Sindicato Da Saúde De Brasiléia Entregue As Baratas

A situação ficou pior nos últimos anos já levaram o freezer e o prédio está deteriorado por falta de uso. As ultimas noticias é que sumiram alguns cheques. 

 sintesac de Brasiléia

sintesac de Brasiléia

Fomos procurados por vários funcionários da Secretaria de Saúde do Estado que são sócios sindicalizados no sintesac,  que reclamam da falta de transparência da administração do sindicato que não faz prestação de contas de nada junto a classe.

“No desabafo eles reivindicam de lisura no processo. “Não sabemos o que na verdade temos ou o que não temos, quem entra diz que não recebeu nada, e que não tem nada, mais quando sai a prática continua sendo a mesma”, lamentou um associado.

A situação ficou pior nos últimos anos já levaram o freezer e o prédio está deteriorado por falta de uso. As ultimas noticias é que sumiram alguns cheques. “Estamos pedindo ajuda e queremos mobilizar a categoria para que possamos acionar o Ministério Público com o objetivo de se ter uma solução, por que os descontos acontecem no nosso salário para o sindicato, mas não temos benefícios, nem aérea lazer, ou saúde de qualidade. O que estão fazendo com o nosso dinheiro nem as colheres sabem onde estão, não tem nada, não temos nada patrimôniado realmente o que estão fazendo com o nosso dinheiro é uma farra. Onde estão os computadores?”, denuncia outro sócio.

Um terceiro associado diz que é preciso ter transparência na administração e que seja tomada as devidas providencias. “Todos que passaram pelo cargo de presidente do sindicato da saúde em Brasiléia, não prestou conta com a categoria até agora”. Este desabafo nada mais é do que pedi que a Constituição Federal se cumpra pois há um grande desconforto da categoria que apenas quer ser informada e se beneficiar com o que vem pagando”, disse ele.

Umas das tantas reclamações feitas e que ninguém sabe de fato, é o que se tem dentro do prédio ou o que deixaram, conforme averiguamos o prédio está sem uso e sem condição devida para tal.

Nossa equipe não conseguiu ouvir a outra parte (representantes do SINTESAC em Brasiléia, ou qualquer um que se sinta ofendido, porém fica o espaço reservado para que possamos  ouvi-los.

sintesac de Brasiléia

sintesac de Brasiléia 

Sentinela da Fronteira com Helizardo Guerra

Saúde Itinerante leva atendimentos para haitianos neste fim de semana

Os atendimentos ocorrerão no dia 23, a partir das 14 horas, e no dia 24, a partir das 8 horas, no Centro Cultural da cidade

Os atendimentos ocorrerão no dia 23, a partir das 14 horas, e no dia 24, a partir das 8 horas

Os atendimentos ocorrerão no dia 23, a partir das 14 horas, e no dia 24, a partir das 8 horas

Também serão oferecidos atendimentos com assistente social e distribuição de medicamentos receitados pelos médicos.

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), por meio do programa Saúde Itinerante, realizará atendimentos médicos especializados no município de Brasileia, destinados aos imigrantes haitianos.

Os atendimentos ocorrerão no dia 23, a partir das 14 horas, e no dia 24, a partir das 8 horas, no Centro Cultural da cidade.

Serão ofertadas consultas nas áreas de clínica médica e ginecologia/obstetrícia, além de exames de ultrassonografia, Preventivo do Câncer do Colo Útero (PCCU) e eletrocardiograma.

Também serão oferecidos atendimentos com assistente social e distribuição de medicamentos receitados pelos médicos.

 

Doenças respiratórias são as mais comuns nesta época do ano

Crianças e idosos são os mais atingidos por essas doenças. No Hospital de Urgência e Emergência 

Raimundo Pinho faz nebulização para combater a falta de ar e o cansaço (Foto: Álefe Souza)

Raimundo Pinho faz nebulização para combater a falta de ar e o cansaço (Foto: Álefe Souza)

Calor, fumaça ocasionada pelas queimadas, baixa umidade do ar, variações bruscas de temperatura. Esta é a situação do Acre e de outras cidades da Região Norte no período denominado verão amazônico.  As mudanças climáticas desta estação ocasionam vários problemas respiratórios como amigdalite, laringite, otite, crises de asma, além de rotavírus e conjuntivite.

