Curso de letras comemora nota 3 no Enade em Cruzeiro do Sul

Curso podia deixar de oferecer novas vagas após nota 2 recebida em 2015. Curso funciona há quase 30 anos na região.

Alunos e professores do curso de Letras do Campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, comemoram a nota 3 conquistada na última edição do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) em novembro do ano passado.

O curso corria risco de perder credenciamento e deixar de oferecer novas vagas após nota 2 recebida em 2015. Outro bom resultado foi o conceito 4, em uma escala que vai até 5, referente ao ato regulatório de renovação de conhecimento do curso.

A coordenadora do curso, Vera Bambira, diz que a boa avaliação é reflexo do esforço conjunto de todos os segmentos do campus que se uniram para evitar que o curso que tem quase três décadas deixasse de oferecer formação a futuros professores da região do Juruá.

Vera diz que boa avaliação é mérito de5 todos os envolvidos no curso. “O resultado da avaliação do Enade foi 3, a nota máxima é 5. Foi uma nota muito boa e nos coloca numa boa situação. Outra boa notícia é que receberemos duas especializações na área de letras, porque o nosso mestrado que foi aprovado vai atender pessoas da área de educação e letras. Isso foi graças o apoio e engajamento de todos”, diz.

Ela diz ainda que várias atividades voltadas aos alunos do curso foram pensadas para que a nota pudesse aumentar, assim como o engajamento dos acadêmicos. “Essa nota é resultado da turma que colou grau no ano passado. Esperamos que estes alunos voltem para a universidade para fazer especializações e mestrado”, acredita.

A aluna do curso Marileia Souza diz que o resultado é fruto de comprometimento. “O resultado é uma vitória para nós acadêmicos, tendo em vista que o exame foi um projeto estabelecido desde o início da graduação. Encaramos o desafio com seriedade e compromisso, pois sabíamos da responsabilidade desta avaliação para o curso. Também somos gratos aos professores pelo incentivo e apoio durante o nosso percurso”, agradece.

Charles Nepomuceno ressalta ainda que todos os alunos se uniram para fazer o curso se reerguer.

“Fomos informados que o curso estava passando por uma situação difícil, isso fez com que a gente se unisse mais ainda, todo mundo vestiu a camisa desse curso, que é pioneiro na região, afinal são quase 30 anos formando professores no Vale do Juruá”, enfatiza.

Do G1 Acre

Enem: nova data de aplicação para pessoas privadas de liberdade (PPL)

Exame Nacional do Ensino Médio será aplicado em nova data para pessoas privadas de liberdade (Enem PPL).

Em 11 e 12 de dezembro. A mudança, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (8) por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), antecipa a data da realização do exame, antes fixada para 18 e 19 do respectivo mês.

Apenas pessoas que cumprem penas que restringem a liberdade podem participar do Enem PPL. Caso o estudante seja maior de 18 anos, poderá utilizar a nota do Enem para ter acesso ao ensino superior. Quem estiver abaixo da idade, será participante “treineiro” e utilizará o resultado apenas como forma de avaliação do conhecimento.

Provas

As provas do Enem 2018 serão compostas por 45 questões objetivas cada, de múltipla escolha, além de uma redação. O tempo de realização é variável: no primeiro dia (11), os participantes terão 5h30 para responder questões de Redação; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias. Já no segundo dia (12), serão aplicadas em 5 horas avaliações de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias.

Saiba mais: cartilha de redação 2018 é divulgada

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Acesso ao ensino superior

De acordo com o Inep, toda Unidade Prisional ou Socioeducativa terá um responsável pedagógico com acesso ao sistema de inscrição, que terá entre as responsabilidades a realização e o acompanhamento das inscrições, o ensalamento, a transferência de participantes quando necessário.

A participação no Sistema de Seleção Unificada (SiSU) e demais programas de acesso ao ensino superior também será tarefa do responsável pedagógico, que acessará os resultados e realizará a candidatura para as vagas.

Veja o Vídeo: 3 de Julho Entrevistas

Veja nesta entrevista o Gerente regional do Sebrae, Jorge Saad, explicando as principais ações do Sebrae durante o primeiro semestre e quais foram as principais atividades do Sebrae voltadas para o agronegócio, indústria e comércio, Curta a nossa página do Facebook e se inscreva no nosso canal do YouTube e lembre-se de ativar as notificações clicando no sininho.

