Educação indígena projeta nova realidade às comunidades do Acre

A previsão é para 2018 é que 2.200 Indígenas de diferentes povos e terras sejam alfabetizados. O movimento de professores indígenas também permite que o docente progrida na carreira.

Levar educação aos  locais mais distantes do Acre é um desafio que o Governo do Estado tem buscado superar para alcançar até mesmo os mais isolados. Por meio da Secretaria Estadual de Educação e Esportes (SEE), o Acre mantém, hoje, 5.400 alunos indígenas e 524 professores, divididos em 132 escolas. Uma expansão de horizontes à cerca de 2 mil alunos por ano, em diferentes comunidades.

São avanços que requerem uma secretaria menos ocidental e muito mais indígena, atendendo exatamente a adequação dos procedimentos administrativos para alcançar as necessidades desses povos.

Todas as instituições são amparadas pelo governo junto a SEE, instaladas em comunidades distantes dos centros urbanos, mas que não diferem das escolas situadas na cidade. Elas atendem toda a educação básica, sendo infantil (20%), nível fundamental I (20%), nível fundamental II (40%) e nível médio (20%).

Para continuar a garantir a qualidade no ensino, a secretaria trabalha junto à coordenação da educação indígena para a conclusão e apreciação do texto que vai garantir maiores especificidades legais para os professores indígenas, com a Lei de Gestão democrática para as referidas escolas e, ainda, a Lei de Gestão Democrática Intercultural  para as escolas indígenas, que vão tipificar as escolas. Essa tipificação também permite a consolidação das equipes gestoras das escolas indígenas.

“A educação está em fase de conclusão do texto por parte da comissão estadual de educação e escola indígena, que teve autorização para criação, em abril de 2017, e a gente agora vai oficializar essa comissão. Isso garante que professores e gestores educacionais devem ser prioritariamente do povo de origem onde aquela escola está instalada”, afirma o coordenador da educação escolar, Paulo Ferreira.

A criação do programa estadual de formação para professor indígena potencializa um núcleo específico educacional dos povos indígenas. Aspectos importantes para a construção e progresso da sociedade nativa, onde cada povo é ouvido para que suas peculiaridades sejam mantidas dentro do sistema educacional do Acre.

Educação humanizada

O modo diferente de pensar a educação, atribuindo uma lógica mais ocidental dentro da lógica indígena, e vice-versa, faz com que o ensino destinado a esses povos não imponha, mas acolha as diferenças com diálogo e maneira respeitosa à cultura. Desta forma, capaz de permitir o funcionamento do sistema de maneira intercultural.

Segundo o secretário de educação, o debate com o movimento de professores indígenas também permite que o docente progrida na carreira. “Inserir novos métodos de ensino é fundamental para o acompanhamento do progresso educacional dos povos. No entanto, essas mudanças devem seguir a cultura que está inserida em cada comunidade indígena”, esclarece Brandão.

Admitir a existência real dessas pessoas e adotar medidas administrativas que contemplem a existência deles é acolher essas realidades e torná-las elementos concretos. “Temos o desafio de transformar a secretaria e a coordenação de ensino indígena para criar espaços numa instituição capaz de receber a interculturalidade que existe entre esses dois mundos”, observa o secretário.

Hoje a educação tem o projeto político pedagógico de professores aprovados e já trabalha na reformulação desses projetos para que já possam ser implantados em 2018.

A criação de um programa estadual de formação para a educação escolar indígena, que deve contemplar tanto os aspectos que dizem respeito ao exercício da docência, que são competências que todo professor indígena deve ter, mas também aos elementos de gestão das escolas indígenas, capacita os gestores das escolas indígenas, que também são indígenas. Paulo afirma que “nesse sentido, a gente deve contemplar um núcleo transversal para todos os docentes e um núcleo específico. Esses núcleos específicos vão ser capazes de cuidar dos projetos educacionais de cada tribo indígena”.

