Prefeitura de Brasileia realiza campanha em alusão ao novembro azul

A Prefeitura de Brasiléia, através da Secretaria de Saúde, realizou, na unidade de Saúde, Fernando Azevedo Correia, atividades dedicadas à saúde do homem, em alusão ao Novembro Azul.

Essa ação é voltada para a campanha de conscientização realizada por diversas entidades no mês de novembro dirigida à sociedade e, em especial, aos homens, para conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata.

A atividade realizada fora do horário de expediente da unidade de saúde contou com atendimento médico, atendimento de enfermagem, consulta odontológica, aferição do PA, vacinação, testes rápidos para sífilis, HB, HCV, e HIV, solicitações de exames, orientações e ações preventivas.

Pastor William Cruz,morador da zona urbana de Brasiléia falou da importância de se cuidar da saúde física.

“Esta atividade é muito importante para nos homens, que muitas vezes temos aquele tabu de não irmos ao médico, mesmo sabendo que é muito importante cuidar de nossa saúde física”, disse.

Anacleto Maciel, mora no km 59 na Reserva Extrativista, e  falou do trabalho feito pela nova gestão.

“Fico muito feliz em receber esse atendimento aqui na cidade, pois, há alguns meses atrás a Prefeita realizou um itinerante na zona rural, em minha residência na reserva que atendeu mais de 400 pessoas, então hoje o município de Brasiléia no meu ponto de vista está de parabéns”, disse.

O Secretário de Saúde, Francisco Borges, falou do trabalho realizado pela equipe.

“Uma ação importante voltada aos homens, e sabemos da resistência em buscar a prevenção, mais estamos conseguindo levar a esses homens a importância de se prevenir”, falou.

A Prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, falou sobre a ação realizada.

“Hoje é um dia muito importante para nossa gestão, onde tivemos essa atividade relativa a alusão do novembro azul, e desafiamos nossa esquipe para que fizéssemos uma ação voltada para os homens, pois, a prevenção ela é continua e temos que está procurando o tratamento sempre, e nesse dia foi exclusivamente a eles, onde fizemos em um horário diferente e alternativo para facilitar. Estou  muito orgulhosa com a equipe, e com a quantidade de homens da cidade e da zona rural”, finalizou a Prefeita.

Lar Vicentino participa da campanha Novembro Azul

Idosos do Lar Vicentino, entre eles alunos do Programa Quero Ler, participam da campanha Novembro Azul, que tem como objetivo conscientizar sobre a saúde do homem, sobretudo no que diz respeito à prevenção do câncer de próstata. 

 

De acordo com a coordenadora do Lar Vicentino, Gislene Chalub, este momento para os idosos é muito importante porque a maioria deles, com idade entre 60 e 100 anos, nunca realizou o exame. “E para ajudar, fizemos então essa parceria com o Centro de Saúde da Vila Ivonete”, explica. Ao todo, foram realizados 45 exames de PSA.

Ela também falou sobre o Programa Quero Ler, que, na sua avaliação, ajudou a dar uma qualidade de vida melhor aos idosos. “São bem participativos e todos os dias é uma descoberta nova para eles”, disse.

Silvana Barros, professora do Quero Ler, explica que, ao todo, 16 idosos participam do programa. “Estamos há sete meses trabalhando com eles. Muitos já concluíram o primeiro ciclo, que é de seis meses, e agora vamos abrir outra turma”, afirmou.

O aposentado João de Oliveira Freitas, de 63 anos, chegou a estudar até a terceira série, mas está aprendendo tudo novamente. “Este curso do Quero Ler está sendo muito bom. Eu já tinha esquecido, mas agora estou voltando a ler e a escrever”, informou.

Além dos que estão aprendendo, há também os voluntários, como Gideão Freire de Alencar, de 74 anos. Como possui o ensino médio, ele ajuda os colegas que estão tendo acesso pela primeira vez às letras. “Acho importante ajudar as pessoas”, enfatizou.

Dia Nacional do Doador de Sangue é celebrado pelo Hemoacre

Apesar dos avanços da medicina ao longo dos últimos anos, há algo que a ciência ainda não conseguiu fazer:  substituir o sangue humano. Uma única bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas.

Quem precisa receber sangue para continuar a viver só tem uma alternativa: contar com a solidariedade de uma outra pessoa.

