalcante, dizendo: “você é um moleque, tá certo? Acostumado a mexer com criança, moleque, moleque”.

Com o dedo em riste, Mazinho Serafim continua as agressões verbais: “Vagabundo como você não devia nem tá hoje representando o povo. Tô dizendo pra você, você representa o quê para o povo? Nada. Acostumado a mexer com criança. Aliciador de menor. Condenado pela Justiça. Vagabundo”, disse o gestor municipal que em seguida se dirigiu ao carro com seus assessores.

Josandro Cavalcante filmou todo o episódio com um celular. O vídeo mostra ainda o momento que o vereador sofre uma agressão de um homem que de acordo com informações de populares seria um policial militar da reserva que estaria trabalhando como segurança de Mazinho Serafim. Após o episódio, Cavalcante foi à delegacia do município e registrou um Boletim de Ocorrência.

Procurado pela reportagem, Josandro Cavalcante informou que, “ontem na Câmara municipal, eu denunciei a falta de medicamentos na farmácia do município e disse que não tinha Captopril e Losartana, remédios que não podem faltar para a população, mas o secretário de saúde Daniel Herculano foi a um programa de rádio que tinha medicamento sobrando”, destaca.

De acordo com o vereador, quando a população ouviu a entrevista do secretário de saúde correu para a farmácia e um tumulto teria sido iniciado quando os populares foram informados que os remédios que procuravam não estariam disponíveis. Revoltados, eles teriam ligado novamente a Josandro Cavalcante que compareceu ao local para checar a situação da farmácia.

“Sou vereador há 10 anos, e nunca me meti em confusão. Nunca fui aliado de nenhum prefeito. Os outros prefeitos respeitavam, já que sempre fiz um mandato independente, ele não. Educadamente, eu pedi licença e solicitei falar com o bioquímico que me atendeu de forma cortês. Eu pedi autorização para visitar o estoque, mas o bioquímico disse que só poderia com autorização do Secretário”.

O parlamentar informa que retrucou e informou que era vereador e fiscal do povo. “Entrei, constatei que realmente faltam medicamentos, fiz fotografias do local e sai. Com 20 minutos o prefeito chegou na Câmara fechando a saída do meu carro, juntamente com o Secretário de saúde e dois seguranças. Ele passou a me agredir verbalmente e um segurança me agrediu fisicamente”, enfatiza.

A reportagem tentou contato telefônico com o prefeito Mazinho Serafim para ele apresentar sua versão, mas o telefone estava desligado e na caixa de mensagem até o fechamento da matéria. Fica garantido o mesmo espaço para o gestor municipal apresentar sua defesa e os motivos do desentendimento com o parlamentar tucano.

Veja o Vídeo

3 de Julho Entrevistas 6ª Edição

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Por Ray Melo / ac24horas

Para não decretar falência, Prefeitura de Capixaba vai demitir e cortar salários

A Prefeitura de Capixaba adota desde essa semana uma série de medidas de ajuste fiscal para equilibrar as contas e evitar sua completa falência.

Com uma dívida de R$ 9 milhões somente com a Caixa Econômica pelo não repasse do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), pelas antigas gestões, dos servidores municipais, a prefeitura está impossibilitada de celebrar convênios com o governo federal.

“Deixamos de captar R$ 20 milhões porque a nossa dívida do FGTS herdada das gestões passadas chegou aos $ 9 milhões com a Caixa Econômica Federal e eles não dão um prazo suave para que a gente possa cobrir esse rombo”, explica o prefeito José Augusto (PP). Além do débito com o banco, a prefeitura ainda tem dívida de R$ 1 milhão com a Eletrobras, mais precatórios.

Entre as medidas mais urgentes que serão tomadas pelo progressista estão a demissão de servidores e a redução dos salários dos secretários, o dele e o do vice-prefeito pela metade. Desde que assumiu a prefeitura, José Augusto já reduziu em 50% o número de secretarias.

Por mais que faça viagens constantes a Brasília em busca de liberar recursos – como as emendas parlamentares – o prefeito tem sempre ouvido negativas. Os ministérios só podem liberar os recursos mediante a quitação destes débitos ou sua negociação.

Com a gestão de mãos atadas pela “herança maldita”, José Augusto pede a compreensão da população de Capixaba ante os impactos que suas medidas podem ocasionar num primeiro momento.