Ações que representam uma secretaria de educação que consegue dialogar com os povos indígenas, com leis capazes de permitir a operação do sistema, mas permitir também que esse sistema funcione de maneira cultural. “Esse é o desafio gigantesco para a administração pública. Precisamos tornar mais indígena questões como merenda escolar, gestão das escolas, formação de professores,  construção do material didático e construção de escolas dentro das aldeias“, completa o coordenador.

Quero Ler Indígena

O governo do Acre lançou o edital para alfabetizadores indígenas do Programa Quero Ler, que visa contratar profissionais indígenas para educar estudantes em suas próprias comunidades. O edital garante a alfabetização dos povos indígenas e honra com o compromisso histórico de valorizar a cultura e os saberes dos povos tradicionais da Amazônia.

“Dizem que a maior dívida do Brasil é a moral com os povos indígenas. E aqui no Acre nós estamos ajudando a romper essa escuridão e essa dívida histórica com as nossas comunidades ao valorizar a educação escolar desses povos”, ressalta o governador.

O edital contempla 34 terras indígenas em 12 municípios acreanos. Com isso, o Programa de Alfabetização vai abrir 212 turmas para beneficiar diretamente 2.120 alunos.

Brandão lembra que até mesmo o Programa Quero Ler está levando a alfabetização para todas as regiões acreanas, inclusive para os povos indígenas: 2.200 Indígenas de diferentes povos e terras serão alfabetizados ainda no início de 2018. “Este é um ato histórico para o Acre, porque haverá um edital exclusivo para professores indígenas, que irão alfabetizar os jovens e adultos de suas aldeias respeitando as particularidades de cada povo”.

Concurso indígena

O concurso público para professores indígenas nos municípios mais distantes da capital faz parte de uma série de compromissos firmados pela administração do governador Tião Viana, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Esporte, para valorizar o ensino e a aprendizagem nas escolas do interior do estado.

O novo concurso é para contratação provisória e foi anunciado pelo próprio secretário de Educação, Marco Brandão, em visita de três dias às cidades de Santa Rosa do Purus, Jordão, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

 “É o primeiro concurso público para professores indígenas em 20 anos, com o edital sendo lançado já em novembro próximo”, comemora Brandão.

O secretário afirma que “o concurso faz parte de um tratamento especial que estamos prestando à nossa comunidade interiorana, que já está podendo desfrutar também de outros benefícios igualmente importantes para as pessoas”.

Parcerias

Além disso, a secretaria estadual de educação reforça as parcerias para exercer o trabalho de inserção do ensino básico nas aldeias, como a Secretaria Especial de Saúde Indígena e com o Instituto de Mudanças Climáticas (IMC) – que auxiliam o curso de formação pedagógica.

“Isso é fundamental porque temos lideranças educacionais nas aldeias, professores, profissionais de saneamento e agroflorestais que têm formação escolar e que soma à importância dos sábios tradicionais no sistema de educação que se propõe, que dialoga com o povo em questão”, destaca o coordenador de educação escolar.

PROERD forma 397 alunos das zona urbana e rural de Brasiléia

Foi realizado na quarta-feira, 13, na Igreja da Paz, o encerramento do PROERD, em parceria com a Prefeitura de Brasiléia através da secretaria de Educação, que formou 397 alunos, o programa é ministrado pelo Sargento Plácido.

O PROERD é um programa de conscientização contra o uso das drogas que é realizado nas escolas municipais e estaduais, da zona urbana e rural dos municípios, e que em Brasiléia teve a realização da formatura para os alunos que concluíram a etapa de aprendizado. 

O evento contou com a participação da banda da Polícia Militar, da Prefeita Fernanda Hassem, Promotor de Justiça Ocimar Junior,  o Major Fredson da Policia Militar, diretores das escolas e secretaria municipal de Educação Ramiege Rodrigues, e Leda Santiago representando a secretaria estadual de Educação.

O PROERD foi ministrado nas escolas Rui Lino, Elson Dias Dantas, Socorro Frota e Getúlio Vargas na zona urbana, e na zona rural nos km 26, 68, 59 e 19 sendo ministradas 10 lições sobre  prevenção contra as  drogas.