Crianças e idosos são os mais atingidos por essas doenças. No Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), a maior parte dos casos atendidos na ala pediátrica é de problemas respiratórios. Os sintomas geralmente são os mesmos: febre, dor de cabeça, tosse seca, cansaço, rouquidão, ardência na garganta, narinas e olhos e, nos casos mais graves, dificuldades para respirar.

Para a pediatra Eleonice Pinheiro, os cuidados que devem ser tomados nesta época do ano são simples. “Beber muito líquido, evitar aglomeração e, se não tiver umidificador de ar em casa, deixar uma toalha molhada ou um balde ou bacia com água em cima de um móvel alto no ambiente. Ter uma alimentação saudável, a base de frutas e verduras, também colabora para o fortalecimento do sistema imunológico”, diz.

A pequena Maria Júlia, seis meses, está em observação em um dos leitos da ala pediátrica do Huerb. Ela apresenta quadro de tosse, febre, diarreia e cansaço. A mãe, Kátia Sueyma, afirma que os sintomas começaram há mais ou menos uma semana e que a criança não apresentou melhoras, mesmo com o uso de antibióticos. “Além do tempo quente, há aquela fuligem de queimadas todo tempo caindo no chão da casa da gente. É difícil até respirar”, comenta.

A nebulização é uma das alternativas para aqueles que sofrem com problemas respiratórios, e principalmente em crises de asma, de bronquite e rinite/sinusite, pois melhora a respiração e leva o medicamento em forma de partículas diretamente ao pulmão, fazendo com que haja uma ação mais rápida. Raimundo Pinho, 41, precisou se submeter a esse tratamento, pois já teve pneumonia e sofre quando a temperatura muda. “Sinto falta de ar e muito cansaço, e a inalação me faz respirar melhor”, garante.

Maria Júlia, 6 meses, está há uma semana com tosse, febre, diarreia e cansaço (Foto: Álefe Souza)

Maria Júlia, 6 meses, está há uma semana com tosse, febre, diarreia e cansaço (Foto: Álefe Souza)

Álefe Souza (Assessoria Sesacre

A. notícias do acre

ANS suspende venda de 212 planos de saúde de 21 operadoras

Esse é o primeiro ciclo de avaliação no qual foram analisados

 Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou a suspensão, por três meses, da venda de 212 planos de saúde de 21 operadoras, a partir do próximo dia 23. A punição ocorre por descumprimento de prazos e negativa de cobertura. Com o anúncio de hoje (20), um total de 246 planos de saúde de 26 operadores estão suspensos.

 Esse é o primeiro ciclo de avaliação no qual foram analisados itens relacionados à negativa de cobertura como o rol de procedimentos, o período de carência, a rede de atendimento e o reembolso. Antes, eram avaliados apenas itens como o descumprimento de prazos para marcação de consultas, exames e cirurgias.

“Um plano que não atende no prazo correto, que não atende cirurgia, exame e internação, não pode incorporar mais pessoas. Não pode ter mais rentabilidade e novos usuários, enquanto não atender bem a população que já está ligada àquele plano”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

 A ANS informou ainda que 125 planos de seis operadoras que estavam com as vendas suspensas estão sendo reativados. Desses, 52 planos são de empresas que estão saindo da lista de operadoras com planos suspensos e 73 são de operadoras que estão apresentando melhora em seus resultados, mas ainda têm algum produto suspenso.