Uma única bolsa de sangue consegue salvar cerca de quatro vidas. Os componentes do sangue humano são insubstituíveis, por isso, é tão importante incentivar a doação.

Dados do Ministério da Saúde revelam que apenas 1,8% dos brasileiros doam sangue, sendo que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o ideal seria que 3% doassem.

Na capital acreana, cerca 800 pessoas doam sangue com frequência. O número é insuficiente para atender a demanda das unidades de saúde do estado.

Com o objetivo de comemorar e conscientizar a população sobre a importância da doação, o Governo Federal, em 1964, definiu o 25 de novembro como o Dia Nacional do Doador de Sangue.

Como a data este ano cai em um sábado, a direção do Hemoacre resolveu antecipar a homenagem aos doadores para esta sexta-feira, 24.

Uma festa com o tema “Seja herói, doe sangue”, que terá, inclusive, a animação da banda de forró que anima o tradicional espaço do “Senadinho”, está sendo organizada para começar a partir das 10 horas.

A comemoração é um gesto para agradecer os doadores e também fidelizar novos colaboradores.

Heróis como Igor Diniz, doador há 10 anos, que destaca o gesto de doar sangue. “Comecei a doar quando tive pessoas na família que precisaram, desde então, faço isso sempre, já que várias pessoas precisam. Doar sangue é salvar vidas, é importante não esperar alguém próximo precisar.”

Agentes de segurança proporcionam dia de lazer a crianças do Hospital do Câncer

Pula-pula, brincadeiras, lanche, roda de canções e muita animação. Quem pensa que esse foi o cenário mais aguardado pelas crianças, está enganado.

 Por Lane Valle / Assessoria 

Sem exceções, o ponto alto da diversão, o momento mais esperado pelos pequenos era passear nas viaturas policiais, em especial no carro do Corpo de Bombeiros.

Sara Andrade, de 12 anos, assim como a pequena Marina Teixeira, de 7, estavam ansiosas pelo passeio, que, claro, teve até a sirene ligada. “Quando disseram que a gente poderia andar no carro dos Bombeiros, nem dormi direito, esperando para vir logo”, conta Sara, que há cinco meses iniciou o tratamento contra leucemia.

Já Marina, conta a mãe, no início ficou tímida, não querendo participar das atividades. Mas quando soube que iria passear nas viaturas policiais logo mudou de ideia. “Quando eu disse do passeio nas viaturas, ela logo quis vir. Isso é muito bom para as crianças”, disse.

A festa foi montada no Centro de Convenções da Universidade Federal do Acre (Ufac) para receber os pacientes infantis da Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia do Acre – Unacon (Hospital do Câncer). O translado das crianças até o local foi realizado pelo ônibus do Exército.

O evento, promovido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em todo território nacional, acontece pelo segundo ano consecutivo no Acre, com apoio da Polícia Militar, Exército Brasileiro, Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) e Corpo de Bombeiros. Cada criança recebeu uma camisa personalizada da PRF.

“O BPTran se soma com muita satisfação às demais instituições para destacar essa data singular de combate ao câncer infantil. Atuamos na defesa da vida quanto estamos no trânsito, hoje vemos os números de acidentes fatais reduziram significativamente e ao lado destas crianças, verdadeiras guerreiras da vida, nos sentimos renovados para seguir em frente em nossa missão”, afirmou o tenente-coronel Bino, comandante do batalhão.

A ação faz parte da campanha Policiais Contra o Câncer Infantil, pensada para auxiliar no processo curativo das crianças. “Sabemos que a força policial é a profissão que muita criança deseja ser quando crescer. Nossa intensão é essa aproximação, melhorando alta estima, e ajudando no tratamento”, destaca o inspetor Cesar Henrique, superintendente da PRF/AC.

A data escolhida, dia 23 de novembro, faz alusão ao Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil. No Acre, 102 crianças estão em tratamento quimioterápico. Para a PRF, o trabalho solidário é uma forma de minimizar os efeitos físicos e psicológicos pelos quais passam as crianças e suas famílias durante o tratamento.

“Não tem como conter a emoção. Sem dúvidas, passar esse momento com as crianças, proporcionando um pouco de alegria e diversão é muito gratificante. Sempre digo que o presente não é para elas, e sim, para nós. Esses pequenos são os verdadeiros super-heróis na luta pela vida”, diz o agente PRF Fábio Margalho.