Escola Águias Saber debate principais eixos com corpo docente

Para a diretor da escola Eva Passarinho, se faz necessários os encontros para aprimoramento da equipe.

Por Victor Augusto

A Escola Águias Saber (EAS) realizou neste último sábado (06) o Planejamento Estratégico com os professores e funcionários para o final do trimestre de 2018.

Temas como a Campanha Outubro Rosa, Combate ao Bullying na Escola, Direito Digital e a Semana da Criança foram eixos de discussão entre os professores. Para a diretor da escola Eva Passarinho, se faz necessários os encontros para aprimoramento da equipe.

“O nosso encontro ocorre aos sábados para que possamos realizar um planejamento significativo, onde possamos oferecer com maior qualidade aos serviços oferecidos pela escola. Debatemos importantes temas que venham valorizar nosso quadro docente e estarmos preparados para saber evitar problemas futuros. Procuramos estar atentos e ajudar a formar crianças e jovens FORTES emocionalmente reforçando a educação que traz de casa”, disse a diretora.

Para a coordenadora da escola, Rejane Felício, a escola está sempre um passo à frente ao buscar uma boa formação de alunos e professores.

“Depois da família, a escola é a segunda instituição que temos convivência em sociedade. Temos um excelente programa educacional e também desejamos ter os melhores profissionais. A valorização se deve não só a sua preparação, mas a valorização e motivação. Iniciaremos a semana das crianças, onde teremos uma vasta programação antes de iniciarmos o período de rematrículas”, destacou Rejane.

A semana da criança se encerrará na próxima quinta(11) e no dia 22 de outubro dará início ao período de rematrículas para 2019.

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Universitários contam como Escola Integral no Acre ajudou na formação

Em menos de dois anos de implantação as escolas de Ensino em Tempo Integral do Acre já apresentam resultados positivos.

Estudantes que passaram pelo processo de transição, ensino regular para o integral, e hoje estão fazendo cursos superiores, relatam o que o novo método de ensino proporcionou na vida deles.

“O primeiro contato com a escola integral foi difícil, principalmente na parte da adaptação, porque foi algo novo, passamos a vida inteira estudando só um período e de repente, passamos a ficar mais de nove horas na escola,”, conta Ítalo Silva, ex-estudante da Escola Boa União, uma das primeiras do Acre a aderir ao sistema.

Já para Rayly Dias, colega de Ítalo, a mudança representou a realização de um sonho. “Sempre admirei o modelo das escolas de fora que tinham aulas o dia inteiro, e queria isso há muito tempo, mas aqui não tinha, e quando veio para cá e logo pra minha escola foi uma alegria imensa pra mim”, diz.

Assim como Ítalo, Matheus Szilagyi também estranhou os primeiros dias no novo formato: “Mudou tudo né, antes eu estudava um período e no outro jogava futebol, daí quando começamos a estudar os dois turnos, nossa rotina foi toda alterada e isso assustou um pouco no início”, diz.

Mas segundo eles, a fase do estranhamento durou pouco e logo no primeiro mês perceberam que o novo modelo de ensino seria um diferencial na vida deles. “Percebemos que estávamos no terceiro ano do ensino médio e que precisávamos estar preparados para enfrentar o Exame Nacional do Enem (Enem) se quissemos ingressar em uma universidade, e nada melhor do que estudar o dia todo para isso”, relembra Matheus.

Ítalo complementa: “Estudávamos o dia inteiro com foco no Enem e tínhamos a oportunidade de focar nas áreas de interesses, que mais nos ajudariam a conseguir passar nos cursos superiores que desejávamos”, explica.

Na opinião dos estudantes, isso foi algo que ajudou a conseguir boas notas, porque já tinham familiaridade com os assuntos e os tipos de exames. “A prova do Enem não foi um choque pra gente, porque já estávamos acostumados ao tipo de teste, porque os simulados eram bem parecidos, ai já tínhamos noções dos tipos de questões, o tempo e isso ajudou bastante na hora de fazer as provas”, ressalta Rayly.

Tanto que os três hoje são graduandos, Rayly cursa Física na Universidade Federal do Acre (Ufac), e Ítalo e Matheus fazem Ciências Biológicas no Instituto Federal do Acre (Ifac).