 Agência Nacional de Saúde

Agência Nacional de Saúde

Agência Brasil

Fonte-a gazeta do acre

Maquinário do laboratório de alevinagem tem tecnologia de ponta

Este é um projeto muito arrojado que traz apenas os equipamentos mais modernos

Tatiana Campos

O laboratório de alevinagem entrou em funcionamento em caráter experimental em fevereiro, produzindo os primeiros cem mil alevinos de surubim. A capacidade de produção é de 20 milhões de alevinos por ano, incluindo as espécies surubim e pirarucu, muito apreciadas no mercado nacional e estrangeiro.

Fornecedor da Trevisan em reunião com o governador Tião Viana e o vice governador César Messias (Foto: Sérgio Vale/Secom)

Fornecedor da Trevisan em reunião com o governador Tião Viana e o vice governador César Messias (Foto: Sérgio Vale/Secom)

“Este é um projeto muito arrojado que traz apenas os equipamentos mais modernos, toda tecnologia utilizada no complexo é de ponta, de referência. O Acre agora é dono de uma iniciativa muito ousada que fará diferença no mercado brasileiro”, disse Nedyr Chiesa, da Trevisa Equipamentos Industriais, uma das fornecedoras do maquinário do laboratório de alevinagem.

A Trevisan é uma empresa pioneira no Brasil na fabricação de um equipamento especial para a piscicultura, que é o aerador, fornecido para o laboratório de alevinagem do complexo industrial. Entre a linha de produtos consta também caixas de transporte de peixes vivos, incubadoras e alimentadoras de peixes.

“O governo do estado investiu no que há de melhor em tecnologia para colocar no complexo industrial competitividade e qualidade, garantindo que os nossos produtos possam chegar não só nos mercados nacional, mas no internacional. Eu conheci a Trevisan há alguns anos e ela reúne excelente equipamentos para a área da piscicultura”, observou o vice-governador César Messias.

O laboratório de alevinagem faz parte do Complexo Industrial do Peixe, uma área de 60 hectares na BR 364 (sentido Rio Branco/Porto Velho) que também abriga a fábrica de ração com a melhor tecnologia existente no Brasil e que dentro da América Latina é comparável apenas com uma fábrica Chilena, e o frigorífico.  O empreendimento será inaugurado no próximo dia 22.

Dona de casa é barbarizada e encontrada gravemente ferida e estuprada

A ocorrência policial somente “vazou” a imprensa nesta quinta-feira

A dona de casa de 44 anos, moradora do município de Feijó, município distante cerca de 450 quilômetros de Rio Branco foi encontrada na madrugada do último dia 09 desacordada dentro do Cemitério daquela cidade ferida, estuprada e com uma garrafa de bebida alcoólica introduzida na vagina.

garrafa de bebida alcoólica introduzida na vagina.

garrafa de bebida alcoólica introduzida na vagina.

A ocorrência policial somente “vazou” a imprensa nesta quinta-feira (14) e de acordo com Boletim de ocorrência a mulher teria saído de casa por volta das 21 horas do dia 09 para participar do segundo dia do festival do Açai, evento anual naquela cidade.
Segundo o que a polícia conseguiu apurar até agora é que a mulher estava em companhia de uma amiga e teria encontrado um homem desconhecido com idade entre 58 a 60 anos, com quem saiu em direção à praia retornando minutos depois e por volta de uma hora da madrugada de sábado (10) foi vista consumindo bebida alcoólica em companhia do desconhecido e caminhando em direção à residência no bairro Esperança.
Na manhã de sábado (10) um coveiro do Cemitério teria encontrado a vítima caída no chão ensanguentado, apresentando ferimentos por todo o corpo e uma garrafa de bebida alcoólica introduzida na vagina.
Desesperado com a cena, o coveiro imediatamente comunicou o ocorrido a Polícia Militar daquela cidade, que constatou que apesar da barbárie sofrida a mulher ainda estava viva e a equipe a conduziu ao Hospital do município que devido à gravidade dos ferimentos transferiu a dona de casa que é mãe de quatro filhos menores de idade para o pronto Socorro de Rio Branco, onde ainda se encontra internada em estado gravíssimo na Unidade de Tratamento Intensivo – UTI.
A Polícia Civil de Feijó já iniciou investigação, mas ainda não conseguiu elucidar o caso.