 Veja o Vídeo 

Governo comemora transplantes de fígado e planeja crescimento em 2018

“Estamos aqui sempre discutindo melhorias nos serviços e as equipes médicas do Acre estão cada vez mais preparadas e especializadas nesse serviço”

O governador Tião Viana se reuniu na tarde desta quinta-feira, 23, em seu gabinete, com o médico Tércio Genzini para tratar dos avanços no número de transplantes de fígado no estado que já chegam a 29, sendo 12 apenas este ano.

Com isso, o Acre entra para o grupo dos cinco estados que mais transplantam fígado no Brasil. Segundo Tércio Genzini, a expectativa é que em 2018 esse número salte para pelo menos 20 transplantes do órgão, uma cirurgia de extrema complexidade.

Com mais de 10 anos de atuação no Acre, o médico Tércio Genzini, que é diretor do Grupo Hepático em São Paulo, é um dos responsáveis pelo sucesso e eficácia dos transplantes de fígado realizados no estado.

Genzini trouxe ainda a novidade que o Programa de Transplantes do Acre irá receber um apoio de R$ 3,8 milhões de todos os 11 parlamentares federais acreanos através de emendas. Com isso, novos equipamentos e a expansão do atendimento poderão fazer com que a área cresça ainda mais.

“Estamos aqui sempre discutindo melhorias nos serviços e as equipes médicas do Acre estão cada vez mais preparadas e especializadas nesse serviço. Queremos apenas que o programa de transplantes cresça e traga maiores resultados no estado”, conta o médico.

Família em Tarauacá faz rifa para viajar com criança com problema de saúde

Menino precisa viajar para São Paulo (SP). Ajuda é para custear despesas da viagem, já que passagens serão pagas pelo TFD.

Lucas foi diagnosticado com um tumor no olho esquerdo e precisa viajar para São Paulo (Foto: Arquivo da família)

Amigos da família do pequeno Lucas Fonseca, de 2 anos, iniciaram uma campanha para ajudar o garoto a viajar para São Paulo (SP). A família, que mora em Tarauacá, interior do Acre, descobriu que o menino está com um tumor no olho esquerdo e precisa viajar para fazer exames e, dependendo do resultado, uma cirurgia.

O pai do menino, José André, explica que há mais ou menos um ano percebeu uma dilatação no olho de Lucas, mas que logo desapareceu. Porém, há cerca de 30 dias, ele teve uma conjuntivite, sendo que os olhos incharam.

O menino passou por uma consulta com um oftalmologista, que pediu que ele fosse até o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) para fazer uma ressonância.

“Na ressonância, foi diagnosticado o tumor no lado esquerdo. Ainda não sabemos se é maligno ou benigno. Então, o oftalmologista e a neuro pediram que a gente procurasse um neuro-oftalmologista”, conta o pai.

Um médico que trabalha em São Paulo se solidarizou com a família e conseguiu uma consulta no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto ( HCRP-USP).

A família deu entrada para conseguir as passagens pelo Tratamento Fora de Domicílio (TFD) e o dinheiro arrecadado com as rifas vai ajudar nos custos da alimentação, uma vez que ainda não sabem quanto tempo devem ficar em São Paulo.

“O hospital já mandou uma autorização para internação dele. Todos os encaminhamentos/laudos anexos ao processo do TFD pedem urgência. Foi devido a isso que o HCRP-USP já mandou uma autorização para que, ao chegar no hospital, ele seja internado”, explica o pai.

Os amigos estão rifando duas bicicletas e um relógio. Os bilhetes também são vendidos pelo WhatsApp. “A pessoa faz o depósito ou transferência referente a quantidade de bilhetes e encaminhamos os números das rifas”, finaliza o pai.

Do G1 Acre

Casos de Aids aumentam 28% em quase um ano em Cruzeiro do Sul

Número de casos na cidade aumentou de 32 para 41. Dos 9 novos casos, seis pessoas foram diagnosticadas em Cruzeiro do Sul e três em outras cidades, mas são tratadas no município.

O número de casos de Aids teve um aumento de 28% em relação a 2016 em Cruzeiro do Sul. O município tinha registrado 32 pessoas com a doença e em 2017 já são 41. Dos 9 novos casos, seis pessoas foram diagnosticadas em Cruzeiro do Sul e três em outras cidades, mas são tratadas no município.