Para Rayly as aulas diferenciadas do ensino integral ajudaram até a decidir sobre a carreira que queria seguir. “Nós tínhamos aulas práticas de laboratório toda semana, fazíamos projetos e experimentos, e isso me fez gostar ainda mais de física e decidir que era isso que eu queria para o meu futuro”, diz.

Os futuros biólogos contam que as aulas laboratórias do ensino médio ajudam até hoje. “Eu achei as aulas praticas de laboratórios uma revolução, porque são coisas que a gente vê só na faculdade e nós tivemos a oportunidade de ter ainda no ensino médio, e isso tornou nossa vida acadêmica mais fácil”, conta sorridente Matheus.

Além de facilitar a vida pós-médio, o modelo de ensino ajudou a criar vínculos ainda maiores dos estudantes com a escola. “Até hoje a gente sempre vem aqui na escola para ver como está o andamento, porque nos apaixonamos por esse modelo de escola e queremos mostrar para os novos estudantes como é bom e faz a diferença na vida da gente”, diz Rayly.

Em todo o estado estudam hoje cerca de 4,4 mil alunos em período integral nas 10 escolas públicas estaduais que aderiram ao formato Escola Jovem. Além da Boa União, o novo sistema educacional funciona no Instituto Lourenço Filho (IELF), e nas Escolas Glória Perez, Humberto Soares, José Ribamar Batista (Ejorb), Sebastião Pedrosa e Armando Nogueira (CEAN).

Todas estas instituições começaram a funcionar em Tempo Integral em 2017, na capital, Rio Branco. Este ano o governo ampliou o modelo para os municípios do interior do Estado e as regionais do Juruá, Tarauacá/Envira e Alto Acre foram contempladas. Nessas localidades tem escolas nas cidades de Cruzeiro do Sul, (Craveiro Costa), Tarauacá (Djalma Batista), e Brasileia (Kairala José Kairala).

Para tornar esse modelo uma realidade, o governo acreano investiu, em 2017, R$ 21 milhões dos R$ 28 milhões dos recursos destinados à escola em tempo integral, ou seja, 75% do total. Os outros R$ 7 milhões vieram de repasses do governo federal por meio do Ministério da Educação (MEC).

3 de Julho Entrevistas 10ª Edição

Assista a entrevista com a Presidente da Associação dos Portadores de Hepatite do Alto Acre e conheça: Dos tipos de hepatite até o tratamento”.

Centro de Apoio ao Surdo oferta 150 vagas nos cursos de Libras e Intérprete

As formações serão realizadas na capital, nos três turnos, na sede do CAS e na Escola Francisco Salgado Filho.

O Centro de Apoio ao Surdo (CAS) da Secretaria de Educação do Acre (SEE) abre nesta terça-feira, 2, as inscrições para 150 vagas nos cursos de Intérprete e da Língua Brasileira de Sinais (Libras). 

Para se inscrever no curso intermediário de Libras, o interessado deve ter diploma de 120 horas do nível básico do mesmo curso. Os que desejam se matricular no curso de Intérprete precisam ter concluído o nível intermediário de Libras.

Professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) têm prioridade no ato de inscrição, mas pessoas da comunidade também podem participar.

As inscrições podem ser feitas na sede do CAS, localizado na Rua Omar Sabino de Paula, nº 650, Bairro Estação Experimental, em frente à Delegacia Central de Flagrantes, das 8 às 11 horas e das 14 às 17 horas.

Os interessados devem levar cópias de um documento oficial com foto e dos certificados dos cursos básico e intermediário de Libras, conforme exigência específica. Para ter direito ao certificado dos cursos os participantes devem cumprir pelo menos 75% da carga-horária das formações, que é de 120 horas cada.

O CAS

Em 12 anos de existência, o CAS estadual já atendeu mais de sete mil pessoas com formações e capacitações. A instituição, ligada à Coordenação de Educação Especial da SEE, atua no apoio ao ensino dos surdos na rede pública no estado. São disponibilizados cursos de Libras e de intérprete, nos níveis básico e intermediário.

Além disso, ainda trabalha com a formação continuada dos intérpretes que atuam nas escolas da rede pública. 

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Com o Quero Ler, governo alfabetiza quase cinco mil pessoas em Tarauacá

Foi a conclusão da terceira etapa do programa no município que comemora ter ensinado 4.950 pessoas a ler e escrever.

Foi uma noite de muita comemoração para cerca de 1.200 jovens e adultos de Tarauacá  que se formaram pelo programa de alfabetização Quero Ler nesta sexta-feira, 28, numa solenidade especial com a presença do governador Tião Viana. 