Fonte-ecos da noticias

Saúde no acre é caso de polícia

Sucessões de denúncias sobre falta de estrutura e suspeitas de erros médicos 

redação de ac24horas

Um incêndio de pequenas proporções acontecido na última quarta-feira (7), na usina de oxigênio da Maternidade Barbara Heliodora, em Rio Branco, foi apenas a ponta um alerta para a sucessão de denúncias sobre a falta de estrutura, atendimento e possíveis erros médicos que expõem a fragilidade da saúde na rede estadual, propagada desmedidamente pelo Governo do Acre, como de “primeiro mundo”.

Durante o final de semana a reportagem de ac24horas conversou com familiares de pacientes e servidores da saúde, que revelaram a triste realidade vivida pelo setor que deveria ser exemplo na administração do medico Sebastião Viana.

Falta de medicamentos básicos e insumos são freqüentes nas unidades. Até assedio moral estão entre os casos mais relatados pelos profissionais. O assunto veio a tona na tarde de sexta-feira (9), quando a reportagem ouviu três casos diferentes, mas que denotam a mesma situação, possível erro médico e descaso no atendimento aos pacientes. Médicos, técnicos de enfermagem e enfermeiros, que somente falaram depois de garantias de que teriam suas identidades resguardadas, por medo de represálias

Sucessões de denúncias sobre falta de estrutura

Sucessões de denúncias sobre falta de estrutura

Saude_1Os fatos – O casal Neemys Silva de Souza e Antônio Francisco da Conceição, moradores da cidade de Senador Guiomard, estavam com a filha de três meses de idade internada há mais de 20 dias na UTI do Hospital da Criança.

De acordo com os pais da criança, os médicos afirmaram que a paciente tinha um cisto no abdômen e foi submetida a uma cirurgia de emergência, só que ao contrario do que afirmaram os médicos, a criança tinha um problema no fígado.

“Foram realizados exames de tomografia e ultrassonografia e mesmo assim operaram minha filha dizendo que ela tinha um cisto, mas na realidade ela tinha problema no fígado”, declarou Neemys de Souza.

Transferida para a UTI do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) após o incidente da quarta-feira (7), a criança teve o quadro de saúde agravado e acabou falecendo no sábado (10).

“O que fizeram foi uma maldade; minha filha chegou com um problema sério de fígado e os médicos realizaram uma cirurgia dizendo que ela tinha um cisto”, disse a mãe da pequena Yasmim que denunciou o caso no Ministério Público Estadual (MPE), ainda na sexta-feira.

Caso semelhante foi relatado pela professora Fabíola Vieira de Souza, moradora da cidade de Sena Madureira, mãe da pequena Hevelin Liandra de Souza André, de apenas quatro anos e dez meses. A criança foi internada no Hospital da Criança no dia 13 de julho para tratar de uma pneumonia, mas no dia 3 de agosto deu entrada na UTI do Hospital da Criança, após contrair uma infecção generalizada na enfermaria do hospital.

“Minha filha tem a saúde frágil, pois tem problemas de paralisia cerebral, mas nada justifica ela chegar para tratar de uma pneumonia e contrai uma infecção generalizada. Estou me sentindo impotente por ver minha filha naquele estado, toda entubada e não poder fazer nada; só quero que ela se restabeleça e volte pra casa”, diz emocionada Fabíola Vieira.

Adolescente internada na UTI após cirurgia de emergência

A reportagem também conversou com Lucenildo Braga de Lima e Aurelina Ferro de Aragão, pais de uma adolescente de 15 anos que está internada na UTI do Huerb, após se submetida a uma cesariana de emergência.

Segundo Aurelina Ferro, durante o final de semana retrasado sua filha, grávida de oito meses, foi a Maternidade Barbara Heliodora, sentindo fortes dores abdominais. Após exames preliminares a adolescente foi encaminhada ao Pronto Socorro do Huerb. No setor de emergência da unidade hospitalar a jovem foi medicada e orientada a retornar para casa, já que, segundo os médicos, não havia necessidade da adolescente ficar internada. No dia seguinte a jovem retorna ao PS, novamente com dores abdominais, novamente recebeu analgésicos e retornou para casa.