“Estou tentando fazer o possível pelo melhor do nosso município, e vamos vencer. Capixaba vai sair desse buraco que encontramos quando assumimos. A maré é ruim agora, mas vamos caminhar olhando para o futuro”, afirma ele.

Telejornal 3 de Julho 13ª Edição

Veja nesta edição as principais noticias da semana: Entre elas, Prefeito Tião Flores tenta distorcer a verdadeira imagem do município de Epitaciolândia, no Centro tudo limpo e iluminado, já nos Bairros a realidade é outra, o homicídio ocorrido em Epitaciolândia e também na cidade de Cobija, Curta a nossa página do Facebook e se inscreva no nosso canal do YouTube e lembre-se de ativar as notificações clicando no sininho.

3 de Julho Entrevistas 5ª Edição

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Fonte: ac24horas

MP quer saber porque prefeitura de Cruzeiro do Sul contratou empresa mesmo tendo usina de asfalto no Município

Órgão observou que usina do município estava operando com grande capacidade de produção, diferente da usina contratada e vai investigar. Prefeitura diz que compra material em situações ‘emergenciais’.

Prefeitura de Cruzeiro do Sul contratou empresa mesmo tendo usina de asfalto em funcionamento, segundo MP-Acre

Ministério Público do Acre (MP-AC) abriu um inquérito civil para investigar porque a prefeitura de Cruzeiro do Sul contratou uma empresa, mesmo tendo uma usina de asfalto em funcionamento. O documento foi publicado nesta quarta-feira (13) no Diário Eletrônico do órgão.

O controlador geral do município de Cruzeiro do Sul, Tárcito Batista, informou que ainda não foi notificado do inquérito e confirmou que existe uma licitação com uma empresa que está vigente desde dezembro 2016. Segundo ele, o município recorre à empresa em situais “emergenciais”.

“A usina da prefeitura ficou alguns dias inoperante, foi comprado algum material para fazer o emergencial. Ela [usina] sempre passa por manutenção, é um equipamento que não trabalha 365 dias por ano, quebra e precisa de manutenção. Então, a gente aproveitou, em alguns casos emergenciais, para comprar o asfalto que estava precisando no período”, disse o controlador.

Batista afirmou que a usina municipal, por ser muito grande e ter um custo alto, é ideal para recapeamento. Segundo ele, no caso de operações pequenas, como de tapa buracos, acaba sendo mais econômico comprar de usina pequena.

Conforme o MP, a prefeitura tem uma usina de asfalto operando com “grande capacidade de produção” e mesmo assim, fez um processo licitatório para adquirir asfalto e a aplicação.

O documento aponta que, durante fiscalização do órgão na cidade do interior do Acre, foi observado que a usina municipal opera com maior capacidade de produção do que a usina contratada.

O MP determina que o secretário de Obras do município seja notificado e que se pronuncie em um prazo de 10 duas, sob pena de incidir no crime de desobediência. Um empresário também deve ser ouvido na sede do MP.

Telejornal 3 de Julho 13ª Edição

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Por Iryá Rodrigues, G1 Acre

MP inicia investigação sobre possível caso de corrupção no governo de Orleir Cameli

O possível caso de corrupção reforma do extinto Hospital de Base e do Pronto Socorro de Rio Branco completou 23 anos no começo deste mês.

A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, do Ministério Público Estadual (MPE), decidiu tirar de suas gavetas o inquérito para apurar suposto caso de corrupção nas obras de reforma do extinto Hospital de Base e do Pronto Socorro de Rio Branco, durante o governo Orleir Cameli (1994-1998).

Além do ex-gestor, morto em 2013, são investigados o secretário de Saúde à época, José Bestene, e os empreiteiros responsáveis pelas obras.

Segundo a denúncia, estes contratos renderam às empresas US$ 1 milhão de forma ilícita. As empreiteiras, conforme a investigação, foram selecionadas sem o devido processo licitatório. O possível caso de corrupção completou 23 anos no começo deste mês.

De acordo com o promotor Bernardo Alberto, ilícitos como estes não sofrem prescrição. Sobre a razão de somente agora o caso ser investigado, ele explica que sua promotoria vem tirando da gaveta procedimentos que estavam há muito tempo parados.

Orleir Cameli é tio do senador e pré-candidato ao governo Gladson Cameli (PP), líder nas pesquisas de intenção de voto. Já José Bestene é o presidente da executiva-estadual dos Progressistas.