Criado por Tião Viana em sua segunda gestão, o Quero Ler é o programa que almeja eliminar o analfabetismo no Acre até o final do ano, chegando a marca de 60 mil pessoas em todo o estado fora da idade escolar que finalmente aprenderam a ler e escrever.

Em Tarauacá, além da incrível marca de quase cinco mil pessoas alcançadas pelo revolucionário programa, o governador aproveitou para comemorar outros resultados, como o Índice da da Educação Básica (Ideb) que coloca o Acre como o melhor estado da região Norte, além da entrega e reforma de escolas indígenas e uma escola de tempo integral em Tarauacá.

“São pessoas que vão entender melhor a partir de hoje o cotidiano, a cultura e a vida de uma maneira muito mais ampla, porque as letras e as palavras formam um lindo universo. Daqui a menos de dois meses o Acre estará livre do analfabetismo e seremos o primeiro estado do país a vencer esse desafio histórico”, declarou Tião Viana.

Fazendo a diferença

Aos 71 anos, nascida na Colocação Boca de Pedra, sem escolas disponíveis na infância, a senhora Maria Deodina era só sorrisos no meio da gigantesca multidão de alunos do Quero Ler, enquanto segurava a pequena neta numa mão e o certificado de conclusão do curso de alfabetização na outra.

“Eu não sabia ler, eu me achava cega. E quando eu comecei a ler, comecei a desenvolver e isso foi abrindo meus olhos e vendo que isso era um grande momento, uma coisa muito feliz pra mim. Eu não me perco mais, chego num canto e já vejo o que tá escrito, já sei pra onde eu vou”, conta a orgulhosa senhora.

Já Luís de Souza, de 73 anos veio cercado da família receber o certificado de conclusão de seu curso. Rodeado do carinho dos filhos e netos, ele relata: “Agora eu vejo o nome de qualquer pessoa, qualquer canto. Eu nasci e me criei no Seringal Joaci. Lá ninguém conhecia escola, nem professor. E hoje veio minha oportunidade”.

A coordenadora do programa Quero Ler em Tarauacá, professora Francisca Aragão Leite também relatou ter chegado a cidade no passado ainda analfabeta e só depois ter se apaixonado pelas letras e a profissão de ensinar. Agora, é com grande satisfação que ela ajuda tantas pessoas a aprender a ler e escrever.

“É um momento especial e de muita emoção, porque resgatar a cidadania dessas pessoas é fazer elas sonharem, ter esperança e se incluirem no processo social, político e econômico. E a gente agradece ao governo do Estado por esse momento. Ainda temos uma etapa a ser realizada e com certeza iremos além dos cinco mil alfabetizados só em Tarauacá”.

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Como é estudar no Ensino integral: A Escola da Escolha dos estudantes

O visitante não precisa nem entrar na Escola Glória Perez para perceber que ela é um espaço com a cara da juventude.

Da Assessoria

Do lado de fora, os muros coloridos exibem grafites que exaltam as artes e elementos da cultura brasileira. Do lado de dentro, para todo o lugar que se olhe, tem jovens, uns lendo, outros ouvindo músicas, grupinhos em rodas de conversas e outros nos clubes de danças e afins. Parece até escola de filme americano, mas é um modelo brasileiro.

A instituição é uma das dez escolas acreanas onde funcionam o ensino em tempo integral, no qual os estudantes passam cerca de nove horas. “Chegamos aqui por volta das sete horas, porque até sete e meia é o horário limite para todo mundo estar dentro da sala”, conta a estudante Gabrielli Sobralino.

No primeiro horário, eles estudam disciplinas obrigatórias que fazem parte da grade curricular de toda a rede estadual, como português, matemática e física. “E dependendo da classe tem dias de Estudo Orientado: que é uma das formas que os professores ensinam a gente a aprender a estudar”, explica Gabrielli.

E nos intervalos, especialmente depois do almoço, tem os clubes, que são grupos criados e geridos pelos próprios alunos em áreas de seus interesses, como música, teatro, literatura e dança. São agremiações que ajudam a despertar o protagonismo juvenil. “A escola integral dá autonomia aos jovens, eles são os criadores de praticamente tudo, comandam praticamente a escola” conta Gabrielli. Na Glória Perez, tem clubes de forró, de vôlei e até um clube gospel.