O Promotor de justiça, Ocimar Junior, ressaltou a participação do Ministério Público.

 “A Policia Militar está realizando hoje a formatura do PROERD, e para o ministério publico é uma satisfação acompanhar esse trabalho realizado na base escolar, visando prevenir as crianças de terem qualquer contato ou aproximação com as drogas, e o Ministério Publico é grato por esse trabalho”, disse Ocimar.

O comandante do 10° Batalhão da Policia Militar, Major Fredson falou sobre o trabalho realizado.

“O projeto é um trabalho preventivo, realizado pela Policia Militar no município de Brasiléia, bem conduzido pelo Sargento Plácido, onde nesse ano estamos finalizando com um grande número de formandos, saindo do curso reconhecendo os malefícios que a droga trás”, afirmou Major Fredson.

Alessandra Furtado, Diretora da Escola Rui Lino falou sobre a importância de se realizar o projeto.

“Falar do PROERD é muito importante, o orientador desse projeto é uma pessoa guerreira que vai com a força e a fé, e ele está tendo esse apoio da Prefeitura. E é muito importante tratar sobre esse tema relacionado as drogas, para que as crianças entendam a gravidade de entrar para esse mundo”, enfatizou.

Sargento Plácido Moreira, complementou falando sobre o trabalho realizado com os alunos.

“Tendo em vista a crise que vivemos e o aumento do uso de drogas, esse trabalho realizado é muito importante e estamos tentando salvar do mundo cruel das drogas que pode acabar comessas crianças”

A prefeita Fernanda Hassem, falou sobre a importância do programa para a comunidade e reafirmou o apoio ao programa.

“Esse trabalho é fundamental para formação das nossas crianças, e por isso nosso apoio incondicional. Durante o ano demos as mãos com a Polícia Militar, para que tudo fosse realizado com sucesso, e nosso reconhecimento ao Sargento Plácido que tão bem conduz esse trabalho. Nossa missão é cuidar de pessoas”, finalizou.

Segunda etapa do Projeto Aprendendo a Reciclar é realizada em Brasiléia

Na manhã de quarta-feira, 13, a Prefeitura de Brasileia por meio da Secretaria de Meio Ambiente realizou a entrega de lixeiras, feitas com material reciclado, em duas novas escolas do município.

A ação faz parte do cronograma elaborado pela secretaria de meio ambiente que irá contemplar todas as escolas municipais e estaduais. O material utilizado são pneus que estão sendo reciclados por membros da equipe do projeto Aprendendo a Reciclar.

O secretário municipal de meio ambiente, Jonas Bandeira, falou a respeito do projeto: “Hoje estamos realizando a segunda etapa do projeto Aprendendo a Reciclar, tivemos que parar durante alguns meses para ajudar outras secretarias nas confecções dos enfeites natalinos, mas hoje estamos dando sequência ao projeto e vamos dar continuidade até conseguir contemplar todas as escolas”, falou Jonas.

As escolas beneficiadas no dia 13 de dezembro foram Vitória Salvatierra e Os Pastorinhos.

A diretora da Escola Vitória Salvatierra, Maria Auxiliadora, agradeceu a entrega das lixeiras e destacou a realização do projeto. “Esse projeto é uma ideia muito boa que irá contribuir muito na educação das nossas crianças, já que vamos está trabalhando desde a primeira infância em preservar o meio ambiente e jogar os lixos nos locais certo. E em nome da escola queremos agradecer a prefeitura pela idealização do projeto e estar contemplando todas as escolas”, finalizou Dora.

Secretário de Educação assumirá vice-presidência Norte do Consed

O secretário de Educação e Esporte do Acre, Marco Brandão, vai assumir a vice-presidência Norte do Conselho Nacional de Secretários de Educação, o Consed, em janeiro de 2018.

 Por Mágila Campos / Assessoria 

Consed é uma associação que congrega as Secretarias de Educação dos 26 estados e do Distrito Federal, e tem o objetivo de desenvolver uma Educação pública de qualidade.