Procurado para comentar o assunto, Gladson Cameli afirmou que não se pronunciaria.

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Fonte: Ac24horas

Deputado Jenilson Leite pede reforma da pista de Jordão em discurso na Aleac

O deputado Jenilson Leite, junto com Élson Farias, prefeito de Jordão, irão se reunir com o diretor do DERACRE, para tratar da reforma da pista de pouso do aeródromo.

Além disso, o deputado protocolou, nesta terça-feira (12), uma indicação na mesa diretora da Assembleia Legislativa do Acre (ALEAC) solicitando do DERACRE (departamento de estrada e rodovias) a imediata reforma da pista. Esta já a segunda indicação que o parlamentar faz no tocante a este assunto.

A pista de pouso de Jordão está em péssima condições para o pouso e decolagem das aeronaves. A má condição fez com que a empresa Rio Branco Taxi Aéreo suspendesse os voos para o município, esta decisão contribuiu com o aumento do preço da passagem da outra empresa que realiza voo para a cidade devido o monopólio. O valor que era de 380 reais saltou para 500 reais, um valor exorbitante considerando o poder aquisitivo dos moradores locais, que na sua maioria são beneficiários de programas sociais.

O município de Jordão é um dos mais isolados do país, para chegar na cidade só é possível por via área ou transporte fluvial, sendo que no período de estiagem apenas barcos pequenos conseguem navegar no rio Tarauacá.

Os moradores da cidade estão revoltados com aumento do preço da passagem e cobram uma solução imediata junto ao governo do Estado. Apoiado pelo parlamento municipal, os munícipes prometem fechar o aeródromo local caso não haja uma resposta do governo para suas reivindicações.

O deputado e o prefeito irão se reunir com o governador Sebastião Viana e o André Mansour para acertar os acordos da parceria entre o Estado e a Prefeitura para a realização da reforma.

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Jorge Viana libera R$ 5,6 milhões do Orçamento da União para o Acre

Os recursos serão destinados para a melhoria das vias urbanas das sete cidades acreanas.

O senador Jorge Viana (PT-AC) conseguiu liberar R$ 5,6 milhões de reais em recursos extraordinários do Ministério das Cidades para Rio Branco e outros seis municípios do Acre: Brasileia, Cruzeiro do Sul, Feijó, Sena Madureira, Tarauacá e Xapuri.

O parlamentar fez questão de comunicar a liberação dos recursos para cada prefeito e prefeita. “Faço isso de maneira suprapartidária porque sei que quando somos eleitos trabalhamos pelo povo, independentemente de partido”, declarou o parlamentar.

A capital Rio Branco ficou com a maior parcela dos recursos: R$ 2 milhões. Brasileia receberá R$ 700 mil. Sena Madureira e Xapuri receberão R$ 500 mil cada. Cruzeiro do Sul, Feijó e Tarauacá receberão R$ 300 mil.

“Consegui garantir esses recursos porque fui membro da Comissão de Orçamentos. Em tempos de crise, o dinheiro tem importância fundamental para os prefeitos, porque vivemos tempos de escassez de verbas federais. Agora cabe às prefeituras fazer o devido cadastro para poder receber os recursos”, comentou o parlamentar.

Telejornal 3 de Julho 13ª Edição

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3 de Julho Entrevistas 5ª Edição

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De coitado ele não tem nada; Vagner Sales recebeu mais de meio milhão de reais em diárias da Prefeitura

Ex-prefeito recebia pagamentos quando viajava para defender interesses pessoais ou mesmo a tratamento de saúde

Documentos obtidos com exclusividade pela reportagem do O Juruá Em Tempo dão a dica de como o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, conseguiu se tornar um dos homens mais ricos do Vale do Juruá, mesmo que nunca tenha sido empresário, herdeiro de alguma fortuna ou acertado na mega-sena.

A despeito de ser um político e ex-funcionário público que trabalhou com carteira assinada apenas por alguns meses na Câmara Municipal e dali ter iniciado uma vitoriosa carreira política e financeira. Vagner iniciou como vereador depois eleito seguidas vezes como deputado estadual e em 2008 se elegeu prefeito e reeleito em 2012, Vagner Sales, em matéria de poder financeiro, disputa com tradicionais empresários e herdeiros de fortunas na região.