Projeto de Vida: Trabalhando com sonhos

Passado o horário do almoço, os estudantes voltam para as salas e participam de aulas interdisciplinares como ‘Projeto de Vida’, ‘Estudo Orientado’ e disciplinas eletivas, que são diferenciais do modelo de escola em tempo integral ou Escola Jovem, como é conhecida.

Aliás, o Projeto de Vida é considerado a “espinha dorsal” do modelo da Escola Jovem, porque tem como foco principal trabalhar com os sonhos dos alunos, e por mexer com as emoções se tornou a grande paixão dos estudantes. Nas palavras de Gabrielli “uma coisa inovadora, que ajuda você se descobrir na vida. O que você quer ser, se realmente você quer ser alguma coisa só por dinheiro ou por prazer”.

Ela complementa ainda: “Tem gente que os pais não conversam, não perguntam o que eles querem ser da vida, não falam disso dentro de casa, e aqui vem uma pessoa especializada pra ensinar a gente o quê que é isso, nos ensina a lidar com a sociedade”, explica a estudante.

Para Gabrielli as aulas já estão fazendo a diferença, ela ainda está no primeiro ano do ensino médio, mas já tem aspirações grandiosas para o futuro pós-médio, quer começar pela carreira jurídica e posteriormente entrar para a política até chegar ao posto mais alto, a presidência do Brasil.

Mas antes de tudo isso ela declara: “todas as vezes que a minha professora pergunta o que eu quero ser, eu respondo: só feliz, eu quero ser só feliz, independentemente da área que eu trabalhe! Posso um dia parar pra pensar e concluir que eu não quero ser juíza, eu não quero ser presidente, eu não quero ser nada, posso ser professora ou qualquer outra coisa, mas eu quero ser só feliz”.

Para Larissa Dias, professora do “Projeto de Vida”, é para formar cidadãos como Gabrielli que o modelo existe. “O maior diferencial do ensino integral é o projeto de vida. Por isso que ela é a Escola da Escolha, porque nessa escola eles escolhem o que eles querem ser com base no projeto de vida deles, com base nos sonhos deles”.

É o caso da estudante Rebeca Silva, que encontrou nas aulas do Projeto de Vida um direcionamento. “Eu vim me reconhecer mais no Projeto de Vida. Ele me ajudou bastante no decorrer do tempo, pra saber o que eu vou querer ser, pra quê que eu estou aqui, o motivo e tal”, conta.

Indagada sobre como é passar o dia inteiro na escola, Rebeca responde com muita espontaneidade: “Ah, é ótimo! Porque se eu tivesse em casa eu estaria sem fazer nada da vida. E aqui eu passo o dia estudando, fazendo coisas que gosto e, às vezes, quando eu não quero estudar a professora vai lá e fala – [Rebeca tu tem que estudar pra ser alguém na vida!]- ai eu vou lá e estudo”, conta, sorridente.

Por enquanto ela está mais propensa também a seguir a área do Direito e acredita que as disciplinas eletivas também a ajudaram na tomada de decisão. As eletivas são as disciplinas, que como o próprio nome diz, são escolhidas pelo aluno com base no sonho, e na prática funcionam como extensão do Projeto de Vida, no qual além de estudar os conteúdos da Base Nacional Comum Curricular são incrementados assuntos relacionados à carreira que o aluno quer seguir.

“Por exemplo, tem muitos alunos que querem fazer medicina, mas depois das aulas de primeiros socorros eles percebem que não se identificaram, que não é isso o que eles querem fazer, então isso já interfere no projeto de vida deles”, explica a professora, ressaltando que esse é o maior desafio da escola, trabalhar com os sonhos e os anseios dos estudantes sem deixá-los frustrados ou despreparados para a vida.

Os primeiros resultados

Uma preocupação que segundo a professora Larissa, move e norteia os educadores acreanos, que se preocupam com o ensino dos quase 5 mil estudantes que estão formando e entregando para a sociedade.

“Essa é uma questão muito latente pra gente, mas já conseguimos perceber que os estudantes que entraram aqui ano passado, já não são mais os mesmos. São alunos que já sabem trabalhar na coletividade, que se mobilizam através do protagonismo, que é um dos princípios dessa escola, eles já sabem lidar com os conflitos e tomam a frente das situações”, destaca.

