Hemoacre e igrejas evangélicas se unem por doação de sangue

O Dia do Evangélico é celebrado no Acre. Solidariedade foi a forma encontrada pelos evangélicos para celebrar seu dia. Uma única bolsa pode salvar ate quatro vidas.

 Por Leônidas Badaró / Assessoria 

O Hemoacre, em parceria com diversas igrejas da capital, se programou e aproveitando a antecipação do feriado estadual, realizou nesta segunda, 22, uma grande mobilização com o objetivo de aumentar o número de doadores entre os fiéis das igrejas evangélicas.

A ação foi um sucesso. Durante todo o dia centenas de pessoas estiveram no Hemoacre para doar sangue e fazer cadastro de doação de medula óssea.

Para agradar quem saiu de casa em pleno feriado com o objetivo de ajudar a salvar vidas, a direção da unidade proporcionou até música ao vivo.

O pastor Marquinhos Bombeiro é líder de uma das igrejas que aderiu à campanha do Hemoacre. “Estamos chegando ao período do carnaval e sabemos que é um momento crítico. Mesmo não concordando com a festa, nossa missão como cristãos é ajudar o próximo, como Jesus nos ensinou”, afirma.

A verdade é que, por conta de a demanda por sangue ser bem maior que o número de doadores frequentes, o Hemoacre vive constantemente com o estoque de bolsas abaixo do que seria o ideal.

Alrydyany Freitas, enfermeira do setor de captação do Hemoacre, comenta sobre a ação com as igrejas. “Nós já temos parceria com algumas igrejas e hoje estamos recebendo a adesão de mais pessoas e de mais igrejas. Ficamos felizes porque tudo isso representa mais vidas que serão salvas.”

A sensação de salvar vidas foi o que motivou a ida de Háquila de Oliveira ao Hemoacre. “É gratificante poder ajudar quem precisa. Mais ainda nós, que somos cristãos, temos essa missão de ajuda ao próximo”, destaca.

Para se tornar um doador é simples, basta ter entre 16 e 69 anos, sentir-se bem de saúde e portar um documento com foto, válido em todo o território nacional. Menores de idade precisam ir acompanhados de um responsável.

O Hemoacre fica localizado na avenida Getúlio Vargas, 2787, e funciona das 7h30 às 17h30, inclusive sábados e feriados.

Janeiro é mês crítico para o banco de sangue do Hemoacre

A ação ocorre durante todo o dia na sede do Hemoacre, localizado na Avenida Getúlio Vargas, ao lado do Teatrão.

Janeiro costuma ser um mês crítico para manter o estoque de bolsas de sangue no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre), que segundo o setor de capacitação, não se sabe ao certo nem capacidade de armazenamento do banco de sangue, pois a unidade sempre está com estoque no “vermelho”.

De acordo com a enfermeira responsável pela captação, Quésia Nogueira, se apenas 4% da população acreana fosse doadora de sangue, o Hemoacre não passaria por tantos apertos em relação ao estoque. Destacando que é o único banco de sangue existente no estado, responsável por atender a demanda de hospitais públicos e privados da capital e demais municípios que necessitarem do produto.

“Com a baixa já registrada no fim do ano, e sabendo que janeiro também é um mês de queda no número de doadores, precisamos acender esse alerta na população para a importância de doar sangue para salvar vidas. Um paciente em tratamento de leucemia, por exemplo, tem indicação de 9 bolsas de plaquetas a cada 12 horas. Tem dias que não conseguimos captar nem 10 bolsas de sangue no Hemoacre, sendo que a unidade é a única responsável em atender toda a demanda no estado”, atenta a enfermeira.

Pelo cadastro do Hemoacre, apenas 1,8% da população acreana é doadora de sangue, o que compromete o envio de bolsas de sangue para pacientes das unidades de saúde receptoras de maior fluxo, a exemplo do Hospital das clínicas, Hospital Infantil, Maternidade Bárbara Heliodora, Hospital Santa Juliana e Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb).