Entre as atribuições de Brandão frente à vice-presidência está a integração das secretarias para promover ações conjuntas, que estabeleçam intenso intercâmbio de experiências entre as unidades da federação.

Com o Acre assumindo a vice-presidência Norte do Consed, o estado passa a representar, em nível nacional, todos os estados do Norte, entrando na linha de sucessão do presidente, em caso do afastamento dele.

Em 2007, o Acre já esteve na presidência do Consed, com a professora Maria Correia. E em outubro deste ano, o estado foi responsável, sob a coordenação do secretário Marco Brandão, da fase regional Norte do Prêmio de Gestão Escolar 2017. Na ocasião, mais de 50 educadores da Região Norte, entre diretores de escolas e secretários de Educação dos estados amazônicos, participaram do evento.

Homenagem do Consed

Além disso, Brandão juntamente com a secretária de Tocantins, Wanessa Sechim, coordenaram em nível nacional o Prêmio Gestão Escolar (PGE) 2017. Pela condução foram homenageados durante a entrega do PGE, que ocorreu em Bonito (MS). Durante a solenidade o presidente do Consed, Edilvan Alencar, agradeceu pela dedicação e empenho dos coordenadores.

“Sou muito grato ao secretário do Acre e do Tocantins porque eu deleguei a eles essa missão e eles fizeram com maestria. Inovaram, inclusive, porque pela primeira vez o premio acontece de forma regionalizada”.

Na edição deste ano o PGE ocorreu nas cinco regiões brasileiras. “Saiu do cenário de Brasília, para ocorrer nas diferentes regiões, reunindo educadores de cada uma delas e, dessa maneira, tratar do que é relevante nas regiões, considerando a grande dimensão e peculiaridades de cada local do país”, destacou Brandão.

Wanessa Sechim lembrou que foi um ganho para toda a educação pública brasileira. “Esse foi, sem dúvida, um ganho, porque o Brasil passou a enxergar como se faz educação no país como todo, e não somente nos centros mais desenvolvidos”.

O PGE é uma iniciativa do Consed, que premia e valoriza as boas práticas de gestão escolares que transformam a vida dos estudantes e a comunidade, por meio de educação pública, gratuita e de qualidade.

Com os cortes do Governo Temer, UFAC e IFAC correm risco de fechar

"Ufac e Ifac correm risco de fechar ano que vem”, afirma presidente da Adufac.

A chuva não impediu o encontro de diversos manifestantes no fim da tarde desta terça-feira (5). Reunindo professores, estudantes e servidores públicos da Capital acreana, o encontro resultou em uma combinação de ativismo com manifestações artísticas em frente ao Colégio Acreano.

O principal objetivo da ação foi protestar contra a reforma da previdência e contra as ações já em curso no país, como a nova reforma trabalhista que já está em vigência. Moisés Lobão, secretário geral da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac), afirmou que as pessoas precisam se conscientizar totalmente sobre os problemas dessas reformas e das ações do governo do presidente Michel Temer.

“Estamos aqui, debaixo de chuva, contra a precarização dos serviços públicos. O povo precisa pressionar seus parlamentares a votar contra qualquer medida que atinja os direitos dos trabalhadores”, disse Lobão.

Uma das afirmações mais preocupantes veio do presidente da Adufac, Sávio Maia. De acordo com o representante, devido às reduções impostas pela Emenda Constitucional nº 95/2016 (que limita as despesas do governo (inclusive nas áreas da Educação e Saúde), a Ufac e o Instituto Federal do Acre (Ifac) correm risco de paralisação em 2018.

“A universidade e o Instituto são duas conquistas da população acreana, e estão correndo o risco de fechar. Em 2018, vai entrar em curso o primeiro orçamento com base nessa emenda. Alguns parlamentares que votaram na PEC 55 – agora Emenda Constitucional 95, estão destinando emendas que são verdadeiras ‘migalhas’. Tiraram milhões da universidade, e agora tentam nos dar um ‘prêmio de consolo’”, afirmou Sávio.