Na segunda-feira a jovem foi acometida por uma febre de cerca de 40 graus e levada às pressas a Maternidade. No hospital os médicos detectaram que a febre alta era causada por pedras na vesícula e por conta disso teve que ser submetida a uma cesariana de emergência.

O caso da adolescente se agravou e ela teve que ser levada a UTI, onde permanece em coma induzido. No dia do pequeno incêndio na casa de maquinas da maternidade a jovem foi a ultima a ser transferida para o Pronto Socorro.

“Queremos apenas que nossa filha se recupere e que esse transtorno todo acabe. É um absurdo o que acontece na saúde de nosso Estado. Minha filha poderia ter morrido por conta de um atendimento precário igual a esse do PS, onde por três vezes foi procurado atendimento médico e receitavam apenas analgésicos… lamentável”, protestou o pai da adolescente.

 

“Falta da Dipirona à luvas”

Na noite de sábado (10), a reportagem conversou com um grupo de quatro servidores: um médico e uma enfermeira do Pronto Socorro, uma enfermeira e uma servidora de apoio da Maternidade Barbara Heliodora.

Os profissionais do Pronto Socorro relataram a precariedade que se instalou no hospital de Emergencia, além da pressão imposta pelos gestores estaduais para que casos, como a falta de medicamentos tipo Dipirona e até a falta de luvas para pequenas procedimentos não cheguem ao conhecimento público através da imprensa.

De acordo com o médico e a enfermeira, há casos em que os familiares têm que custear a Dipirona receitada aos pacientes e que durante um plantão a equipe realizou uma cotinha para comprar luvas estéreis para suprir a falta na unidade.

“Se fosse de conhecimento público o que acontece dentro do Pronto Socorro a população teria a dimensão do caos que é aquele hospital e reveria seu conceito quando fossem protestar quanto a falta de estrutura e o atendimento precário. Médico e enfermeiro nenhum pode realizar um serviço de qualidade se não há estrutura, uma logística… gostaria muito que o que ouvimos aqui fossem dito aos nossos gestores, pois eles sim são os culpados por esse caos. Outro dia tivemos que fazer uma cotinha no setor para comprar luvas, pois estava em falta no hospital e as que tinham não daria nem para a metade do dia”, desabafou o médico.

Na maternidade a situação não é diferente, segundo algumas servidoras, que afirmam que muitos pacientes tem que comprar Dipirona para serem medicados.

Mas o que mais chamou a atenção foi quanto ao sistema de oxigênio do hospital. De acordo com a uma servidora de apoio, problemas de vazamento de oxigênio eram comuns na maternidade, sendo que uma semana antes do pequeno incêndio o sistema havia dado problema e só foi restabelecido depois que um servidor da manutenção fez um “reparo” na tubulação.

“Olha para ser bem sincera demorou foi muito para que algo grave acontecesse naquele sistema de oxigênio da maternidade. Semana passada tomamos o maior susto, quando ouvimos um barulho e começou a vazar gás… foi uma correria de enfermeiros e técnicos para socorrer os pacientes que precisavam do oxigênio, que ficaram por cerca de meia hora com oxigênio do sistema móvel. O caso foi solucionado depois que um funcionário do setor de serviços gerais fez uma gambiarra e lacrou o vazamento”, disse a servidora.

O caso foi confirmado pela enfermeira que também estava de plantão no dia do acontecido. “Ali tudo é na base da gambiarra. Essa obra de readequação que está sendo realizada serve apenas para melhorar os ‘reparos’ feitos durante emergências como a que ocorreu há duas semanas”, denunciou.