“Eles entram na contagem porque, apesar de não terem sido diagnosticados aqui, recebem tratamento do município, então, fazem parte da contagem”, falou coordenadora municipal de DST/Aids e Hepatites Virais, Sandra Abensur.

Dos casos, dois são em grávidas que estão sendo monitoradas, segundo a coordenadora. “Elas estão sendo acompanhadas com muita frequência porque precisam de um cuidado especial para que essas crianças não contraiam a doença”, afirma.

Há menos de um mês, Sandra disse que uma mulher que recebia tratamento teve bebê e a criança está recebendo leite especial. “A mãe não pode amamentar, então, todos os meses fazemos a doação de leite para esse bebê e vamos acompanhar até os dois anos para saber se a criança vai desenvolver a doença”, acrescenta.

Dia D

A coordenadora disse que as ações já estão acontecendo nas zonas rural e urbana de Cruzeiro do Sul com testes rápidos em comunidades mais afastadas.

O dia D vai ocorrer na praça, no Centro da cidade, em 1 de dezembro quando é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. “Vamos fazer testes rápidos para tentar encontrar mais casos e oferecer tratamento o quanto antes”, acrescenta Sandra.

A doença

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, mais conhecida como Aids, é causada pelo vírus do HIV. Como esse vírus ataca as células de defesa do corpo, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves.

Como o HIV está presente no sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno, a doença pode ser transmitida de várias formas: sexo sem camisinha, de mãe infectada para o filho durante a gestação, parto ou a amamentação, uso da mesma seringa ou agulha contaminada por mais de uma pessoa, instrumentos que furam ou cortam não esterilizados entre outros.

Do G1 Acre

Mais de 50% dos homens acima de 50 anos tem disfunção erétil

Dr. Roberto Vaz explica em entrevista exclusiva para a Fórum, com muita clareza e objetividade, tudo sobre disfunção erétil, um problema que atinge a maioria dos homens acima de 50 anos.

O médico explica em detalhes, com linguagem fácil e acessível, questões como a sensibilidade da prótese peniana, seu custo, até as causas da impotência.

Tudo o que você sempre quis saber sobre disfunção erétil e prótese peniana, mas tinha vergonha (ou não) de perguntar, o Dr. Roberto Vaz explica em entrevista exclusiva para a Fórum, com muita clareza e objetividade. Desde questões como a sensibilidade da prótese peniana, seu custo, até as causas da impotência são contadas em detalhes e linguagem fácil e acessível.

O Dr Roberto Vaz Juliano é urologista, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo, membro do Instituto de Urologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, professor da Disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina do ABC – FMABC e responsável pelo grupo de Medicina Sexual e Reprodutiva.

Fórum – As estatísticas são muitas e, em alguns casos se contradizem. Qual a porcentagem, afinal, de homens com disfunção erétil hoje no Brasil?

Roberto Vaz Juliano – Nós temos um estudo brasileiro semelhante ao americano que diz o seguinte: aos 50 anos, mais da metade da população, cerca de 52% dos homens, têm alguma disfunção erétil. Destes, 10% têm uma disfunção considerada grava. Já aos 70 anos, isso aumenta paras os 70%. O envelhecimento tem muito a ver com a disfunção erétil.

Fórum – O quanto essas estatísticas são confiáveis? Há, como alguns colegas afirmam, uma quantidade grande de homens que não procura ajuda por vergonha? Este fator subnotifica esses números?

Roberto Vaz Juliano – Essa estatística é confiável, feita com acompanhamento de homens normais, sem queixa alguma. Não são homens que procuram médico. Mas, realmente ainda existem preconceitos e dificuldades, não só dos homens, mas também dos médicos. Alguns médicos esperam os pacientes falarem do assunto. A gente tem estimulado, inclusive na faculdade, que eles tomem a iniciativa, perguntem para os pacientes. Agora, felizmente, este preconceito tem diminuído. Cada vez mais homens com este problema procuram médicos.