Ainda segundo a responsável pelo setor de captação do Hemoacre, para manter um número confortável no estoque, é necessário uma média de 35 a 40 doações/dia, sendo que no período a unidade recebe em torno de 10 a 15 doadores diariamente. “Quando algumas pessoas se mobilizam em prol de um determinado paciente, conseguimos dobrar essas doações. Portanto, contamos com essa mesma ajuda, pois sabemos a força que tem a população quando quer ajudar e ser solidaria”, destaca Quésia.

Tem campanha vindo aí

Como estratégia para tentar manter o banco de sangue abastecido durante o período que registra baixa no número de doadores cadastrados, o setor de captação realiza, em conjunto com igrejas evangélicas, um mutirão de coletas na próxima segunda-feira, dia 22.

A ação ocorre durante todo o dia na sede do Hemoacre, localizado na Avenida Getúlio Vargas, ao lado do Teatrão – Teatro Plácido de Castro, em Rio Branco. Reforçando a afirmação da enfermeira responsável pela captação, Quésia Nogueira, se apenas 4% da população acreana for doadora de sangue, vidas serão salvas e o Hemoacre não terá dificuldades para atender a demanda da saúde do estado. Então, faça parte dessa porcentagem, e venha ser doador.

Acre não tem registro de febre amarela há mais de 70 anos

Moisés Viana, da Vigilância em Saúde, explica que o Acre não tem alerta para a doença.

 Por Lane Valle Assessoria 

O aumento nos casos de febre amarela em alguns estados brasileiros tem causado preocupação às autoridades de saúde do país. Sem registro da doença desde 1942, quando um caso foi registrado em Sena Madureira, o Acre não entra na área de risco para febre amarela.

Mesmo sem a presença da doença, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) informa que há disponibilidade da vacina em todos os postos de saúde do estado. O estoque conta com mais de 25,2 mil doses, lembrando que a imunização é feita uma única vez e não há necessidade de reforço.

Na manhã desta terça-feira, 16, a diretoria da Vigilância em Saúde e equipe técnica do Programa Nacional de Imunização (PNI) se reuniram para tratar do assunto e esclarecer que o Acre está livre da doença há 76 anos, mas que é de extrema importância que as pessoas que forem viajar para as áreas de risco, como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, caso não tenham se vacinado, procuram uma unidade de saúde para se imunizar contra a febre amarela, além de adotar medidas para evitar picadas de mosquitos nessas regiões.

“O Acre vacina há décadas, portanto, temos uma população bem coberta. É importante que as pessoas sejam informadas e saibam que o estado não tem alerta para a doença e que não registra febre amarela há 76 anos. Nossa intenção, enquanto estado, é a prevenção da doença, alertando as pessoas que não tiveram acesso à vacina a buscarem uma unidade de saúde, especialmente quem pretende viajar para as regiões onde há registro da doença, quinze dias antes do deslocamento”, destaca Moisés Viana, diretor da Vigilância em Saúde da Sesacre.

A enfermeira técnica do PNI Núbia Moreira ressalta que não há necessidade de reforço da vacina, como já estabeleceu o Ministério da Saúde, quando em abril do ano passado recomendou apenas uma dose da vacina contra a febre amarela, suficiente durante toda a vida. Estudos feitos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) atestaram a eficácia da dose única, sem necessidade de complementação.

“A atualização da caderneta, especialmente em adultos, sempre é motivo de dúvidas. Por isso é tão importante que as pessoas guardem sua caderneta de vacina, até para não correr o risco de tomar mais de uma vez, pois ela é produzida a partir de vírus vivos, e tomar doses da mesma vacina em um curto período pode gerar graves consequências à saúde”, esclarece a enfermeira.

Casos da doença no país

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira, 16, foram registrados de julho do ano passado até o último domingo, 35 casos de contaminação por febre amarela, com 20 mortes em todo o país.

Os estados de São Paulo e Minas Gerais foram os que registraram os maiores índices.