E são estes jovens proativos e colaborativos que segundo a educadora, a sociedade pode esperar que saiam do ensino integral no Acre: “Daqui dois, três anos, a sociedade vai receber um aluno que saiba não só português, matemática e geografia, mas um aluno autônomo, que sabe tomar decisões, que sabe o que quer para a vida dele, e acima de tudo, um aluno solidário, porque a sociedade está cheia de profissionais, mas que não tem o espírito de solidariedade”, destaca.

3 de Julho Entrevistas 10ª Edição

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Seminário promove debate sobre a educação dos surdos e o desafio na escolar

As palestras e outras ações aconteceram no auditório da SEE, que ficou lotado de estudantes e professores.

A Secretaria de Educação e Esporte (SEE), por meio da Coordenação de Ensino Especial, realizou nesta quarta-feira, 26, diversas atividades relativas ao Dia Nacional do Surdo. 

O III Seminário do Centro de Apoio ao Surdo (CAS) teve como tema principal deste ano “A educação dos surdos e o desafio no cotidiano escolar”. De acordo com a coordenadora do CAS, professora Socorro Rodrigues, a meta é promover a política de educação inclusiva valorizando a diversidade lingüística dos alunos.

Diversas entidades participaram do seminário, como a associação dos surdos do Acre e o conselho da pessoa com deficiência. Representantes de diversos municípios, como Cruzeiro do Sul, Acrelândia, Brasileia, Xapuri, Capixaba, Sena Madureira, Feijó e Jordão tiveram a oportunidade de debater os rumos da educação inclusiva.

Para a coordenadora de Ensino Especial, Úrsula Maia, o governo do Estado já vem promovendo o debate em torno das políticas da educação dos surdos nas escolas. “Cada vez mais estamos nos fortalecendo e nesse seminário temos a presença de estudantes da Ufac (Letras/Libras), de alunos do ensino médio e temos alunos ouvintes envolvidos em querer aprender a linguagem dos sinais”, explicou.

Ainda de segundo ela, isso somente é possível porque a política de inclusão está cada vez mais presente no dia-a-dia das escolas. “Isso é importante para que essa política cresça e temos tido uma grata surpresa porque as escolas tem se empenhado em querer aprender, em discutir, em saber qual é a melhor metodologia que se pode colocar em sala de aula”, enfatizou.

A presença do CAS em diversos municípios por meio de ações, de cursos, palestras, oficinas e capacitação de professores é parte desse processo de inclusão. Além de Rio Branco, fisicamente o Centro está presente também em Cruzeiro do Sul, inaugurado este ano e possível graças ao esforço do governador Tião Viana, que assinou o decreto de sua criação no município.

“Essa presença do CAS nos municípios tem mudado a realidade, pois antigamente a gente tinha uma evasão muito grande do surdo da escola e hoje já não vemos mais isso. Nossos surdos estão chegando, inclusive, nas universidades”, afirmou Úrsula Maia.

Raimunda Balbino ultrapassa meta do Ideb projetada para 2021

Os estudantes da escola Maria Raimunda Balbino estão em festa.

A instituição alcançou a nota 7,2 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), edição 2017, ou seja, ultrapassou a meta projetada para 2021, que era 7.0.

De acordo com gestora Iranildes Saraiva, esse resultado é fruto da parceria e do compromisso de todos os professores e funcionários, além do planejamento escolar e o foco no incentivo a leitura.

“Eu sempre digo que a chave do nosso sucesso está baseada nos seguintes valores: compromisso, dedicação, seriedade e parceria. Desde 2016, quando eu assumi a gestão, e com apoio total da secretaria, nós temos trabalhado muito a questão do planejamento. Além disso, há o acompanhamento na sala de aula com a coordenadora pedagógica, com a devolutiva para os professores, as formações, os grupos de estudo”, explica.

Hoje a escola atende 519 alunos. Entre eles o estudante do 5º ano, Ruan Soares, 11, que está em seu primeiro ano na instituição. Para ele, seu rendimento tem melhorado muito.

“Eu gosto daqui, porque eu aprendo muitas coisas e também acho que o aprendizado é mais avançado, porque nas outras escolas eu estudava e não aprendia bastante. Aqui eu estou evoluindo. Para ser sincero, eu era muito ruim em matemática e aqui a matemática é mais avançada e eu consigo aprender mais”, conta. 