Para a servidora pública da Educação Gabriela Souza e a estudante de Ciências Sociais Sara Cruz, o momento é importante para debater vários assuntos: privatizações, qualidade do serviço público, e até sobre a PEC 181, que pretendia criminalizar os casos em que o aborto já era permitido no Brasil.

“Já pagamos por serviços públicos de péssima qualidade, e agora ainda querem terceirizar tudo e retirar a estabilidade dos servidores públicos, dando a entender que são descartáveis. Enquanto uma minoria continua aumentando os próprios salários, nós ficamos à mercê dos interesses de pessoas gananciosas”, disse Gabriela.

“Estes desmontes prejudicam a todos, principalmente as mulheres. Além de todos esses absurdos, chegamos ao absurdo de ter uma PEC como a 181 ameaçando as já limitadas opções da mulher em relação ao aborto”, destacou Sara.

Madge Porto, docente da Ufac, também compareceu ao evento para apresentar a indignação diante destas mudanças: “O impacto será significativo. As pessoas estão sendo manipuladas pela grande mídia, e com a responsabilidade de sermos professores e ativistas sociais, é importante levar a veracidade à população”.

Fonte: ContilNet

Secretario de Educação participa da formatura do PROFESP

Foi realizado na Companhia Especial de Fronteira a Formatura do Profesp (Programa Forças no Esporte), que é desenvolvido com parceria da Prefeitura de Epitaciolândia e Brasiléia através da Secretarias de educação, participaram do Programa 40 alunos da rede municipal no contra turno.

A Cerimônia contou com as presenças do Secretário de Educação em Epitaciolândia Cleomar Portela Eduino, Secretária de Educação em Brasiléia Ramiege Rodrigues, Subcomandante da Companhia Especial de Fronteira Capitão Jarbas Alberto Dias e representantes de diretores municipais.

Capitão Jarbas Alberto Dias ressaltou que “O programa promove inclusão social, reforço escolar e prática de esportes e atividades cívicas para crianças e jovens sob situação de risco social e isso causa mudança no comportamento dos alunos, são ensinamentos que não irão esquecer; pelo contrário vão levar para dentro de suas casas.”

O Secretário de Educação Cleomar Portela Eduino reforçou a parceria em prol do esporte. “A Prefeitura de Epitaciolândia tem apoiado e vai continuar apoiando esse Projeto, pois causa um impacto na vida das crianças; entrar no exército brasileiro para servir é o sonho de muitos alunos e está nas atividades do Profesp os deixa felizes e com uma nova visão de mundo, de sociedade e de patriotismo”.

A Secretária de educação de Brasiléia Ramiege Rodrigues salientou “que o Profesp é tão bom que as diretoras das escolas gostariam que fossem ofertadas mais vagas para que outros alunos venham participar e pediu ao Capitão para ver essa possibilidade”.

Escola Infantil Menino Jesus realiza formatura para 54 crianças

A Escola Menino Jesus realizou na quinta-feira, 8, a formatura dos alunos do ensino infantil, com a participação de 54 crianças.

Uma festa organizada pela gestão escolar, destinadas aos alunos, familiares e amigos, onde além do juramento, os alunos dançaram a valsa, e receberam os certificados. É a escola oportunizando ao aluno e família que reconheça a importância da nova etapa da vida dos alunos.

A gestora da Escola Menino Jesus, Sandra Lins, falou sobre a importância do evento.

“Estamos muito felizes, pois, a cada ano que se encerra é um triunfo. As nossas crianças vão para a outra escola, e nada mais importanteque eles saiam lembrando do ensino infantil, que é de grande importância na vida delas”, disse Sandra.

A Secretária de Educação, Ramiege Rodrigues, ressaltou a importância desse tipo de atividade.

“Hoje está sendo realizada a formatura de 54 crianças que estudam na escola de ensino infantil Menino Jesus, uma data muito importante para a escola, os alunos e também aos pais, e para a secretaria de educação é uma satisfação está fazendo parte desse grande momento”, finalizou Ramiege.