Roberto Vaz Juliano – Você deve considerar a disfunção erétil como um sintoma. Uma dor de cabeça pode ser sinusite, câncer no cérebro, enxaqueca. A disfunção erétil é igual. Pode ser, por exemplo, um problema de relacionamento. O paciente pode não se dar bem com a parceira do ponto de vista da erotização, apesar se dar bem pessoalmente. Outras vezes por cansaço ou falta de amor e daí para a frente tem o envelhecimento. E têm muitas outras causas. Um parceiro que tem enfisema pulmonar, por exemplo, ele não consegue ficar deitado. Ele não tem capacidade física para ter relações. Há outras doenças que podem provocar a disfunção, como a AIDS, cirrose, doenças hepáticas, insuficiência renal, leucemia, tuberculose entre outras.

Fórum – E a insuficiência coronária?

Roberto Vaz Juliano – A insuficiência coronariana também pode provocar a disfunção. Das pessoas que têm insuficiência coronariana, 30% delas têm dificuldade de ereção. A obesidade é outro fator de risco. E aí, tem também o cigarro, que aumenta a lesão do vaso e, com isso, aumenta as chances da pessoa ter entupimento da artéria. E, além disso, agudamente ele também provoca vasoconstrição. Você fumar um cigarro antes de ter uma relação, por exemplo, não é uma boa ideia.

Fórum – No caso do Alexandre Frota, ele pleiteou do seu plano de saúde o implante de uma prótese inflável, pois, de acordo com o seu médico, a outra, que mantém o pênis permanentemente ereto, além de provocar intercorrências, é constrangedora quando se usa, por exemplo, na praia. Quantos modelos, afinal, existem? Existe algum que seja ideal ou isto varia de acordo com o caso? Ou até com o preço?

Roberto Vaz Juliano – Existem próteses de vários tipos: as rígidas, as semirrígidas e as infláveis. Não há uma melhor ou pior. Depende de cada caso. É como se você me pedisse uma sugestão de carro e eu te dissesse: “Compre uma Ferrari”. Mas, quando chega a Ferrari você acha que o porta-malas é pequeno. É questão de adequar. Vou te dar exemplos. Têm pacientes que tomam banho em banheiro público e preferem prótese ocultável. Outros podem ter um problema na mão, uma artrose, uma dificuldade para inflar a prótese. Então, para este paciente uma prótese semi-rígida seria mais eficaz.

Fórum – E com relação aos preços?

Roberto Vaz Juliano – Realmente existe o problema do custo. A agência Nacional de Saúde não liberou a prótese inflável. Ela custa muito mais caro do que uma prótese semi-rígida. Uma semi-rígida de qualidade custa em torno de R$ 5 mil. Uma inflável vai para R$ 60 mil. Ela realmente tem um custo alto. Eu entendo a posição dos planos de saúde e da Agência Nacional, pois o custo é muito elevado mesmo. Você tem que considerar a questão financeira.

Fórum – E a sensibilidade? Um homem que tem a prótese tem a mesma sensibilidade de quando não tinha?

Roberto Vaz Juliano – Sim. A prótese só vai garantir que a pessoa tenha a rigidez suficiente para a penetração. Ela não muda a sensibilidade, nem a ejaculação e nem o desejo. Se o paciente tem uma parceria boa, uma cabeça boa, ele vai ter uma relação muito satisfatória. Se você usa uma prótese, você vai ter rigidez na hora em que você quiser. Então você vai ter relações três vezes por dia, mas você não tem vontade de ter relações três vezes por dia. Então você não vai gozar três vezes, pois não é o seu desejo. Isso pode ser uma complicação. Às vezes você quer ter, mas a parceira não vai querer ter tantas relações. Alguns pacientes se queixam que a cabeça do pênis fica um pouco mais fria, outros que diminui o pênis, mas a princípio ela não mexe em nada.

Fórum – Estamos em pleno novembro azul, campanha que é uma das prioridades da Sociedade Brasileira de Urologia. Há alguma relação entre a impotência e a prevenção às doenças urológicas, inclusive o câncer de próstata?

Roberto Vaz Juliano – Elas ocorrem paralelamente. A hiperplasia benigna da próstata, o câncer de próstata e a disfunção erétil são doenças do envelhecimento, portanto há relação. Elas acontecem paralelamente. Podem também ter relação causal. O câncer de próstata eventualmente pode ultrapassar os limites da próstata e ter comprometimento dos vasos e artérias e vir a provocar dificuldades de ereção.

Por Julinho Bittencourt / revistaforum

Acre realiza mais um transplante de fígado no fim de semana

“Se a população compreendesse a grandiosidade do que estamos realizando no Acre, salvando e mudando vidas, não teríamos tanta recusa em doar órgãos no Estado.”