Maternidade inaugura espaço exclusivo para coleta de leite materno

A Maternidade Bárbara Heliodora inaugurou nesta terça-feira, 9, a sala de coleta de leite materno.

Aconchegante, climatizado e mais acolhedor, o novo espaço, com suporte necessário para receber as mães que possuem bebês internados na unidade, é fruto da parceria com o Rotary Club Rio Branco – Penápolis, que doou as poltronas e pintura do local.

“O novo espaço é uma conquista para a maternidade, que vai gerar mais conforto e acolhimento às mães durante a extração do leite materno. Quando a gente melhora o ambiente, melhora também o incentivo à amamentação e doação do leite materno. Estamos felizes com a parceria do Rotary, que proporcionou este novo ambiente”, destaca Serlene Gonçalves, diretora da Maternidade Bárbara Heliodora.

Com uma história de mais de 20 anos de promoção da doação do leite materno, orientação e incentivo ao aleitamento e atendimento aos bebês prematuros e de baixo peso que nascem na Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, o Banco de Leite da unidade agora terá um suporte maior dentro da instituição com a nova sala de coleta, conforme anunciou o coordenador do Banco de Leite, Hélio Pinto, durante a inauguração.

“Oferecer um local mais humanizado e melhor estruturado é o mínimo que podemos fazer em agradecimento as mães que doam seu leite em favor da vida e bem-estar de outros bebês. Neste ambiente mais confortável, também estamos incentivando a amamentação e uma melhor coleta do leite materno que  vai ajudar a atender a nossa demanda ”, ressalta Pinto.

A Sala de Coleta do Banco de Leite conta com a parceria do Rotary Club de Rio Branco – Penápolis, que destinou parte da verba do último Baile do Havaí para aquisição das poltronas e decoração do espaço. “O Rotary tem como meta fazer o bem sem olhar a quem, e a amamentação e o acesso ao leite materno é uma das nossas ações prioritárias”, afirma a presidente do Rotary Club de Rio Branco – Penápolis, Elaine Ruz.

A jovem mãe Letícia Alencar, de 21 anos, é doadora de leite materno. Ela lembra que antes a sala para coleta de leite era improvisada e não oferecia conforto às mães durante a ordenha. “A salinha era pequena, e a gente ficava sentada em cadeiras de plástico sem nenhum conforto”, lembra.

Com a filha desde novembro no alojamento Canguru, após um parto prematuro durante a 28ª semana de gravidez, ela fala da importância da amamentação e do novo espaço. “Minha filha nasceu pesando apenas 1,1 kg, e graças ao leite materno está tendo uma recuperação saudável. Fiquei muito feliz com a nova sala de extração de leite, pois é bem mais confortável do que a antiga”, conta Letícia.

Durante o ano de 2017, a equipe do Banco de Leite realizou mais de 11 mil atendimentos. 760 mães se tornaram doadoras de leite materno. De janeiro a dezembro foram coletados 437 litros de leite humano, sendo distribuídos 406 litros. No total, 566 bebês foram beneficiados com a doação de leite materno no ano passado.

Investimentos e atenção primária geram qualidade de vida e saúde

Muitos se consideram saudáveis quando não apresentam nenhuma doença.

Com a diminuição no número de internações, recursos são usados em outras áreas, como os transplantes (Foto: Júnior Aguiar)

Entretanto, a falta de enfermidades não significa saúde, pois isso vai muito além das portas dos hospitais e inclui um conjunto de fatores, tais como a qualidade de vida, saneamento básico, moradia, meio ambiente, lazer e acesso aos bens e serviços essenciais, conforme rege a Lei Orgânica da Saúde 8.080, de 1990.

Esse olhar diferenciado faz com que o Acre venha ao longo dos anos investindo em setores que proporcionam melhoria na qualidade de vida da população. Exemplos são o fortalecimento da atenção primária e o forte investimento em saneamento básico em todo o estado.

Resultado disso foi a redução de mais de 27%, de 2012 para cá, no número de internações do Hospital das Clínicas (HC), conforme balanço do ano de 2017 divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) no mês passado.