SEMED realiza Confraternização para Funcionários da Educação

A Prefeitura de Epitaciolândia através da Secretaria de Educação realizou a Confraternização com os Servidores da Educação da Zona Rural.

A atividade aconteceu no São Cristovão e contou com a presença do Prefeito Tião Flores, Deputado Estadual Manoel Moraes, Secretário de Educação Cleomar Portela, Secretário de Administração Paraguaçu, Secretário de Meio Ambiente Ivan Lima e Vereador Diojino Guimarães.

Além do almoço oferecido á todos, durante todo o dia aconteceu dinâmicas, troca de presentes, e a Secretaria de Educação destacou Professores que conseguiram a meta de alfabetizar 100% dos alunos e a escola José Benicio Moreira da Comunidade do Prata ganhou uma TV .

O Prefeito Tião Flores na oportunidade “garantiu que logo no inicio do ano letivo de 2018 as demais escolas da Zona Rural também irão ganhar uma TV para um melhor desenvolvimento do seu plano pedagógico e parabenizou a dedicação de cada funcionário, de cada professor que se dedica para que os alunos realmente possam assimilar os conteúdos”.

O Deputado Estadual Manoel Moraes ressaltou “que todos os profissionais passam por um Professor, por isso Professores são mais do que importante na formação da sociedade e parabenizou o desempenho de todos da Educação”.

O Secretário de Educação Cleomar Portela Eduino “agradeceu a Equipe da Semed, á todos os coordenadores pelo o bom desevolvimento nas Formações e destacou que o Professor é a figura mais importante no Processo educativo, que o professor é o ponto inicial do aprendizado levando o estudante a questionar, inovar, a desenvolver e a procurar respostas para as perguntas que devem surgir e os Professores realizaram em 2017 um excelente trabalho, de verdade Parabéns”.

Estudante coleciona medalhas na Olimpíada de Matemática

Christopher e os outros três medalhista de prata da edição 2017. O acreano tem 5 medalhas, 4 de bronze, 1 de prata e uma Menção Honrosa.

 Por Mágila Campos 

Quando se olha para Christopher Souza, logo de cara o observador percebe ser um garoto diferente da maioria dos meninos da sua idade. Enquanto muitos preferem um calçado descolado e calça jeans, ele está quase sempre de óculos, blusa de punho e sapato social.

Centrado e um pouco reservado, ele conta que tem como passatempo favorito ler e assistir série televisa. Quando encontra os amigos, também joga xadrez. Mas o que Christopher tem de tão especial? Ele é simplesmente um acreano de 16 anos que já tem cinco medalhas na maior competição de exatas do país, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).

Indagado sobre como fez para conseguir tantos prêmios, ele explica: “Sempre me esforcei para aprender matemática mais do que a escola ensina”. Como resultado conseguiu se destacar em nível nacional.

Tudo começou quando ele conquistou uma Menção Honrosa em 2011. Um ano depois passou a colecionar uma medalha de bronze a cada ano, e de 2013 a 2016 conquistou quatro medalhas. Este ano alcançou uma prata, totalizando cinco. “Me sinto realizado porque foi uma premiação do meu esforço naquilo que eu gosto”, conta.

Silva, que atualmente estuda o 3º ano no ensino médio no Colégio Estadual Barão do Rio Branco (CERBR), conta que aprendeu a gostar de matemática ainda criança por influência do pai. “Quando eu tinha uns 4 ou 5 anos o meu pai me ensinou a tabuada e o quanto os números são valiosos na vida”, afirma.

Desde então o estudante explica que a matemática se tornou a sua disciplina favorita. “Quando eu ganhei a minha primeira premiação eu vi o quão amplo era essa área e o quanto eu poderia conquistar com ela”, enfatiza. Prova disso, são suas conquistas ainda no ensino básico. “todas as oportunidades que eu vi que eu tinha e que eu tive foi por meio da matemática”, ressalta.