A frase é da coordenadora da Central de Transplantes do Acre, Regiane Ferrari, ressaltando que, proporcionalmente, o Acre, único estado da Região Norte com programa de fígado ativo, realiza mais transplantes do que a Grande São Paulo.

Não por acaso, o estado vem se destacando nos últimos anos entre os que mais realizam transplantes de fígado por milhão de população (PMP). No sábado, 11, o sucesso de mais uma cirurgia tirou da fila de transplantes Josuel Alves da Silva, de 53 anos.

O paciente, que sofria de disfunção hepática, aguardou por quatro meses o procedimento. A doação veio por meio de um gesto de amor da família de um homem de 27 anos, natural de Goiânia (GO), que faleceu vítima de acidente de trânsito.

O fígado foi transportado por uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), chegando durante a madrugada de sábado.

De 2006 para cá, 11 anos desde a criação da Central de Transplantes, o Acre já realizou 316 transplantes apenas no Hospital das Clínicas. Desse total, 28 foram de fígado, 89 de rim, e 199 de córneas.

Somando com os mais de 300 acreanos que foram transplantados via TFD (Tratamento Fora de Domicilio), o estado já contabiliza mais de 600 procedimentos.

Fonoaudióloga alerta sobre os cuidados com a saúde auditiva

Só em 2016, foram feitos mais de 3,6 mil testes de orelhinha em recém-nascidos.

O dia a dia tem sido cada vez mais barulhento. Seja no trânsito com as constantes buzinas de carros, o som das máquinas pesadas trabalhando nas obras, o movimento nas ruas com pessoas conversando em tom alto, ou mesmo o uso de fones de ouvidos e equipamentos eletrônicos. A verdade é que tudo isso traz a sensação que o “volume da vida” aumentou ao longo dos anos.

Com uma rotina de ruídos diários, que muitas vezes não se sabe nem de onde vem tanto barulho, é preciso alguns cuidados com essa “overdose sonora”. Voluntária ou involuntariamente, o excesso de sons chega aos ouvidos e pode acabar trazendo sérios riscos para a saúde auditiva.

Neste dia 10 de novembro, dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) faz um alerta sobre a importância dos cuidados com a audição. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 15 milhões de brasileiros têm alguma perda auditiva. O nível seguro de som para a audição humana é de até 65 decibéis, de acordo com especialistas.

A deficiência auditiva pode se desenvolver de diversas maneiras. Quando genética, é possível ser detectada nos primeiros dias de vida e ser tratada com sucesso. Por isso o Teste da Orelhinha, um exame rápido e indolor é tão importante. Na pesquisa da perda auditiva, há exames adequados para todas as idades.

A fonoaudióloga Karime Bouchabk, especialista em audiologia, explica que quanto mais cedo for detectada a perda auditiva, melhor. Ela ressalta a importância de realizar o teste da orelhinha nos primeiros três meses de vida do bebê, pois detectando a surdez, a adaptação de prótese auditiva é mais fácil de ocorrer, ou o implante coclear, dependendo do tipo e grau da perda auditiva.

“Com essa protetização, não haverá um prejuízo referente ao desenvolvimento de linguagem e fala da criança. Por isso é tão importante realizar o teste da orelhinha nos primeiros meses de vida. Alguns traumas acústicos também podem afetar a audição, o certo é procurar um fonoaudiólogo para a realização de exames para detectar possível perda auditiva”, destaca.

Programa Saúde Auditiva

No Acre, dados da Sesacre apontam que cerca de 70 mil pessoas sofrem com surdez total ou parcial. Para atender esses pacientes, há três anos no Acre, o governo do Estado desenvolve um programa de saúde aditiva, que funciona no Hospital das Clínicas (HC).

A intenção do programa é diagnosticar quaisquer possíveis chances de uma deficiência auditiva já nos primeiros dias de vida. Com isso, o Estado assegura atendimento gratuito e especializado aos portadores de surdez parcial ou total, com a entrega de próteses auditivas aos pacientes, além de cirurgias de implante coclear (procedimento cirúrgico de alta complexidade).

Desde 2014, já foram realizados mais de 10 mil testes da orelhinha em bebês no HC. Além disso, o programa já entregou quase 5 mil aparelhos auditivos para pacientes em todo o Acre.