A escola também desenvolve um trabalho de inclusão das crianças com deficiência. Atualmente, são 31 estudantes no Atendimento Educacional Especializado (AEE). Para aqueles que necessitam de acompanhamento em sala de aula, há 20 funcionários que auxiliam os estudantes, entre mediadores e assistentes educacionais.

“A escola Maria Raimunda Balbino abraçou mesmo a educação inclusiva. O trabalho é voltado para a inclusão de todos os alunos com compromisso, responsabilidade e muito amor”, destaca a gestora Iranildes Saraiva.

Melhorando o Meio Ambiente

Um dos diferencias da escola é o projeto Melhorando o Meio Ambiente, coordenado pela professora Maria Gomes. A iniciativa tem o objetivo de melhorar o espaço escolar com o cultivo de plantas ornamentais e hortaliças.

Juntos, alunos, professores e funcionários estão cultivando a horta e o jardim. Além disso, nesse processo, os estudantes também são incentivados a reciclar materiais descartáveis, como é o caso das garrafas pet, que fazem parte da decoração do jardim.

“Nós estamos trabalhando com projeto de reciclagem, preservando o meio ambiente, com apoio da gestão da escola que está sempre trabalhando conosco, apoiando em tudo o que nós necessitamos e fazendo mudas com os alunos. Ensinamos como eles devem plantar, como se deve preservar o meio ambiente”, conta a coordenadora.

Ideb acreano

Os investimentos na educação pública do Acre têm refletido nos números alcançados pelos estudantes nas avaliações nacionais. O último resultado do índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado pelo Ministério da Educação no fim de agosto, colocaram o Acre entre os estados com as melhores notas.

Nas séries iniciais do ensino fundamental I (do 1º ao 5º ano), o estado é o primeiro na região Norte. Nos últimos, (6 ao 9º), alcançamos o 5º melhor resultado do Brasil.

No ensino médio os números também são favoráveis. Os alunos do Acre alcançaram o 9º lugar a nível nacional.

Estudantes do Colégio Militar Dom Pedro II são homenageados

Ao todo, 16 estudantes de turmas do sexto ao nono ano do ensino fundamental foram certificados durante a solenidade.

“Um sentimento que nem consigo explicar. Um orgulho muito grande, uma alegria também”, resumiu Helena Farias, tia da estudante Eliza Melo, uma das homenageadas do Colégio Militar Dom Pedro II pelo Corpo de Bombeiros, que laureou nesta quarta-feira, 19, os alunos de destaque do primeiro semestre do ano letivo.

Ao todo, 16 estudantes de turmas do sexto ao nono ano do ensino fundamental foram certificados durante a solenidade. Eles atingiram as maiores médias do colégio, que avalia os resultados a partir de exames-diagnósticos e notas de conceito, considerando aspectos, como comportamento e postura durante as atividades escolares e fora também.

Além das homenagens realizadas por turmas, três estudantes também receberam a comenda de destaque de todo o colégio. Eliza foi contemplada nas duas modalidades. E revelou o segredo: “Dedicação. Tenho me dedicado sempre para ser melhor, não melhor que os demais colegas, porém, melhor do que quem eu era para me tornar no melhor que eu poderei ser”.

Na ocasião o secretário de Segurança Pública representou o governador Tião Viana e disse: “Acreditar na educação é fundamental para se pensar no futuro de uma nação e essa gestão apostou na criação dos colégios militares, que são um marco para a história desse estado”.

Formando cidadãos

Em funcionamento desde março deste ano, o colégio militar comandado pelo Corpo de Bombeiros conta com um corpo de profissionais composto por militares, coordenadores, professores e mediadores da rede estadual de educação, além de um psicólogo.

Mais de 580 estudantes estão sendo atendidos pela modalidade de ensino, que além do padrão regular engloba atividades extracurriculares, instruções de ordem unida, noções de civismo e hierarquia, entre outras.

Depois da apresentação dos estudantes, perfilados e em forma, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Carlos Batista, enfatizou que a educação também é uma forma de salvar vidas: “Essa é uma gestão compartilhada que está dando certo e isso é visível na felicidade no rosto de estudantes, familiares, professores e militares. É nesse sentido que nos empenhamos na formação do senso ativo e criativo, de modo que todos aprendam valores éticos e morais e sejam atuantes e transformadores no seio de suas famílias e da sociedade”.

A solenidade entrará para o calendário da corporação e será realizada duas vezes por ano.