Percurso

Só que para conquistar tamanho destaque Souza precisou se preparar, ir como ele mesmo explica além da sala de aula. “Primeiro foi o meu pai, meu principal incentivador e aquele que me ensino a amar e lidar com os números”. Depois “eu ganhei uma bolsa do PIC que é um programa de matemática mais avançada e isso me estimulou a querer aprender sempre mais”, conta. PIC é o Programa de Iniciação Científica da Obmep direcionados aos vencedores das olimpíadas.

Incentivos

Além disso, o adolescente lembra que contou com o apoio do Instituto de Matemática, Ciências, Filosofias e Ética do Acre (IMCFE) para se preparar para as competições. “Pode colocar ai que eles me ajudaram muito”, delega.

Lá o adolescente fez cursos de Lógica, Matemática I e II e ainda o curso Preparatório para a Obmep, que é uma formação voltada para ajudar os estudantes a se preparar ainda mais para a disputa.

Fechou com chave de prata

Tanta dedicação resultou em cinco medalhas e uma Menção Honrosa. O pai, Evandro Souza, diz que é um grande orgulho, porque sabe da dificuldade do filho e dos momentos difíceis que ele enfrentou para atingir tal mérito.

“Sei as dificuldades que ele tem para ir estudar, para ir para os cursos. Sei que os familiares ajudaram muito nessa batalha, mas foi através do esforço dele mesmo”, desabafa.

Seu Evandro diz que os obstáculos foram superados pelo adolescente porque ele sempre teve muita garra e dedicação. “Ele virava as noites estudando. Eu mandava ele ir dormir e ele dizia, só um pouquinho pai, só um pouquinho pai!  E continuava até altas horas”, conta.

A recompensa por tanta disciplina e dedicação segundo o pai foram consagrados com a medalha de prata na edição 2017. “Era o sonho dele ganhar uma prata ou ouro. Ai tivemos essa linda surpresa, ele não fechou com chave de ouro, mas foi com chave de prata”, comemora.

Souza não pode mais continuar disputando porque já está finalizando o ensino médio, mas diz que a matemática sempre estará entre as suas prioridades e que vai ajudar outros estudantes a conquistaram medalhas. No futuro ele sonha em “fazer Medicina e depois um mestrado em matemática”.

Obmep

Além da prata conquistada por Souza, nesta edição os estudantes acreanos conquistaram mais três medalhas de prata 60 de Bronze e 110 de Menção Honrosa. Os vencedores são todos das escolas públicas e tem medalhistas de todas as regionais, da capital ao interior.

A Obmep é a maior Olimpíada estudantil do Brasil e tem como metas estimular o estudo da Matemática e revelar talentos.  É uma competição nacional, que se tornou um marco no calendário escolar de Norte a Sul do país. Este ano, além das escolas públicas a Obmep teve pela primeira vez a participação das escolas particulares.

Brasileia e Epitaciolândia entram na reta final do analfabetismo

O Acre caminha para eliminar o analfabetismo, serão mais de 60 mil pessoas atingidas pelo Quero Ler.

Os municípios de Brasileia e Epitaciolândia se preparam para serem os primeiros do Acre a eliminar o analfabetismo pelo programa Quero Ler, que ensina jovens e adultos acima de 15 anos a ler e escrever. Com isso, o governo do Estado está levando o conhecimento àqueles que não tiveram acesso à educação no tempo correto.

Criado pelo governador Tião Viana, o Quero Ler tem a ambição de erradicar o analfabetismo em todo o Acre até 2018, alfabetizando mais de 60 mil pessoas.

Nesta sexta-feira, 24, duas solenidades marcaram o encerramento das primeiras etapas e o início das últimas nas duas cidades do Alto Acre. Em Brasileia, a meta do Quero Ler é atingir 1.274 pessoas, sendo que 1034 já foram alfabetizadas e 236 se preparam para entrar na sala de aula. Já em Epitaciolândia, a meta é alcançar 1.761 pessoas, sendo 1.417 já alfabetizadas e 344 encaminhadas paras as últimas turmas que começam em dezembro.