Um desses fatores que podem explicar o motivo de tamanho enriquecimento é a apropriação, pura e simples, de dinheiro público, sob a justificativa do pagamento de diárias que foram parar no bolso do prefeito mesmo quando ele viajava para defender interesses próprios ou mesmo para cuidar da saúde. Os documentos mostram que, em oito anos no mandato de prefeito, Vagner Sales se apossou de mais de meio milhão de reais em diárias.

Ele recebia diárias mesmo quando estava em Rio Branco ou Brasília, cidades onde possui imóveis residenciais. Recebia também como estivesse em Barsília tratando de interesses de Cruzeiro do Sul mesmo quando o interesse era dele, em particular, ou quando estava fora da Capital Federal.

Foi o que aconteceu a partir de 2013, quando ele passou a se defender em Brasília, junto ao Supremo Tribunal Federal, de uma série de processos que pediam sua cassação, quando chegou a ser afastado do cargo por períodos de horas e dias e depois ser reempossado pelo mesmo STF – assim conseguiu concluir seu polêmico mandato. Suas viagens a Brasília, naquele período, quando ia conversar com os advogados que o defendiam junto ao STF, nas mensagens à Câmara Municipal em que comunicava a ausência do município e anunciava as diárias que concedia a si mesmo, eram justificadas como de interesse da municipalidade.

A mesma justificativa ele deu quando foi submetido a uma cirurgia de emergência, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, distante pelo menos 1010 quilômetros de Brasília, onde ele disse que estava a serviço de interesse de Cruzeiro do Sul.

Era o dia 21 de novembro de 2014. De fato, no dia anterior, Vagner Sales estivera em Brasília, mas teria se sentido mal na Capital Federal e mesmo que ali o serviço médico não esteja entre os piores do país, o então prefeito de Cruzeiro do Sul preferiu o luxo do Sírio Libanês, hospital da elite quatrocentona de São Paulo e no qual uma simples consulta de seus médicos especialistas não sai por menos de R$ 1.800,00 e a diária de um dos apartamentos onde ele se internou chegue a R$ 5 mil, nos dias atuais.

Enquanto estava em São Paulo, mas com as diárias como se sua presença estivesse em Brasília, Vagner Sales foi submetido a uma cirurgia para normalizar o fluxo sanguíneo de duas artérias obstruídas do coração, no dia 21 de novembro de 2014.

Enquanto a filha do então prefeito, futura deputada federal Jéssica Sales e que também é médica, dava explicações sobre o estado de saúde de seu pai dando conta de que ele estava em São Paulo cuidando do próprio coração, a burocracia da Câmara Municipal e da Prefeitura de Cruzeiro do Sul dava conta que o então prefeito estava em Brasília, “cuidando dos interesses municipais”.

Como a internação do prefeito em São Paulo se estenderia até ‪29 de novembro daquele ano, o então prefeito prolongou sua falsa estadia em Brasília, recebendo assim, um valor próximo de R$ 8 mil, em duas vezes – o primeiro empenho de diárias foi correspondente ao período de 15 a ‪22 de novembro e depois, num segundo empenho, de 23 a 29 de novembro de 2014. Diárias pagas como se o prefeito estivesse em Brasília e não em São Paulo.

Os documentos informam que, nos oitos anos em que esteve à frente da Prefeitura de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales esteve ausente do município por exatos 530 dias, mais de um ano e meio de ausência.

Os deslocamentos estão documentos assim: em 2011, 87 dias fora do município; em 2012, 82 dias fora; em 2013, ano em que começou sua agonia junto ao STF, a ausência aumento para 101 dias fora do município; em 2014, a ausência aumentou para 119 dias; em 2015, a ausência caiu para 59 dias; em 2016, último ano de sua administração, 82 dias fora do município. Ao todo: 530 dias de ausências da administração.

O valor das diárias para viagens dentro do Estado é de R$ 481,68,  para viagens fora do Acre é  R$ 1.037,75. Com tamanha ausência, viajar no exercício de um cargo público, mesmo quando se trata de uma cidade com a economia combalida, como é o caso de Cruzeiro do Sul, pode ser um bom negócio. E que negócio…

Tabela de ausências

De 2011 a 2016 Vagner ficou 530 dias fora do município

2016 – 82 dias fora do município
2015 – 59 dias fora do município
‪2014 – 119 dias fora do município‬
2013 – 101 dias fora do município
2012 – 82 dias fora do município
2011 – 87 dias fora do município

Valor de diárias

R$ 481,68 para viagens dentro do Estado
R$ 1.037,75 para viagens para fora do Acre
Total, em valores atuais: mais de R$ 500 mil

Telejornal 3 de Julho 13ª Edição

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3 de Julho Entrevistas 4ª Edição

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Por Tião Maia – O Juruá em Tempo

Lula tem 30%, Bolsonaro, 17%, Marina, 10%, aponta pesquisa Datafolha para 2018

Pesquisa sobre a eleição presidencial de 2018 tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. No cenário com Haddad no lugar de Lula, Bolsonaro lidera com 19%, Marina tem 15% e Ciro Gomes, 10%.