Há seis anos, o número de internações no HC passava de 9,6 mil. Desde 2012, esses dados reduziram continuamente.

Em 2015, caíram para 8.172 e até novembro de 2017 foram registrados apenas 6.441 casos de internações no Hospital das Clínicas.

Quem não lembra

Talvez os jovens de hoje não recordem, mas houve um tempo que na maioria dos municípios acreanos o simples fato de sair de casa era uma missão árdua, quando não impossível, devido às péssimas condições das ruas poeirentas e enlameadas pela total falta de pavimentação e saneamento básico que geravam graves problemas de saúde.

“Cansei de carregar meus filhos nas costas para poder sair de casa, fora as vezes que eles deixavam de ir para escola porque não havia mesmo como andar pela rua em época de chuvas”, lembra o manobrista Antônio Barbosa da Silva, morador de Marechal Thaumaturgo, distante cerca de 550 km da capital Rio Branco.

A pequena Adriely, moradora do bairro Apolônio Sales, em Rio Branco, em rua pavimentada pelo governo do Acre (Foto: Cedida)

O morador reside na comunidade Poeirinha, o bairro mais pobre da cidade, onde o programa de governo Ruas do Povo trouxe ruas pavimentadas, com rede de esgoto e agua tratada chegando às casas. “As dificuldades eram grandes. Tínhamos um único poço e a fila era demorada para tirar água. Por isso, só tenho a agradecer ao governador Tião Viana, que não se esqueceu da gente e trouxe essa mudança e qualidade de vida a todos os moradores da comunidade”, agradece.

Ruas do Povo

Como um dos maiores programas sociais do governo do Acre, o Ruas do Povo, lançado em 2011 pelo governador Tião Viana ainda em sua primeira gestão, trouxe mobilidade urbana, principalmente nas áreas mais pobres, mas acima de tudo, a garantia de qualidade de vida com o fortalecimento da saúde e o auxílio na redução da mortalidade infantil.

Desde 2011, o governo do Acre já investiu 1 bilhão de reais em saneamento básico com as obras do Ruas do Povo, reforma e ampliação das Estações de Tratamento de Água e coleta de esgoto.

Atualmente, o governo do Acre está investindo mais de R$ 100 milhões em obras de saneamento nos municípios de difícil acesso – Marechal Thaumaturgo, Jordão, Santa Rosa e Porto Walter.

Com isso, a tendência – os números já comprovam – é de que nos próximos anos haja uma redução ainda maior de internações nas unidades de saúde, além da diminuição no custeio com a saúde pública no estado.

“Uma melhora de 100%, pelo menos para mim, que antes tinha de sair fazendo malabarismo pela rua cheia de lama e coberta de mato para poder ir trabalhar. Hoje, com chuva ou sol, saio tranquila de casa, pois minha rua agora tem calçada, tem esgoto e está pavimentada. Agora, minha filha pode brincar em frente de casa e ir para escola sem se sujar”, destaca a professora Cirlene Ferreira, que reside na Rua São Sebastião, bairro Apolônio Sales.

Texto: Lane Valle || Fotos e Diagramação: Secom

Hemoacre divulga calendário e campanha para o mês de janeiro

Unidade móvel do Hemoacre vai realizar semanalmente coletas externas no Calçadão.

O objetivo é sempre o mesmo: ajudar o próximo. E é por isso que durante todo o mês de janeiro o Hemoacre estará realizando coletas de sangue no Calçadão, localizado no centro de Rio Branco, além de contar com uma campanha de coleta de sangue que envolve igrejas da capital.

A ação, que sera realizada pela primeira vez envolvendo as igrejas, é em alusão ao Dia do Evangélico, comemorado em 23 de janeiro, e tem como objetivo aumentar o estoque de bolsas de sangue da unidade e fidelizar mais doadores de sangue.