 

Gestoras negam falta de medicamentos e materiais hospitalares

A reportagem procurou a direção das unidades de saúde para saber sobre as denúncias feita pelos servidores. No Hospital da Criança, a Diretora Geral, Lorena Rojas disse que tanto no caso da pequena Yasmim como da adolescente que foi submetida a cirurgia de emergência foi solicitado abertura de procedimento administrativo para apurar se houve irregularidades durante os atendimentos.

No caso de Yasmim a direção do Hospital da Criança solicitou junto a gerência da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) um relatório e prontuário médico da criança.

Quanto à falta de medicamentos Lorena Rojas negou veementemente que tenha ocorrido o fato e justifica afirmando que a unidade hospitalar tem um planejamento para evitar problemas dessa natureza, além de destacar que a compra do medicamento por familiares de pacientes é inviável, já que o medicamento usado na unidade hospitalar é injetável e não é comercializado nas farmácias e drogarias da capital.

Lorena disse ainda que houve uma falta do medicamento a nível nacional, mas que esta falta não afetou o estoque do hospital.

Sobre possíveis vazamentos a diretora afirmou que foi contratada uma empresa para a realização de uma readequação em toda rede de gases medicinais e de ar-condicionado. Durante a obra foi mudada toda a canalização do oxigênio e para isso foram realizados testes e foi durante essas inspeções que detectaram vazamentos, que de acordo com a diretora, foram todos corrigidos.

No Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) a reportagem conversou com a Gerente Administrativa, Cecília Maria Rodrigues de Souza. A gestora afirmou que em momento algum houve falta de medicamento ou até mesmo material básico de procedimento. Cecília de Souza disse ainda que o que ocorreu foi uma redução na remessa de material, mas que essa redução não implicou na falta de material.

“Passamos por um período em que houve uma redução na remessa de material, mas essa redução não gerou falta de material e muito menos falta de medicamentos. Para se ter uma ideia há cerca de um mês o Estado recebeu pouco mais de nove mil ampolas de Dipirona. Como é que está faltando esse medicamento”, questiona a diretora.

Cecília de Souza afirmou também que desconhece os motivos das denúncias, mas acredita que “há um grupo tentado desmoralizar o serviço da saúde”. A gestora finalizou afirmando que a direção do Huerb está a disposição para esclarecer qualquer duvida.

 

Um incêndio de pequenas proporções acontecido na última quarta-feira (7), na usina de oxigênio da Maternidade Barbara Heliodora, em Rio Branco, foi apenas a ponta um alerta para a sucessão de denúncias sobre a falta de estrutura, atendimento e possíveis erros médicos que expõem a fragilidade da saúde na rede estadual, propagada desmedidamente pelo Governo do Acre, como de “primeiro mundo”.

Durante o final de semana a reportagem de ac24horas conversou com familiares de pacientes e servidores da saúde, que revelaram a triste realidade vivida pelo setor que deveria ser exemplo na administração do medico Sebastião Viana.

Falta de medicamentos básicos e insumos são freqüentes nas unidades. Até assedio moral estão entre os casos mais relatados pelos profissionais. O assunto veio a tona na tarde de sexta-feira (9), quando a reportagem ouviu três casos diferentes, mas que denotam a mesma situação, possível erro médico e descaso no atendimento aos pacientes. Médicos, técnicos de enfermagem e enfermeiros, que somente falaram depois de garantias de que teriam suas identidades resguardadas, por medo de represálias

Saude_1Os fatos – O casal Neemys Silva de Souza e Antônio Francisco da Conceição, moradores da cidade de Senador Guiomard, estavam com a filha de três meses de idade internada há mais de 20 dias na UTI do Hospital da Criança.

De acordo com os pais da criança, os médicos afirmaram que a paciente tinha um cisto no abdômen e foi submetida a uma cirurgia de emergência, só que ao contrario do que afirmaram os médicos, a criança tinha um problema no fígado.

“Foram realizados exames de tomografia e ultrassonografia e mesmo assim operaram minha filha dizendo que ela tinha um cisto, mas na realidade ela tinha problema no fígado”, declarou Neemys de Souza.