O governador esteve nas cidades e pode comemorar o resultado daquilo que considera o pagamento de uma grande dívida histórica com a população do Acre. “São R$ 31 milhões investidos neste programa no Acre inteiro e já estamos entrando nas últimas turmas. Agora é proclamar a eliminação do analfabetismo no Alto Acre. Até nos povos indígenas nós identificamos 2.120 alunos para alfabetizar e contratamos 212 professores para consolidar a eliminação do analfabetismo”, conta Tião Viana.

Fazendo a diferença

Com um público na maioria das vezes formado por pessoas idosas, as salas de aulas do Quero Ler geralmente são lugares que colecionam histórias de luta e superação.

João Gonçalves Ferreira, de 77 anos, morador do ramal Eletra, no quilômetro 16 da BR-317, conta que ser chamado em casa para participar do programa e estar junto de amigos e conhecidos numa sala de aula mudou sua vida.

“Foi uma grande oportunidade. Estou começando agora a aprender, mas muito satisfeito de poder estudar. Quando eu era criança, morava na zona rural, um lugar muito difícil e quando chegamos na cidade, não tivemos oportunidade. As coisas foram melhorar agora, com essa chance que o governador está nos dando”, explica o animado senhor.

Bastante tímida, mas com um sorriso no rosto, a indígena Alicia Silva Manchineri, de 81 anos, admite tropeçar ainda nas letras, mas que seu conhecimento hoje é muito maior do que antes. Com 15 filhas e 30 netos, ela ressalta que sua surgiu apenas agora com o Quero Ler.

“Lá pertinho de casa, no seringal Santa Quitéria, um rapaz nos deu aula. Nossas aulas eram de tarde e era muito bom. Meu pai me criou na mata, morávamos na colônia, naquele tempo não tinha estudo e ninguém da família aprendeu, mas agora já sei um pouquinho”, conta a senhora.

Já para o senhor Lucídio do Nascimento, de 51 anos, controlar a emoção foi difícil após receber o certificado de conclusão do curso de alfabetização das mãos do próprio governador. “Para mim é uma grande satisfação. Eu não tive a oportunidade de aprender antes porque morei no seringal e agora estou tão feliz porque ganhei essa oportunidade. Eu não quero ser mais o pequeno que eu era antes, eu quero crescer”, declarou.

Parcerias pelo sucesso

Defensora do projeto e parceira do governo pelo fim do analfabetismo, a prefeita de Brasileia, Fernanda Hassem destacou a revolução que o Quero Ler tem causado. “A gente vê nossa comunidade, tanto da cidade, quanto de seis áreas rurais, com uma alegria muito grande. E eu agradeço ao governador por nos prepararmos para já no início de 2018 sermos um dos primeiros municípios a eliminar o analfabetismo”.

Grande apoiador do Quero Ler, inclusive com emendas parlamentares e buscando recursos em Brasília, o deputado federal Leo de Brito ressalta: “Estamos falando dos primeiros municípios do Acre que vão zerar o analfabetismo e isso é fantástico. Muitos gestores acham que para acabar o analfabetismo é necessário só esperar essa população morrer, mas o governador Tião Viana tá renovando sonhos e eu acreditei e ajudei desde o início”.

Já a deputada estadual Leila Galvão ressalta a revolução causada pelo programa em todo o Alto Acre. “Esse programa tem a finalidade de dar oportunidade para que as pessoas usem as asas da imaginação. Pessoas que nunca tiveram essas oportunidade, priorizaram os estudos dos filhos, mas que hoje sonham em escrever o nome, ler uma placa, um jornal. Que bom que temos esse programa”.

Com um extenso trabalho em todo o Acre para cumprir a meta de erradicar o analfabetismo no estado até 2018, o secretário de Educação, Marco Brandão, completa: “Estamos vendo nas pessoas o resultado de um trabalho que estamos desenvolvendo há dois anos e que muitos não acreditavam. Hoje estamos comemorando, porque esses dois municípios e outros que iremos anunciar estarão livres do analfabetismo”.