Uma pesquisa do Instituto Datafolha foi divulgada neste domingo (10) pelo jornal “Folha de S.Paulo” com índices de intenção de voto para a eleição presidencial de 2018. Foram feitas 2.824 entrevistas entre 6 e 7 de junho, em 174 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. 

Veja os resultados dos 4 cenários pesquisados no 1º turno: 

Cenário 1 (Se Lula for candidato) 

  • Lula (PT): 30%
  • Jair Bolsonaro (PSL): 17%
  • Marina Silva (Rede): 10%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
  • Ciro Gomes (PDT): 6%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Manuela D’Ávila (PC do B): oscila entre 1% e 2%
  • Rodrigo Maia (DEM): oscila entre 1% e 2%
  • Aldo Rebelo (SDD): oscila entre 0% e 1%
  • Fernando Collor de Mello (PTC): oscila entre 0% e 1%
  • Flávio Rocha (PRB): oscila entre 0% e 1%
  • Guilherme Afif Domingos (PSD): oscila entre 0% e 1%
  • Guilherme Boulos (PSOL): oscila entre 0% e 1%
  • Henrique Meirelles (MDB): oscila entre 0% e 1%
  • João Amoêdo (Novo): oscila entre 0% e 1%
  • João Goulart Filho (PPL): oscila entre 0% e 1%
  • Josué Alencar (PR): oscila entre 0% e 1%
  • Levy Fidelix (PRTB): oscila entre 0% e 1%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): não alcança 1% em nenhum cenário
  • Sem candidato: 21% 

Cenário 2 (Se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula) 

  • Jair Bolsonaro (PSL): 19%
  • Marina Silva (Rede): 15%
  • Ciro Gomes (PDT): 10%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Fernando Haddad (PT): 1%
  • Sem candidato: 33% 

Cenário 3 (Se o PT lançar Jaques Wagner no lugar de Lula) 

  • Jair Bolsonaro (PSL): 19%
  • Marina Silva (Rede): 14%
  • Ciro Gomes (PDT): 10%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Jaques Wagner (PT): 1%
  • Sem candidato: 33% 

Cenário 4 (Se o PT ficar fora da eleição): 

  • Jair Bolsonaro (PSL): 19%
  • Marina Silva (Rede): 15%
  • Ciro Gomes (PDT): 11%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Sem candidato: 34% 

Cenários pesquisados para o 2º turno: 

Cenário 1 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno): 

  • Lula (PT): 49%
  • Jair Bolsonaro (PSL): 32%
  • Branco/nulo: 17%
  • Não sabe: 1% 

Cenário 2 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno): 

  • Lula (PT): 49%
  • Alckmin (PSDB): 27%
  • Em branco/Nulo: 22%
  • Não sabe: 1% 

Cenário 3 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno): 

  • Lula (PT): 46%
  • Marina (Rede): 31%
  • Em branco/Nulo: 21%
  • Não sabe: 1% 

Cenário 4 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula): 

  • Alckmin (PSDB): 36%
  • Haddad (PT): 20%
  • Em branco/Nulo: 40%
  • Não sabe: 4% 

Cenário 5 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula): 

  • Bolsonaro (PSL): 36%
  • Haddad (PT): 27%
  • Em branco/Nulo: 34%
  • Não sabe: 3% 

Cenário 6 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula): 

  • Ciro (PDT): 38%
  • Haddad (PT): 19%
  • Em branco/Nulo: 38%
  • Não sabe: 4% 

Cenário 7 (Sem Lula) 

  • Ciro (PDT): 32%
  • Alckmin (PSDBB): 31%
  • Em branco/Nulo: 34%
  • Não sabe: 3% 

Cenário 8 (Sem Lula) 