Transferida para a UTI do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) após o incidente da quarta-feira (7), a criança teve o quadro de saúde agravado e acabou falecendo no sábado (10).

“O que fizeram foi uma maldade; minha filha chegou com um problema sério de fígado e os médicos realizaram uma cirurgia dizendo que ela tinha um cisto”, disse a mãe da pequena Yasmim que denunciou o caso no Ministério Público Estadual (MPE), ainda na sexta-feira.

Caso semelhante foi relatado pela professora Fabíola Vieira de Souza, moradora da cidade de Sena Madureira, mãe da pequena Hevelin Liandra de Souza André, de apenas quatro anos e dez meses. A criança foi internada no Hospital da Criança no dia 13 de julho para tratar de uma pneumonia, mas no dia 3 de agosto deu entrada na UTI do Hospital da Criança, após contrair uma infecção generalizada na enfermaria do hospital.

“Minha filha tem a saúde frágil, pois tem problemas de paralisia cerebral, mas nada justifica ela chegar para tratar de uma pneumonia e contrai uma infecção generalizada. Estou me sentindo impotente por ver minha filha naquele estado, toda entubada e não poder fazer nada; só quero que ela se restabeleça e volte pra casa”, diz emocionada Fabíola Vieira.

Adolescente internada na UTI após cirurgia de emergência

A reportagem também conversou com Lucenildo Braga de Lima e Aurelina Ferro de Aragão, pais de uma adolescente de 15 anos que está internada na UTI do Huerb, após se submetida a uma cesariana de emergência.

Segundo Aurelina Ferro, durante o final de semana retrasado sua filha, grávida de oito meses, foi a Maternidade Barbara Heliodora, sentindo fortes dores abdominais. Após exames preliminares a adolescente foi encaminhada ao Pronto Socorro do Huerb. No setor de emergência da unidade hospitalar a jovem foi medicada e orientada a retornar para casa, já que, segundo os médicos, não havia necessidade da adolescente ficar internada. No dia seguinte a jovem retorna ao PS, novamente com dores abdominais, novamente recebeu analgésicos e retornou para casa.

Na segunda-feira a jovem foi acometida por uma febre de cerca de 40 graus e levada às pressas a Maternidade. No hospital os médicos detectaram que a febre alta era causada por pedras na vesícula e por conta disso teve que ser submetida a uma cesariana de emergência.

O caso da adolescente se agravou e ela teve que ser levada a UTI, onde permanece em coma induzido. No dia do pequeno incêndio na casa de maquinas da maternidade a jovem foi a ultima a ser transferida para o Pronto Socorro.

“Queremos apenas que nossa filha se recupere e que esse transtorno todo acabe. É um absurdo o que acontece na saúde de nosso Estado. Minha filha poderia ter morrido por conta de um atendimento precário igual a esse do PS, onde por três vezes foi procurado atendimento médico e receitavam apenas analgésicos… lamentável”, protestou o pai da adolescente.

“Falta da Dipirona à luvas”

Na noite de sábado (10), a reportagem conversou com um grupo de quatro servidores: um médico e uma enfermeira do Pronto Socorro, uma enfermeira e uma servidora de apoio da Maternidade Barbara Heliodora.

Os profissionais do Pronto Socorro relataram a precariedade que se instalou no hospital de Emergencia, além da pressão imposta pelos gestores estaduais para que casos, como a falta de medicamentos tipo Dipirona e até a falta de luvas para pequenas procedimentos não cheguem ao conhecimento público através da imprensa.

De acordo com o médico e a enfermeira, há casos em que os familiares têm que custear a Dipirona receitada aos pacientes e que durante um plantão a equipe realizou uma cotinha para comprar luvas estéreis para suprir a falta na unidade.