A doação de sangue é a alternativa para quem ainda luta pela vida e se encontra em tratamento, desde a recuperação de traumatismos, câncer e acidentes. Uma bolsa de sangue salva até quatro vidas.

Alrydyany Freitas, enfermeira o setor de captação do Hemoacre, destaca que a ação visa também atender o aumento na demanda durante o carnaval que se já aproxima. “A intenção é fazer a diferença com o amor pelo próximo. É mostrar para a população que todos podem salvar vidas”, disse.

Em todas as quintas-feiras deste mês – dias 11, 18 e 25 -, a unidade móvel do Hemoacre estará no Calçadão de 8 às 12 horas realizando coletas de sangue. E no dia 22, segunda-feira, uma outra ação, que vai contar com a participação de igrejas evangélicas, organiza um mutirão de coletas de sangue no Hemoacre de 7 às 18 horas.

Para se tornar um doador, basta ter entre 16 e 69 anos, sentir-se bem de saúde e portar um documento com foto, válido em todo o território nacional. Menores de idade precisam ir acompanhados de um responsável.

O Hemoacre fica localizado na avenida Getúlio Vargas, 2787, e funciona das 7h30 às 17h30, inclusive aos sábados e feriados.

Governo garante UTI aérea para criança que precisa de cirurgia cardíaca

UTI aérea foi contratada pelo governo do Acre. Eram quase 7 horas da manhã quando um avião decolou do Aeroporto Internacional de Rio Branco. 

 Por Leônidas Badaró 

Mas, ao contrário de passageiros em busca das praias do litoral brasileiro, tão comum nesta época do ano, a aeronave transportava um guerreiro de pouco mais de um ano e sua mãe, carregada de esperança.

O guerreiro é Carlos Eduardo Silva Gonçalves, de apenas 13 meses de vida. De origem indígena, a criança nasceu com síndrome de Down e cardiopatia congênita grave.

A vida do pequeno se resume ao Hospital da Criança. Desde os três meses de nascido Carlos Eduardo estava internado em um dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva do hospital. Para continuar vivendo, só há uma possibilidade: uma cirurgia cardíaca para a correção entre as artérias do coração.

Ao lado de Carlos Eduardo na aeronave, uma mãe cheia de expectativas. Rosinete Silva, moradora de Assis Brasil, passou os últimos meses de sua vida se dedicando exclusivamente a acompanhar o filho na UTI do Hospital da Criança. “Eu estou muito feliz e esperançosa. Demorou muito, mas eu nunca perdi a fé, mesmo sabendo da gravidade do problema de saúde do meu filho”, afirma.

Cinco meses de tentativas e a UTI no ar

A viagem de Carlos Eduardo é resultado do grande esforço da equipe que faz parte do setor que compõe o Tratamento Fora de Domicílio (TFD) da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

Foram árduos cinco meses em busca de uma unidade hospitalar que aceitasse atender o pequeno paciente. “Esse é um detalhe que pouca gente conhece do nosso trabalho. Não temos o poder de conseguir uma vaga em um hospital. O que fazemos é solicitar por meio de uma central nacional, mas quem decide se há vaga disponível é o hospital. Esse caso do Carlos Eduardo foi de muita angústia porque sabíamos da gravidade de seu caso”, conta Caio Souza, gerente de Assistência do Complexo Regulador da Sesacre.

Depois de três hospitais negarem uma vaga a Carlos Eduardo, finalmente o alivio. Com a aceitação do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo em atender o paciente, o governo do Estado de pronto contratou uma UTI aérea, que o transportou até a capital paulista.

O custo do estado com o aluguel da aeronave, equipada com modernos equipamentos que garantem a vida de alguém com a saúde tão frágil, foi de R$ 110 mil. “Quando conseguimos uma vaga, a Sesacre não mede esforços para tentar salvar uma vida”, afirma Souza.

Ministério da Saúde garante recursos para Maternidade Bárbara Heliodora

O Ministério da Saúde (MS) aprovou portaria que redefine as diretrizes para a implantação e habilitação do Centro de Parto Normal, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) para o atendimento à mulher e ao recém-nascido no momento do parto.