  • Marina (Rede): 42%
  • Alckmin (PSDB): 27%
  • Em branco/Nulo: 29%
  • Não sabe: 2% 

Cenário 9 (Sem Lula) 

  • Alckmin (PSDB): 33%
  • Bolsonaro (PSL): 33%
  • Em branco/Nulo: 32%
  • Não sabe: 3% 

Cenário 10 (sem Lula) 

  • Marina (Rede): 42%
  • Bolsonaro (PSL): 32%
  • Em branco/Nulo: 24%
  • Não sabe: 2% 

Cenário 11 (sem Lula) 

  • Ciro (PDT): 36%
  • Bolsonaro (PSL): 34%
  • Em branco/Nulo: 28%
  • Não sabe: 3% 

Cenário 12 (sem Lula) 

  • Marina (Rede): 41%
  • Ciro (PDT): 29%
  • Em branco/Nulo: 28%
  • Não sabe: 2%

Pesquisa sobre a eleição presidencial de 2018 tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Instituto ouviu 2.824 eleitores de 174 municípios entre 6 e 7 de junho.

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Ex-prefeito Vagner Sales deixou dívida com fornecedores que pode chegar à casa de 15 milhões de reais

Uma investigação feita pelo jornal O Juruá em Tempo mostra que Vagner conseguiu quebrar a Prefeitura de Cruzeiro do Sul.

Como se já não bastassem os mais de 100 milhões que deixou de repassar ao INSS, Vagner também deixou quase 15 milhões em dívidas com fornecedores na prefeitura.

Hoje as dívidas confirmadas já chegam a quase 5 milhões, registradas na forma de notas precatórias tanto às pessoas físicas quanto jurídicas. Mas segundo informações, outras empresas já acionaram a justiça e dívida da prefeitura deixada por Vagner Sales pode chegar aos 15 milhões. O rombo deixado pelo ex-prefeito é muito maior do que o inicialmente imaginado.

O Juruá em Tempo foi responsável por diversas denúncias mostrando o crescimento desproporcional do patrimônio de Sales, e da subvaloração do patrimônio na declaração ao TRE.

Vagner Sales responde a mais de 15 processos

O ex-prefeito responde a mais de 15 processos. A maioria deles por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito. Vagner chegou a ser condenado pelo crime de peculato em razão de uso irregular de passagens aéreas quando deputado estadual. A sua condenação por peculato deveria ter-lhe custado o mandato além de torna-lo inelegível já em 2013, mas por meio de uma série de manobras protelatórias, conseguiu fazer com que o crime prescrevesse.

Em julho de 2016 a Justiça Federal determinou o bloqueio de seus bens na ordem de 670 mil reais por haverem ‘fortes indícios’ (palavras da juíza) de enriquecimento ilícito no episódio de desvio do asfalto dos ramais para sua fazenda.

A fazenda inclusive, foi declarada em valor muito abaixo do mercado, conforme mostrado em reportagem do site Juruá em Tempo do dia 13 de junho de 2016: na época eram mais de 46 tanques de piscicultura sem o necessário licenciamento.

Após denúncia do site Juruá em Tempo, o IMAC comprovou a irregularidade dos tanques, e o mesmo iniciou um processo de regularização junto ao órgão.

Em agosto de 2017, Vagner foi condenado pelo TCE por utilizar de suposta folha de pagamento paralela em favor de prestadores de serviços.

Em outubro de 2017, o Ministério Público Estadual apresentou mais uma denúncia contra o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (PMDB). A denúncia apresentada foi de irregularidade em processo licitatório.

A ação movida pelo MP apresenta provas substanciais de que em sua gestão, Vagner Sales comprou peças equipamentos sem previsão na licitação, o que caracteriza a irregularidade.

De maneira resumida, a administração do emedebista realizou tomada de preços e previsão para uma determinada quantidade de peças, mas comprou bem acima disso. Por se tratar de peças para maquinas pesados, os preços, e consequentemente, as irregularidades, são superlativos.

É também já um fato de domínio público que a produção de seu complexo de piscicultura é comercializada em dois boxes no Mercado do Peixe que o ex-prefeito reservou para si próprio a qual mantém o controle por meio de ‘laranjas’. De modo semelhante, através de laranjas, Vagner controla ainda uma rádio FM no município de Porto Walter.

3 de Julho Entrevistas 4ª Edição

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Por Leandro Altheman – O Juruá em Tempo