“Se fosse de conhecimento público o que acontece dentro do Pronto Socorro a população teria a dimensão do caos que é aquele hospital e reveria seu conceito quando fossem protestar quanto a falta de estrutura e o atendimento precário. Médico e enfermeiro nenhum pode realizar um serviço de qualidade se não há estrutura, uma logística… gostaria muito que o que ouvimos aqui fossem dito aos nossos gestores, pois eles sim são os culpados por esse caos. Outro dia tivemos que fazer uma cotinha no setor para comprar luvas, pois estava em falta no hospital e as que tinham não daria nem para a metade do dia”, desabafou o médico.

Na maternidade a situação não é diferente, segundo algumas servidoras, que afirmam que muitos pacientes tem que comprar Dipirona para serem medicados.

Mas o que mais chamou a atenção foi quanto ao sistema de oxigênio do hospital. De acordo com a uma servidora de apoio, problemas de vazamento de oxigênio eram comuns na maternidade, sendo que uma semana antes do pequeno incêndio o sistema havia dado problema e só foi restabelecido depois que um servidor da manutenção fez um “reparo” na tubulação.

“Olha para ser bem sincera demorou foi muito para que algo grave acontecesse naquele sistema de oxigênio da maternidade. Semana passada tomamos o maior susto, quando ouvimos um barulho e começou a vazar gás… foi uma correria de enfermeiros e técnicos para socorrer os pacientes que precisavam do oxigênio, que ficaram por cerca de meia hora com oxigênio do sistema móvel. O caso foi solucionado depois que um funcionário do setor de serviços gerais fez uma gambiarra e lacrou o vazamento”, disse a servidora.

O caso foi confirmado pela enfermeira que também estava de plantão no dia do acontecido. “Ali tudo é na base da gambiarra. Essa obra de readequação que está sendo realizada serve apenas para melhorar os ‘reparos’ feitos durante emergências como a que ocorreu há duas semanas”, denunciou.

 

Gestoras negam falta de medicamentos e materiais hospitalares

A reportagem procurou a direção das unidades de saúde para saber sobre as denúncias feita pelos servidores. No Hospital da Criança, a Diretora Geral, Lorena Rojas disse que tanto no caso da pequena Yasmim como da adolescente que foi submetida a cirurgia de emergência foi solicitado abertura de procedimento administrativo para apurar se houve irregularidades durante os atendimentos.

No caso de Yasmim a direção do Hospital da Criança solicitou junto a gerência da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) um relatório e prontuário médico da criança.

Quanto à falta de medicamentos Lorena Rojas negou veementemente que tenha ocorrido o fato e justifica afirmando que a unidade hospitalar tem um planejamento para evitar problemas dessa natureza, além de destacar que a compra do medicamento por familiares de pacientes é inviável, já que o medicamento usado na unidade hospitalar é injetável e não é comercializado nas farmácias e drogarias da capital.

Lorena disse ainda que houve uma falta do medicamento a nível nacional, mas que esta falta não afetou o estoque do hospital.

Sobre possíveis vazamentos a diretora afirmou que foi contratada uma empresa para a realização de uma readequação em toda rede de gases medicinais e de ar-condicionado. Durante a obra foi mudada toda a canalização do oxigênio e para isso foram realizados testes e foi durante essas inspeções que detectaram vazamentos, que de acordo com a diretora, foram todos corrigidos.

No Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) a reportagem conversou com a Gerente Administrativa, Cecília Maria Rodrigues de Souza. A gestora afirmou que em momento algum houve falta de medicamento ou até mesmo material básico de procedimento. Cecília de Souza disse ainda que o que ocorreu foi uma redução na remessa de material, mas que essa redução não implicou na falta de material.

“Passamos por um período em que houve uma redução na remessa de material, mas essa redução não gerou falta de material e muito menos falta de medicamentos. Para se ter uma ideia há cerca de um mês o Estado recebeu pouco mais de nove mil ampolas de Dipirona. Como é que está faltando esse medicamento”, questiona a diretora.

Cecília de Souza afirmou também que desconhece os motivos das denúncias, mas acredita que “há um grupo tentado desmoralizar o serviço da saúde”. A gestora finalizou afirmando que a direção do Huerb está a disposição para esclarecer qualquer duvida.