A partir dessa habilitação, a Maternidade Bárbara Heliodora (MBH) vai receber um incentivo financeiro de R$ 40 mil para a melhoria dos setores de parto, pré-parto e puerpério (PPP). A verba servirá ainda para ajudar a custear as despensas mensais como a aquisição de materiais.

“Com a aprovação dessa portaria, nós passamos a efetivamente ser reconhecidos pelo serviço que prestamos pelo MS. E com esse incentivo mensal temos condições de melhorar cada vez mais o atendimento, garantindo um serviço de qualidade”, ressalta gerente da MBH, Serlene Gonçalves.

A portaria, com previsão de entrar em vigor ainda este mês de janeiro, tem como objetivo trazer uma maior segurança e assistência à mulher e à criança recém-nascida, além de fornecer a melhoria do parto e a garantia ao parto humanizado. Assegura ainda a condução da assistência ao parto de baixo risco, além de outras ações que beneficiam a saúde das mamães e de seus filhos.

Em 2017, a Maternidade Bárbara Heliodora realizou aproximadamente 2,7 mil partos normais.

Pesando 3kg e medindo 48cm, Bernardo é o 1º bebê acreano em 2018

Bernardo Ribeiro FIgueiredo veio ao mundo com 3,105kg e com altura de 48 centímetros.

O primeiro bebê do ano nasceu depois de duas horas e meia de espera. Filho da representante de produtos cosméticos, Mirta Ribeiro da Silva, 32, o menino Bernardo Ribeiro Figueiredo veio ao mundo exatamente às 2h30min desta segunda-feira, 1ª de janeiro de 2018.

O primeiro bebê do ano nasceu na Maternidade Barbara Heliodora, em Rio Branco, e foi pego pelas mãos do médico John Pinheiro, que entregou a criança para a mãe Mirta e depois passou para as mãos do pai, Edinilson Figueiredo, representante comercial.

A mãe de Bernardo disse que o filho foi muito esperado e que agradece a Deus por ele ter vindo com saúde. “Valeu muito passar o Réveillon esperando meu filho. Estou sendo abençoada sendo me pela primeira vez e agora é curtir meu filho dando muito amor e dedicação”, disse Mirta.

O pai de Bernardo, bastante emocionado, disse que era uma emoção sem comparação poder receber seu filho tão esperado. “Meu primeiro filho e estou muito emocionado. Foi o melhor Réveillon, aguardá-lo e poder pegá-lo nos braços. Nenhuma festa de Réveillon no mundo vale essa emoção”, disse.

De acordo com a gerente da Maternidade, Maria Serlene Vasconcelos, a direção da unidade vai entregar um presente para o bebê Bernardo nas primeiras horas desta segunda-feira. “É uma tradição podemos presentear o primeiro bebê do ano. Agradeço o ac24horas por ser o primeiro veículo de comunicação a fazer a reportagem do primeiro bebê do ano aqui na maternidade”, destacou Serlene.

Coreme prorroga prazo de inscrições para residência médica em 2018

As provas estão previstas para o dia 17 de janeiro, em Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Manaus (AM).

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Saúde, e a Comissão de Residência Médica (Coreme) do Hospital das Clínicas (HC) de Rio Branco prorrogaram o período de inscrição para o preenchimento de vagas para residência médica 2018.

As especialidades disponíveis têm a duração de 2 a 3 de residência, são em nefrologia (2 vagas), anestesiologia (2), cirurgia geral (6), clínica médica (6), infectologia (3), medicina da família e comunidade (20), obstetrícia e ginecologia (5), ortopedia e traumatologia (3) e pediatria (7).

As inscrições se iniciaram no dia 1° de dezembro e agora vão até o dia 5 de janeiro de 2018 e devem ser feitas no Hospital das Clínicas do Acre, na Comissão de Residência Médica (Coreme), no horário das 8 às 12 horas e das 14 às 17 horas.